Ubuntu: Chrome OS, do Google, tem participação intensa da Canonical
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Ontem, quando publiquei o aviso de que o código do que será o Chrome OS já está disponível, bem como detalhes previstos sobre o sistema e sua interação com outros projetos de código aberto, já havíamos antecipado a conclusão de quem analisou de perto o código: tratava-se de uma distribuição “estilo Debian”, com vários pacotes bastante conhecidos de todos nós.

E hoje o Adilson Oliveira, um dos brasileiros atuando em funções tecnológicas na Canonical, deu o detalhe que faltava sobre a base da distribuição: “Sim, é verdade, o Google Chrome é baseado no Ubuntu e a Canonical tem trabalhado neste projeto há algum tempo. Quem quiser ler a posição oficial (em Inglês), aqui está. Só fico chateado por não ter sido eu a contar a novidade :)”
E como o comunicado da Canonical está em inglês, vamos a um resumo interpretado: eles parabenizam o Google pela decisão de traalhar de forma aberta, informam que já testemunharam esta abertura em eventos recentes com participação franca de desenvolvedores do Chrome OS, e confirmam que estão contribuindo tecnologicamente com o sistema, sob contrato.
O aspecto que mais me chamou a atenção, no testemunho da Canonical, é sua descrição da atitude dos desenvolvedores do Chrome OS, bem diferente da que vemos em algumas distribuições do mercado: sua intenção é se basear o máximo possível na tecnologia existente (contribuindo aos desenvolvedores as mudanças que fizerem), minimizando as reinvenções de roda. Este tipo de atitude, que é de mão dupla, maximiza os benefícios para todos, e por isso merece meu aplauso – ao contrário de quem fica reinventando a roda pensando que isso será um diferencial.
Outro aspecto interessante, por falar em diferencial, é a identidade dos 2 produtos envolvidos: Chrome OS não é Ubuntu, e as empresas não querem que ninguém pense outra coisa. A Canonical informa que os 2 produtos (Ubuntu e Chrome OS) compartilharão uma série de componentes, mas terão identidades bem diferentes – o Chrome OS, do Google com apoio tecnológico da Canonical, rodando nos dispositivos web que o Google definir, e o Ubuntu continuando seu roteiro, nos desktops de quem tiver interesse em usá-lo, rodando aplicativos da forma tradicional, e não apenas via web como é a proposta do Chrome OS.









Isso é uma notícia espetacular, Canonical e o Google juntas espero que renda ótimos frutos e dinfunda de uma vez por todas aquilo que sabemos a muito tempo: Linux é o presente e o futuro, a melhor coisa que aconteceu na informática desde sua invenção. Viva o software livre, viva o Linux, viva a liberdade.
@John, o cara viajou :-)
Interessante ver este comportamento de ambas as empresas. Embora o google esteja no posto onde está, nunca abusou de tal poder para “passar a perna” nas outras empresas e criando táticas de “opressão” ao usuário. Tá, opressão ficou forte demais :-)
[...] Via [br-linux] [...]
Valeu Lewis, depois de seu comentário elucidativo nada mais a comentar.
o glinux é o transistor do software …
É por isso que 2010 vai ser o ano do linux no desktop!
Fico feliz em saber que nem todas as comunidades linux são um tanto desunidas. Gostaria muito que cada vez as distribuições se unissem mais, que os gerenciadores de janelas se unissem mais para que possam buscar objetivos em comum e que tenhamos ótimos resultados sobre isto.
Que pena que não vai durar…
Dizem os Maias que o mundo vai acabar em 2012!, Não vai dar nem tempo de ver a “Janela” quebrar…
Brincadeiras a parte, eu acho que a ideia de computação nas nuvens está fora da realidade brasileira, este sistema do Google, voltado para aplicativos on-line, só vai funcionar mesmo quando a internet aqui no Brasil for uma realidade (Welcome to TeLeCôMiCa World). Mas muita coisa pode mudar até 2000.. e quando mesmo??
Vai ter mais drivers para linux. Isso não é notícia ruim.
E uma notícia não pode ser ruim ou boa. Logo “percebemos” que essa é uma boa notícia.
Se sair como o Ubuntu vai ser uma coisa muito chata !!! Clone do clone do clone !!!
Ave Maria !!! Esse ubuntu não me convence !!!
Sou muito mais OpenSuse, Mandriva e o Fedora.
