A coisa está russa para os assinantes de banda larga brasileiros que gostariam de usar livremente a velocidade de acesso que contrataram: são cada vez mais comuns as acusações de que as operadoras estariam limitando a velocidade de algumas aplicações específicas, como os serviços P2P, mesmo sem nenhum suporte a este tipo de imposição nos contratos e termos de serviço.
E as reclamações chegam longe no que diz respeito à imagem destes provedores. Hoje foi a vez da Sandra Carvalho (diretora do Núcleo de Tecnologia da Editora Abril) publicar em seu blog
uma crítica ao posicionamento das operadoras. Reproduzo na íntegra, acrescentando um link:
As queixas de traffic shaping andam se multiplicando nos fóruns da web, com direito até a protesto em vídeo no YouTube.
Aqui na INFO nós nunca conseguimos comprovar traffic shaping por A mais B. Essa é uma área escorregadia por definição. São tantas as variáveis em banda larga que podem prejudicar o tráfego dos dados, das configurações de um roteador e à velocidade momentânea da própria internet, passando por interferências de sistemas operacionais, aplicativos e firewalls, que é dificílimo caracterizar gargalos de banda localizados aqui e ali como resultado de uma intenção deliberada de restringir P2P e VoIP de forma generalizada para os usuários de banda larga.
É claro que as operadoras têm de ter o controle do volume de dados dos serviços de banda larga que vendem. Banda custa dinheiro, e elas não são a Madre Tereza de Calcutá. Nem teriam por que ser.
Agora, traffic shaping não é a ferramenta ideal para fazer esse controle, longe disso. Em primeiro lugar, interfere no direito do usuário de usar sua banda como quiser; em segundo lugar, os contratos de banda larga no Brasil, até onde eu sei, não prevêem traffic shaping.
Seria melhor apelar para o controle nas quotas de tráfego previsto em muitos contratos. Se alguém passou da cota comprada, que pague por isso ou fique com velocidade mínima até a virada do mês. Seria muito melhor que deixar os internautas suspeitando que há traffic shaping por baixo do pano...
Saiba mais (info.abril.com.br).
Claro, se a INFO conseguisse provar alguma coisa, ai que agente poderia se surpreender. Coloca no Google: "virtua Traffic Shaping torrent". Pronto! Vocês "jornalistas" têm acesso a centenas de usuários de fóruns e afins reclamando. Inclusive, EU sou vítima do traffic shaping da NET. É só entrar em contato com os usuários dos fóruns, levantar a bunda da cadeira e visitar os pobres clientes, pois é isso que jornalista tem que fazer. É assim que se faz, investiga.
"São tantas as variáveis em banda larga que podem prejudicar o tráfego dos dados, das configurações de um roteador e à velocidade momentânea da própria internet"
É piada, né? O que seria "velocidade momentânea da própria internet"? A internet tem velocidade própria? Quanto que é?
"Seria muito melhor que deixar os internautas suspeitando que há traffic shaping por baixo do pano..."
Suspeitando não, é FATO.
Minha opnião é que a NET vendeu mais Virtua do que cabe nos links dela, e agora tem que pisar no freio dos clientes.