FISL e a transparências das contas em eventos da comunidade
A área de comentários de uma notícia publicada na semana passada contendo uma avaliação do FISL por um dos integrantes de sua organização (que convidou o público a se manifestar) acabou dando lugar a um fenômeno que tem sido incomum no BR-Linux: uma discussão que perdura por vários dias, a respeito de um tema relacionado a opiniões dos participantes sobre o assunto da notícia, e com a ainda mais rara presença de comentários moderados positivamente pelos leitores (aposto que muitos de vocês nunca viram um comentário com a moldura verde!).
E o assunto é o que agora destaco: a questão da transparência nas contas de eventos e iniciativas de software livre que sejam realizadas no âmbito da comunidade, com participação de voluntários, cobrança de inscrições dos interessados e patrocínio de entidades governamentais.
Não me parece que o FISL (ou outro evento qualquer) tenha o dever de ser transparente (em relação à comunidade em geral) quanto às origens e destinos dos recursos que capta e emprega, mas ao mesmo tempo tenho a impressão de que esta transparência seria um excelente exemplo, já que se trata do maior dos eventos do gênero. A mesma opinião minha se aplica igualmente a outras iniciativas que envolvam as mesmas condições (voluntariado, cobrança de inscrição e patrocínio governamental).
Assim, além de convidá-los a visitar a discussão anterior (que já está fechada) para conhecer o que já se apresentou por lá, convido os organizadores do FISL a compartilharem conosco sua visão sobre o valor (ou não) da transparência em relação à captação e ao uso deste tipo de recurso em eventos da comunidade (incluindo o FISL deste ano, os anteriores e outros eventos), e aos demais participantes para que exponham suas visões sobre o tema.
Saiba mais (br-linux.org).
Não sei se a comunidade quer saber isso. O que eu pessoalmente tenho interesse em saber é a razão para não exibir, com orgulho, a contabilidade do evento.
Segundo esse bróder aqui :
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13529&sid=13
Ele está fazendo os calculos provavelmente retirados do portal da transparencia …
Alguem poderia mandar um email para ele ou fazer um levantamento no mesmo … passagens de autoridades e diárias … ia ser interessante.
Bem lembrado OMFG, porém é provável que alguém da “Base Aliada” venha a se pronunciar logo abaixo dizendo que despesa de autoridades e pessoas ligadas a órgãos públicos não são de responsabilidade de quem organiza o FISL.
Dei uma de “Advogado do Diabo”, né?
Ainda assim isso daria um bom pano pra manga. As passagens e diárias daquele monte de engravatada que vem de Brasilia ou outros lugares para ficar nos stands ou apresentar cases não deve ser alguma coisa muito barata, por que no governo tudo funciona na base do empenho. A VARIG que o diga…
John Doe, o “Diogo Mainardi” do BR-Linux
Peraí…
Isso eu não havia imaginado. Quer dizer que o FISL também paga as passagens e (possível) estadia das autoridades que vem “prestigiar” o FISL???
Não, autoridades eles não pagam. Quem paga somos nós.
John Doe, o “Diogo Mainardi” do BR-Linux
eu e meu amigo (bohrer) conversamos com a mãe
da fernanda (do google) na lojinha do fisl
eu reclamei dos altos preços dos produtos…
ela respondeu dizendo que a gente não imaginava
o valor gasto pela organização pra realizar tal
evento…
ela disse ainda que entre esses gastos, estava
a passagem, estadia e blá das personalidades
internacionais…
eu citei o alto valor das inscrições, o alto
valor dos estandes e tudo mais…
mas ainda assim tinham que cobrar o olho da cara
por aquelas inutilidades (que eu gostaria de ter)
sendo assim, não comprei.
Fui em 2 FISL (2006 e 2007).
Sinceramente, eu achei o evento muito informal e nem me interessei em comparecer nesse ano, apesar de morar a menos de 10Km do local do evento e ter veículo próprio.
Haviam pessoas dormindo no chão, grupos de usuários sentados no chão, filas para receber revistas gratuitas da LinuxMagazine, e um Pingüim chato correndo atrás das pessoas.
As palestras são somente para repassar uma visão geral das coisas.
A única vantagem que eu encontrei foi comprar livros com desconto e sem ter que pagar frete.
Sinceramente, eu acho que o FISL é muito menos do que divulga-se por aí (e geralmente por pessoas que não comparecem ao evento).
Quanto a transparência na prestação de contas, isso é muito interessante e eu duvido que esteja sendo envolvido menos de R$250.000,00 nesses eventos, portanto pode ser que o evento tenha virado uma forma de “ganhar dinheiro acima de tudo”.
Att,
Renato
“(…)portanto pode ser que o evento tenha virado uma forma de “ganhar dinheiro acima de tudo.”
Bom, afinal, toda essa discussão é por esse motivo ? Que o FISL deixou de ser um evento da comunidade para ser uma maneira de ganhar dinheiro ?
Veja aqui: http://br-linux.org/2008/fisl-e-a-transparencias-das-contas-em-eventos-da-comunidade
“…Bom, afinal, toda essa discussão é por esse motivo ? Que o FISL deixou de ser um evento da comunidade para ser uma maneira de ganhar dinheiro?…”
Concordo que todos devem ganhar o seu dinheirinho, mas não concordo em “ganhar dinheiro acima de tudo”
Se você já foi a algum FISL saberá do que eu estou falando.
