Desenvolvedor prepara patches para reduzir latência de jogos no KDE e competir melhor com o Windows

jogos

Para um usuário de Linux do século XX, como eu, esse tipo de notícia mostra como o mundo mudou: eu demorava semanas para conseguir configurar um PC novo para entrar no modo gráfico, e agora a luta é para reduzir uma diferença de latência medida em 4 milissegundos – avançamos!

O desenvolvedor Jakub Okoński tem trabalhado na comparação da latência de jogos entre Linux e Windows e, a partir do resultado, trabalhando para produzir algumas melhorias no compositor KWin, do KDE, para que a latência seja mais competitiva com a experiência de jogo no Microsoft Windows 11.


Uma placa Teensy 4.0 sobreposta a uma janela do editor Kate, no KDE
Um Teensy 4.0 em uma janela do KDE

Ele usou um microcontrolador Teensy para comparar a latência de jogos entre Windows 11 e Linux com KDE Plasma 6, medindo o tempo entre clique no mouse e fóton na tela, e encontrou diferenças de até 4 milissegundos entre os 2 sistemas operacionais.

A partir daí, buscou as causas, e desenvolveu patches para o código do KDE que reduzem cerca da metade dessa diferença, especialmente em jogos e aplicativos que rodam em janelas – mas também em alguns jogos que rodam em tela cheia.

Ele ainda não encerrou as pesquisas e o desenvolvimento, mas planeja enviar os patches ao KDE nas próximas semanas.

Referência: Linux latency measurements and compositor tuning | farnoy.dev

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Por Augusto Campos | 11/06/2026

ReactOS alcança um marco de desenvolvimento: passa a ser capaz de rodar o Half-Life

sistemas

O ReactOS, projeto que desde 1996 busca oferecer um sistema operacional open source capaz de rodar aplicativos e drivers desenvolvidos para Windows, alcançou um marco do seu desenvolvimento: passou a ser capaz de rodar a versão do Half-Life para Windows (que há alguns anos já conseguia inicializar parcialmente).


Half-Life rodando em uma janela do ReactOS

O marco não é pela funcionalidade (já que quem quer rodar o Half-Life fora do Windows já tem opções há um bom tempo), e sim pela maturidade do código do ReactOS, que agora já tem todos os recursos necessários a essa mesma tarefa.

Referência: ReactOS "Open-Source Windows" Reaches The Milestone Of Being Able To Run Half-Life - Phoronix

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Por Augusto Campos | 11/06/2026

Nextcloud completa 10 anos e lança versão que inclui o novo Euro‑Office

software

A nova versão Hub 26 Spring inclui sua já tradicional suíte web Collabora (derivada do LibreOffice), e também o recém-anunciado Euro-Office (fork do OnlyOffice), além dos recursos que o transformam em um substituto open source para produtos como o Dropbox, Microsoft 365 ou Google Drive.


banner comercial da NextCloud com várias telas da nova versão

O lançamento marca não apenas o momento em que a União Europeia renova sua ênfase em soberania tecnológica com software open source mantido fora das big techs e foco em privacidade, mas também o 10º aniversário do Nextcloud – originalmente um fork do ownCloud, que por sua vez iniciou em 2010.

Para quem pensa em usar o NextCloud como solução familiar ou pessoal, é possível instalá-lo em seu próprio servidor. Interessados em suporte corporativo também podem conhecê-lo usando o test-drive de uma hora de uma instalação corporativa.

Referência: Nextcloud Marks 10 Years With Hub 26 Spring, Euro‑Office, and Expanded AI - FOSS Force.

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Por Augusto Campos | 11/06/2026

GeoLibre chega à versão 1.0, para visualizar e analisar dados geospaciais

software

Saiu a versão 1.0 do GeoLibre, uma plataforma GIS leve e on-line para visualizar, explorar e analisar dados geoespaciais em ambientes desktop e web, que inclui um layout responsivo para telinhas móveis.


Print do demo do GeoLibre 1.0 mostrando a área ocupada por um conjunto de edifícios

A lista de formatos suportados e recursos disponíveis no GeoLibre impressiona, tanto para quem quer simplesmente usar no navegador, quanto para desenvolvedores interessados em inclui-lo em suas aplicações.

Este demo pode ajudar a compreender o estágio atual de maturidade do projeto.

Referência: GeoLibre 1.0.

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Por Augusto Campos | 11/06/2026

Alpine Linux 3.24 chega com melhor suporte a instalação remota e IPv6

distribuicoes

A distribuição minimalista Alpine Linux lançou hoje sua nova versão, com pacotes atualizados, mais suporte a instalações remotas, e melhorias no instalador.

