Essa belezinha da foto é o NanoPi NEO3 Plus, que não é exatamente novo – já se encontra até via AliExpress – mas acabou de receber uma análise bem interessante no LinuxGizmos.
Placa e gabinete de metal do NanoPi NEO3 Plus
O NanoPi NEO3 Plus uma atualização da linha de computadores compactos (SBC) da FriendlyElec, agora baseado na CPU Rockchip RK3528A (4 núcleos, até 1.8 GHz, mais GPU Mali-450 e decoder de vídeo 4K por hardware), e que acrescenta o suporte a eMMC, RTC e conectores de alto-falante – mas mantém as dimensões de 48 × 48mm na plaquinha.
A wiki do produto lista a disponibilidade de imagens de sistemas como Debian 13 core (sem GUI), Ubuntu, OpenMediaVault, ProxMox VE, FriendlyWRT e Alpine.
Interfaces e conectores do NanoPi NEO3 Plus
O slot para microSD suporta cartões de até 128GB para o armazenamento, o novo suporte a eMMC aceita memórias de até 256GB, e as várias portas e interfaces da versão anterior permanecem disponíveis.
Estão presentes no Virtual OS Museum vários precursores, como o Multics (que influenciou o Unix), o Xerox Alto (onde nasceram a interface gráfica e o mouse, como produtos), e até ~modernidades como o NeXTstep e as primeiras versões de sistemas hoje em uso no mercado.
Uma galeria de telas de sistemas incluídos no Museu
São mais de 600 sistemas operacionais históricos, de mais de 250 plataformas, em um download unificado, que traz o museu completo, em uma imagem de Linux para virtualização no VirtualBox ou QEmu.
O licenciamento desse conjunto é complicado, porque vários dos sistemas inclu;idos nem tem mais representantes legais conhecidos, e alguns estão preservados por interesse histórico, apesar de serem proprietários e de empresas que permanecem no mercado vendendo versões posteriores. Quanto ao software e dados produzidos pelo criador do museu – o canadense Andrew Warkentin – foi adotado um mix entre a licença do MAME (fonte disponível, mas restringe uso comercial) e uma licença CC-BY-NC-SA, e essa parte está disponível numa instância do GitLab.
As listas de nomes de servidores públicos e cientistas holandeses foram entregues pela Microsoft e Meta ao governo dos EUA, com um critério específico: são os que participam da regulamentação europeia sobre empresas de tecnologia.
A cobertura local do NOS resume e apresenta hipóteses familiares também à realidade brasileira, para quem tem duvida sobre o valor de defender soberania digital e o tamanho da pressão pra impedir isso:
Empresas de tecnologia como Microsoft e Meta compartilharam nomes de funcionários públicos e cientistas com uma comissão do Senado dos Estados Unidos que investiga o que chamam de "censura tecnológica". O gabinete do governo holandês classificou o episódio como "extremamente preocupante".
Trata-se de servidores que estão diretamente envolvidos na fiscalização e aplicação das regras europeias criadas para regulamentar as plataformas de tecnologia. O governo dos EUA enxerga essas regulamentações como censura. O grande receio é que esses funcionários públicos possam sofrer pressões, como a proibição de entrada no território americano ou até mesmo sanções econômicas, informou o veículo Vrij Nederland.
No passado, medidas semelhantes já foram aplicadas contra um ex-comissário europeu envolvido na legislação de tecnologia e também contra funcionários do Tribunal Penal Internacional (TPI).
A lista inclui funcionários de órgãos reguladores como a ACM (Autoridade de Consumidores e Mercados) e a AP (Autoridade de Proteção de Dados). O nome do cientista Claes de Vreese, que realiza pesquisas sobre desinformação, também foi entregue na mesma ocasião.
A informação chega no momento em que a empresa holandesa que gerencia o DigiD (o sistema de identidade digital do governo holandês), está prestes a ser adquirida por uma empresa dos EUA, e assim passará a responder à Cloud Act, lei que determina que dados gerenciados por empresas americanas devem ser entregues às autoridades em determinados casos, mesmo que estejam armazenados fora do território dos EUA.