Eu cavei algumas informações interessantes – mas não oficiais – sobre a estratégia do google a longo prazo com o Chrome OS. Basicamente dominar o mercado dos dispositivos de computação pessoal, hoje controlado pela Microsoft em 10 anos. Mais detalhes: http://www.bloguemos.com/
Me lembrei do Goobuntu quando vi a noticia. Pelo jeito esta parceria da Canonical e do Google vai longe.
Muito boa a notícia.
@Carlos
Se for pensar pelo lado dos clones, OpenSuse é clone do SUSE que é clone do Red Hat, Mandriva é Mandrake + Conectiva que são clones do Red Hat, Fedora também é clone do Red Hat.
Reveja seus conceitos de “clone”, amigo.
caras, pelo que vejo dos produtos da google, o foco deles realmente é a web, acredito que haja espaço para os dois, tomara que estes façam o X.org evoluir para um sistema eficiente.
A Canonical se compromoteu em tornar o Ubuntu mais usuável, apelando para o aspecto visual, como pode ser percebido com o 9.10, que já evoluiu, ao meu ver ao 9.05.
A Google tem chrome bem enxuto, com um visual minimalista bem extruturado e armonioso, tomara que com sua influência mais drives proprietários sejam portados de forma satisfatória para o Linux.
Vejo com bons olhos, espero que eles somem força a X.org e que o ubunto deixe pulseaudio “fala sério”.
Chrome OS = Ubuntu tunado?
debian = ubuntu = Chrome OS = ubuntu tunado ?
ou Chrome OS = ubuntu tunado = ubuntu = debian = ??? oq mesmo ??
Ainda acho que o problema do X.Org é usar um protocolo com mais de 20 anos.
@VinIPSmaker
E o que dizer do TCP, um protocolo da década de 70? Também está ultrapassado?
@Marco Vasconcelos,
O TCP da década de 70 não é o mesmo de hoje. O formato binário é parecido, mas o controle de fluxo mudou bastante. Leia as RFCs.
Dizem os Maias que o mundo vai acabar em 2012!
Previram o fim do mundo, mas não conseguiram prever sua própria extinção! Ô videntes sem-vergonha, sô!
Que pena que não da para apagar este último comentário!
@Marcos Vasconcelos:
Mesmo que o TCP de hoje fosse totalmente igual ao da década de 60 ele é um protocolo para uma tarefa específica e a internet é fragmentada em vários protocolos. Há vantagens óbvias nisso.
O X é muito diferente. Mal conseguiram colocar suporte a multi-touch nele (vi um vídeo em que conseguiram no linux, mas os drivers ficavam no kernel e parece quase gambiarra para integrar com o X).
O Carlinhos pois é não pode. vai lá e mostra pros caras da Google como tem que ser feito..
@carlinhos
O TCP da década de 70 não é o mesmo de hoje. O formato binário é parecido, mas o controle de fluxo mudou bastante. Leia as RFCs.
É mesmo ? Quais ?
VinIPSmaker
Mesmo que o TCP de hoje fosse totalmente igual ao da década de 60 ele é um protocolo para uma tarefa específica e a internet é fragmentada em vários protocolos. Há vantagens óbvias nisso.
Hein ??? Dá prá desenhar ???
O X é muito diferente. Mal conseguiram colocar suporte a multi-touch nele (vi um vídeo em que conseguiram no linux, mas os drivers ficavam no kernel e parece quase gambiarra para integrar com o X).
Quem é que tem multi-touch além da Apple ? Cara, isso é recentíssimo, pelo que sei nem a MS tem..se não me engano vai sair no Windows Mobile 7.
Essas críticas ao X são totalmente descabidas. O X é uma tecnologia em constante aperfeiçoamento, um exemplo disso é o que o Compiz pode fazer. Não conheço MacOSX prá poder comparar, mas o Compiz dá de 10 a 0 no Vista, por exemplo. E XP então, come poeira…ok, vão falar de games, mas não dá prá comparar, porque na prática não existe mercado de games para Linux.
Quando criticarem o X favor mostrarem os benchmarks. Obrigado.
@José Vitor,
Precisa de benchmark? O X é visivelmente mais lento que a GDI do Windows. Faça um programa que faça redraw em loop, sem esperar o evento expose, e rode na GDI e no X. Na GDI você não vai sentir peso nenhum, agora no X você vai sentir visivelmente não só o programa em questão como o ambiente gráfico inteiro menos responsivo (mouse arrastando e eventos demorando para serem processados).
