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O OpenOffice está mesmo profundamente doente?

Continuando na trilha do debate sobre a saúde do desenvolvimento do projeto OpenOffice.org, mantido pela Sun, a partir da discussão iniciada no final de 2008 por um integrante do projeto e funcionário da Novell (saiba mais em “O OpenOffice está morrendo?“), Matt Asay dedicou seu espaço na CNet a aprsentar seu interessante ponto de vista, que afirma que o fenômeno foi percebido corretamente, mas as causas estão erradas.

Segundo ele, o problema não ocorre devido ao decréscimo de desenvolvedores ativos no projeto – se houvesse um pequeno núcleo de desenvolvedores ativos e comprometidos, grandes flutuações no número total poderiam ter impacto bem menor (e ele traz alguns dados e exemplos para suportar esta análise).

Para ele, a causa é mesmo a posição que a Sun toma: ao mesmo tempo em que se coloca como leão de chácara da inclusão de código e dos rumos de desenvolvimento, ela parece estar reduzindo sua própria participação no desenvolvimento em si – sem afrouxar os gargalos que permitiriam que essa redução fosse compensada pela agregação de novos interessados externos. O fato de o código ser inusualmente complexo complica ainda mais as coisas, porque até mesmo os desenvolvedores 100% capazes de desconsiderar o desestímulo existente têm dificuldade em se aproximar do projeto.

Para ele uma possível solução ganha-ganha seria a Sun sair do caminho, transformando o OpenOffice em uma fundação similar ao Eclipse, e assim evitando o ocaso do projeto, que não é de seu interesse.

Saiba mais (news.cnet.com).

• Publicado por Augusto Campos em 5/01/2009 às 3:00 pm
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Comentários dos leitores para “O OpenOffice está mesmo profundamente doente?”

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  1. Avelino Bego (usuário não registrado) em 5/01/2009 às 3:51 pm

    Se não me engano, já existe um fork do projeto.
    Porque não focar no mesmo?

    Abraços.

  2. David Dias (usuário não registrado) em 5/01/2009 às 4:04 pm

    Vamos admitir que, do jeito que andam as coisas, está difícil de se ver um belo horizonte para o openoffice. Ele teve mudanças e melhorias tímidas e pouco expressivas nos ultimos anos.

    Praticamente hoje, o openoffice concorre com o Microsoft Works e não com o Microsoft Office que está sozinho na frente.

    Creio que o melhor seria concentrar os esforços em algo novo.. Koffice não deixa de ser uma boa idéia.

  3. Porque o fork é mal visto pela comunidade já que é foi iniciado por um funcionário da Novell, apesar de ter funcionários da Red Hat e do Debian(Ai no caso não sei se chamo de funcionário rs..).

    Entretanto o projeto é mais um resposta a a SUN que realmente um projeto concorrente, tanto que o SUSE usa o OpenOffice.org como suite de escritório padrão. (Idem para outras distros com participação no projeto)

    A ideia do Go-OO, ao que me parece é mais ao longo prazo, um tipo de “refugio” para os devs caso a Microsoft lançasse uma versão “killer” do Microsoft Office, fazendo assim decair a base de usuários do OpenOffice.org.

    Porém se analisarmos com cuidados os “últimos” movimentos da Microsoft, é bem provável que a próxima versão de sua suite de escritório realmente seja um “peso” muito maior para o OpenOffice.org que está sendo as versões 2003 e 2007 da suite (que são infinitamente superior), pois quando passar a suportar o ODF, e por já está sendo distribuída gratuitamente para muitos órgãos públicos, todo o “tesão” para se usar o OpenOffice.org vai sumir.

    Se a SUN não abrir as pernas um pouco, e “ajudar” dar um “plus” no OpenOffice.org ele não sobreviver por muito tempo não. E não vai ser por maldade da MS! O OpenOffice.org desde sua primeira versão não teve nenhuma mudança realmente significativa no visual e nas funcionalidades básicas. Ainda parece que estamos usando o MS-Office 97.

    Veja por exemplo o MS-Office 2007, foi uma “evolução” clara da versão 2003 que foi uma evolução clara da versão XP, etc… Se usarmos o OpenOffice 2 e o 3 é capaz de nem percebemos as diferenças, é a mesma interface ultrapassada e os mesmos recursos básicos com problemas!

    O Go-OO pode ser até uma “solução” até por ser “mais livre” que o OpenOffice.org, porém não possui “know how” e quantidade de desenvolvedores para se manter.

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