Hangout Online e Gratuito Escola Linux - O poder do Ubuntu Server nesta 5a feira (23/02/17) às 20h
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Enviado por Paulo Oliveira (treinamentoΘlinuxsolutions·com·br)
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Tom Callaway aparenta ser um cara legal, com um overclock de 140% na velocidade humana. Em apenas 20 minutos deu uma palestra interessantíssima que poderia muito bem caber em uma janela de 45 minutos sobre os princípios legais que balizam o Fedora, como foram moldados e como funcionam na prática.
Antigamente, disse Callaway, a Red Hat construía o Red Hat Linux totalmente "in-house". O que a empresa não fazia era dinheiro; a venda de chapéus era mais lucrativa que a venda de caixas do Red Hat, que aparentemente eram vendidas com prejuízo. Sentindo que este plano não funcionava a logo prazo, a Red Hat começou a fazer o Enterprise Linux. Não queria parar com o linux "hobbista", fazendo o Fedora Core ser lançado. A Red Hat também queria que a comunidade tivesse uma entrada de dados nos aspectos de como o Fedora se comportava, como aparentava, mas o que a empresa não queria era deixar a comunidade "tomar conta", por ser ainda legalmente o distribuidor.
Então alguém (que ninguém se lembra) criou a tag FE-LEGAL no bugzilla, que deveria ser aplicada para quaisquer incidentes que pudessem causar problemas legais ao lançamento do Fedora. Nos dias do Red Hat Linux, problemas legais eram bem monitorados e por conta disto, todo mundo supôs que a mesma atenção era dada aos incidentes com a tag FE-LEGAL. Infelizmente isto não era verdade, e quando percebeu, Callaway se voluntariou para gerenciar tais incidentes. Com o encorajamento do time jurídico da Red Hat, ele criou três regras simples.
Primeiro, tudo precisa ser software livre. Ele até considerou o "open source", mas rapidamente descobriu que tudo que possuía código aberto e estava no Fedora ou era software livre, ou tinha uma licença questionável. Exigir que tudo fosse livre era o suficiente; foi uma escolha bastante popular, mas quebrou a WiFi de todo mundo, porque(pelo menos na época) todo driver WiFi no mundo necessitava que pelo menos um firmware blob fosse carregado no hardware. Ninguém queria ver o Fedora como a distribuição conhecida como "a distro que todo mundo usava até que a WiFi era necessária", e por conta disto, o requisito foi mudado para "precisa ser software livre, com exceção da firmware necessária para fazer o software livre funcionar". Esta jogada não foi muito bem aceita, especialmente pela Free Software Foundation, e obviamente Callaway ficaria mais feliz se os fabricantes de controladoras sem fio mudassem suas práticas de mercado para que esta exceção fosse descartada sem quebrar a WiFi de todo mundo.
Segundo, tudo precisava ser seguro para que a Red Hat pudesse distribuir. Significa estar dentro das leis dos USA por mais "estúpidas e ultrapassadas que sejam". Isto também significa não infringir patentes norte americanas conhecidas. Não significava uma busca de patentes exaustiva em tudo que ia para o Fedora, mas infringir deliberadamente uma patente conhecida era uma boa forma para que o QG da Red Hat pudesse litigar posteriormente. Causou a remoção do suporte ao MP3 naquela época.
Terceiro, devia respeitar as trademarks do Red Hat. Foi decidido que a forma mais fácil de fazer era respeitar as marcas registradas de todo mundo.
Licenciamento era o próximo problema. O Red Hat Linux possuia um repositório "contrib", onde pessoas colocavam todos os tipos de coisas que foram compiladas no Red Hat Linux e poderiam ser utilizadas. Quando o Fedora iniciou, diversos voluntários pegaram tudo que estava neste repositório e jogaram no Fedora. Infelizmente, esta ação foi tomada sem uma real preocupação com licenças. Havia um campo "licence" no banco de dados de pacotes, mas ao invés de "GPLv3" ou "MIT", alguns pacotes tinham coisas como "distributable" ou em casos mais memoráveis o campo estava preenchido com "ok". Callaway fez um levantamento e encontrou 350 licenças diferentes, incluindo 16 variações da BSD e 34 variações da MIT(podendo haver mais já que ele parou de contar ao encontrar 34).
