abnTeX2, novo pacote para LaTeX
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Enviado por Rafael Beraldo (rberaldoΘcabaladada·org):
“Para todos aqueles que devem seguir as normas da ABNT em seus trabalhos acadêmicos, aqui vai uma grande notícia: a suíte abnTeX2 oferece suporte atualizado às nova normas da ABNT, é baseada na fantástica classe
memoir e traz grandes novidades em relação ao antigo abnTeX, como ambientes para epígrafe, dedicatória, ficha catalográfica e muito mais! Confiram a página do projeto e o completo manual do pacote (http://mirrors.ctan.org/macros/latex/contrib/abntex2/doc/abntex2.pdf).” [referência: ]| Tweet |
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• Publicado por Augusto Campos em
13/02/2013 às 1:00 pm
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Muito bom! O projeto abnTeX merecia continuar, é uma ajuda fundamental para nós, usuários de LaTeX que apanhamos bastante da ABNT. Vida longa ao abnTeX2!
Realmente, nós que estamos sujeitos às normas da ABNT precisamos de toda a ajuda possível.
Parabéns aos novos mantenedores do projeto abntex.
Vida longa ao abntex2 e ao Latex.
Legal, já usei o abntex antes.
Estou escrevendo minha tese, e adaptei o arquivo CLS que o pessoal da COPPE fez para latex.
Na verdade, estou usando PDFLaTeX, por permitir mais formatos e figuras e ¨otras cositas más…
Pacote abnTeX2 no Mageia -> http://t.co/LeZPNBnr logo mais disponível nos repositórios do Cauldron! ;)
Parabéns aos autores.
Agora só falta convencerem a ABNT a produzir normas menos maçantes para documentos acadêmicos. Que falta faz um bom designer gráfico entre eles para ajudar com a padronização da diagramação…
Muito legal, e sugestão: não vi se tem mas podiam fazer um modelo em LyX também. Tive uma baita dificuldade com isso quando fui fazer minha dissertação.
Emacs, LaTeX e Lilypond estão entre as coisas mais bacanas que aprendi a usar por causa do Linux.
@Patola
Pela minha experiência pessoal, o problema maior está em o LyX implementar um conjunto de macros TeX exclusivo, no sentido que exclui todas as outras ferramentas TeX.
Me parece que a abordagem dele é um tanto fechada… como daquela empresa famosa. As outras ferramentas que usei (no Slackware, no Mandriva e no Mageia) reconhecem os arquivos umas das outras com facilidade.
PS: Apenas um relato da minha experiência pessoal.
@Evandro Guglielmeli, Não é bem assim. Exagero você dizer que a abordagem do LyX é fechada.
O LyX segue um método de edição bastante diferente de todos os outros editores. Um método que apesar de não ser WSIWYG, é visual. Agora imagine fazer um parser de uma linguagem de programação Turing-completa (TeX) para ser editada em um editor de texto visual. É possível aproximar, identificar idiomas comuns e fazer a correspondência com os recursos de edição visual, colocando o que não for reconhecido como um bloco de “código LaTeX”. É por isso que existe a possibilidade de importar LaTeX plano para o LyX, mas não seria viável utilizá-lo como formato padrão do programa, ele simplesmente não foi feito para isso.
Tudo que o LyX precisa para implementar o que o @Patola pediu é um arquivo .layout, que contém uma lista de macros implementadas pela classe (no caso a abntex2) e qual o significado delas (além de dizer como elas devem ser mostradas ao usuário na interface do programa). E isso é bastante lógico, como o LyX saberia o que significam as macros de uma certa classe sem a ajuda de um humano? As macros são programas, e o problema de interpretar o significado de um programa é IA-completo. Não tem como o LyX fazer sozinho.
@Carlinhos
Obrigado pela explicação. Espero ter oportunidade e tempo para estudar mais a partir dela.
Mas o que eu quiz dizer é que o LyX (até) reconhece completamente um arquivo de outras ferramentas TeX, mas ele mesmo gera (ou usa) um arquivo TeX com algumas coisas que só estão “implementadas” nele e não são reconhecidas plenamente pelas outras ferramentas.
Porém, além de essa ser minha experiência (leiga) pessoal, eu usei o LyX em apenas um projeto (com a interface KLyX) já tem uns 10 anos. De lá para cá tenho usado apenas outras ferramentas TeX (com a interface Kile) em meus trabalhos, e não sei se alguma coisa mudou quanto a isso.
@Evandro Guglielmeli,
O arquivo .lyx que o LyX salva não é em linguagem TeX, apesar de, à primeira vista, parecer TeX, por causa dos comandos iniciados por uma barra, lembrando macros. Na verdade, não são macros, são apenas tags. É como se fosse um XML só que com outra sintaxe. É algo padronizado e, ao contrário do TeX, não é Turing-completo, é apenas uma linguagem de descrição, e não de programação, portanto é mais fácil para o LyX trabalhar nesse formato como intermediário em vez de trabalhar diretamente com TeX (como expliquei no meu comentário anterior).
O LyX só gera um arquivo .tex quando você manda exportar (menu Arquivo -> Exportar -> LaTeX). Aí sim o arquivo resultante estará na linguagem TeX. E esses arquivos exportados não usam nenhuma macro não-convencional, sendo que você pode inclusive compilá-los em uma máquina que não tenha o LyX instalado, ou submetê-los para alguma revista científica sem quaisquer problemas.
@Carlinhos
me desculpe se estou sendo apressado (acabei de chegar da universidade e ainda estou morrendo de calor), pelo que entendi numa leitura rápida (do seu último comentário), então, o Patola estaria “pedindo demais” quando fala em “um modelo em LyX também” pois seria uma duplicação do trabalho e deveria (este outro modelo) chamar-se abnLyX (ou abntLyX) em vez de abnTeX :-)
Ou talvez o que ele precisaria fazer seria:
1) exportar seu documento .lyx para .tex
2) editar o arquivo .tex resultante para usar o pacote (usepackage) abnt
3) gerar o arquivo de saída com uma ferramenta TeX comum.
PS: Desculpe se pareço “chatrol”, mas costumo falar de TeX e abnTeX para meus alunos e esta discussão está sendo bastante ilustrativa para mim.
@Evandro Guglielmeli, Para que o abnTeX fosse suportado nativamente no LyX, precisaria ser criado um arquivo .layout, que informa ao LyX quais as macros específicas da classe abnt e como elas devem ser apresentadas ao usuário.
Por exemplo, o elsarticle.layout (se tiver o LyX instalado aí, você pode encontrá-lo em /usr/share/lyx/layout) especifica o comando “corref”, diz que ele deve ser mostrado ao usuário como “CorAuthor mark” e a aparência que ele deve ter na interface (fonte, cor, etc.). Depois, ele especifica um estilo “Corresponding author”, que nada mais é uma opção a ser apresentada naquela barra de cima (onde você seleciona título, seção, autor, etc.), e diz que deve ser usada a macro “cortext” para esse estilo. Veja que ele está só dando nomes para que o usuário encontre as opções na interface, a implementação dessas macros “corref” e “cortext” (que no caso servem para especificar o endereço para correspondência com autores do artigo) está pronta na classe elsarticle.
No caso do abntex, não teria que ser duplicado o esforço do projeto, apenas criar um arquivo .layout de poucas linhas especificando os recursos da classe.