Linux rodando (bem devagar) no Sega MegaDrive
O desenvolvedor Daniel Palmer anunciou, e disponibilizou o código, do seu port minimalista do Linux para o videogame Sega MegaDrive, de 1988.
O funcionamento depende de ter o cartucho EverDrive Core, para dar acesso a um cartão SD, a um sinal de sincronismo e, principalmente, a valiosíssimos 4MB de RAM.

No momento, o boot exige uma ginástica nos menus do cartucho (que ~pensa estar carregando um jogo), que é completada por meio de comandos enviados por uma conexão serial via cabo USB entre um computador e o cartucho.
Também exige tempo: a CPU dos anos 1980 do MegaDrive não foi feita pensando em um dia ter de carregar e descompactar o kernel Linux. Mas ela consegue, e ao final oferece uma shell interativa (cortesia do smolsh) acessível via serial, e a capacidade de gerar um console visual na saída de vídeo do próprio MegaDrive.
É versão inicial, então talvez ainda evolua. E também inclui uma alternativa para rodar emulado usando QEMU, mas o desenvolvedor adverte que não tem o mesmo astral, porque a CPU fica rápida demais.
Referência: LinuxMD/linuxmd: Linux for the Sega MegaDrive
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