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WordPress lança sua versão 7.0 “Armstrong”, e ela derrama IA por tudo

Coitado do Louis “Satchmo” Armstrong, o divo merecia mais da versão batizada em ~homenagem a ele.

Direto do anúncio oficial: “O WordPress 7.0 marca o início de uma nova era, estabelecendo as bases para a IA em toda a experiência do WordPress. Saudando você com um painel moderno e mais intuitivo, o 7.0 apresenta ferramentas aprimoradas de personalização e desenvolvimento que inspiram a criatividade e exploram um potencial infinito.”


Foto de Louis Armstrong tocando seu instrumento de sopro, cornetando um banner do WordPress 7
Satchmo, o homenageado que merece muito mais, cornetando o WP7.0

Um pouco mais de detalhes, de um parágrafo posterior:

Explore as capacidades de IA diretamente no seu site, tudo gerenciado a partir de um hub central. Deslize facilmente pelo novo e elegante tema de administração implementado no painel. Inicie o fluxo criativo com novos blocos e ferramentas de design e aproveite uma ampla caixa de ferramentas para desenvolvedores que oferece mais controle do que nunca, permitindo que você crie do seu jeito.

Você já notou que eles estão entusiasmados com esse lance de IA no CMS deles? se não notou ainda, aqui vai mais um trecho:

O AI Client combinado com a API Abilities forma uma dupla flamejante que introduz novas funcionalidades, automação de fluxo de trabalho e ferramentas de criação em seu site. Instale o novo plugin de IA para ampliar ainda mais suas opções: gerar e editar imagens, criar títulos ou trechos, ou até mesmo sugerir texto alternativo.

Só na 3ª página do PDF do anúncio ele começa a falar sobre as funcionalidades intrínsecas de gestão de conteúdo web: o dashboard com um visual novo e alguns recursos para quem faz o conteúdo, layout e desenvolve extensões para o WordPress.

Felizmente as notas de lançamento dão um pouco mais de detalhes (e colocam a Dashboard acima da IA, na ordem de detalhamento).

Uma nota pessoal, que é de contexto, para explicar o tom do post acima: eu já fui usuário satisfeito do WordPress, até que me desencantei com ele devido a mudanças (legítimas!) de prioridades no projeto – que, quando eu adotei, era por ser simples (no sentido de pouca complexidade, mas também de fácil de operar, manter, atualizar, etc.).

Eu não questiono essas decisões dos mantenedores, na época: o sucesso do produto, fora do nicho em que eu estava, os levou a isso, e eles tinham seus interesses a preservar. Estavam corretos! Era só o produto que não me servia mais, o que para mim era uma decisão técnica também. Foi nesse ponto que criei o Axe, meu próprio CMS (que faz bem menos do que o WordPress), e em 2013 migrei pra ele o BR-Linux, o Efetividade e meus demais blogs.

Só que a partir do final de 2024, com os profundos problemas de governança e conflitos entre interesses corporativos e interesses comunitários no ecossistema do WordPress, essa minha opinião deixou de ser técnica, e passou a ser antipatia e rejeição – não por deixar de usar, mas por discordar dos posicionamentos das lideranças envolvidas.

Assim, para quem curte o WordPress (e nada contra você curtir), a minha torcida sempre é que venha a encontrar um fork sólido do código, que atenda seus interesses, sem expor à continuidade do relacionamento (mesmo tecnológico) com a empresa e seus gestores – eu também procuro limitar as minhas, quando não consigo afastar completamente.

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