A Veja desta semana publicou em sua seção Radar uma breve nota sobre uma pesquisa do instituto Ipsos que concluiu que 73% dos que compraram o Computador para Todos, que está completando um ano, trocaram o Linux pelo Windows em no máximo um mês. Destes, quase 50% não possuem licença para a sua instalação do Windows.
Segundo a nota, a pesquisa será divulgada de forma detalhada apenas na terça-feira. De qualquer forma, os números não diferem muito dos que eu pude apurar informalmente e sem metodologia científica - talvez sejam corretos. O que é lamentável para um projeto tão galhardamente defendido pelos seus proponentes.

Reprodução da versão on-line da nota
É de se questionar como as estruturas de apoio pós-venda, capacitação, assistência e tudo o mais funcionaram. Sei que a comunidade se organizou para fazer sua parte, com iniciativas como o
Suporte Livre. Mas o sucesso deste tipo de apoio extra certamente depende de os proponentes e participantes do projeto governamental em si fazerem sua parte com competência.
E quando a pesquisa for divulgada oficialmente, na terça-feira, não tenho dúvida de que logo veremos a resposta oficial destes proponentes e participantes, com o mesmo grau de transparência e celeridade que sempre os caracterizou. Vou aguardar esta resposta deles antes de tomar posição.
Veja abaixo também a manifestação do Manoel Pinho sobre a mesma notícia.
“Não li a matéria pois não sou assinante da Veja nem tive acesso à revista impressa mas um colega meu (que sabe que sou defensor do linux e gosta de me provocar) me enviou o link para uma notícia que foi publicada no conhecido site pró-MS e anti-linux do Baboo:
"O Computador para Todos, criado há um ano pelo governo para facilitar a compra de máquinas pelas classes C e D, estimulou a pirataria ao obrigar o uso do software Linux nos computadores.
É o que mostra um estudo feito pelo Ipsos para a Associação Brasileira das Empresas de Software, que será divulgado na terça-feira: 73% dos que compraram o produto trocaram o Linux pelo Windows em no máximo um mês."
O pior foi a nota do Baboo: "é evidente que isso iria acontecer - tanto que eu postei sobre isso em Jan/06 neste tópico do Fórum do BABOO."
Se a ABES pagou essa pesquisa, podem anotar a minha previsão de que com certeza usarão essa pesquisa para aumentar o Lobby contra a obrigatoriedade do uso de linux no Computador para Todos. Gostaria que eles publicassem também uma pesquisa sobre o que aconteceu com as cópias de Windows Starter Edition vendidas nos computadores de baixo custo. Não tenho dúvidas de que a grande maioria deve estar rodando hoje um Windows XP Professional Corporate Pirated Edition.”
Enviado por Manoel Pinho (pinhoΘuninet·com·br) -
referência.
outra coisa que atrapalha e a falta de jogos.
a maioria dos usuários usa conexão discada e fica complicado instalar um software pelos repositórios.
Seria necessário que os softwares, (OPENOFFICE, JOGOS) existissem em CD.
Poderiam ser vendidos, por um preço baixo.