Projeto GNU precisa da nossa contribuição – e não de brigas internas na comunidade

Sou ex-membro da Free Software Foundation (saí em 2010 por discordar de atitudes da liderança, que claramente não me representa), mas hoje recebi por meio da fundação um chamado do projeto GNU para contribuições, que achei válido compartilhar com vocês, até porque tenho visto no âmbito nacional muitos chamados que dizem buscar contribuir com esse mesmo projeto, mas que passam bem longe do que o próprio projeto veio hoje pedir.

Quem lê o meu blog não ignora que nos últimos meses tenho recebido semanalmente links para artigos brasileiros indicando uma forma que me parece equivocada de apoiar o projeto GNU. Alguns eu publico aqui (cada vez com mais cuidado para não parecer que eu apoio esses posicionamentos – antes publicava a íntegra, depois a crítica e um link, agora nem mesmo incluo o link direto mais), outros me parecem tão profundamente perniciosos e divisivos – incluindo ataques diretos a outros grupos e entidades congêneres com posicionamento mais positivo – que eu nem mesmo me sinto à vontade para divulgar.

O que eu recebi hoje é bem diferente: foi uma mensagem do próprio projeto GNU, enviada por e-mail aos ex-membros da FSF, listando apenas atividades tecnológicas cuja manutenção e infraestrutura tem custos (alguns diferenciados: na hora de substituir servidores, eles ficam restritos aos que possam rodar o libreboot e que evitem um BIOS de vídeo não-livre, por exemplo), os quais são mantidos em grande parte pelas contribuições de seus membros e pelas doações da comunidade. Boa parte da mensagem reproduz este post da FSF.

No mailing, além de chamar para voltar a ser membro, algo que não farei sob a liderança atual, eles fizeram também o chamado para doações, buscando alcançar uma meta de US$ 450.000 até 31/1 (neste momento já passaram da metade desta meta).

Sou usuário de uma série de projetos do GNU: bash, gnu tar, gawk, wget etc., e entendo que o desenvolvimento deles, no modelo atual, depende dessa infraestrutura, portanto doei. Se você quiser fazer o mesmo, o convite está feito: basta usar o link de doação, selecionar um valor, preencher e-mail e endereço postal, e pagar via cartão de crédito ou paypal.

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Por Augusto Campos | 30/12/2015

Vídeo - Criando LAMP com Docker

video

Enviado por Rafael Gomes (gomexΘriseup·net):

“Segue abaixo o vídeo que fiz sobre como criar LAMP no Docker:

Obs: Sei que está um problema de sincronia do som no início do vídeo. Já resolvi isso para os próximos vídeos.” [referência: techfree.com.br]

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Por Augusto Campos | 30/12/2015

Relato: Usando o Android sem as aplicações do Google

instalar, pos-pc

Enviado por André Machado (andreferreiramachadoΘgmail·com):

“Neste artigo, relato minha experiência em substituir a ROM stock de um smartphone Android por outra, comunitária, e o uso da mesma sem a instalação dos aplicativos da Google.” [referência: andremachado.org]
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Por Augusto Campos | 30/12/2015

Novidades do PHP 7 – Parte 3/5: Null Coalesce Operator

Enviado por Angelito Goulart (angelitomgoulartΘgmail·com):

“Na web, principalmente no processamento de formulários, diversas vezes precisamos checar se algo existe. Normalmente isto pode ser feito através da função isset ou algo semelhante. Com a chegada do null coalesce operator, isto irá mudar!” [referência: angelitomg.com]
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Por Augusto Campos | 30/12/2015

Pinguim Solidário do Pará agradece patrocinadores

comunidade

Enviado por VirtualLink (ascomΘvirtuallink·com·br):

“Em sua 10ª Edição, a Ação Social intitulada “Pinguim Solidário – Solidariedade e Amor em Ação”, acontece desde 2005, com o propósito de minimizar a condição de famílias menos favorecidas, através da arrecadação de alimentos não perecíveis, bens de higiene pessoal e/ou peças de vestuário.

Todas as doações arrecadadas foram entregues no dia 23/12/2015 às famílias carentes de comunidades do lixão do Aurá (Ananindeua-Pará), visando beneficiá-las. Este trabalho teve como objetivo maior garantir o mínimo necessário do que acreditamos ser que uma família precise ter no seu dia-a-dia para ter as suas condições básicas de sobrevivência supridas e o sucesso desta iniciativa, somente foi possível com a participação ativa de clientes, parceiros e colaboradores de nossa Empresa. Por isso, agradecemos de coração a todos que despenderam um pouco do seu valioso tempo para apoiar esta ação. Muito Obrigado!

