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Shuttleworth aceita a derrota, apóia systemd como init do Debian, define condição para tê-lo como default também no Ubuntu

Tags: distribuicoes

Desta vez o ditador benevolente perpétuo do Ubuntu optou por um caminho de menor atrito com a tecnologia alternativa à sua preferida – talvez a situação que o levou a pedir desculpas após a generalização ofensiva que lançou aos detratores do Mir no ano passado tenha feito ele aprender alguma lição.

Vamos ao caso atual: Na quinta-feira soubemos que, após longa análise de seu comitê técnico, o Debian tinha optado pelo systemd – e não pelo Upstart, da Canonical – como seu novo init, e isso apesar de a Canonical ser a empresa com mais empregados participando do comitê técnico do Debian.

Na ocasião comentamos que a escolha do Debian (que é a mesma de distribuições como Fedora, openSUSE, Mageia, Gentoo, Arch e Red Hat Enterprise Linux) deixava o Ubuntu um pouco mais isolado como a única entre as distribuições mais populares a usar o Upstart como init.

Mas, se o Debian fizer sua transição direitinho, esse isolamento do Ubuntu não deve durar: Shuttleworth postou em seu blog concedendo a vitória ao systemd, afirmando que vai pedir aos membros da comunidade Ubuntu que ajudem a inserir o systemd no Debian e no próprio Ubuntu.

Ele também disse acreditar que a diretoria técnica do Ubuntu irá querer adotar o systemd como init default da distribuição assim que este alcance uma qualidade compatível com a atualmente oferecida pelo upstart. Ele não mencionou prazos, mas disse não ter dúvida de que vai levar tempo para o systemd alcançar a estabilidade e cobertura que hoje o upstart oferece ao Ubuntu 14.04 LTS. (via www.markshuttleworth.com - “Mark Shuttleworth » Blog Archive » Losing graciously”)

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Na defensiva: chefona da Mozilla tenta explicar nova posição quanto a anúncios no Firefox

Tags: mercado

Mitchell Baker, que é a chair da Mozilla Foundation, veio a público numa tentativa de explicar o que é e por que é do interesse do projeto a recentemente anunciada decisão de passar a vender anúncios e exibi-los no Firefox.

Ela e o artigo sintetizam algumas das preocupações dos usuários, e ela busca contrapor algumas visões positivas (por exemplo, esses anúncios inicialmente anunciados não terão o recurso de "tracking").

Sabendo da origem da Mozilla como resultado do que aconteceu com a Netscape após uma guerra de browsers e do trabalho que deu transformar aquele navegador no Firefox, hoje admirado por tantos, confesso que parei de ler o texto ao chegar no seguinte trecho de declaração da Mitchell, que traduzo tão fielmente quanto consigo:

"Por certo número de anos nós nos recusamos a ter qualquer relacionamento com os nossos usuários além de nós fornecermos o software e eles usarem. Nós resistimos a oferecer conteúdo a não ser que ele viesse diretamente de uma ação explícita do usuário. Isso fazia sentido a princípio quando a web era tão nova. Mas ao longo dos anos várias pessoas passaram a esperar e querer que o software faça coisas por elas, registre o que o usuário fez antes e faça algo útil com isso" (grifo meu). Mas talvez você queira ler além. (via www.zdnet.com - “Mozilla clarifies, defends Firefox ad position | ZDNet”)

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