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Brendan Eich não é mais CEO da Mozilla

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O criador do Javascript e co-fundador da Mozilla, Brendan Eich, renunciou como CEO da Mozilla Corporation e deixou a diretoria da organização, após uma semana de boicotes e protestos por parte de integrantes da organização, desenvolvedores e outros envolvidos.

No anúncio de sua saída, a Mozilla reconheceu que seu comportamento na última semana não está de acordo com os seus próprios padrões e que a organização não foi fiel a si mesma. A Mozilla declarou ainda que as pessoas estavam certas em ficar magoadas e raivosas a respeito, e que a organização não soube reagir rapidamente a isso.

Mitchell Baker, que preside o conselho da Mozilla, declarou que a situação tirou de Eich a possibilidade de liderar a organização nessas condições, mas que ele não foi forçado pela diretoria a renunciar – segundo ela, a decisão foi dele.

A organização, que defende a liberdade da Internet, passou por atribulações após nomeado Eich como seu principal executivo. Além do histórico técnico bastante relevante, Brendan Eich ficou marcado por ter feito, em 2008, uma doação de 1.000 dólares ao projeto da Proposition 8 (ou Prop. 8), além de outra de 2.100 dólares a políticos que apoiavam a aprovação dela. A lei, que proibiu o casamento de pessoas do mesmo sexo na Califórnia, chegou a ser aprovada, mas posteriormente foi anulada pela Suprema Corte dos EUA. (via recode.net - “Mozilla Co-Founder Brendan Eich Resigns as CEO, Leaves Foundation Board | Re/code”)

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Canonical passa o facão nos serviços de arquivos e de músicas do Ubuntu One, e vai abrir o código

Tags: mercado

A situação é familiar para quem já trabalhou em uma empresa cujos projetos com expectativa de grande faturamento estão demorando a trazer frutos, e que já tenham em operação serviços secundários que geram custo: o facão voador faz sobrevôos passando sua lâmina por todo custo que puder ser cortado sem prejudicar o projeto no qual a diretoria aposta o futuro da companhia.

No caso da Canonical, o projeto dos sonhos é o seu sistema operacional convergente (a ordem na qual a CEO menciona as plataformas é reveladora: "telefones, tablets, desktops e mais"), e a vítima recente do facão é o serviço Ubuntu One, ou ao menos as 2 partes dele que receberam mais destaque no lançamento, há poucos anos: a loja de música e o armazenamento de arquivos, estilo Dropbox.

Está certa a Canonical: oferecer 5GB de armazenamento grátis para qualquer interessado custa caro em infraestrutura e manutenção, e acho que não conheço ninguém que tenha pago o preço necessário para ter espaço adicional. Mas quem pagou vai receber de volta o valor correspondente aos meses não utilizados.

Mas o Ubuntu One não vai morrer: seu serviço de autenticação unificada permanece no ar, e o código correspondente aos 2 serviços não-estratégicos que estão saindo do ar vai ser aberto. (via blog.canonical.com - “Canonical Blog”)

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