Além disso, a Receita Federal holandesa está em processo de transição para os sistemas da Microsoft, apesar de preocupações manifestadas no Parlamento. Para a Secretária de Estado da Economia Digital e Soberania, Willemijn Aerdts, é fundamental "que a Holanda e a Europa tenham mais opções de escolha, para que não fiquemos dependentes de apenas algumas empresas vindas de um ou dois países."
O Plex, que é um dos queridinhos da comunidade que hospeda em servidores próprios as suas coleções de vídeos e músicas, continua a ter uma faixa gratuita de uso, e quem quer os recursos adicionais e pagar uma assinatura mensal ou anual permanece pagando o mesmo preço de antes (equivale a R$ 20 mensais), mas quem quer ter o acesso perpétuo, e deixar para comprar em julho, passa a pagar US$ 750, sendo que hoje (e até o final de junho) essa compra do "Lifetime Plex Pass" sai por US$ 250.
App do Plex rodando nativamente em uma Smart TV
Os recursos adicionais que o Plex Pass adiciona ao nível gratuito são convenientes em determinados casos, mas nem sempre são demandas de todos os usuários. Alguns exemplos: acessar a partir de streaming remoto (via Internet) os vídeos armazenados na rede da sua casa, transcodificação por hardware, downloads a partir do servidor, as opções de pular abertura e créditos de filmes e séries, e mais.
O Plex nasceu, em 2007, como um fork do XBMC. Virou OSXBMC e, no ano seguinte, passou a se chamar Plex. O software continua freeware (não é código aberto), mas a partir de 2019 o serviço passou a incluir uma série de acessos a canais e streamings de origens externas, e o desenvolvimento de novos recursos para os usuários do nível gratuito estacionou e, em alguns casos específicos, teve regressões ou descontinuidades.
Eu já fui usuário satisfeito do Plex, mas essa movimentação me desagradou – não por cobrarem, mas por essa movimentação que aos poucos ia aumentando a temperatura da fervura pra fazer o sapo pular da panela da versão gratuita.
Já o Jellyfin é um fork do Emby, bifurcado em 2018, quando a licença do Emby deixou de ser open source. E Emby, por sua vez, é a alternativa que eu uso, com o servidor self-hosted rodando em uma instalação do Debian – satisfeitíssimo e inclusive pagando anualmente o plano Emby Premiere, pelas conveniências extras no uso dos apps.
Retrópolis, você sabe, é um coletivo que organiza eventos como a RetroRio1, e reúne um pessoal que conviveu com os computadores da segunda metade do século XX e ainda preserva a nostalgia, a História e os causos daquela época heroica - de mainframes, Unix, 8 bits e assim por diante.
As histórias deles, da MSX-Rio, e do BR-Linux se entrelaçam várias vezes ao longo das décadas, vários dos integrantes deles são comentaristas frequentes aqui no BR-Linux (e eu também contribuo às vezes por lá, porque retro é do meu tempo!), e fico feliz com a lembrança. Obrigado!
O post deles termina assim, e assino embaixo:
Vida longa ao BR-Linux! Vida longa ao Software Livre! E que nossos micros clássicos vivam para sempre.
Um bônus: o post deles sobre o retorno do BR-Linux inclui o link pro podcats sobre a História do Unix (começando lá na década de 1970), no qual eu e o Osvaldo Santana (ex-Conectivo e luminar do Python no Brasil) fomos os convidados, e todo mundo que participou trouxe muita informação curiosa e até surpreendente, apesar de ser sobre décadas atrás.
Podcast comigo é raridade, e esse ainda está no ar :)
Saiu a versão 21 do Agama, o instalador alternativo do openSUSE e outras distribuições da mesma família, e são tantas novidades no anúncio oficial, que fica até difícil de resumir – mas tentarei, afinal é pra isso que estamos aqui.
