A troca de acusações entre o Ministério Público Federal e o Google a respeito de crimes praticados no âmbito do serviço Orkut levou o IDG Now a ouvir um representante do NIC.Br, que é a entidade executora do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Segundo ele, O que se pode conseguir do Orkut são dados de navegação que permitam ver de onde o sujeito acessou e a partir daí chegar ao provedor nacional se é que o cara acessou do país. Existe também o risco do conteúdo estar em português e o perpetrador do crime não ser brasileiro e nem estar no Brasil. Enquanto isso, o Orkut
passou a exibir novo aviso relembrando seus termos de uso, que permanecem os mesmos.
A batalha envolvendo a empresa Google e o Ministério Público paulista levanta um grave problema, segundo Demi Getschko, diretor do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.Br, entidade executora do Comitê Gestor da Internet no Brasil: Como coibir a criminalidade na rede sem colocar em risco a liberdade de expressão e a abertura que a internet traz a todos?
A internet trouxe muitos valores que para nós são muito caros, que gostamos muito e temos muito apreço. São valores de liberdade de expressão, liberdade de conexão, de participação, afirma Getschko. O problema, segundo ele, é quando essa liberdade de expressão se transforma em criminalidade na rede.
Você tem ao mesmo tempo que combater crimes que acontecem na rede e evitar que se transformem em censura indiscriminada contra valores que a rede construiu, disse ele, que não analisa de forma positiva a possibilidade de se tomar medidas restritivas para o acesso à internet, como foi o caso da censura chinesa. Esse não é o espírito da rede, não é o espírito brasileiro, não é o espírito dos internautas.
Veja o texto completo em
IDG Now! - Demi Getschko: é preciso coibir crime na web sem ferir liberdade de expressão.