X11: 25 anos do X
| Tweet |
|
O X Window System comemorou discretamente seu 25o. aniversário em junho, na condição de um dos mais antigos e difundidos projetos de software livre em atividade. Para colocar em uma perspectiva temporal, o X é 5 anos mais velho que a versão 1 da GPL – o que não impediu o bom Dr. Richard Stallman de visitar persistentemente a sede do X Consortium, após o lançamento da GPL, para pedir que a licença do X fosse mudada, algo que acabou não acontecendo, como sabemos até mesmo pelas disputas (já resolvidas) que marcaram a história recente deste software (a licença livre adotada pelo X originalmente foi a então chamada “MIT License”, que hoje a FSF sugere que seja chamada de “X11 License” para escapar de uma possível ambiguidade).
Um bom local para saber mais sobre as características e a história do X, que provavelmente forma o fundamento da maioria dos desktops gráficos com Linux que você já usou, é o artigo sobre ele na Wikipedia.
Mas se você é assinante do LWN.net, recomendo também que leia este artigo sobre a palestra de Keith Packard sobre os 25 anos do X, que conta até mesmo sobre as 9 versões do X que existiram antes do nosso conhecido X11, além de falar sobre a questão do licenciamento (incluindo as visitas do bom Doutor, e os pontos fracos do modelo de consórcio adotado), e do curioso método que os “macacos velhos” do desenvolvimento do X usam para testar se algum determinado subsistema antigo ainda está em uso por alguma aplicação: introduzem um bug, e esperam alguns anos para ver se alguém reclama.
Quem não assina o LWN também poderá ler, mas só daqui a uma semana, quando o acesso for aberto como de hábito. E aí provavelmente vai surgir também uma tradução para nosso idioma, cortesia do incansável Roberto Bechtlufft.
Saiba mais (lwn.net).
| Tweet |
|
• Link direto para este post: http://br-l.org/!14667
• Siga no Twitter: @brlinuxblog e @augustocc
• Mais posts do mesmo tema: Aplicações, Comunidade










Uma pergunta, duvida mesmo, porque falam tão mal do X? Já li alguns comentários dobre inumeras deficiências do X, não sei se é por conta do meu uso básico dele mas não vejo tudo isso de ruim nele.
Realmente se existe tais deficiências gostaria de saber quais são.
O X não evolui como o resto dos softwares livres, por causa de sua licença, pode analisar pelo fato do projeto ter 25 anos temos limitações em usabilidade e etc, justamente por ser único, pelo meu conhecimento (se alguém tiver uma opinião diferente se expresse), se tivéssemos outros projetos semelhantes correndo em paralelo talvez obtivéssemos resultados melhores.
Na palestra do Packard ele também associou a estagnação à licença, mas foi pelo contrário da tua análise: para ele, durante vários anos houve diversas implementações paralelas e concorrentes (cada empresa integrante do X Consortium tinha a sua, e implementava nela as suas extensões e melhorias, sem integrá-las a uma base de código comum), e isso conduziu à estagnação do projeto em si.
Mesmo para Linux houve competição: lembro do Metro-X, que há uns 10 anos era anunciado em revistas de tecnologia como concorrente do XFree, e tinha diversas características próprias, que o diferenciavam positivamente. Mas não sei se a presença ou existência dele fez o Xfree avançar a ponto de superá-lo de vez, ou se foi ele que acabou estagnando também.
Mas para o palestrante (que atua no X há quase 25 anos também), desde que o X passou a ser tocado pelo freedesktop.org, com um novo modelo de governança (com mais voz para os desenvolvedores interessados), a estagnação já acabou – mas me parece que ainda há muito a correr atrás.