O que mais me chamou a atenção é que agora o usuário pode escolher se o sistema instalado vai dar boot pelo GRUB2 (que até então era a única alternativa), o Systemd-boot ou o Grub2-BLS (que também é do openSUSE). Nos dois últimos casos, o gerenciador de boot do sistema passa à aderir à especificação UAPI, que vem sendo adotada por outras distribuições também.
Interface do instalador, lembrando ao usuário que ele ainda não selecionou um ambiente gráfico.
A interface da principal tela de interação mudou, com simpáticos ajustes para reduzir o risco de o usuário que experimenta o openSUSE pela primeira vez acabar instalando, sem querer, um sistema só com suporte a modo texto (porque o openSUSE não tem um ambiente gráfico default, e espera que o usuário selecione um, ao instalar).
Para os usuários avançados, passou a ser possível definir, diretamente no instalador, recursos como conexões VPN, e alguns que o usuário típico de desktop nem mesmo conhece os nomes, tipo bonding de redes, reaproveitamento de LVMs, ou NTP source pools. O subnicho que aproveitará isso é pequeno mas gostará muito.
As ferramentas de instalação via linha de comando também tiveram melhorias na interface, especialmente quanto a exibir informações de status e diagnóstico, para quem as usa na automação de deploy ou para instalações controladas remotamente, por exemplo.
Saiu a versão 9.4 do OnlyOffice, e a ordem em que as novidades são listadas no primeiro parágrafo do anúncio oficial diz tudo que quem está acompanhando o contexto precisa para entender a razão:
O lançamento do ONLYOFFICE Docs 9.4 apresenta várias atualizações significativas, incluindo uma atualização de licença, novos recursos como o modo Dark Document para planilhas, linhas horizontais para melhor estrutura do documento e ferramentas de apresentação aprimoradas com novos temas e transições. Essas melhorias visam aprimorar a experiência do usuário e agilizar a colaboração em todo o pacote.
O grifo é meu, e destaca que a primeira novidade listada é a atualização de termos de licenciamento, que deve ser entendida no contexto da recente treta entre OnlyOffice e NextCloud devido ao Euro Office, iniciativa de um consórcio europeu para ter um pacote open source de softwares de automação de escritório sob jurisdição europeia – e que o OnlyOffice descreve como um reempacotamento de suas tecnologias, usando outras marcas e nomes.
Suporte a formulários eletrônicos no processador de texto do OnlyOffice
O OnlyOffice continua sendo open source (licença AGPLv3), mas agora com termos adicionais “enfatizando atribuição adequada, avisos de direitos autorais e rotulagem clara das versões modificadas. Embora a licença permita modificações, ela não concede direitos de uso das marcas registradas ONLYOFFICE, que são regidas por uma Política de Marca Registrada separada”.
Para bom entendedor, meia pá. As outras novidades não são de grande monta, mas incluem detalhes no processador de texto (suporte ao idioma hr-HR, da Croácia, inclusive), planilhas e apresentações.
O celular com teclado físico que pode representar o sonho dourado de quem tem saudade da era de ouro da Nokia ou do BlackBerry continua sendo só promessa, mas virou uma promessa atualizada.
O Clicks Communicator é daquelas promessas que parecem boas no papel, mas no momento ainda não existe nem mesmo como amostra funcional, embora esteja oficialmente previsto para lançamento ainda este ano.
A equipe Clicks deu duas grandes atualizações. A primeira é sobre software: eles agora dizem que será o Android 17, que certamente já estará disponível quando o Clicks Communicator for lançado no final deste ano. A outra é sobre a capacidade da bateria, que passa a ser de silício-carbono de 4.450mAh, um aumento considerável em relação à bateria de 4.000mAh anunciada inicialmente.
Se você quiser saber mais sobre as promessas, intenções e até a oportunidade de aderir (com preços a partir de 200 dólares, nos EUA) ao apoio a essa promessa, visite: Clicks Communicator.
Ou faça como eu pratico: espere para ver a segunda versão, se chegar a haver.
O MeshToad V3 é um módulo de rádio LoRa, compatível com Meshtastic* e desenvolvido para sistemas Linux, que permite que computadores operem como nós Meshtastic usando meshtasticd.
