O IDGNow trouxe hoje mais detalhes sobre a pesquisa adiantada pela Veja deste final de semana, conforme
o BR-Linux noticiou no domingo.
A
notícia do IDGNow, reproduzida abaixo na íntegra, traz mais detalhes, incluindo o tamanho da amostra, o preço médio pago pelo downgrade para Windows e até o relacionamento pessoal ou familiar dos usuários com os técnicos que realizaram a operação.
O que eu gostaria de ver a seguir, além da resposta e avaliação por parte dos proponentes e participantes do Computador para Todos, é uma análise dos dados brutos desta pesquisa, e se possível uma pesquisa adicional, independente, e com uma amostra maior.
E tenho a confiança de que não se irá optar pela alternativa mega-ornitológica de simplesmente desqualificar a pesquisa, sem levar em conta a existência de outra melhor ou mais isenta, sem promover realização desta outra, e sem aproveitar esta excelente oportunidade de avaliar, debater e mesmo ajustar ou corrigir o rumo do projeto.
Segue o texto do IDG Now:
De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (21/11) pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), 73% dos usuários do Computador Para Todos desinstalaram o sistema operacional de código aberto Linux, pré-instalado nos computadores do programa do governo federal, substituindo-o por outro, de código proprietário, o Windows.
O levantamento feito pelo instituto de pesquisa Ipsos, baseado em 502 entrevistas telefônicas, ainda mostra que 47% dos consumidores realizaram a substituição do sistema operacional sem nenhuma forma de pagamento, um forte indício de pirataria. Segundo os entrevistados, a mudança ocorreu, em média, 31 dias após a compra do equipamento.
Dentre os usuários que desinstalaram o sistema operacional, 64% afirmaram que a troca foi realizada gratuitamente - por intermédio de amigos, parentes ou técnicos enquanto 36% confirmaram um pagamento adicional médio de 137 reais, pela compra e instalação do novo sistema operacional, uma forte evidência de utilização de cópias ilegais.
Lançado em junho de 2005, o Computador para Todos registrou a venda de 265 mil desktops até junho deste ano, informa pesquisa da consultoria IT Data, apresentada em setembro pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
Outra constatação do levantamento é que o programa tem atingido seu objetivo de aumentar a venda de computadores à população menos favorecida, através da redução de preço e facilidade de pagamento. Os dados mostram que quase 70% dos entrevistados se enquadravam nas classes C e D e 86% adquiriram seu primeiro computador.