Saiba mais: http://www.virtuallink.com.br/blog/?p=4807” [referência: virtuallink.com.br]

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Por Augusto Campos | 30/12/2015

Estrela Vermelha totalitária: como a distribuição Linux da Coreia do Norte compromete a liberdade do usuário

Baseada em um Fedora de 2009, e com um kernel Linux de 2011, Estrela Vermelha (ou 붉은별) é o nome da distribuição Linux oficial da Coreia do Norte analisada durante um evento do clássico Chaos Computer Club em Hamburgo neste final de semana, e o que foi exposto não lembra em nada os ideais de liberdade e as práticas de abertura a que estamos acostumados.

A máquina rodando o Estrela Vermelha fica orientada a defender o sistema contra seu próprio usuário, e vigilância começa por um processo que roda permanentemente, comparando (em relação a uma tabela oficial armazenada) os hashes de uma série de arquivos do ambiente instalado: se algum deles for modificado, o sistema operacional bloqueia imediatamente a execução de tudo, e reinicia em modo de recuperação.

Em um país com conectividade limitadíssima e no qual muita informação digital ainda é transmitida de mão em mão usando pen drives, o sistema também tem um recurso de vigilância estatal especialmente voltado a isso: sempre que um drive removível é inserido no computador rodando o Estrela Vermelha, uma assinatura criptográfica desse computador é inserida nos arquivos do dispositivo – assim, quando um pen drive for apreendido pelo aparato estatal, é fácil saber não apenas quem mais teve acesso prévio ao dispositivo, mas também por quais computadores os arquivos contidos nele passaram (porque as assinaturas são mantidas nos arquivos caso eles sejam copiados para outros pen drives, por exemplo).

Outro elemento interessante é que os sistemas de criptografia que as distribuições ocidentais usam e genericamente consideram confiáveis (como o AES) estão presentes para uso interno pelo sistema, mas em versões modificadas. Será que os norte-coreanos sabem de algo sobre eles que nós ainda não sabemos? (via motherboard.vice.com - “Inside North Korea's Totalitarian Operating System | Motherboard”)

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Por Augusto Campos | 29/12/2015

Facebook publica top 5 dos seus projetos open source em 2015

Mais uma evidência de que a atividade open source traz resultados para os variados participantes do mundo digital: o Facebook não apenas abre código de projetos seus, como ainda mantém um ranking de quais mais crescem a cada ano.

Na lista a seguir, só um dos projetos (o último) foi aberto em 2015, todos os outros foram abertos em anos anteriores – e a participação em cada um destes cresceu entre 30% e 198% (seja em commits ou em forks) ao longo do ano que se encerra:

  • HipHop Virtual Machine (HHVM), usado para substituir Apache + mod_php
  • React, biblioteca JS para construir interfaces
  • Presto, SQL engine distribuído para consultas interativas
  • RocksDB, para armazenamento rápido e persistente de pares chave-valor
  • React Native: descendente do já mencionado React, mas voltado à construção de aplicativos mobile.

Podem ser respostas interessantes para o velho chamado: "show me the code"! (via opensource.com - “Facebook's top 5 open source projects of 2015 | Opensource.com”)

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Por Augusto Campos | 29/12/2015

As principais notícias do open source em 2015

O opensource.com publicou um artigo relembrando as principais notícias deste ano que ainda não acabou. Destaco algumas que constaram na lista deles:

  • A Linux Foundation deu início a: Node.js Foundation, Cloud Native Computing Foundation, projeto Open Mainframe, projeto Kinetic Open Storage, Consórcio R e mais.
  • O open hardware virou assunto importante mesmo fora do seu nicho e foco de muitos lançamentos, a ponto de ter surgido um projeto de certificação, e de o bom doutor Richard Stallman ter se pronunciado sobre a escolha de licenças nesse âmbito.
  • Os containers continuaram em foco, e agora já se busca um padrão comum para eles.
  • O Git fez 10 anos, o GNOME fez 18, e o manifesto GNU fez 30.
  • A IBM abriu o código de ~50 aplicativos neste ano.
  • Tecnologias e processos abertos também ajudaram a fazer um mundo melhor e mais evoluído: o OpenStreetMap ajudou vítimas do terremoto no Nepal, o Docker ajudou na conservação das baleias e outros exemplos de vida marinha ameaçados, o OpenMRS juntou-se à luta contra o Ebola, o Arduino foi usado por cientistas na Antártica, etc.