Use o conector USB C, à esquerda, para ter ideia do tamanho real da plaquinha.
O dispositivo se conecta via USB e suporta plataformas que vão desde plaquinhas tipo Pi, passando por mini PCs e chegando aos desktops e servidores Linux em hardware tradicional. O MeshToad V3 também pode ser usado com o pyMC_Repeater, permitindo que sistemas Linux operem como repetidores MeshCore. O LinuxGizmos publicou uma análise detalhada.
* Meshtastic, você sabe, é um projeto comunitário, que usa rádios LoRa para criar redes mesh descentralizadas e criptografadas, permitindo comunicação sem necessidade de infraestrutura tradicional (como torres de celular, pontos de acesso WiFi ou satélites), em cenários como situações de emergência e desastres, expedições remotas, ativismo, coordenação de manifestações e atividades ao ar livre, e automação em locais sem cobertura de redes convencionais.
Friendi⸱ca é um servidor que cria uma instância de rede social que se conecta simultaneamente a redes como a do Mastodon, a do Bluesky e o Tumblr – e está na estrada desde 2010.
O projeto Friendi.ca anunciou a nova versão estável do Friendica “Blutwurz” 2026.05. Além de diversas melhorias e novos recursos, a versão contém correções para problemas de segurança alertados ao projeto pelos desenvolvedores do seu vizinho, o Mastodon.
Uma versão anterior do Friendi.ca, configurada pelo usuário para usar o idioma alemão.
Algumas novidades destacadas pelos desenvolvedores do Friendica 2026.05 são:
Melhorias na interface do usuário, principalmente no tema default
Melhorias de desempenho
Evolução no suporte à integração da conta ATproto e na conexão ao Bluesky
Novo addon para facilitar o manuseio de imagens
No campo da interoperabilidade, esse servidor promete requintes (para quem gosta…) como permitir o registro de seu nome de usuário do Friendica como um handle customizado (tipo "nickname.myfriendica.tld") para as interações no Bluesky1.
O servidor Friendi.ca é em PHP e também pode ser instalado como um servidor pessoal ou para pequenos grupos de usuários, mantendo os mesmos recursos de conexão às outras redes.
Os desenvolvedores da linguagem Python agora tem um guia esclarecendo sobre como pode e não pode ser o uso de IA no desenvolvimento do CPython – a implementação central da linguagem, considerada como seu interpretador oficial.
A parte mais importante, segundo a fundamental @Mariatta, é essa: quem submete código permanece responsável, independente da tecnologia utilizada.
Mas há mais detalhes, a começar pela introdução bem clara no novo guia:
As ferramentas generativas de IA podem produzir resultados rapidamente, mas a atitude criteriosa, o bom senso e o pensamento crítico são a base de todas as boas contribuições. Valorizamos um bom código, documentação concisa e precisa e PRs com escopo bem definido, sem rotatividade desnecessária de código.
Entre os vários itens mencionados, 3 me chamam especial atenção, e concordo com os 2 primeiros (não apenas quando se usa IA!), enquanto preferiria que o 3º fosse obrigatório, e não apenas encorajado:
Os autores devem revisar detalhadamente o produto gerado pelas ferramentas de IA para garantir que realmente façam sentido antes de propô-lo como um PR ou registrá-lo como um problema.
Esperamos que os autores de PR, bem como aqueles que relatam problemas, sejam capazes de explicar as alterações propostas com suas próprias palavras.
A informação sobre ter usado ferramentas de IA, na descrição do PR, é apreciada, embora não seja obrigatória.
Outro ponto que eu achei importante foi esse aqui, e que possivelmente vem em conexão com as campanhas de outros desenvolvedores (como os do curl, e o recente aviso do Linus Torvalds) sobre quem envia bug reports gerados por IA, sem compreendê-los, e desajuda o desenvolvimento: “Se um contribuidor abrir repetidamente relatos de problemas ou PRs improdutivos, ele poderá ser impedido de contribuir para o projeto, porque isso é perturbador e desrespeitoso com o tempo dos mantenedores.”
