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FSFE autorizada a defender os interesses da comunidade no processo da Apple contra a União Europeia

Tags: mercado, europa

O Tribunal de Justiça da União Europeia autorizou a FSFE a atuar novamente no caso T-359/25 - “Apple contra a Comissão Europeia”, para defender a interoperabilidade e a liberdade de software na Europa.

Recebi hoje o comunicado à imprensa que a FSF Europa – a prima querida da família – emitiu para informar que foi autorizada mais uma vez a agir nesse processo de alta visibilidade e grande potencial de impacto, porque a Apple não curtiu algumas das medidas que defendem o interesse público dos europeus:

A Apple contesta a decisão da Comissão Europeia que estabelece procedimentos sobre como a empresa deve prover interoperabilidade de software e hardware para os seus smartphones e tablets. A decisão da Comissão inclui medidas destinadas a ampliar a transparência e o acesso para os desenvolvedores que buscam interoperabilidade com as funcionalidades do hardware e sistema operacional da Apple, incluindo acesso a informações técnicas, canais de comunicação e procedimentos mais claros para pedidos de interoperabilidade.

Em outras palavras, a Apple recebeu a ordem, sabe que é obrigada a cumprir, mas está arrastando os pés, tentando protelar e fazer cortina de fumaça.


Logo da FSFE

O tribunal, por sua vez, explicitou que o resultado do caso “provavelmente terá um impacto significativo no fornecimento de software livre e de código aberto” e na capacidade dos programadores de conectarem as suas aplicações aos sistemas da empresa, impedindo que pudessem “interconectar suas aplicações com o sistema operacional da Apple”.

No andamento processual, a FSFE apresentará a sua declaração perante o Tribunal, sobre interoperabilidade, liberdade de software e o impacto prático desse contexto nos desenvolvedores e usuários.

A FSFE, você sabe, é a Free Software Foundation Europe, sem subordinação à FSF dos EUA – antes pelo contrário: quando discordam dos primos do outro lado do Atlântico, eles colocam isso com bastante clareza (a divergência do link ao lado durou 5 anos, e foi revertida no início de 2026).

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Enshittificação orwelliana: o Bitwarden que você conheceu não existe mais

Tags: segurança, orwell

Saem as promessas de inclusão, transparência e always free, e entra um especialista em depenar companhias.

O BitWarden é, merecidamente e há anos, o queridinho de uma parte especialmente consciente entre os usuários que confiam em sistemas gerenciadores de senhas, inclusive porque é open source (e a página explicando como hospedar o seu próprio BitWarden, em seu próprio servidor, com menos de meia dúzia de comandos, continua no ar).

Mas isso mudou, ou precisa mudar urgentemente, porque o BitWarden sofreu um Efeito Twitter: aquele BitWarden que conhecíamos não existe mais. Michael Crandell, o CEO que conquistou a confiança dos usuários, não manda mais por lá, e o novo dono é uma corporação daquelas cujo negócio é, assumidamente, comprar empresas para extrair tudo que elas tiverem de valor, depois vender pra alguém o bagaço que sobrar.


Ícone do BitWarden em meio a um incêndio em um container de reciclagem

O resumo publicado por Patrick Boyd1 é leitura importante para quem ainda usa ou conhece quem ainda use o BitWarden, porque conta a história desde o começo, e apresenta com clareza a periclitante situação atual.

Aqui vai o meu resumo do resumo: em fevereiro, o CEO anterior foi transformado em consultor, e um novo CEO (especializado em depenar empresas, no modelo que mencionei acima) assumiu – sem grandes anúncios nem publicações, o que já indica que eles sabem que a mudança afugentaria parte valiosa da clientela.

A partir daí, ladeira abaixo: em março o preço já aumentou, em abril desapareceu do site a promessa de "Always free", até então em destaque desde sempre, e em seguida o lema deles mudou. Continua sendo o acrônico GRIT, só que o significado dos valores representados pelas letras mudou, assim:

  • era: GRIT - Gratidão, Responsabilidade, Inclusão e Transparência
  • ficou: GRIT - Gratidão, Responsabilidade, Inovação e Confiança2.