A solução foi então criar um "license agreement" (acordo de licença), que não foi bem recebido. Alguns contribuidores ligados a corporações se recusaram a assinar, e recusavam a dizer o porque; uma pesquisa não oficial sugere que as pessoas estavam receosas de que fosse um termo do tipo "copyright agreement" (acordo de copyright), mesmo não sendo um. Então, o Fedora Project Contributor Agreement foi criado, e inicia esclarecendo que não é um acordo de copyright, e evolui em termos simples para dizer que tudo que for criado e colocado no Fedora e não possui uma licença livre explícita, terá uma licença padrão aplicada (MIT para código, CC-BY-SA para outros conteúdos).
Estas ações moldaram onde o Fedora está agora. Callaway discorreu sobre um número de conquistas adquiridas pelo projeto no ensejo de consertar problemas com licenças. Consertou a licença SGI FreeB, tornando o X.Org realmente livre; persuadiu a Sun(e mais tarde a Oracle) a abandonar a cláusula da licença do Java que proibia seu uso em submarinos nucleares, tornando-a livre; também convenceu contribuidores do CPAN a alterar a licença de módulos que eram Artistic-1.0-only, e remover do Fedora os módulos que não podiam ser ajustados, tendo este último projeto apenas levado 6 meses. O Projeto Fedora também trabalhou com o TeXLive para identificar e remover todos os componentes não livres.
O reconhecimento de que a comunidade do Fedora estava levando a sério a questão do licenciamento começou a atrair a atenção de projetos menores, para que fossem licenciados corretamente; e parte do aviso também frisava as consequências da criação de suas próprias licenças. Um problema em particular é que fontes textuais, utilizavam licenças não livres; os criadores geralmente não possuíam impeditivos para liberar estas fontes, mas na maioria dos casos tais criadores nem ao menos eram contactados.
A decodificação de MP3 agora faz parte do Fedora porque as patentes expiraram, porém a codificação permanece um problema por conta dos detentores dos direitos e suas ações. A criptografia de curva elíptica (Elliptic curve) foi adicionada ao Fedora após seis anos de espera da funcionalidade base, e dez anos de espera para as curvas comumente usadas. Callaway revelou que possui um calendário em seu desktop com a lista de todas as patentes que irão expirar: em certas manhãs ele acorda, e o calendário no aviso sonoro o relembra que precisa gastar o dia adicionando uma funcionalidade ao Fedora que antes não podia ser distribuída. A patente da compressão de textura S3 expirará em 02 de Outubro de 2017, portanto, jogos na Steam provavelmente funcionarão melhor no Fedora em lançamentos e atualizações após esta data.
Se uma grande corporação com bolsos profundos irá participar de um projeto com alto envolvimento da comunidade, alguém deverá se responsabilizar pelas questões legais. Como o pessoal do software livre se comunica tão claramente com advogados da mesma forma que cachorros se comunicam com golfinhos, alguém precisa servir de mediador entre os grupos, conversando com ambos em suas próprias linguagens. Esta pessoa ajudará o pessoal do software livre a entender melhor os problemas legais, e esclarecerá os advogados de como funcionam as pessoas que desejam contribuir de verdade. Callaway é o cara que faz isto e que eu (Tom Yates) como usuário Fedora lhe devo uma cerveja.
Enviado por Nícolas Wildner (nicolasgauchoΘgmail·com)
Enviado por Pablo Rocha Dinella (pablo·dinellaΘgmail·com)
Enviado por Felipe F. Tonello (euΘfelipetonello·com)
Essa é a versão resumida da história. Mas o que aconteceu exatamente? Quais foram as limitações do Git que fizeram que fosse preterido em relação ao Mercurial? Vamos analisar esses pontos no artigo.
Enviado por André Dias (andref·diasΘgmail·com)
Enviado por Giovanni Nunes (giovanni·nunesΘgmail·com)
Serão dez cidades contempladas: Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba e Recife.
Na capital paulista, os cursos acontecem de 6 a 9 de março, com módulos de Modelagem Dimensional, ETL, OLAP, Reporting e Dashboard.
Os interessados podem se capacitar em todos os cursos ou escolher um curso específico. As inscrições para São Paulo já estão sendo feitas pelo e-mail info@openin.com.br ou pelo telefone (11) 4038-3181. Para conhecer o nosso calendário para outras cidades acesse: http://openin.com.br/calendar-training/
Enviado por Ricardo Gouvea (ricardoΘopenin·com·br)
Enviado por Bruno Odon (admΘbrunoodon·com·br)
Enviado por Bruno Caramelo Souza (bruno·caramelo5Θgmail·com)
Enviado por Sidnei Weber (sidnei·weberΘgmail·com)
Enviado por MundoDocker (contatoΘmundodocker·com·br)
Enviado por Diego Boot (diego·barbosaΘlinuxmail·com)
O opensource.com chama a queda de 58% de "dramático declínio" no artigo que publicou nesta semana analisando os números da adoção de licenças de software livre e de código aberto.