As melhorias do instalador ‘setup-alpine’ incluem o suporte opcional ao gerenciador de boot Limine e o suporte a IPv6, além do gerenciamento de cenários em que a instalação remota seja efetuada a partir de um console serial, sem teclado, tela ou operador locais.


Logo do Alpine Linux

O Alpine é especialmente popular para aplicações relacionadas a segurança, conectividade, embarcadas e containers, e não tem um ambiente gráfico default, mas os repositórios da nova versão estão atualizados com o GNOME 50, KDE Plasma 6.6, Sway 1.12 e COSMIC. Debaixo do capô, as novidades incluem LLVM 22, Rust 1.96, OpenZFS 2.4.2, Qt 6.11, Ruby 3.4, Nginx 1.30 e mais.

Os downloads estão disponíveis nas opções Standard, Extended, Netboot, Raspberry Pi, Generic ARM e Mini Root Filesystem, para as arquiteturas 64 bits (x86_64), AArch64 (ARM64), ARMv7, 32 bits (x86), PowerPC 64 bits (ppc64le), IBM System z (s390x), e LoongArch64.

O Alpine Linux, você sabe, é uma distribuição diferenciada, que tem seu próprio modelo de pacotes, e usa os modestos musl libc, BusyBox e OpenRC onde as distribuições típicas esbanjam recursos com a glibc, GNU Coreutils e systemd.

Referência: Alpine 3.24.0 released | Alpine Linux.

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Por Augusto Campos | 10/06/2026

aMule 3.0.0: Nova versão do clássico aplicativo de compartilhamento P2P

p2p, software, downloads

O aMule, que está na estrada desde 2003, lançou hoje sua nova versão 'alive again', inaugurando a série 3⸱0, e mantendo a compatibilidade com os demais programas que usam o protocolo eMule.

É a primeira versão 'major' do aMule em mais de 5 anos (desde a 2.3.3, de fevereiro de 2021), e as principais mudanças são melhorias no desempenho dos downloads, revisão completa do sistema de compilação (sai autotools, entra CMake), executáveis nativos para Linux, Mac e Windows, e uma limpeza completa da API legada.


Um print da janela do aMule

Sobre as melhorias de desempenho, o Changelog da versão 3.0.0 tem uma tabela com números tão grandes a ponto de serem espantosos, multiplicando por 100 (ou mais - até 380x) o desempenho (medido em MB/s de download) obtido na versão 2.3.3. A razão é uma reescrita das rotinas, incluindo separar as threads de comunicação em rede e de escrita em disco.

Há pacotes oficiais para linux nos formatos AppImage e FlatPak.

Referência: @sam@neopaquita.es

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Por Augusto Campos | 9/06/2026

Mais de 70 repositórios da Microsoft no GitHub foram desativados após invasão e inserção de malware

seguranca, distopia

A Microsoft confirma que desativou mais de 70 dos seus próprios repositórios open source no GitHub, incluindo vários relacionados ao Azure e a agentes de IA, enquanto investiga uma invasão.


Logos da Microsoft e do GitHub

Como tem sido frequente na atual onda de ataques, o alvo é roubar credenciais de quem instalar o software dos repositórios: os invasores injetaram malware que coleta as chaves e tokens de acesso ao Claude, Gemini e similares.

Consultada, a Microsoft se recusou a informar quantas pessoas fizeram o download dos pacotes infectados, enquanto estiveram disponibilizados nos repositórios da empresa no GitHub (que também pertence à Microsoft).

Referência: techcrunch.com

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Por Augusto Campos | 9/06/2026

Fedora 44 para RISC-V está disponível, com suporte para plaquinhas OrangePi, Banana Pi e mais

distribuicoes

O Fedora 44 para hardware RISC-V está disponível nas opções container, servidor e nuvem, em imagens criadas e mantidas pela própria comunidade Fedora.


Foto esquemática do OrangePi RV com legendas mostrando seus componentes e conectores
Um OrangePi RV

As imagens do Fedora 44 para RISC-V usam um kernel baseado no Linux 6.19, próximo ao upstream, e foram testadas no Vision Five 2, Orange Pi RV e Milk-V Mars.