Ou seja: tchau, transparência e confiança na gestão do BitWarden! Como no caso do CEO, foi uma mudança sem maiores avisos ou divulgação, o que também é sintomático – e piora quando se percebe que eles mudaram até menções a respeito desses princípios em menções de posts de blog da empresa, de anos atrás, em uma manobra literalmente orwelliana.

Não é algo que surpreenda: softwares mantidos por empresas estão sujeitos a esse risco (relativamente típico, até, e que vem se repetindo em modelos parecidos, como vimos recentemente com o Github). Não menciono isso neste momento para criticar o modelo, mas apenas para apontar o fato.

Mesmo assim, quem usa o plano grátis é melhor ficar atento à continuidade, quem usa pago já deve estar pagando mais há meses, e quem tem o self-hosted tem que ficar ainda mais atento a eventuais mudanças que impliquem em restrições nas APIs públicas ou na disponibilidade de código3 – ao menos até que façam um fork, e todo aquele balé cuja coreografia também já vimos várias vezes.

Ou, é claro, mudar para outro app ou estratégia. A minha preferida é a clássica correct horse battery staple – indique suas alternativas nos comentários!

(Link recebido via @elilla& – obrigado, querida!)

 
  1.  O Patrick, você sabe, também é autor do fundamental tema capivarístico para o Mastodon Web.

  2.  “Trust”, no original

  3.  Porque a licença pode mudar a partir de uma versão futura, por exemplo, ou incluírem um novo requisito não implementado na versão open source.

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BR-Linux volta a ter comentários abertos

Tags: site, admin, confianca

A partir da de hoje, os comentários do BR-Linux voltam a ser sem moderação prévia, como foram ao longo dos últimos 15 anos.

Quando reativei o sistema do site, na semana passada, deixei configurada a moderação prévia, até tomar pé das coisas. Hoje movi o pêndulo na direção oposta, e configurei comentários abertos para todos os usuários.

Usem com responsabilidade, valorizando (e votando para cima) os comentários informativos ou inspiradores, por favor, e me ajudem a moderar os eventuais excessos que perceberem!

Sublinho: os Termos de Uso continuam valendo1, se aplicam aos comentários e, se eu notar algo que exija intervenção, removerei ou farei o que estiver ao alcance.

Se acontecer mau uso reiterado ou intenso, mudo a configuração para moderação prévia de novo por mais alguns dias, porque agora preciso priorizar a revisão do site, e não o acompanhamento contínuo das conversas (que acompanharei, claro, mas não com velocidade suficiente para ser moderador contínuo).

Está sendo bem legal esse retorno, é um prazer estar aqui novamente.

 
  1.  Provavelmente os revisarei em breve, mas tem bem mais coisa pra revisar antes, incluindo o layout, já em andamento!

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Retorno do BR-Linux saiu no Dicas-L - obrigado!

Tags: comunidade, site

O sempre atento Rubens Queiroz, heróico fundador do longevo Dicas-L, me ajudou a divulgar o retorno do BR-Linux, inclusive listando a minha checklist, já em andamento:

Após uma longa pausa iniciada em 2018, Augusto anunciou que o site voltou a ser atualizado e que os conteúdos já começaram a reaparecer no portal. Segundo ele, os próximos dias trarão diversas melhorias:
- modernização do layout
- correção de links antigos
- reativação gradual de recursos históricos do site
- retorno dos comentários dos leitores
- atualização da infraestrutura geral do portal

Ele também incluiu um elogio que eu aceito com muito gosto, considerando o histórico da origem:

Em uma internet cada vez mais dominada por redes sociais efêmeras e conteúdos descartáveis, é extremamente simbólico ver um dos mais importantes portais independentes da história do Linux brasileiro retomando suas atividades.

O retorno do BR-Linux também representa algo maior: a preservação da memória técnica da comunidade Linux no Brasil. Para quem viveu o crescimento do Software Livre nos anos 2000, é difícil não sentir um certo entusiasmo ao ver novamente o BR-Linux ativo. Vida longa ao BR-Linux.