Eu também já fui a um evento do TcheLinux em 2006, e paguei as palestras com ALIMENTOS (nada mais do que isso). E as palestras estavam MUITO mais profissionais do que as do FISL.
Att,
Renato S. Yamane
Aí Augusto!!! Abre as contas do BR-Linux aí também!!! :p
Tenho disponibilizado sempre que solicitado 100% dos dados sobre os valores que recebo para o BR-Linux a partir de pagamentos de inscrições de usuários e de patrocínio de entidades públicas ou de economia mista!
Os dados de 2007 estão em http://augustocampos.net/demonst-publico-inscricoes.txt
O mesmo relatório também apresenta detalhadamente a forma como os recursos acima foram empregados.
Dados sobre os recursos provenientes de comercialização de stands para pessoas físicas e entidades particulares, e outras fontes de faturamento provenientes de pessoas jurídicas de direito privado, eu divulgo apenas para os acionistas e para a receita federal.
Olá!
Haviam pessoas dormindo no chão, …
Em 2007 eu era um deles, me desculpe! O cansaço pegou. :)
… grupos de usuários sentados no chão, …
Nada mais normal e divertido que sentar no chão com o notebook no colo e discutir um código qualquer com os amigos. Isso é de se esperar, né? Acho que esse é um bom exemplo da atitude “shut up and hack” que tanto bem faz ao software livre e deveria ser mais estimulada no Brasil.
Em uma universidade ou colégio, quantas pessoas tu vês sentadas no chão ou na grama lendo livros? Seria muito bom que fossem mais, não achas?
… filas para receber revistas gratuitas da LinuxMagazine, …
Esses certamente não eram os que estavam sentados no chão com notebooks no colo e discutindo tecnologia. :)
… e um Pingüim chato correndo atrás das pessoas.
Nossa! Que chinelo! :)
As palestras são somente para repassar uma visão geral das coisas.
Bom, isso é verdade. As palestras geralmente são aguadas demais. Mas se pensares que o público é do tipo que vai colecionar lixo em sacolas da Linux Magazine, UOL ou assemelhados, acho que está de acordo. Se o evento fosse mais técnico e não houvessem sacolinhas de lixo marketeiro para atrair leigos, as palestras poderiam ser mais profundas também.
:)
Eu concordo com o Olivé, nos anos em que fui ao FISL, muitas vezes escrevi a cobertura do evento para o BR-Linux confortavelmente sentado no chão da PUC. Não vejo nada de errado nesta atitude em um evento da comunidade, assim como não acho estranho os participantes deitarem no chão (desde que onde ninguém vá tropeçar neles), andarem de skate, chuparem cana, assobiar ou mesmo tomar banho de chapéu, se não atrapalhar os demais.
Não faz sentido prestação de contas em atividades ou eventos da comunidade http://br-linux.org/sobre/ que não envolvam voluntariado, cobrança de inscrição e patrocínio governamental ou de empresas de economia mista. Senão, logo, logo vai aparecer alguém pedindo transparência na minha conta bancária, na minha declaração do imposto de renda e nas minhas ligações telefônicas. E, não satisfeito, vai pedir que eu divulgue detalhes a respeito de quanto os anunciantes pagam para exibição de publicidade na minha página.
Ou, por outro lado, a pessoa que, após escrever um único e breve comentário no meu blog pessoal (que mantenho através de trabalho durante meu tempo livre e sem a ajuda voluntária de uma pequena e dispersa equipe), entra com reclamatória na justiça trabalhista pedindo remuneração ou participação nos lucros por ter contribuído, como COMENTARISTA, para o sucesso e os conseqüentes cliques remunerados no saite.
Transparência é bom, mas tem limites! A Constituição Federal assegura esses limites.
Paulo, no caso do BR-Linux, os valores cobrados por venda de espaço para publicidade são divulgados na página específica (/anunciar), e os termos de uso especificam o licenciamento dado pelos autores de qualquer conteúdo (notícias, textos em geral, comentários, links, etc.).
Se você publica conteúdo de terceiros, recomendo que tome a mesma cautela, independente do nível de probabilidade de sucesso de alguma ação como a que você mencionou.
Participei de uma das raras tentativas de fazer do FISL um evento técnico. Foi na primeira edição do evento, em 2000, quando Alfredo Kojima, Paulo César Pereira de Andrade e eu demos um mini-curso de programação para X Window System. O pessoal da PROCERGS montou até um laboratório para darmos as aulas práticas! Desde então o evento se tornou cada vez mais socio-político. A contribuição técnica fica restrita a alguns palestrantes estrangeiros (nem todos) e ao Workshop de Software Livre, um evento simultâneo, de perfil acadêmico, organizado pela SBC. Só que o WSL fica espremido no meio de uma programação enorme.
Este ano eu passei por lá algumas vezes, para encontrar amigos. Só fui porque a empresa em que trabalho fica no TecnoPUC, pertinho da área do FISL. Era fácil dar um pulinho lá no intervalo do almoço ou depois do expediente. Não me inscrevi porque não tinha interesse em assistir nenhuma das palestras. Pessoas que assistiram me disseram que o nível foi baixo, em geral. Nenhuma surpresa. Não se pode esperar muito de um evento que já teve palestras com sapos piramidais.
