Gigante do varejo britânico tem tanta pressa de se livrar do VMWare que resolveu assumir os riscos
Em meio ao movimento mundial para fugir do VMWare, a cadeia Tesco anunciou que resolveu pagar o preço de migrar com pressa para outras alternativas, e pretende iniciar 2027 já livre do software de virtualização que hoje pertence à Broadcom, e antes foi da Dell e da EMC.

O motivo é similar ao de várias outras migrações: ao adquirir o VMWare, a Broadcom resolveu descumprir os contratos existentes de vários clientes, incluindo o da Tesco, que havia contratado 5 anos de suporte e manutenção das versões do software de virtualização adquiridas por ela, de boa fé, em 2021.
A Broadcom lançou um "prefiro não", e insistiu em vender novas versões a um preço bem mais caro, e se recusar a prover atualizações e suporte ao software previamente contratado. Como em outros casos, a Tesco levou a questão ao judiciário, e vai aguardar o julgamento, mas já decidiu não esperar pelo resultado para trocar de sistema. Ou, como diz o comunicado:
“Diante da conduta abusiva da Broadcom, e dada a importância da virtualização e do software e serviços de mainframe para o seu negócio, a Tesco foi forçada a incorrer em custos materiais para adquirir soluções alternativas com funcionalidade reduzida, e a migrar para esse software de uma forma, e num prazo, que cria riscos muito significativos para o seu negócio”.
Alguém vai pagar essa conta, naturalmente.
Referência: Tesco is sprinting to quit VMware and Broadcom despite rapid migration risks
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