Uma cópia do comunicado dele está disponível no LinkedIn, onde no momento eu não estou, então agradeço por aqui mesmo!

O mesmo Rubens me avisou que o Júlio Neves, do shell (e que no século XX fez parte da história do Unix brasileiro) também publicou por lá sua nota de boas-vindas, que igualmente agradeço, e reproduzo um trecho que me alegrou especialmente:

O BR-Linux também ensinou uma coisa essencial: tecnologia se constrói em comunidade. Alguém publica, alguém comenta, alguém corrige, alguém discorda, alguém volta com um link melhor. Quando o debate funciona, melhora todo mundo. Quando descamba, revela quem leu apenas o título.

Homenagear o BR-Linux significa reconhecer um pedaço importante da memória técnica brasileira. Em um país que esquece rápido até o que deveria documentar, manter histórico já vira serviço público. O site registrou uma época em que Linux crescia na raça, em fóruns e máquinas que aceitavam o sistema depois de negociação sindical.

Obrigado!

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Torvalds reclama do “trabalho de faz-de-conta” de quem envia bug reports gerados por IA

Tags: kernel, ia, cabecudo

A postura controversa de Linus Torvalds em relação à coexistência entre ferramentas de IA e o desenvolvimento do kernel Linux teve mais um capítulo neste domingo, quando o finlandês lançou um novo RC do kernel 7.1 e aproveitou para se queixar da inundação de relatos de bugs que tem sido enviados por usuários de ferramentas de ~análise baseadas em IA/LLM, que “basicamente tornou a lista de discussão sobre segurança quase totalmente incontrolável”.

O efeito prático descrito por Torvalds, sobre essa lista de discussão de alta prioridade e relevância, está centrado na consequência, e não no fenômeno originário: “As pessoas de lá passam o tempo todo encaminhando coisas para as pessoas certas ou dizendo ‘isso já foi consertado há uma semana/mês’”.




A causa, naturalmente, está relacionada a um monte de gente que não domina o código, nem o processo, estar aplicando um mesmo conjunto de ferramentas a uma mesma base de código, e encaminhando o resultado, acreditando estar contribuindo – “o que é uma agitação totalmente sem sentido”, conclui Torvalds, que ainda observa que o fato de a lista de segurança ser (por razões práticas de sua finalidade) fechada ainda impede que as pessoas que enviam relatos possam consultar se ele já foi enviado por alguém antes.

Sobre o papel dos LLM nesse cenário, Linus também se posiciona:

As ferramentas de IA são ótimas, mas apenas se realmente ajudarem, em vez de causarem sofrimento desnecessário e trabalho de faz-de-conta inútil. Sinta-se à vontade para usá-las, mas use-as de uma forma que seja produtiva e proporcione uma experiência melhor.

Ou, acrescento eu, quem sabe prefira usar ferramentas que multipliquem o seu conhecimento, ou aplique ferramentas a áreas que você domina? Mesmo se não fosse IA, gerar relatórios sobre algo que você não compreende integralmente, e encaminhá-los para especialistas no ramo, que teriam acesso às mesmas ferramentas se quisessem, não parece o melhor uso de recursos.

Via @jbz, no Fediverso.

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Debian 13.5: versão intermediária atualiza a mídia de instalação do Trixie

Tags: distribuicoes, debian

Quinta atualização da versão estável Debian 13 (Trixie) traz ajustes e correções, inclusive para questões de segurança – que também estão disponíveis para quem instalou as versões anteriores do Debian Trixie e as manteve atualizadas a partir dos repositórios oficiais.


Menu de instalação do Debian 13

Além do retorno do BR-Linux (ainda em andamento, aos poucos a gente chega lá!), o final de semana nos trouxe o Debian 13.5, com novas imagens de instalação à disposição para download. O anúncio oficial inclui a longa lista de atualizações, que vão desde riscos relacionados ao singelo editor nano até questões relacionadas a componentes de alta visibilidade, como o PHP e o X.Org.

