O OpenOffice está mesmo profundamente doente?
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Continuando na trilha do debate sobre a saúde do desenvolvimento do projeto OpenOffice.org, mantido pela Sun, a partir da discussão iniciada no final de 2008 por um integrante do projeto e funcionário da Novell (saiba mais em “O OpenOffice está morrendo?“), Matt Asay dedicou seu espaço na CNet a aprsentar seu interessante ponto de vista, que afirma que o fenômeno foi percebido corretamente, mas as causas estão erradas.

Segundo ele, o problema não ocorre devido ao decréscimo de desenvolvedores ativos no projeto – se houvesse um pequeno núcleo de desenvolvedores ativos e comprometidos, grandes flutuações no número total poderiam ter impacto bem menor (e ele traz alguns dados e exemplos para suportar esta análise).
Para ele, a causa é mesmo a posição que a Sun toma: ao mesmo tempo em que se coloca como leão de chácara da inclusão de código e dos rumos de desenvolvimento, ela parece estar reduzindo sua própria participação no desenvolvimento em si – sem afrouxar os gargalos que permitiriam que essa redução fosse compensada pela agregação de novos interessados externos. O fato de o código ser inusualmente complexo complica ainda mais as coisas, porque até mesmo os desenvolvedores 100% capazes de desconsiderar o desestímulo existente têm dificuldade em se aproximar do projeto.
Para ele uma possível solução ganha-ganha seria a Sun sair do caminho, transformando o OpenOffice em uma fundação similar ao Eclipse, e assim evitando o ocaso do projeto, que não é de seu interesse.
Saiba mais (news.cnet.com).
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Se não me engano, já existe um fork do projeto.
Porque não focar no mesmo?
Abraços.
Vamos admitir que, do jeito que andam as coisas, está difícil de se ver um belo horizonte para o openoffice. Ele teve mudanças e melhorias tímidas e pouco expressivas nos ultimos anos.
Praticamente hoje, o openoffice concorre com o Microsoft Works e não com o Microsoft Office que está sozinho na frente.
Creio que o melhor seria concentrar os esforços em algo novo.. Koffice não deixa de ser uma boa idéia.
Porque o fork é mal visto pela comunidade já que é foi iniciado por um funcionário da Novell, apesar de ter funcionários da Red Hat e do Debian(Ai no caso não sei se chamo de funcionário rs..).
Entretanto o projeto é mais um resposta a a SUN que realmente um projeto concorrente, tanto que o SUSE usa o OpenOffice.org como suite de escritório padrão. (Idem para outras distros com participação no projeto)
A ideia do Go-OO, ao que me parece é mais ao longo prazo, um tipo de “refugio” para os devs caso a Microsoft lançasse uma versão “killer” do Microsoft Office, fazendo assim decair a base de usuários do OpenOffice.org.
Porém se analisarmos com cuidados os “últimos” movimentos da Microsoft, é bem provável que a próxima versão de sua suite de escritório realmente seja um “peso” muito maior para o OpenOffice.org que está sendo as versões 2003 e 2007 da suite (que são infinitamente superior), pois quando passar a suportar o ODF, e por já está sendo distribuída gratuitamente para muitos órgãos públicos, todo o “tesão” para se usar o OpenOffice.org vai sumir.
Se a SUN não abrir as pernas um pouco, e “ajudar” dar um “plus” no OpenOffice.org ele não sobreviver por muito tempo não. E não vai ser por maldade da MS! O OpenOffice.org desde sua primeira versão não teve nenhuma mudança realmente significativa no visual e nas funcionalidades básicas. Ainda parece que estamos usando o MS-Office 97.
Veja por exemplo o MS-Office 2007, foi uma “evolução” clara da versão 2003 que foi uma evolução clara da versão XP, etc… Se usarmos o OpenOffice 2 e o 3 é capaz de nem percebemos as diferenças, é a mesma interface ultrapassada e os mesmos recursos básicos com problemas!
O Go-OO pode ser até uma “solução” até por ser “mais livre” que o OpenOffice.org, porém não possui “know how” e quantidade de desenvolvedores para se manter.