O fato é que com o passar do temp o FISL ficou como o show do Roberto Carlos: acontece todos os anos e antes mesmo de acontecer todo mundo já sabe mais-ou-menos como será. Tem uma palestra do Jon “maddog” Hall sobre o tudo e o nada e uma do Sérgio Amadeu sobre como SL é bom e a Microsoft é má. Tem estande do Banco do Basil, da Caixa Econômica Federal e de algumas empresas. Tem gente distribuindo brindes e folhetos. Tem gente vendendo camisetas canecas e o diabo-a-quatro. Para completar tem um monte de gente andando de um lado para outro à procura de algo interessante para ver.
Se isso tudo é bom ou ruim, eu não sei. Depende de cada um. Para mim não tem utilidade alguma exceto pela oportunidade de encontrar pessoas. Tenho dúvidas, também, de que no meio daquela balbúrdia alguém desinformado consiga realmente melhorar sua compreensão sobre software livre. Seja como for, a cada ano que passa o número de inscritos aumenta e esse parece ser o único critério usado pelos organizadores para medir o sucesso do evento.
Quanto à transparência das contas do FISL e da ASL, já se tornou perda de tempo discutir. Há anos que ouço questionamentos a esse respeito e tudo o que se vê são respostas evasivas, a despeito do que diz o Capítulo VI, Art. 26, Item II do estatudo da ASL. No ano passado eu fiz um cálculo aproximado, baseado no plano de captação de recursos do evento e no número de patrocinadores. Foram 15 patrocinadores ouro, (50 mil cada), 2 prata (40 mil cada) e 11 bronze (30 mil cada). Total: R$ 1160000,00. Isto não incluía a arrecadação com stands (R$ 2000 cada um) nem com as inscrições. Não refiz a conta este ano, mas suponho que deva ser algo semelhante.
O Yamane falou em R$ 250.000, mas eu acho que custa mais:
Segundo o blog do FISL 9, o público foi de 7417 pessoas foi divulgado na cerimômia de encerramento, e acredito que para ser um número oficial, é possível considerá-lo o público pagante.
As informações sobre os valores foram removidas do site assim que o evento terminou, mas ainda existe este link para o anúncio sobre as inscrições antecipadas feito por eles aqui no BR-Linux.
Foi publicado naquela ocasião que o valor mínimo já com desconto era R$ 53,00. Pagariam por esse valor aqueles que fizessem suas inscrições antecipadas pela Internet, membros de caravanas e estudantes que apresentassem um documento do MEC comprovando matrícula neste semestre. O valor máximo eram R$ 153,00 e era para inscritos de última hora e para inscrições feitas através de penhor para órgãos públicos.
Como não encontrei nenhum dado publicado sobre a quantidade de pessoas e a forma como se inscreveram para o FISL, não vou estimar nenhum valor médio e por isso vou usar o valor mínimo como base de cálculo:
7.417 * 53 = R$ 393.101,00
Segundo o cálculo acima o valor mínimo arrecadado no último FISL ficou em torno de 400 mil Reais. Algum tempo um dos membros da organização declarou em um comentário aqui no BR-Linux que o dinheiro arrecadado com as inscrições representavam apenas de 8 a 10% do custo total do evento, logo podemos concluir que o FISL custa *bem mais* do que os R$ 250.000 estimados pelo Yamane.
E aí, alguém tem um palpite sobre o número mágico?
Impressionante como temos uma questão reincidente em nosso país, e particularmente na comunidade de Software Livre. A falta de foco.
A questão aqui é a seguinte: Por anos a fio comenta-se sobre o direcionamento dos recursos para o FISL. Este é o fato.
Eu mesmo conheço a maioria das pessoas que levam a ASL para frente, apesar de ter minhas diferenças conceituais com uma ou duas. Nunca tive dúvidas sobe a retidão destas pessoas e quero muito que o FISL se perpetue e cresca, e se possível migre para outras regiões do Brasil.
Infelizmente, e não sei por qual motivo, o próprio estatuto da ASL não está sendo cumprido. Isso é fato, salvo a minha interpretação do mesmo estar errada. Então, alguém me corrija.
Só estou interessado em saber o porquê de não publicarem a prestação de contas. A minha intenção principal é muito mais poder ter subsídios para poder sugerir mudanças no FISL de maneira mais coerente, e sem ter a necessidade de tornar-me um associado.
Dito isso, espero que os surtos adolescentes se encerrem neste thread, comentários engraçadinhos podem ser mantidos em posts que o permitam ou em canais de IRC. Vamos procurar manter o foco, não ser mos tão reacionários e comentar com o mínimo de conhecimento do que se está falando (já tivemos exemplos aqui). Estamos todos no mesmo barco; temos que mantê-lo navegando.
Paul Kersey, acredito que o número de 7417 pessoas inclua todos os públicos (palestrantes, representantes de patrocinadores, equipes de apoio, voluntários e mais os pagantes).
Tenho a impressão, também, de que eventos deste porte arrecadam bem mais com patrocínio e venda de estandes do que com inscrições do público.
Enviei nesta data, via Marcelo Terres (autor do relatório que deu origem a esta nossa discussão) o convite para que ele, a ASL e a organização do FISL participem deste debate.