Detalhes e mais exemplos no link. (via opensource.com - “Special Edition: Top news in open source in 2015 | Opensource.com”)

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Por Augusto Campos | 29/12/2015

Rebase: DragonFlyBSD atualiza seus drivers gráficos de placas Intel, adota versão do Linux 4.0

Por razões diversas os desktops baseados em BSD vêm atraindo a atenção de vários usuários experientes de GNU com quem tenho conversado, e o DragonFlyBSD frequentemente é a opção inicial que eles procuram para se familiarizar. A atualização dos drivers do hardware de vídeo presente em em vários notebooks populares pode vir a ser uma razão adicional para isso, de agora em diante. (via www.phoronix.com - “DragonFlyBSD Rebases Its Intel Kernel Graphics Driver Against Linux 4.0 - Phoronix”)

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Por Augusto Campos | 29/12/2015

Vaga para Administrador de Sistemas e Redes Linux em São Paulo

curso

Enviado por Jefferson Souza (jeflui2010Θgmail·com):

“Empresa multinacional de origem francesa no ramo de telecomunicações abre vagas para nível técnico/administrador de sistemas e redes com foco em Linux. As remunerações variam a partir de R$ 4000,00, regime de contratação CLT. A vaga é para pessoas que tem experiência e/ou conhecimento em Linux (preferencialmente Redhat e CentOS) e redes (TCP/IP, MPLS, OSPF, VPN). Certificações/cursos serão diferenciais. Para maiores detalhes, entrar em contato (com CV) pelo e-mail jeflui2010@gmail.com”
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Por Augusto Campos | 29/12/2015

GPS Parte 1: Entendendo o seu funcionamento

Enviado por Douglas Santos (douglasΘbutecopensource·org):

“Você já parou pra pensar em como um GPS funciona? Bem, se você ainda não pesquisou sobre o assunto, este post abordará um pouco sobre o que é este dispositivo, que está presente em nosso dia a dia.

Essa série de artigos será divida em três partes. A primeira parte abordará os conceitos básicos. A segunda abordará como se interpreta os dados obtidos do GPS. E por fim será criada uma aplicação Web que indica no mapa onde você está.” [referência: buteco.me]

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Por Augusto Campos | 29/12/2015

Iniciando com a API do Zabbix

Enviado por Janssen dos Reis Lima (janssenreislimaΘgmail·com):

“Esta publicação tem o objetivo de tirar as dúvidas das pessoas interessadas em utilizar a API do Zabbix. Muitos imaginam que a API do Zabbix serve para criar dashboards, conceito mais que equivocado. Nesta publicação, você entenderá em que camada de programação a API do Zabbix funciona e o que podemos fazer com ela. Ao final da leitura, o leitor será capaz de compreender que a API do Zabbix não faz parte da camada frontend e que desenvolver dashboard com os dados do Zabbix requer muito mais do que apenas entender a API do mesmo.” [referência: janssenlima.blogspot.com]
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Por Augusto Campos | 29/12/2015

A solução do Anahuac para haver “#maisGNU” é os outros aparecerem menos, e não envolve o GNU aparecer mais

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"Incoerente, limitada e estreita": é assim que o Anahuac descreve a lamentável ação "#semUbuntu" provocada por ele (e que ele qualifica como coletiva) no seu mais recente texto, intitulado #maisGNU e no qual faz um chamado similar ao que já empregou contra o Ubuntu (e que ele busca justificar dizendo que a Microsoft faz parecido): buscar restringir a notoriedade do que ele chama de "a ideologia do Open".

Como de costume, o contexto é revelador: como no texto anterior, em que expôs sua crença de que o GNU está prestes a morrer, desta vez ele deixa claro acreditar que "a comunidade Software Livre perdeu completamente seu foco". Discordo de ambas as afirmações, exceto, é claro, se entendermos que comunidade Software Livre significa um conjunto restrito de indivíduos que vê como meio de crescimento as campanhas de recalque contra iniciativas alheias, e não a promoção de iniciativas próprias que evidenciem as qualidades da visão que essa comunidade defende.

Você pode ler na íntegra o novo texto anahuacino, se desejar.

Aliás, sobre o texto anterior (que vimos recentemente em “Para o Anahuac, a "Linux Foundation mata o GNU"”, no qual ele conclui que o GNU está morrendo e que quem mata é a Linux Foundation, que divulga seus próprios projetos e não o GNU, o Helio Loureiro escreveu uma paráfrase/paródia interessante, demonstrando limites do argumento baseado em imputar a um terceiro a responsabilidade por não fazer algo que não lhe cabia – confira em “Jedi mata o GNU

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Por Augusto Campos | 28/12/2015

Pizula: placa nacional do EverPi para controlar cooler de cases de Raspberry Pi

pos-pc

Enviado por EverPi (everpiΘtsar·in):


É com alegria que apresento a primeira placa de expansão do EverPi para Raspberry Pi, uma das primeiras do Brasil, a Pizula.” [referência: blog.everpi.net]
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Por Augusto Campos | 28/12/2015

Pacote de tradução do WPS Office para Arch Linux e derivados

office, desenvolvedores

Enviado por Tales A. Mendonça (talesamΘgmail·com):

“Criei um pacote de tradução do WPS Office, baseado no pacote do União livre, para o Arch Linux e distribuições derivadas, no meu caso o Manjaro Linux.

Quero deixar claro que o mérito principal vai para a equipe do União livre, assim como o Paulo Giovanni Pereira, o qual coordenou a equipe de tradução como também traduziu boa parte da linguagem.” [referência: talesam.org]

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Por Augusto Campos | 28/12/2015