Vale sublinhar: se você já tem o Debian 13 instalado, não há necessidade de reinstalar, basta atualizar pelos recursos usuais. A versão 13.5 é uma conveniência para quem for fazer novas instalações, pois já inclui uma linha de base atualizada das atualizações e correções aplicadas ao longo do ciclo de vida da distribuição.

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O fim do Unix brasileiro: 34 anos da versão final do SOX

Tags: marco, unix, governos

Na data de hoje, mas em 1992, aconteceu um marco triste na história do software nacional: foi fechado o conteúdo da fita oficial de distribuição do SOX 5.3, derradeira versão do Unix brasileiro, desenvolvido pela Cobra e homologado como um Unix System V legítimo, pela X/Open, nos EUA.




A reserva de mercado tinha acabado de acabar, e todo mundo queria passar a importar Unix do exterior. Mas ainda deu tempo de os últimos binários, compilados a partir de fontes datados de janeiro e fevereiro do mesmo ano, trazerem as modificações feitas após os testes realizados nos EUA para a certificação internacional.

Os arquivos para integração com protocolos bancários foram revisados uma última vez, garantindo mais alguns anos1 de operação no Banco do Brasil, maior cliente da Cobra.

O SOX nasceu na década de 1980, quando Linus Torvalds ainda nem sonhava em um dia ter um 386 e desenvolver nele um kernel, e foi um dos primeiros Unix-like totalmente independente da AT&T.

O SOX também tem a distinção de ter sido o único dessa geração a ter sido reconhecido com padrão Unix, mesmo tendo sido desenvolvido fora dos Estados Unidos.

 
  1.  Há relatos de que as máquinas derradeiras continuaram rodando até 1998, quando foram definitivamente desativadas na prevenção aos riscos do bug do milênio.

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KDE recebe investimento de mais de 1 milhão de euros de fundo soberano europeu

Tags: mercado, kde, europa

Investimento será utilizado para reforçar a confiabilidade estrutural e a segurança da infra-estrutura central do KDE, incluindo o Plasma, o KDE Linux e as estruturas relacionadas aos serviços de comunicação integrantes do projeto.

Os recursos vem do Sovereign Tech Fund, um fundo mantido pelo governo alemão que tem investido em tecnologias abertas e alternativas a monopólios, cuja diretora declarou que contribuir com a infraestrutura de testes, a arquitetura de segurança e as estruturas de comunicação do KDE é uma forma de investir na resiliência e na confiabilidade da infraestrutura digital central da qual a sociedade moderna depende.



Um desktop com o ambiente KDE

O comunicado do projeto KDE vai além e coloca com todas as letras: “O desrespeito das Big Techs pelas leis de privacidade e pelos dados pessoais dos indivíduos tornou-se uma questão de segurança nacional. À medida que notícias de má gestão intencional enchem as manchetes quase diariamente, o mundo está começando a se afastar de softwares caros e inseguros, cheios de spyware, empurrados por empresas como Microsoft, Google, Meta, Apple, et al.”

A agência alemã identificou no KDE uma oportunidade de investimento para melhorar a resiliência estrutural e modernizar a pilha de tecnologia de uma importante plataforma de desktop alternativa às das Big Techs, o que faz especial sentido quando consideramos que os recursos virão especificamente da parte do Fundo Soberano dedicada a apoiar infraestruturas digitais abertas vitais para administrações públicas, empresas e pessoas.

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CERN disponibiliza biblioteca de 17.000 símbolos de eletrônica para o KiCad

Tags: cad, contribuicao

O CERN disponibilizou sua biblioteca interna de componentes KiCad, contendo mais de 17.000 símbolos de componentes eletrônicos, sob sua própria licença de hardware aberto.



O CERN, você sabe, é um centro europeu de pesquisas que também é um pioneiro do código aberto e da Internet aberta (afinal, foi lá que nasceu a web!). E o KiCad é um dos sucessos no mundo do CAD e EDA de código aberto, a ponto de ter seu formato de arquivo aceito como um dos padrões do mercado.