Note que, como nos outros 2 casos que citei, o mesmo princípio é aplicável também quando não se usa IA.
Nosso layout atual é de 2013, e só esse decurso de mais de uma década já justificaria uma renovação – mas ele também tem problemas de acessibilidade, usabilidade e aproveitamento insuficiente (embora presente, com limitações) dos recursos de adaptação a tamanhos variados de tela, e alguns deles (como o tamanho da fonte do corpo de texto) eu desejo resolver.
Devo me basear no estilo novo do Efetividade, mas mantendo as cores e algumas outras características que a gente se acostumou a associar ao BR-Linux. Ou seja: vai mudar, mas vai continuar instintivamente reconhecível.
O BR-Linux faz 30 anos em novembro deste ano, e nosso layout atual é de 2013 – merece um upgrade!
Estamos aqui desde 1996 (em novembro o BR-Linux fará 30 anos!) e já tive tempo de aprender que no dia seguinte à mudança vai ter bastante gente me dando boas sugestões (que aproveitarei!), e mais gente ainda dizendo que preferia o layout antigo (que acolherei com um abracinho). Mas sempre aviso antes, e não seria diferente, já que o aviso anterior dá oportunidade de receber sugestões nos comentários (mas saibam que já tenho um layout e estratégia em mente, que ainda não estou pronto a apresentar).
Talvez no mesmo momento eu já corrija, atualize e ajuste os links que estão no cabeçalho, rodapé e barra lateral e já não fazem mais sentido. Ou então deixarei isso pra um passo posterior, porque tem mais prioridades à frente dessa.
Aproveitando a pauta: quando o site voltou ao ar, minha primeira medida já foi relacionada a uma parte do layout, mas não foi motivada por questões de visual: eu removi os antigos anúncios do google adsense (mantive um espacinho para banners da comunidade, inaugurado com o banner das amigas do PyLadies Floripa) e boa parte dos trackers externos.
Talvez anúncios voltem algum dia, mas no momento ainda nem penso nisso – e ainda há trackers perdidos em partes obscuras do código, que eu encontrarei e removerei na revisão completa do layout. Já o Disqus, que cuida dos nossos comentários, também faz tracking, mas ele por enquanto permanecerá (nada contra quem prefere bloqueá-lo em suas redes, claro).
Outras notas sobre prioridades:
Ao reativar o BR-Linux, priorizei conteúdo (ter posts regulares e atualizados) e comunidade (prover o serviço de comentários), deixei layout e demais aspectos para ir encaixando conforme sobra tempo e energia. Farei com calma!
Vou dar um jeito de encaixar priorização para uma reescrita do formulário de indicação de notícias, que hoje não está funcionando, para poder voltar a contar com sugestões de pauta enviadas por vocês. Poderia usar um pronto, mas desejo escrever meu próprio, por motivos que vão além do BR-Linux.
Estou trabalhando, em paralelo, em alguns novos recursos para o Axe, que é o CMS que publica o BR-Linux e meus outros blogs, por isso o tempo para dedicar ao site em si está competindo com mais projetos.
Lembrando: na etapa atual, o melhor meio que vocês tem para apoiar o retorno é contar para os amigos que a gente está de volta, e agradeço todos os esforços nesse sentido, mesmo quando não vejo!
Coitado do Louis “Satchmo” Armstrong, o divo merecia mais da versão batizada em ~homenagem a ele.
Direto do anúncio oficial: “O WordPress 7.0 marca o início de uma nova era, estabelecendo as bases para a IA em toda a experiência do WordPress. Saudando você com um painel moderno e mais intuitivo, o 7.0 apresenta ferramentas aprimoradas de personalização e desenvolvimento que inspiram a criatividade e exploram um potencial infinito.”