O suporte a arquiteturas variadas é consequência do kernel "Omni", criado para suportar um conjunto mais amplo de placas RISC-V, inclusive com recursos que ainda não estão disponíveis no kernel Linux upstream, e por isso a distribuição oferece compatibilidade com o Banana Pi BPI-F3, Bit-Brick K1, DeepComputing fml13v01, Lichee Pi 4A, Milk-V Jupiter, Milk-V Mars, Milk-V Megrez, Milk-V Titan, OrangePi R2S, OrangePi RV, OrangePi RV2, Pine64 STARPro64, SiFive HiFive P550, SiFive HiFive Unmatched, SpacemiT K3 Pico-ITX, StarFive VisionFive 2 e StarFive VisionFive 2 Lite.

Referência: phoronix.com

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Por Augusto Campos | 9/06/2026

O que fazer após instalar o Ubuntu 26.04

distribuicoes

Os vizinhos do VivaoLinux publicaram hoje um artigo de Xerxes Lins com uma lista prática de sugestões de configuração e personalização para usuários do Ubuntu.


Um banner do Ubuntu 26.04 Resolute Raccoon

Começa assim: “Depois de instalar o Ubuntu 26.04, o desktop já está pronto para uso, mas alguns passos tornam a máquina mais útil, segura e confortável no dia a dia. Atualizações, drivers, codecs, backups, firewall e preferências de privacidade são cuidados básicos que valem a pena logo na primeira sessão.”

Referência: vivaolinux.com.br

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Por Augusto Campos | 9/06/2026

Desenvolvedor do rsync pede desculpas, lança versão corrigida, anuncia grupo de testadores

comunidade, seguranca

O LWN trouxe a informação e reproduziu o e-mail em que Andrew Tridgell pede desculpas e informa evoluções positivas, após a descoberta de regressões no código de versões recentes do rsync (depois de ele ter adotado o vibe coding), e de uma primeira reação bem menos positiva da parte dele.

Como eu disse no post que cobriu o capítulo anterior dessa novela, tenho imenso respeito pelo legado dele, e lamento especialmente que isso esteja acontecendo porque ele preferiria estar curtindo a aposentadoria mas não encontrou um mantenedor à altura para herdar o projeto.


Uma vinheta do rsync com o pinguim Tux

Nesse sentido, o pedido de desculpas dele também me entristece, por ser pelo fator errado: a reação inicial destemperada mereceria sim um pedido de desculpas, mas ter errado na disponibilização de código (mesmo que por uma imperícia que não é característica do seu histórico) é algo que acontece e não demanda se desculpar.

As notícias do contexto são boas: ele acabou se motivando para lançar uma nova série 3.5 do rsync; lançou uma versão 3.4.3 para corrigir as regressões recentes (que vem acompanhada de um kit para implementar as mesmas correções nas versões usadas em distribuições LTS correntes); para a futura série 3.5, criou um grupo de testadores, como prevenção adicional para novas regressões; não acha mais que seu novo software testador é a garantia universal de compatibilidade de código.

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Por Augusto Campos | 8/06/2026

Novidades no BR-Linux: IPv6, reacts aos posts, layout em celulares, mês do orgulho e mais

site, comunidade

No final de semana tive tempo de dedicar algumas horas à lista de pendências nas áreas que são mais visíveis pelos leitores, e aqui estão as novidades implementadas, que estarão em testes ao longo desta semana:

  1. Acesso ao BR-Linux via IPv6: ativado, e cadastrado no DNS. Endereço: 2607:F298:0006:A027:0000:0000:06FA:83EF. Atendendo à sugestão do @UnderEu@mas.to, que testou e validou. Obrigado!
  2. Celulares X Posts com vídeos: Consertei o layout em telas estreitas (celulares), que estava alargando demais quando algum post incluía um vídeo do YouTube. Agora o vídeo se restringe à largura da tela, mesmo quando o embed gerado pelo Youtube tenta expandi-lo.


Print de um post do BR-Linux mostrando os emojis de joinha, riso, corações, etc., e um número ao lado de cada um deles.
Exemplo de interface dos reacts/reações dos leitores

