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Plan 9: sistema operacional sucessor do Unix agora está disponível sob a GPL

Tags: berkeley, plan9

Os laboratórios Bell, onde fora inventado o Unix na década anterior, adotaram o Plan 9 como seu sucessor para pesquisas na área de sistemas operacionais a partir dos anos 80 (e até a virada do século).

Tendo nascido com a participação direta e apoio de vários dos luminares iniciais do Unix (incluindo Ken Thompson, Dennis Ritchie e Rob Pike), o Plan 9 herdou uma série das suas características, e explorou uma série de variações, incluindo o protocolo 9P (para acessar recursos locais e remotos sempre na forma de arquivos), a ampliação da ideia de representar tudo na forma de arquivos (todas as interfaces, até mesmo as de comunicação com o usuário e com a rede, existem diretamente no filesystem), as interfaces por meio do /proc, a possibilidade de combinar filesystems (montagem tipo union) e o suporte nativo ao unicode no sistema como um todo ➡ note que vários dos recursos acabaram chegando ao Unix moderno.

Algumas distribuições e derivados do Plan 9 (incluindo o relativamente popular – no seu nicho – Inferno) já haviam sido lançadas como código aberto em décadas passadas, mas agora a Alcatel-Lucent ("herdeira" dos Bell Labs) autorizou a disponibilização sob a GPLv2 de todos os seus arquivos, o que possivelmente significará vários finais de semana divertidos e vários novos ramos de pesquisa e adaptação para bastante gente do ramo. (via www.osnews.com - “Plan 9 released under GPL v2”)

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Conselho Comunitário concorda: Mint terá que licenciar com a Canonical se quiser continuar distribuindo os pacotes do Ubuntu

Tags: mercado, distribuicoes

Quando surgiram informações no ano passado de que os desenvolvedores do Mint tinham sido contatados pela Canonical a respeito de "precisar de uma licença para usar os pacotes binários deles" eu achei que era algum mal entendido e resisti a publicar, mas agora ficou claro que era isso mesmo: a Canonical quer que o Mint e outros produtos derivados adiram a um termo de licenciamento para continuar a distribuir os pacotes binários que vêm dos repositórios do Ubuntu.

A confirmação vem deste pronunciamento do Conselho Comunitário do Ubuntu, que analisou a matéria ao longo de cerca de 2 meses e concluiu que a Canonical está certa em usar marcas registradas e copyrights para "salvaguardar as reputações" do Ubuntu e da empresa.

O texto do Conselho não esclarece quais marcas, copyrights, quais os termos de licenciamento, o que exatamente faz o Mint precisar deles e, ao tratar especificamente a questão do Mint, não esclarece se a mesma demanda se explica ao meu vizinho que está criando o Katy Perry Linux a partir dos pacotes do Ubuntu 13.10 e de um wallpaper que ele baixou.

Os membros do Conselho não mencionam os itens acima, mas prosseguem: acreditam que não há má vontade da Canonical ou da comunidade Ubuntu para com o Mint, e até mesmo que... essa licença vai ajudar a garantir que o Mint continue com seu trabalho, no qual o Conselho espera vê-lo ser bem-sucedido.

E eles não param por aí: declaram sentir que a Canonical está fazendo um esforço honesto e razoável para equilibrar as demandas da comunidade.

E eles fecham com chave feita do mesmo material que o restante do comunicado: lembrando as pessoas da importância de trabalhar de maneira colaborativa e alertando-as para não caírem em controvérsias. (via fridge.ubuntu.com - “Community Council Statement on Canonical Package Licensing”)

Um alento: em paralelo, os distribuidores do Kubuntu esclareceram que os pacotes deles continuam a não exigir termos de licenciamento no modelo mencionado pelo Conselho Comunitário do Ubuntu.

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