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Estrela Vermelha totalitária: como a distribuição Linux da Coreia do Norte compromete a liberdade do usuário

Baseada em um Fedora de 2009, e com um kernel Linux de 2011, Estrela Vermelha (ou 붉은별) é o nome da distribuição Linux oficial da Coreia do Norte analisada durante um evento do clássico Chaos Computer Club em Hamburgo neste final de semana, e o que foi exposto não lembra em nada os ideais de liberdade e as práticas de abertura a que estamos acostumados.

A máquina rodando o Estrela Vermelha fica orientada a defender o sistema contra seu próprio usuário, e vigilância começa por um processo que roda permanentemente, comparando (em relação a uma tabela oficial armazenada) os hashes de uma série de arquivos do ambiente instalado: se algum deles for modificado, o sistema operacional bloqueia imediatamente a execução de tudo, e reinicia em modo de recuperação.

Em um país com conectividade limitadíssima e no qual muita informação digital ainda é transmitida de mão em mão usando pen drives, o sistema também tem um recurso de vigilância estatal especialmente voltado a isso: sempre que um drive removível é inserido no computador rodando o Estrela Vermelha, uma assinatura criptográfica desse computador é inserida nos arquivos do dispositivo – assim, quando um pen drive for apreendido pelo aparato estatal, é fácil saber não apenas quem mais teve acesso prévio ao dispositivo, mas também por quais computadores os arquivos contidos nele passaram (porque as assinaturas são mantidas nos arquivos caso eles sejam copiados para outros pen drives, por exemplo).

Outro elemento interessante é que os sistemas de criptografia que as distribuições ocidentais usam e genericamente consideram confiáveis (como o AES) estão presentes para uso interno pelo sistema, mas em versões modificadas. Será que os norte-coreanos sabem de algo sobre eles que nós ainda não sabemos? (via motherboard.vice.com - “Inside North Korea's Totalitarian Operating System | Motherboard”)

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