Resumo do que eu penso:
1 - Tem gente ganhando dinheiro com o FISL? Sim, eu acredito nisso. Mas vivemos em um capitalismo onde o lucro é a base de tudo;
2 - O Evento foi caro para os participantes? Sim, eu também acredito nisso. Mas se fosse mais barato onde iriam colocar mais gente? Além do mais, um curso de Word do Senac deve estar nesta faixa de preço, ou até mais caro, e certamente eu aprendi mais no FISL do que eu aprenderia com qualquer curso do SENAC (apenas exemplo);
3 - O nível técnico das palestras foi ruim? Não creio nisso. Eu participei de várias palestras e realmente tinha algumas ruins, mas no geral eu adquiri algum conhecimento com o FISL.
4 - Onde mais ter contato com tanta gente interessante, sejam brasileiros e estrangeiros, pagando menos do que uma passagem de avião?
5 - É possível fazer um FISL de graça? Sim, é possível se o governo bancar os custos ou então se o arrecadado com patrocinadores/expositores for o suficiente. Não dá para esquecer que apenas pagar o Evento não basta. É necessário arrecadar dinheiro para investir no futuro. Se eles pretendem ter 10mil visitantes no ano que vem, eles precisam de dinheiro para isso agora.
Pelo amor de Deus gente, isso aqui tá parecendo caça as bruxas, que que é isso, vocês piraram? Quem começou com esse negócio com certeza que só tumultuar e quem sabe conseguir acabar com o FISL, só pode.
Me digam ai algum evento que abre suas contas? Me diz ai que pecado tem em órgãos públicos patrocinarem eventos de Software Livre? Qual o problema do evento bancar para trazer personalidades internacionais de Software Livre, que são indicadas pela comunidade em campanha aberta no site do FISL (ou esqueceram disso)?!
Porquê vocês não vão reclamar lá no site do congresso nacional, lá sim vale a pena.
Ninguém consegue agradar a todos, muito menos 7.000 pessoas, mas cada um gostou de alguma coisa no FISL, com certeza. Ninguém nunca reclamou, e não reclama, do encontro da galera ali na área das comunidades, o pessoal senta no chão, deita no chão, por quer, porque acha legal, porque se junta em roda e conversa e troca experiências, agora raios tem sempre um arigó que acha que as pessoas que ali estão não gostaram disso?!
Fala sério pessoal, vocês poderiam achar outra coisa pra fazer heim? Vai escrever um programa, traduzir um documento, pentear macaco ou coisa mais útil.
Ningué dá destaque por exemplo pro projeto das sementes livres, quando surgiu a galera hacker quase vomitou e disse que era balela, política e tal, no ano passado forma várias toneladas de alimentos geradas do projeto, agora com a questão da falta de alimentos no mundo vai ser um modelo, todo mundo aplaude. Então vamos respeitar as idéias e iniciativas dos outros.
Não tá satisfeito, não vá ao FISL, organizem o seu próprio evento, levem quem vocês quiserem, forrem o chão com flores, levem colchões, mesas de jantar, sofás e os palestrantes que mais agraarem. Depois vejam quanto vai custar e vejam de onde vai sair o dinheiro para isso.
O que mais me indigna é deixar no ar a idéia que existe falta de honestidade no pessoal que organiza o evento a quase 10 anos. Isso é inadmissível, principalmente joga por terra tudo que eles já fizeram pelo Software Livre nesse tempo todo. É um absurdo e um trollagem sem tamanho.
Tenham respeito e pensem em como vocês podem ajudar o evento a melhorar, lembro que qualquer um pode ser voluntário e ajudar na organização, o trabalho começa no mínimo 10 meses antes do evento. Isso ninguém quer né?
pizza, como autor de um dos questionamentos, quero te dizer que não entendo a tua reação como sendo uma resposta a ele. A minha pergunta é bem simples, e não vejo nada de ofensivo ou mesmo de absurdo nela.
A mesma consideração que faço sobre o FISL vale para qualquer outro evento da comunidade que cobre ingresso ou receba patrocínio público, aliás. A transparência nestes casos me parece um valor altamente desejável, e o que eu venho perguntando é a razão de o FISL preferir não buscá-la integralmente.
E certamente não há mal nenhum em receber patrocínio público, pelo contrário - e tenho certeza de que em nenhum momento deixei no ar a idéia oposta, ou a de que falta honestidade em alguém.
“Tenham respeito e pensem em como vocês podem ajudar o evento a melhorar, lembro que qualquer um pode ser voluntário e ajudar na organização, o trabalho começa no mínimo 10 meses antes do evento. Isso ninguém quer né?”
Quem vai querer trabalhar voluntariamente se não sabem nem aonde vai o dinheiro pago nas indiscrições e patrocínios?
Augusto, acontece que nesse caso existe a inversão do ônus da prova, pois quem tem de prestar conta de como usa o dinheiro público é o órgão público, e não quem recebe o dinheiro.
É como que pedir a todos os fornecedores de serviço/produtos do governo Federal que abram suas contas, na verdade os órgãos é que devem dizer onde e POR QUÊ gastam nosso dinheio.
Exigir isso da organização do FISL, e deixar no ar que seria uma responsabilidade deles prestas as contas, e que se não o fazem é porque querem esconder algo é completamente injusto. Na minha opinião.