Desenvolvido desde 1992, o KiCad também contou com diversas contribuições do CERN em seu código, ao longo dos anos.

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Vulnerabilidade séria: Proteja-se do Dirty Frag

Tags: seguranca, administracao, vulnerabilidade

As distribuições já estão disponibilizando atualizações contra a vulnerabilidade Dirty Frag, prontas para uso em produção, e a recomendação é que você instale assim que possível1, especialmente (mas não só) se outros usuários tem acesso a executar processos em sua máquina.

O Dirty Frag chegou ao conhecimento do público em geral menos de uma semana depois da movimentação causada por outra vulnerabilidade severa (chamada Copy Fail) e, assim como a da semana passada, resulta em usuários não privilegiados (incluindo em VMs) alcançam privilégios de root.

O Dirty Frag é determinístico, e não causa crash na hora em que roda, dificultando a detecção.

Sugestão: Procure a atualização e instruções adicionais no site da sua distribuição, e atualize o quanto antes.

Via: Linux bitten by second severe vulnerability in as many weeks - Ars Technica

Parênteses literais:

(que momento para trazer o BR-Linux de volta ao ar, hein? Ainda estou colocando a casa em ordem, mas estou voltando. Por enquanto falem comigo no Fediverso, lá eu sou o @autobrain).

 
  1.  Mesmo que exija um reboot indesejado.

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O BR-Linux está em pausa por tempo indeterminado

Tags:

Após algumas semanas tentando encontrar maneiras de continuar a conciliar o meu interesse em postar regularmente aqui para vocês e as exigências crescentes das minhas demais atividades, cheguei à conclusão de que é melhor suspender as tentativas e deixar o blog em férias por tempo indeterminado, enquanto não tiver condições de oferecer a atenção que vocês merecem.

O BR-Linux está no ar ininterruptamente desde 1996. Nos tempos áureos da primeira década do século XXI, cheguei a publicar médias de 12 a 15 artigos por dia, 7 dias por semana. Na década atual, o ritmo foi diminuindo no compasso de pelo menos 2 outros fenômenos interessantes, mas fora do meu domínio de interesse: a prevalência da disseminação de informação por outras mídias (redes sociais, vídeos) e a crescente mistura entre o noticiário sobre Linux e o noticiário corporativo.

Não são mudanças que me desagradam (pelo contrário, até), mas elas contribuem para reduzir a demanda por um blog textual com quase 22 anos de idade, cujo autor cada vez mais sente que já escreveu quase tudo que tinha para dizer sobre o assunto.

Quero agradecer a todos que contribuíram, participaram, apoiaram, leram, patrocinaram ou de outras formas fizeram parte da história do BR-Linux até aqui. Quero registrar também que não tenho a menor dúvida de que outros blogs, sites, fóruns, canais, grupos, sites e agremiações continuarão a disponibilizar informações e agregar a comunidade.

Não removam o BR-Linux dos feeds de vocês, porque eu - como eu fiz quando parei com o Efetividade.net, em circunstâncias similares - não vou me furtar a eventualmente escrever algo por aqui, caso surja a inspiração e o assunto. E deve surgir, porque continuo usuário de open source e de Linux.

Desativei os comentários porque julguei que seria melhor evitar a melancolia desta despedida, que pode ser por prazo curto. Se se quiserem dar um alô, vocês podem me encontrar no twitter, como @augustocc - de vez em quando posto sobre open source por lá, inclusive.

Obrigado, e até a próxima!

Augusto Campos

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Funçoes ZZ atinge maioridade: versão 18.3

Tags: shell

Funções ZZ é uma biblioteca de funções para o shell, com 150+ miniaplicativos prontos para serem usados na linha de comando do UNIX/Linux/Mac. É um projeto de software livre 100% nacional, criado por Aurelio Jargas no ano de 2000.

