Completando a série iniciada na semana passada, publico abaixo as últimas duas respostas de Roberto Prado e Fernando Cima, da Microsoft, às perguntas enviadas e selecionadas pelos leitores do BR-Linux após o debate ocorrido na sexta-feira do FISL. As respostas anteriores estão
aqui.
Agradeço mais uma vez aos representantes da Microsoft por estarem dispostos a responder às questões dos leitores, e espero que outras oportunidades de diálogo sigam estas duas primeiras.
Veja abaixo as perguntas de hoje sobre Wine e Samba.
Wine
Publicado por Vagner Rodrigues em Sáb, 2006-04-22 19:37.
Qual a visão que a Microsoft tem de projetos que permitem a execução de aplicativos Win32 em ambiente Gnu/Linux (Wine, Crossoffice e Cedega)? Poderia algum dia a Microsoft cooperar com este tipo de tecnologia?
Entendemos que existem questões como suportabilidade que precisam ser observadas quando da decisão pelo uso dessas ou de outras tecnologias que buscam simular o ambiente Windows para execução de aplicativos. Essa é uma decisão do cliente ou do usuário final. Acredito que o melhor ambiente para rodar aplicações Windows é mesmo no Windows.
Anunciamos recentemente o suporte a máquinas virtuais Linux no Virtual Server do Windows Server 2003 R2, ou seja, você pode rodar aplicações Linux em máquinas virtuais baseadas em nossa plataforma. Talvez isso possa ajudar empresas que possuem soluções baseadas em Linux e não tenham interesse em migrar.
Sobre cooperar com os projetos citados, não acho muito adequado fazer previsões, o que posso afirmar é que até o momento não temos planos relacionados ao tema.
NTFS, Samba e outros protocolos implementados "na marra"
Publicado por fzero em Dom, 2006-04-23 16:43.
A MS fala de interoperabilidade, mas vários drivers de sistemas de arquivos e protocolos de compartilhamento como NTFS e SMB foram integrados ao Linux na base da engenharia reversa. Nessa "nova era" de cooperação, qual será a política da MS? Esses drivers e protocolos serão documentados para que alternativas livres possam ser criados da forma correta?
O compromisso da Microsoft com Interoperabilidade é de longa data, veja, por exemplo, a quantidade de protocolos abertos e padronizados que existem no Windows Server (+100). A interoperabilidade é também um desafio da indústria de tecnologia como um todo.
Pelo Government Security Program (GSP), a empresa oferece o controle de acesso ao código-fonte do Windows, com as referências necessárias e credibilidade nos itens de segurança.
A Microsoft oferece acesso ao código fonte de alguns de seus produtos para uso acadêmico. Por meio do Shared Source Program, universidades têm acesso gratuito ao Windows CE e ao Rotor. Professores e alunos podem ver e modificar o código fonte dos produtos e distribuir as alterações livremente, desde que o uso seja acadêmico. Caso o produto modificado seja usado para finalidade comercial, o usuário final deverá pagar licenciamento. Já utilizam o Shared Source Program no Brasil as seguintes universidades: Cefet-PR, UFPE, PUC-Rio, Unesp, ITA e Mauá.
O Windows CE é a versão reduzida do Windows, utilizada em dispositivos móveis ou sistemas embarcados. O Rotor é outra implementação da plataforma Microsoft .Net, com características multiplataforma. Com ele, os professores e alunos podem executar grande parte das funcionalidades do .NET e saber como o código funciona. As aplicações criadas podem rodar em Windows, Free DSD e Mac OS X.
Existem ainda as APIs do Windows que podem ser utilizadas para interagir com o sistema operacional.
Estas são algumas ações e os resultados já começam a aparecer na forma de projetos que se beneficiam desses programas que são estruturados e bem documentados.