Meio off-topic mas mesmo assim relacionado: porque raios neste País o governo tem que destinar verba para financiar eventos como o FISL sendo que o mesmo não está relacionado a nenhum setor da administração pública?
Eventos deste porte devem ser realizados SEM a interferência de quaisquer órgãos públicos contando apenas com a participação de entidades do setor privado que auxiliam no desenvolvimento do Software Livre, assim como comunidades e associações (não relacionadas repito, a nenhum órgão público) que promovem a adoção e expansão do mesmo no Brasil.
Não há nada de “engraçadinho” nisso; tampouco “reacionário” - aliás falando em reacionário uma das primeiras atitudes NECESSÁRIAS a serem tomadas é eliminar o aparelhamento e o proselitismo político-ideológico de esquerda costumeiramente presente nesses tipos de eventos.
Bem, vamos por partes como diria Jack ;)
Já tentei me filiar a ASL ano passado, mandei email mas ninguém respondeu nada e continuo esperando uma resposta.
Faço coro, eu quero me associar a ASL!
Quero e posso ajudar no FISL, e quero saber quanto custa o FISL também, óbvio:
1) Eventos que contam com o auxilio de colaboradores da comunidade e que não pagam a estes colaboradores deveriam sim mostrar as contas (fui coordenadora de mesa, conheço mais pessoas que também se candidataram a isto no FISL 9.0 e também não ganharam nada com isso, nem o ingresso grátis).
2) Entidades civis sem fins lucrativos POR LEI precisam publicar o balanço da receita/despesa (só nao recordo agora de quanto em quanto tempo).
3) Fiquei com uma dúvida. O FISL é da ASL?
4) Governo não deve ter suas passagens pagas. Eles até onde sei PAGAM para vir ao FISL e a outros eventos de SL.
5) Até ano passado, quem vendia (e lucrava) com camisetas e afins era a Tempo Real. Não lembro de ser a ASL ou a organização do FISL que bancava camisetas e afins.
6) Sempre teremos palestras boas, excelentes e fracas. isto faz parte.
7) Lembro de já ter tocado neste ponto, mas aí vai: Porque a ASL paga para a PUC pela utilização do evento se os alunos da PUC tem acesso gratuíto ao evento? Aliás, quem aparecesse entrava de grátis.
No segundo dia, depois de levantar esta lebre, reunimos um grupinho de amigos e fizemos o teste: Cada um para uma sala, sem crachá e tentando enntrar nas palestras.
Resultado? apenas 1 foi “barrado gentilmente”, mas após a singela explicação de “deixei meu crachá no hotel” ele entrou na boa.
Ou seja, além do ingresso ser caro, só nós nerds estavamos pagando… porque havia um numero enorme de não pagantes que teve acesso a tudo.
8) Se você recebe fomento de órgão público, tb deve por lei demonstrar receita/despesa sobre estes valores.
9) Apesar de achar cara a inscrição, ainda estamos pagando bem menos do que se estivéssemos indo a uma feira qualquer de software. Não me encomodo se tiver que pagar para entrar no FISL (este ano ganhei minha inscrição aqui do BR-Linux, mas paguei para meus dois filhos irem). Não me encomodo se o pessoal ganha dinheiro para organizar o FISL, até porque trabalhar de graça não dá.
10) A ASL reclama que tem pouca gente que ajuda. Abra uma chamada para voluntários mais cedo, que com certeza vai ter bastante gente ajudando.
Mas, se o FISL paga sua organização (e consequentemente as pessoas que participam dela) porque a comunidade tem que trabalhar de graça para a ASL?
tiaggs, muito bem, disse tudo, se isso é tão importante assim para você não trabalhe como voluntário, e pronto.
Se saber onde vai o dinheiro é mais importante que ajudar a realizar um dos maiores eventos de Software Livre do mundo, que agrega pessoas, que gera amizades, relacionamento e troca de experiências, então você está totalmente certo.
Eu confio nas pessoas que organizam e trabalham pra caramba para que o evento aconteça. Portanto não vou pedir a eles que me mostrem onde foi o dinheiro, a minha parte eu fico com a satisfação de ter participado, encontrado mais uma vez as comunidades, desenvolvedores, empresas e novos adeptos que se maravilharam com o tamanho de um evento de SL no Brasil.
A única coisa que posso garantir é que o dinheiro não vai para empresas de Sofwtare Proprietário. :-)
Tudo bem Augusto, vamos subtrair os 402 palestrantes e consideraremos que cerca de 1000 pessoas estejam entre organização/apoio/empresas/convidados. Arredondando isso sobram 6000 pessoas, que podem ser consideradas público pagante, certo?
6000 * 53 = 318.000
Calculando por baixo dá R$ 318 Mil. Ainda é um número alto.
Verdade. Alguém por aí viu o plano de captação do FISL 9? Dá para se ter uma idéia disso com a quantidade de stands, visto que alguém já falou em outro post aqui que este ano tiveram um record de empresas no FISL.
Revoltado, só para esclarecer, eu me referi ao comentário do Zorra Total.
Sobre o restante do teu comentário:
Discuti sobre isso com amigos ontem. Se o perfil do FISL fosse corporativo, creio que se ganharia mais em palestras técnicas. Mas o grande problema é que se vendeu o Software Livre aqui no Brasil como que sendo software grátis. Isso está encroado!