  1. Reações (joinha, etc.) aos posts: ativado, a princípio apenas para posts com até 1 semana de idade. Incluí 6 categorias, representadas subjetivamente, a partir dos emojis a seguir: 👍🏻 🤣 🥰 😮 😤 👎🏻. A sugestão foi do leitor Alexandre Anacleto, via formulário de contato, e o recurso está em teste, porque caso venha a me gerar esforço de moderação, não vou manter.
  2. Mês do orgulho: a comunidade LGBTQIAPN+ celebra em junho o Mês do Orgulho, e o BR-Linux reafirma ser a favor da inclusão e da diversidade. Na atualização dos termos de uso do site (que permanece na lista de pendências), procurarei deixar ainda mais claro que aqui se combate a discriminação, e não há lugar para homofobia e transfobia, assim como não se tolera racismo, capacitismo, xenofobia, misoginia, etarismo, gordofobia e várias outras manifestações da mesma espécie.
  3. Metadados dos posts: ajustes e evolução dos campos de tags, autoria, data, etc. dos posts, nas capas e nas páginas de post individual. A versão anterior era de um layout de 2013, ainda tinha link para compartilhar no Facebook…
  4. Formulário de indicação de notícias: está funcionando muito bem, e é sempre muito bom receber por meio dele as indicações das pautas que vocês desejam ver divulgadas aqui. Agora melhorei as instruções sobre o preenchimento dos campos (com exemplos!), e ajustei o antispam, porque os bots de spam já redescobriram esse recurso.
  5. Posts com texto enviado pelos leitores: reativação de um estilo de formatação específico para dar destaque especial quando o post é de texto enviado por leitores , que havia sido esquecido quando fiz a modernização do layout, num sprint anterior.

A retomada do site é bem trabalhosa, mas faço com prazer (e sem pressa). Ainda há muito a avançar!

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Por Augusto Campos | 8/06/2026

Soberania Digital: Europa abraça o open source (e o Mastodon)

governos, soberania, fediverso

Gostaria de ver similar decolar em nosso país: a Comissão Europeia anunciou na semana passada a sua proposta oficial de pacote de medidas estratégicas de soberania tecnológica, para reforçar a autonomia e resiliência digital da Europa.


Foto do evento em que foi apresentada a estratégia
A equipe de soberania digital da Comissão Europeia, no evento que apresentou o pacote de medidas.

A estrutura de governança da Europa reconhece como um problema o fato de, neste momento, depender de fornecedores externos de tecnologia para mais de 80% das infraestruturas digitais críticas. A frase da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen é expressiva:

"Não podemos nos permitir depender de terceiros para as tecnologias que mantêm os nossos hospitais em funcionamento, as nossas redes energéticas estáveis e os nossos serviços seguros. Trata-se de proteger os nossos cidadãos, defender os nossos interesses e fazer as nossas próprias escolhas."

Segundo o comunicado, a nova abordagem da União Europeia aos ecossistemas digitais abertos visa mudar isso, apoiando soluções de código aberto em todos os níveis, valorizando a auditabilidade e a segurança, e combatendo o aprisionamento criado pelos sistemas proprietários.

Também há medidas referentes a hardware, nuvem e IA, e menção específica a redes sociais verdadeiramente descentralizadas e soberanas: “Fortalecer o espaço das redes sociais de código aberto apoiando soluções e plataformas de redes sociais abertas e descentralizadas. A Comissão gere atualmente uma instância Mastodon – que hospeda a presença da Comissão – e planeja alargar a base de usuários às instituições da UE”.

Tomara que a moda pegue.

Referência: Commission proposes tech sovereignty package to strengthen Europe's digital autonomy and resilience.

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Por Augusto Campos | 8/06/2026

C0XMO, malware ~inclusivo forma uma botnet a partir de dispositivos com DD-WRT

malware, seguranca, conectividade

O DD-WRT, popular sistema open source para roteadores e dispositivos embarcados, virou alvo do C0XMO, um malware que estabelece uma botnet diretamente dos roteadores (e outros dispositivos, como DVRs e equipamentos de gerenciamento) invadidos, e os usa para gerar ataques de negação de serviço contra alvos selecionados pelos operadores dessa infraestrutura nefasta.


Foto de um roteador Linksys WRT3200ACM
O Linksys WRT3200ACM é um dos muitos dispositivos que rodam o DD-WRT

O DD-WRT roda em diversas arquiteturas, e o C0XMO não fica atrás: foram encontradas amostras de código do malware para ARM, MIPS, PowerPC, SuperH, x86, x86_64 e mais. Ele vasculha a Internet em busca de equipamentos vulneráveis a uma falha no serviço UPnP do DD-WRT e com senhas pouco complexas, e se replica para eles automaticamente, ampliando a botnet.

Uma vez instalado, o C0XMO remove ou desativa outros malwares que tenham se aproveitado da mesma falha para invadir o mesmo equipamento, e ativa uma série de salvaguardas para garantir a sua própria execução periódica, ao mesmo tempo em que estabelece conexão com um servidor central, do qual recebe comandos para inspecionar redes ou atacá-las.

Para prevenir a infestação, o ideal é começar por ter em seu equipamento a versão mais recente do DD-WRT, e uma senha que não seja fácil de adivinhar.

