Avi Alkalay, da IBM Brasil, esteve presente à reunião desta terça-feira que deveria definir o posicionamento do Brasil quanto à proposta do MS OOXML se tornar um padrão ISO, e
registrou suas impressões detalhadamente, incluindo uma breve explicação de como funciona o mecanismo da votação na ABNT, cujo objetivo é alcançar o consenso, e não uma votação.
O processo não chegou a ser completado, e no momento está indefinido, mas houve uma votação informal. Trecho do relato:
"Era evidente o balanço de opniões. Todas as empresas e instituições governamentais como MCT, ITI, MP, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios, Serpro, etc, mais organizações como BrOffice.org, Rede Livre, mais empresas do calibre da Sun, Red Hat, IBM, Metrô de São Paulo, Google e outras, votariam NÃO. O SIM era mantido pela Microsoft, UNESP, SUCESU-SP, Associação de Parceiros Microsoft, e mais uma porção de empresas regionais ou de alcance menor. Numa votação informal deu 27 NÃOs e 24 SIMs. Mas isso não representa a sociedade, e o objetivo é chegar a um consenso, e não resultado por votação. (...)"
"De qualquer forma, tudo indica, mas sem nenhuma certeza, que o Brasil dará um NÃO com comentários ao OOXML. Há especulações que outros fatores podem influenciar a decisão final. Mas na minha opinião, o processo da ABNT tem sentido e lógica, é bem formal, e foi seguido na medida do possível. Aos meu olhos somente o processo em sí, e nenhum outro fator político externo, definiram o trilho para se chegar ao voto do Brasil.Seja qual for, vamos saber nas próximas horas, e não vamos cantar vitória antes disso."
Em um outro post, Alkalay
relata de forma mais extensa o ocorrido ao longo do dia na sessão da ABNT, inclusive revelando manifestações e mesmo declarações de voto dos participantes, alguns de forma surpreendente.
Saiba mais (avi.alkalay.net).