FSF sugere a Google que providencie a solução para tornar padrão na web o uso de formatos livres de vídeo
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E não é com Ogg Theora. A Free Software Foundation publicou uma carta aberta ao Google sugerindo ao gigante das buscas que use o Youtube e o seu recém-adquirido codec VP8 para dar um golpe mortal na dominância do Flash na web, substituindo-o por uma alternativa livre.
Claro que para isso o Google precisaria fazer algumas coisinhas antes, como na sequência exemplificada abaixo:
- abrir o código do VP8,
- licenciar ou de outra forma disponibilizar publicamente todas as patentes do VP8 (a empresa que desenvolveu este Codec, comprada pelo Google, dizia ser a dona de todas as patentes que o cobrem),
- aguardar, desenvolver ou fomentar a disponibilização de plugins do VP8 para os navegadores de todas as plataformas de usuários de Youtube que interessam à empresa,
- e aí parar de servir vídeos em Flash no Youtube, avisando aos usuários que o serviço migrou para o VP8 e os aguarda após eles mudarem de plugin.
Parece uma proposta positiva?
Mas a carta aberta tem outros pontos interessantes, como o trecho em que um comentário positivo (ainda que pela metade e cheio de ressalvas) sobre a Apple é feito pela FSF, ou a parte que afirma que o Google deve isso ao público.
A conclusão fala sobre a possibilidade que o Google tem nas mãos, ao fazer isso tudo, de completar a luta em prol de um formato livre de vídeo iniciada por organizações como a Xiph (conhecida pelo Ogg), Wikimedia, Mozilla e outras, e reafirma que “a coisa certa” é liberar o VP8 e usá-lo no Youtube. Leia a versão integral para os detalhes.
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Alguem sabe porque não se adota o formato .ogv/.ogg ?
Pois o Google e outras cias. preferiram usar codecs fechados e pagar os royalties devidos a ter que adotar este formato livre.
Para mim, pagar royalties para um codec que faz em ultima analise a mesma coisa que outro – mas é livre – não faz sentido. Deve haver alguma razão.
Evidentemente eles devem sugerir o que lhes parece correto. E um interlocutor diz que “a coisa certa a se fazer é X” é óbivo que se trata de sua convicção, desta forma, tem muito mais força do que dizer “seria legal se você fizesse X”. Em ambos os casos o receptor não tem obrigação de acatar.
De certa forma… essa carta coloca o Google em uma saia justa.
O Google procura defender e promover padrões abertos. E costuma fazer mesmo.
Não tem obrigação mesmo de fazer, mas mostra incoerência se não o fizer.