Referência: C0XMO botnet spreads via DD-WRT router flaw, kills rival malware.

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Por Augusto Campos | 8/06/2026

LibreOffice corrige Euro-Office e quer o título de primeiro pacote de escritório open source europeu

comunidade, software, tretas

O Euro-Office é o pacote de aplicativos de escritório que nasceu da positiva onda de soberania tecnológica da União Europeia, vem sendo desenvolvido por um consórcio de empresas e projetos (como Nextcloud, Open-Xchange, OpenProject, Proton e Tuta) e tem como principal base um fork do código open source do ONLYOFFICE (que é de origem russa, e cujos desenvolvedores não aderiram ao esforço da União Europeia).

Aplaudimos a existência e desejamos sucesso ao Euro-Office, mas há algo que ele diz ser, e não é – ou, no mínimo, há espaço para contestação, mesmo que não se dê total razão ao incômodo expresso pelo LibreOffice sobre o Euro-Office dizer que é o primeiro pacote de escritório open source europeu.

A carta aberta do LibreOffice, datada de hoje, começa assim:

Nos últimos dias você tem lido vários artigos anunciando a chegada do Euro-Office, que anunciado como o primeiro pacote de escritório de código aberto desenvolvido na Europa. Somos compelidos – com relutância, uma vez que o código aberto deve basear-se na transparência e não na fraude – a corrigir esta afirmação. O primeiro pacote de escritório de código aberto desenvolvido na Europa foi o OpenOffice.org em 2001, baseado no código-fonte do StarOffice, e seguido pelo LibreOffice a partir de 2010.

Eu estou nesta estrada há tempo suficiente para ter usado o StarOffice para Linux (importei uma caixa enorme de discos de instalação e manuais impressos, na época vendidos na Alemanha pela SuSE). Comemorei a abertura do seu código, que veio na virada do século, após a compra pela Sun Microsystems (dos EUA).


uma caixa de CD com rótuoo da StarDivision
Uma mídia de instalação do StarOffice, quando ainda era proprietário e pertencente à Star Division

No ano 2000 Sun abriu o código do StarOffice, que comprou em 1999 da empresa alemã que o desenvolvia desde 1985. Esse código deu forma ao OpenOffice, mantido pela Sun até a aquisição da empresa pela Oracle, em 2010. A aquisição pela Oracle acabou dando o ensejo para a criação do fork comunitário LibreOffice (também em 2010), administrado pela The Document Foundation, uma ONG sediada na Alemanha. Em paralelo, no ano seguinte, o código e a marca do OpenOffice foram herdados pela Apache.

Para mim, há pouco espaço para dúvida: o LibreOffice é um pacote de escritório open source europeu, desde 2010. O fato de o código ter sido aberto nos EUA não muda a sua origem, nem interfere na nacionalidade do projeto.

Afinal, se o Euro-Office quer dar importância especial ao país de origem de cada aplicativo, é bom que o faça de forma consistente.

Referência: blog.documentfoundation.org

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Por Augusto Campos | 8/06/2026

Armbian Imager 2.0 agora permite configurar o sistema antes de gerar a imagem de instalação

distribuicoes

Quem tem demanda de instalar com frequência sistemas operacionais em computadores de uma placa só (como o Orange Pi, Banana Pi, Odroid, Raspberry Pi e similares) vai gostar de saber que agora o gerador de imagens de instalação do Armbian permite configurar previamente itens como login, senha, Wi-Fi, fuso horário, localização, chaves SSH e shell.


Tela do Armbian Imager 2.0
Armbian Imager 2.0

Ter esses detalhes pré-configurados na imagem permite dar boot com um estado muito mais pronto para uso na máquina de destino, que frequentemente tem menos recursos e usabilidade do que a máquina usada para gerar a mídia de instalação – já que o Armbian Imager roda em Linux, Mac e até Windows.

Na prática, em alguns casos, isso permite ter a máquina acessível e configurável remotamente desde seu primeiro boot, sem que ela precise ter um console local.

Armbian, você sabe, é um projeto que disponibiliza uma plataforma unificada, baseada em software do Debian e do Ubuntu, pronta para produção em mais de 300 computadores baseados no fragmentadíssimo ecossistema do hardware ARM. As imagens de instalação do Armbian incluen o kernel e configurações específicos para cada placa, com drivers testados e grande chance de a placa funcionar de primeira, sem ter que recorrer a forks de cada fabricante.

Referência: Armbian Imager 2.0 Flashing Tools Debuts with First-Boot Setup Profiles

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Por Augusto Campos | 8/06/2026