@carlinhos
Vocẽ deve programar muito mal então para o X, porque o pessoal do Compiz conseguem até tocar vídeos num cubo 3D e rodando ao mesmo tempo, tudo em tempo real. Não adianta ficar comparando programas que usem a Direct3D do windows com um programinha mal feito no linux que acessa o X da forma errada.
Placas de vídeo vagabundas realmente tem um desempenho medíocre no linux porque os drivers são mal feitos, não por culpa do X.
@ssss,
Eu não falei de Direct3D, eu falei de GDI. E eu falei explicitamente do caso de um programa mal feito (não é uma boa prática fazer redraw num loop, é claro!)
O que eu quero dizer é que o GDI não sente isso, e o X sente. E não é só o programa que fica lento, é o sistema inteiro. Isso não é uma coisa boa, não acha? Entendeu agora?
Não gostei do fato de que TUDO no Chrome OS tenha de estar “na nuvem”.
Por que não deixar o usuário decidir isso?
O futuro para mim está no melhor dos dois mundos, online e offline… e quem decide isso sou eu!
Por que não padronizar nos aplicativos:
Preferências > Armazenamento :
- Salvar online apenas;
- Salvar offline apenas;
- Salvar online e offline.
@Tenorio, vc pode decidir. Se quer ter tudo nas nuvens use o Google Chrome OS, se não quer ter tudo nas nuvens não o use, prefira o Ubuntu!
@Carlinhos
Precisa de benchmark? O X é visivelmente mais lento que a GDI do Windows. Faça um programa que faça redraw em loop, sem esperar o evento expose, e rode na GDI e no X. Na GDI você não vai sentir peso nenhum, agora no X você vai sentir visivelmente não só o programa em questão como o ambiente gráfico inteiro menos responsivo (mouse arrastando e eventos demorando para serem processados).
Precisa de benchmark sim, senão fica no disse-que-disse.
Além disso, dizer simplesmente que “é mais lento” não quer dizer nada. Depende do cenário. Faz 12 anos que uso diariamente Windows (no serviço) e Linux (em casa), e nunca vi essa mítica “lerdeza” do X. Sempre achei muito mais agradável trabalhar no X, ainda mais agora com o Compiz.
Quanto ao seu “exemplo”, sem ver os fontes fica difícil criticar…
Então você é o único que não viu. É fato público e até os desenvolvedores do X reconhecem isso e tentam trabalhar formas de melhorar isso.
Esconder os problemas do Linux não ajuda em nada a plataforma, muito pelo contrário.
@Welington, eu sei rs… uso o Ubuntu Hardy (tão redondo aqui que tenho até “pena” de atualizar). Me referi a ter a escolha no Chrome OS mesmo.
Sim, é exatamente o que o Marcos Alexandre disse. Eu amo o Linux, mas esconder a poeira debaixo do tapete não vai ajudar em nada o sistema.
Quanto ao flame sobre o X ser ou nao lento, gostaria apenas de dizer que nesse caso o problema está em quem posta!
sss diz que com ele funciona, e que a culpa é da placa de video mediocre (problema que ele com certeza nao tem). Que bom! Seu mundinho é feliz e perfeito. Os outros que se danem.
José Vitor diz que o X dele é Excelente, muito rapido por causa do COMPIZ!?!?! Meu caro, Compiz é uma “Gambiarra” a lá Direct3d/Aero. Compiz nao é X assim como Direct3d nao é GDI. Seus 12 anos de linux em casa nao serviram pra nada! Sugiro que andes de postarem, pensem bem no que vao colocar aqui e coloquem alguma coisa com qualidade e embasamento. Não é sempre que vão engolir qualquer bobagem. Sei que muita gente le certas coisas por aqui e fica quieto, mas dessa vez nao deu! X é Lento sim, basicamente pelo modelo cliente-servidor que o pessoal do desktop insiste em usar (além de nao estar na camada do kernel como o GDI faz, claro).
Vantagens e desvantagens os dois tem, porém para o desktop não há nada mais rápido do que o GDI. Se houver é porque nao fui apresentado ainda.
[...] Br-Linux [...]
Esta parceria vai looonge e vai trazer Muitoooo fruto bons :-}
Fikei tranquilo por que achei que a Google ia meter o pé no principe dos LInux…. e axo que irá trazer oq quero muitoo pra Linux: Jogos Heavy