Grátis quer dizer corte de gastos, corte de gastos que dizer marketing positivo para o Governo.
O termo liberdade, muito usado no nosso contexto, serve da mesma maneira aos grupos socialistas, comunistas e outros istas por aí. Em suma, concordo com a tua argumentação. Pensamos muito parecido.
Uma dúvida que tenho: o que é o FISL?
1. Uma entidade independente?
2. Um evento da ASL?
3. Um evento de outro que não a ASL, onde esta apenas é uma colaboradora?
4. Outra coisa? O que?
Creio que se for a segunda opção o “pizza” está errado, afinal, no estatudo da ASL está escrito claramente que eles tem OBRIGAÇÃO de prestar contas de seus gastos publicamente, mais detalhes em: http://associacao.softwarelivre.org/sites/associacao.softwarelivre.org/files/estatuto.pdf
Bom, fazendo o papel de “advogado do diabo” e baseado na minha experiência com feiras/congressos, eu acredito que eles não divulgam os lucros/custos do evento, pelos seguintes motivos:
1 - Dificuldade em calcular valores brutos/líquidos do que foi arrecadado quando envolve valores altos e meios diversificados de entrada de capital;
2 - Dificuldade maior ainda em determinar o que foi gasto com o evento, principalmente se considerando que tem custos pré-evento, pós-evento, etc;
3 - Cessão de espaço por permutas/cortesia. Exemplo, talvez eles não cobrem nada pelo espaço do Banco do Brasil no evento em troca de financiamento com taxa de juros mais baixos; talvez façam um bom desconto para o UOL em troca de banda grátis em um link dedicado deles, etc.
Como quantificar isso em termos de valores? Além do que, divulgar este tipo de informação pode criar um clima de “oba-oba-também-quero-de-graça”…
4 - Manter segredo sobre o que é investido em softwares livres que eles apóiam, para não gerar clima de revolta. Por exemplo, na página deles, citam que ajudam vários projetos. Suponhamos que eles colaborem com uma distro-x dando dinheiro. Digamos que a distro-y descubra estes valores e também queira “participar”, mesmo não precisando.
5 - Ter que divulgar que eles dão x-ingressos de graça para quem eles acreditam que devam ser estimulados ao software livre;
6 - Cláusulas contratuais - por exemplo, a PUC pode fazer um valor “especial” do aluguel do seu espaço, mas exigir em contrato que estes valores não sejam divulgados;
7 - Segredo no valor do cachê pago a alguns palestrantes, para não criar uma clima “opa, ele ganha isso, eu também mereço ganhar igual ou mais”, inflacionando estes valores. Talvez o estrangeiro-x venha de graça, mas resolva cobrar se descobrir que o brasileiro-y ganha dinheiro em sua palestra (não estou dizendo que isso é certo, apenas estou dizendo que isso existe);
8 - Valores muito baixos nas inscrições poderiam atrair um volume exagerado de público que o espaço/organização do evento não comportasse;
Pizza, eu imagino que os organizadores do evento tenham sim que prestar contas a alguém (à Receita Federal, por exemplo), mas longe de mim exigir deles que façam isso, e especialmente que façam isso a mim.
Não estou pedindo que prestem contas. Acho que está bem claro no meu texto que eu acredito que eles NÃO têm obrigação de me prestar contas. A minha questão é bem outra, e também me parece que está clara no texto.
Em resposta ao comentário do professor Paulo Slomp:
Não faz sentido prestação de contas em atividades ou eventos da comunidade que não envolvam voluntariado, cobrança de inscrição e patrocínio governamental ou de empresas de economia mista. Senão, logo, logo vai aparecer alguém pedindo transparência na minha conta bancária, na minha declaração do imposto de renda e nas minhas ligações telefônicas. E, não satisfeito, vai pedir que eu divulgue detalhes a respeito de quanto os anunciantes pagam para exibição de publicidade na minha página.
Faz sentido por 3 simples motivos:
1- Toda esta discussão começou por que eles alegam que os valores cobrados dos participantes são em virtude dos altos custos. É por isso que queremos saber quanto custa.
2- O evento tem instituições governamentais entre os patrocinadores, ou seja nós estamos pagando indiretamente.
3- Não custa _nada_ ser transparente. Se a filosofia defendida é o “código é aberto”, por que as contas do FISL não podem ser?
Transparência é bom, mas tem limites! A Constituição Federal assegura esses limites.
Sim professor, e é exatamente por este tipo de mentalidade que as coisas estão desta forma no Brasil. Se não temos como mudar o nosso país vamos ao menos tentar mudar o “nosso quintal”.
Como membro da comunidade brasileira do Software Livre eu exijo transparência já!
Leo
Revoltado, o governo tem sim que se “meter” em software livre.
Se o governo não se envolver com isso, quem vai se envolver?
Eu não acredito que grandes empresas vão defender meus direitos, pq o que elas querem é “dominar o mundo”.
Por exemplo, a Microsoft acabou com o Netscape pq eles eram do mal e o IE era a redenção da humanidade? Ainda bem que a justiça e o governo americano resolveram se envolver nisso, mesmo dando em pizza. Se não fosse isso, tenho certeza que a Mozilla não teria ganho espaço.