Em comemoração os 18 anos do projeto, foi lançada a versão 18.3, trazendo nada menos do que 19 novas funções à biblioteca. Confira alguns destaques entre as novidades:

- Codificação de caracteres: zzcodchar
- Conjugação verbal: zzconjugar
- Divisão de strings: zzcut, zzdividirtexto
- Diversão: zzexcuse, zzhoroscopo, zznerdcast, zzsheldon
- Utilitários: zzhsort, zzmcd, zzsqueeze, zztestar, zztimer
- Consultas: zzit, zzmacvendor, zztop
- E mais: zzimc, zzrepete, zzwc

São ao todo 179 funções diferentes, todas estão concentradas em um único arquivo funcoeszz.sh. Baixe o arquivo, inclua em sua shell atual e usufrua. Todas as funções contam com tela de ajuda (—help). Veja exemplos de uso em http://funcoeszz.net.

Funções ZZ versão 18.3: download direto, instruções, changelog.

Enviado por Itamar Santos de Souza (itamarnetΘyahoo·com·br)

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CloudFlare 1.1.1.1 e parceria com Firefox DoH

Tags: instalar, pos-pc, servidor

Qual servidor de DNS vocês costumam usar em seu ambiente?

No último domingo, sim, dia 01/04, também considerado o dia da mentira, a CloudFlare lançou publicamente o seu serviço de DNS Público com um endereço IP terrivelmente fácil de se lembrar : 1.1.1.1 e 1.0.0.1

A Mozilla quer começar com isso testando DNS over HTTPS no Firefox Nightly de forma out-out, forçando o uso do servidor DoH recém lançado (juntamente ao 1.1.1.1) da CloudFlare. Provavelmente, após o teste vão dar a opção de configurar outros servidores DoH, mas não tem nada que automatize isso, como receber essa configuração pela rede, via DHCP ou PPPoE, por exemplo. Isso se deixarem em campo aberto, e não apenas listarem opções públicas que julgarem confiáveis. Como a maioria dos usuários não vai mexer nisso, vão usar o que vier. E os incentivos são de que toda aplicação adote isso.

Com isso, depois de todo mundo montar recursivos locais, para reduzir problemas com servidores externos e diminuir tempo de resposta, vamos voltar a usar servidores hospedados na Internet, centralizados, e talvez até geridos por quem tem interesse em acessar os dados de navegação dos usuários, contrariando a justificativa da privacidade (Google também tem servidores DoH e deve forçar no Chrome, Android e tudo mais em breve, se já não o fez). E mais: provedores e operadoras de acesso não vão ter controle sobre um recurso de rede que impacta diretamente na qualidade da conexão de seus assinantes.

Alguém mais não está gostando dessa direção que estão tomando?

Por mim, a solução ideal seria DNS over TLS, - implementado pelas aplicações interessadas nessa segurança extra, sem precisar instalar daemon cliente, enquanto não é suportado nativamente pelo sistema operacional - com o uso de servidores definidos na configuração de rede (manualmente ou via DHCP ou PPPoE). Unbound e outros já suportam TLS.

[GTER] DNS over HTTPS (DoH): fim dos recursivos locais e a Internet andando para trás?

Enviado por Fábio Rodrigues Ribeiro (farribeiroΘgmail·com)

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Slint, Distro Baseada no Slackware e Acessível

Tags:

Um relato de acessibilidade no Linux do ponto de vista de uma deficiente visual.

Enviado por Ronaldo Ferreira de Lima (jimmy·ttyΘgmail·com)

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Utilização de CPU em sistemas Linux multi-thread

Tags: monitoramento

O Hyper-threading (HT) é uma tecnologia da Intel introduzida nos processadores Xeon em 2002 que permite que um núcleo do processador execute mais de uma thread de uma única vez.

Apesar de simular dois processadores lógicos, o Hyper-threading não oferece o dobro de desempenho como um núcleo físico. Segundo a Intel, o aumento de desempenho é de até 30%, dependendo da configuração do sistema. Os ganhos são mais expressivos em ambientes multitarefa.

Este breve artigo busca esclarecer quais são as implicações do Hyper-threading no monitoramento de CPU dos sistemas Linux.

Enviado por Heitor Augusto Murari Cardozo (heitor·augustoΘgmail·com)

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