Satchmo, o homenageado que merece muito mais, cornetando o WP7.0
Um pouco mais de detalhes, de um parágrafo posterior:
Explore as capacidades de IA diretamente no seu site, tudo gerenciado a partir de um hub central. Deslize facilmente pelo novo e elegante tema de administração implementado no painel. Inicie o fluxo criativo com novos blocos e ferramentas de design e aproveite uma ampla caixa de ferramentas para desenvolvedores que oferece mais controle do que nunca, permitindo que você crie do seu jeito.
Você já notou que eles estão entusiasmados com esse lance de IA no CMS deles? se não notou ainda, aqui vai mais um trecho:
O AI Client combinado com a API Abilities forma uma dupla flamejante que introduz novas funcionalidades, automação de fluxo de trabalho e ferramentas de criação em seu site. Instale o novo plugin de IA para ampliar ainda mais suas opções: gerar e editar imagens, criar títulos ou trechos, ou até mesmo sugerir texto alternativo.
Só na 3ª página do PDF do anúncio ele começa a falar sobre as funcionalidades intrínsecas de gestão de conteúdo web: o dashboard com um visual novo e alguns recursos para quem faz o conteúdo, layout e desenvolve extensões para o WordPress.
Felizmente as notas de lançamento dão um pouco mais de detalhes (e colocam a Dashboard acima da IA, na ordem de detalhamento).
⁂
Uma nota pessoal, que é de contexto, para explicar o tom do post acima: eu já fui usuário satisfeito do WordPress, até que me desencantei com ele devido a mudanças (legítimas!) de prioridades no projeto – que, quando eu adotei, era por ser simples (no sentido de pouca complexidade, mas também de fácil de operar, manter, atualizar, etc.).
Eu não questiono essas decisões dos mantenedores, na época: o sucesso do produto, fora do nicho em que eu estava, os levou a isso, e eles tinham seus interesses a preservar. Estavam corretos! Era só o produto que não me servia mais, o que para mim era uma decisão técnica também. Foi nesse ponto que criei o Axe, meu próprio CMS (que faz bem menos do que o WordPress), e em 2013 migrei pra ele o BR-Linux, o Efetividade e meus demais blogs.
Só que a partir do final de 2024, com os profundos problemas de governança e conflitos entre interesses corporativos e interesses comunitários no ecossistema do WordPress, essa minha opinião deixou de ser técnica, e passou a ser antipatia e rejeição – não por deixar de usar, mas por discordar dos posicionamentos das lideranças envolvidas.
Assim, para quem curte o WordPress (e nada contra você curtir), a minha torcida sempre é que venha a encontrar um fork sólido do código, que atenda seus interesses, sem expor à continuidade do relacionamento (mesmo tecnológico) com a empresa e seus gestores – eu também procuro limitar as minhas, quando não consigo afastar completamente.
Saiu ontem o anúncio oficial do RC1 do Mageia 10, versão de testes pré-lançamento da nova versão da distribuição que, em 2010, foi criada como um fork para dar continuidade ao Mandriva, que por sua vez era fruto da união entre a brasileira Conectiva e a francesa Mandrake Linux.
Desde então, esse projeto comunitário lança novas versões em um ciclo regular que varia entre 1 e 2 anos.
O pinguim mágico do Mageia
O Mageia 10 RC1 traz kernel Linux 6.18 LTS, Mesa 26.0, firefox-140.10, python3-3.13.13, systemd 258.7 e atualizações por toda a árvore de pacotes, além de já incluir os wallpapers e outras artes elaborados para o lançamento definitivo.
Greg KH, o subcomandante do desenvolvimento da árvore estável do kernel Linux, não foge de controvérsias, e participou hoje de manhã da conferência Rust Week 2026, em Utrecht, que fechou com um slide que não deixa dúvidas sobre o que ele pensa de ter código em Rust no Linux, lado a lado com as estruturas tradicionais baseadas em C:
"Rust: mais divertido para os programadores, mais seguro para os usuários do Linux", diz o slide
O slide fecha com um convite: “precisamos de mais desenvolvedores Rust no Linux”.
A Rust Week 2026, realizada na Holanda, é a maior das convenções de desenvolvedores Rust, mundialmente.
Saiba mais sobre o BR-Linux.
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