A Microsoft sufocou o ICQ e ficou por isso mesmo. A Mirabilis já era. Hoje temos praticamente um monopólio nisso pq o governo não se “envolveu”.
Agora a Microsoft está ameaçando a Yahoo. Será que eles vão “sobreviver” ao bicho-papão se o “governo” não se envolver? Talvez, com a ajuda do Google eles até consigam, mas a Google também tem os mesmos objetivos da sua rival.
Se o governo brasileiro não se envolver em software livre, corremos o risco de perdermos nossa soberania, de dependermos de softwares “fechados” que podem ter uma linha de código lá dentro que derrube todo o sistema de defesa aéreo. Ou então não poder mais escrever software porque viola dezenas de “patentes de idéias”…
Joao Avelino a ASL tem obrigação por estatudo (e por lei) de prestar suas contas, mas não especificamente após e somente sobre o FISL, ela apresenta o balanço anual de suas atividades. Se for verificar o balanço do ano passado deve ter tudo isso.
A questão é que querem somente do FISL.
Haaaa faciel resover iso faz um denuncia no ministerio publico que rapido rapido a coisa aparece e acaba com esse bla bla bla…
Toda ONG é Pública
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Só uma pergunta ao Sr. Paulo Slomp: qual o seu interesse em não querer prestar contas de um dinheiro que NÃO lhe pertence?
Não me venha com essa conversa de: “Senão, logo, logo vai aparecer alguém pedindo transparência na minha conta bancária, na minha declaração do imposto de renda e nas minhas ligações telefônicas. E, não satisfeito, vai pedir que eu divulgue detalhes a respeito de quanto os anunciantes pagam para exibição de publicidade na minha página.”
Uma coisa é uma coisa e outra coisa é OUTRA coisa.
Em resposta ao primeiro comentário do Luciano Bassani:
Tem gente ganhando dinheiro com o FISL? Sim, eu acredito nisso. Mas vivemos em um capitalismo onde o lucro é a base de tudo
Nenhum de nós mencionou isso até agora. O ponto não é esse…
O Evento foi caro para os participantes? Sim, eu também acredito nisso. Mas se fosse mais barato onde iriam colocar mais gente? Além do mais, um curso de Word do Senac deve estar nesta faixa de preço, ou até mais caro, e certamente eu aprendi mais no FISL do que eu aprenderia com qualquer curso do SENAC (apenas exemplo);
Se olhar no mapa, a metade do espaço da FIERGS costumava ficar sem ser utilizada. Daria para ter mais de 10 mil visitantes por lá tranquilamente, porém naquela época não passou de 5 mil.
O nível técnico das palestras foi ruim? Não creio nisso. Eu participei de várias palestras e realmente tinha algumas ruins, mas no geral eu adquiri algum conhecimento com o FISL.
Como disse antes, esse não foi o ponto inicial da conversa. Tive relatos de palestras excelentes como a do ACME, Maurício Piacceni, Ted Tso, Josef, Sulamita, Kristen etc. De repente as críticas são mais com relação à palestras de empresas e estudo de caso do governo, por motivos obvios.
Onde mais ter contato com tanta gente interessante, sejam brasileiros e estrangeiros, pagando menos do que uma passagem de avião?
Isso é só para o pessoal de Porto Alegre, não? Tinha gente que atravessou o Brasil para ver. :)
É possível fazer um FISL de graça?
Algo desse tamanho de graça de repente nunca venha a acontecer, mas cobrar R$ 53,00 de estudantes para receber uma bolsa com panfletos e uma caneta não se trata do mais alto gesto de altruísmo. Se for atrás dos custos vai ver que o conteúdo de uma bolsa não chega a R$ 10,00. Infra e palestrantes podem ser muito bem bancados por empresas na minha opinião.
Sim, é possível se o governo bancar os custos ou então se o arrecadado com patrocinadores/expositores for o suficiente. Não dá para esquecer que apenas pagar o Evento não basta. É necessário arrecadar dinheiro para investir no futuro. Se eles pretendem ter 10mil visitantes no ano que vem, eles precisam de dinheiro para isso agora.
O Governo não deve ser visto como um patrocinador principal, porém pode figurar entre eles. Se for o patrocinador principal aí o evento acaba servindo para fazer propaganda. Infelizmente isso acontece hoje, pois tem gente mais interessada em dizer “Olhem, nós estamos fazendo alguma coisa!!” ao invés de simplesmente fazer.
Eu deixo apenas uma pergunta: Onde estavam a IBM, HP, RedHat etc este ano? Por que o Google e outras empresas grandes ficaram em stand pequenos? O negócio não é apenas querer atirar o evento para cima do governo e colocar meia dúzia de empreas no meio como cerejas em cima de bolos. O FISL poderia bater a LinuxTag em público certamente se não fosse a mentalidade de algumas pessoas que tem outros interesses a defender antes do bem-estar da Comunidade.
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Em resposta ao segundo comentário do Luciano Bassani:
Bom, fazendo o papel de “advogado do diabo” e baseado na minha experiência com feiras/congressos, eu acredito que eles não divulgam os lucros/custos do evento, pelos seguintes motivos:
Vamos ver…
Dificuldade em calcular valores brutos/líquidos do que foi arrecadado quando envolve valores altos e meios diversificados de entrada de capital;
Discordo. Todas as notas que são pagas precisam passar por alguém que “assina o cheque”. Todo dinheiro que entra precisa de uma nota. Todos material doado tem nota de transporte e simples trocas poderiam ser protocoladas de forma a tornar o processo transparente.
