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Hoje pela manhã tomei conhecimento de um projeto envolvendo o desenvolvimento de um chip 'Fritz', que teria como objetivo principal barrar a instalação de qualquer software sem autorização dos proprietários. Incluam-se músicas, vídeos, softwares, figuras, etc. Segundo o artigo, o tal chip será instalado na placa-mãe dos computadores fabricados, e inutilizará a máquina, evitando inclusive o boot, caso alguma coisa ilegal seja encontrada. Algumas empresas, entre elas a Microsoft, AMD e Intel já garantiram que em breve essa tecnologia estará disponível.
Caso essa tecnologia sinistra realmente seja implementada, haveria risco para o software livre?” A nota foi enviada por Emilio Lemos (emiliolemosΘhotmail·com), que acrescentou este
link da fonte para maiores detalhes.
Respondendo à pergunta do Emilio, na minha opinião há risco apenas se o mercado consumidor aceitar adquirir este tipo de computador com restrição, assim como já aceita hoje comprar diversos tipos de tecnologias com outras restrições artificialmente impostas (celulares que não aceitam chips de outras empresas, computadores "pré-pagos" que não aceitam outro sistema operacional, tocadores de música que só tocam conteúdo assinado pelo distribuidor oficial, etc.). Este não é propriamente um problema técnico, e a solução definitiva para ele não está no software, mas sim na nossa posição como consumidores.
O chip Fritz não é propriamente uma novidade, mas a discussão é relevante.