O autor, Jono Bacon, não economiza elogios à GPL, à FSF (da qual é membro contribuinte) e ao copyleft, mas não deixa de observar o que indicam as proporções das 2 séries do gráfico acima, mostrando a adoção das licenças mais populares hoje e 7 anos atrás.
A GPLv2, que 7 anos era não apenas a mais popular, mas também quase equivalia à soma das 9 outras integrantes do gráfico, teve grande declínio em participação, e agora está 10 pontos percentuais abaixo da primeira colocada, a permissiva (e livre) licença MIT – que, junto com a também permissiva e livre licença Apache, teve os mais expressivos ganhos percentuais no período.
Por outro lado, a recíproca (e livre) GPLv2 continua a ser a segunda mais popular apesar da queda de 58% que o site chamou de dramática, e a GPLv3 até teve um incremento da adoção ao longo desse período.
Bacon lança algumas opiniões sobre as causas dessa movimentação, que ele relaciona à evolução dos posicionamentos de entidades com fins lucrativos associadas a esse mercado, dos relacionamentos entre comunidades e modelos de negócios, e às razões pelas quais muitos projetos são iniciados.
Os números do gráfico são de uma pesquisa da Black Duck que acompanha uma amostra de 2.000.000 de projetos em 9.000 repositórios, e uma pesquisa com amostragem mais restrita feita pelo Github chegou a resultados similares.
Outra análise também interessante sobre os mesmos números, com menos suposição e um pouco mais de descrição, foi apresentada também neste artigo de janeiro publicado pela RedMonk.
(via opensource.com - “Why has GPL license usage dropped dramatically? | Opensource.com”)
Além da pitoresca e apertada vitória do Slackware sobre o Mint e o Ubuntu na categoria distribuições desktop, que curiosamente teve mais do que o dobro dos votos de qualquer outra categoria, me chamou a atenção uma série de concorrentes que venceram por larga margem em suas próprias categorias: LibreOffice, VLC, rsync, ext4, VirtualBox, Docker e GIMP.

Segue o texto enviado pelo leitor:
Segue lista (traduzida) com vencedores de cada categoria:
Distribuição para desktop - Slackware (16.03%) Distribuição para servidores - CentOS (23.86%) Distribuição para mobiles - Android (68.24%) Banco de dados - MariaDB (41.29%) Suíte de escritório - LibreOffice (89.60%) Navegador web - Firefox (51.74%) Ambiente desktop - Plasma Desktop - KDE (28.57%) Gerenciador de janelas - Openbox (24.04%) Player de áudio - VLC (33.60%) Player de vídeo - VLC (64.36%) Seguranca de redes - Wireshark (26.09%) Seguranca de estacao de trabalho - SELinux (36.62%) Monitoramento de redes - Nagios Core (24.82%) Ambiente integrado de desenvolvimento (IDE) - Eclipse (14.14%) Editor de textos - vim (30.26%) Gerenciador de arquivos - Dolphin (25.18%) Jogo open source - SuperTuxKart (14.50%) Linguagem de programação - Python (25.66%) Cópias de segurança (backup) - rsync (46.04%) Gerenciamento de configuracao - Ansible (33.33%) Emulador de terminal no X - Konsole (19.03%) Solução de privacidade - uBlock Origin (19.55%) Sincronizacao de arquivos (solução open source) - ownCloud (38.33%) Criacao de videos - KDEnlive (27.52%) Cliente IRC - HexChat (33.06%) Gerenciador de pacotes - dpkg (32.16%) Sistema de arquivos - ext4 (68.59%) Computador de placa unica (solução open source) - Arduino (43.06%) Virtualizacao - VirtualBox (55.10%) Conteiners - Docker (64.94%) Podcast sobre Linux/Open - Bad Voltage (24.46%) Revista/magazine sobre Linux/Open Source - Linux Journal (37.65%) Cliente de mensagens instantâneas - Pidgin (44.00%) Estaçãoo de trabalho de audio digital - Ardour (42.59%) Editor de imagens (rasterização) - GIMP (76.47%) Vendedor de servidores - Dell (39.24%)
Para ver os resultados por categoria, acesse: http://www.linuxquestions.org/questions/2016-linuxquestions-org-members-choice-awards-123/
Para ver os resultado em gráficos por categoria, acesse: http://www.linuxquestions.org/questions/2016mca.php
Enviado por Guilherme (gamaiaΘgmail·com)
Duração: 2:01
Enviado por Marcelo de Souza (marcellodesouzaΘgmail·com)