Dificuldade maior ainda em determinar o que foi gasto com o evento, principalmente se considerando que tem custos pré-evento, pós-evento, etc;
Engraçado. Milhares de empresas no setor privado fazem isso no Brasil todos os anos, pois despesas precisam controladas para fins que vão desde controle até dedução de impostos. Não é muito difícil: basta que as pessoas que usam recursos informarem a quem mantém o livro caixa os valores consumidos.
Cessão de espaço por permutas/cortesia. Exemplo, talvez eles não cobrem nada pelo espaço do Banco do Brasil no evento em troca de financiamento com taxa de juros mais baixos; talvez façam um bom desconto para o UOL em troca de banda grátis em um link dedicado deles, etc.
Isso se chama troca. Ao invés de gastar um valor pode-se simplesmente trocar por serviços. Se não tem como relacionar isso com notas pode-se pelo menos dizer: o Provedor ABC cedeu um link de XYZ no valor de tantos mil reais em troca de um stand. Muitas empresas ajudam nos “eventos de 2 ou 3 salas” que nós organizamos que doam material.
Como quantificar isso em termos de valores? Além do que, divulgar este tipo de informação pode criar um clima de “oba-oba-também-quero-de-graça”…
Ou de repente impedir o favorecimento de uns e não a outros? Para isso que transparência é algo bom.
Manter segredo sobre o que é investido em softwares livres que eles apóiam, para não gerar clima de revolta. Por exemplo, na página deles, citam que ajudam vários projetos. Suponhamos que eles colaborem com uma distro-x dando dinheiro. Digamos que a distro-y descubra estes valores e também queira “participar”, mesmo não precisando.
Não concordo. Você pode ajudar um projeto e não a outro desde que exista uma justificativa. Ainda assim, isso foge do escopo original da discussão.
Ter que divulgar que eles dão x-ingressos de graça para quem eles acreditam que devam ser estimulados ao software livre
Entra nas despesas. Seria bacana eles disserem: foram enviados 20 convites ao Gabinete da Governadora. Mesmo que os tais convites não venham a ser usados, pelo menos o resto das pessoas terão conhecimento do convite.
Cláusulas contratuais - por exemplo, a PUC pode fazer um valor “especial” do aluguel do seu espaço, mas exigir em contrato que estes valores não sejam divulgados;
Se existe uma cláusula assim, por que eles entrariam como o principal patrocinador? Podemos entrar em contato com a organização de eventos da PUC para tentar saber se existe algum tipo de impedimento em mencionar isso. Este ano o Marista entrou como patrocinador Ouro, provavelemente bancando parte do local. Como a PUC está ligada diretamente aos Maristas, isso poderia creditado como patrocínio. Software Livre tem tudo a ver com a filosofia altruísta pregada por eles, portanto nada justificaria um acordo de confidencialidade.
Segredo no valor do cachê pago a alguns palestrantes, para não criar uma clima “opa, ele ganha isso, eu também mereço ganhar igual ou mais”, inflacionando estes valores. Talvez o estrangeiro-x venha de graça, mas resolva cobrar se descobrir que o brasileiro-y ganha dinheiro em sua palestra (não estou dizendo que isso é certo, apenas estou dizendo que isso existe);
Até onde sabemos nenhum patrocinador ganha cachê, e sinceramente se cobrar é muito bom que a comunidade saiba disso. Ao meu ver despesas de transporte, hospedagem e alimentação são totalmente razoáveis. Sinceramente eu não traria a um evento alguém que cobrasse algo.
Valores muito baixos nas inscrições poderiam atrair um volume exagerado de público que o espaço/organização do evento não comportasse;
Aumenta-se o tempo de duração da conferência ou então usa-se então um local maior. Volte ao início desta resposta e verá um exemplo prático disso.
Leo
Leonardo, apenas para constar, o segundo post, onde eu fiz o papel de “advogado do diabo” eu apenas quis mencionar situações que eu sei que na prática podem acontecer em eventos e feiras comerciais de grande porte. Não concordo com muitas delas, mas apenas quis dar uma visão do “porquê” que provavelmente não é divulgado um balanço do evento. Apenas para ficar claro.
Sobre a FIERGS…
Lá o custo de aluguel do local é mais barato, pois foi um local criado especificamente para isso, mas fica no “fim-do-mundo” para os porto-alegrenses. Não participei dos FISL que foram realizados lá e eu creio que nunca teve grande visitação por causa disso.
Não que seja um lugar inviável. Existe soluções para contornar isso, como por exemplo criar linhas de ônibus especiais apenas para os dias do evento, facilitando o translado. Sei que tem muita gente que vem de fora de Porto Alegre e não liga se o evento é na PUC ou na FIERGS, mas a maioria ainda é daqui.
Sem melhorar o sistema de translado, nem de graça conseguem botar 10mil pessoas lá, hehehe
Pro lgbassani
Tu acredita piamente que o governo teve entrar em SL pra te proteger ?
LOL
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