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Projeto de Lei pretende “liberar” cópia de músicas e de livros

Via Último Segundo:

Guardada a sete chaves, a nova lei de Direitos Autorais, redigida pelo Ministério da Cultura, vai autorizar, pelo menos, duas práticas usuais dos jovens brasileiros. Pretende permitir, por exemplo, que os interessados em realizar fotocópias de um livro o façam da publicação completa e não apenas de pequenos trechos, como é hoje. Também vai criar uma forma legal de autorizar a cópia de músicas para aparelhos de MP3, o que hoje é ilegal e considerado pirataria.

Em entrevista ao iG, o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves, antecipou que o texto vai buscar o equilíbrio entre a proteção aos titulares das obras e o direito do cidadão de ter acesso à cultura. “Temos uma lei muito restritiva hoje e precisamos mudar isso”, afirma. “Um universitário que quer copiar um livro acaba incorrendo em crime se xeroca a publicação inteira”, avalia. Pela proposta, será permitida a cópia de livros e a livre utilização, desde que essa cópia seja para fins educacionais, não para a utilização econômica.

“O mesmo vale para alguém que comprar um CD de algum artista e o copia para MP3. Mesmo se a pessoas pagou pelo produto, se copiar a música na íntegra é pirata”, completa. Em ambos os casos, a solução apontada pelo Ministério da Cultura é semelhante. A ideia é fazer um fundo de reserva de recursos alimentado com taxação dos produtos. Ou seja, um percentual pago à copiadora iria para um fundo destinado a reembolsar os autores e as editoras.

O mesmo argumento serve para quem abastece os aparelhos de MP3. “Esses aparelhos servem principalmente para quem baixa músicas. Então podemos pensar em cobrar uma taxa em cada venda que serviria para os direitos autorais dos artistas e gravadoras”, afirma. De acordo com ele, as duas medidas necessitam de regulamentação específica, mas não devem onerar a venda dos produtos de forma significativa.

Para a Maria Cristina Barbato, da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), a proposta é positiva. “É fato que o músico não pode mais perder como ocorre hoje cada vez mais”, afirma. A OMB representa, apenas no estado de São Paulo, 50 mil músicos. “Hoje não há controle algum e cada um faz o que quer.”

A nova lei de Direitos Autorais está sendo elaborada desde 2007 e, nas próximas semanas, deve entrar em consulta pública antes de ser encaminhado ao Congresso (via ultimosegundo.ig.com.br)

Saiba mais (ultimosegundo.ig.com.br).

• Publicado por Augusto Campos em 13/11/2009 às 5:00 pm
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Comentários dos leitores para “Projeto de Lei pretende “liberar” cópia de músicas e de livros”

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  1. Gabriel R (usuário não registrado) em 13/11/2009 às 5:22 pm

    Ter uma legislação que passar do CD para o MP3 é considerado ilegal merece mais que uma ou duas ou três leis…

  2. Marcelo (usuário não registrado) em 13/11/2009 às 5:57 pm

    Os artistas que me desculpem, mais acho que o que pode ser cobrado é o meio físico e a execução das obras (livros, CDs, shows, cinema, etc.) As obras em si deveriam ser de acesso irrestrito.

    Não acho que alguém que esteja tocando um cover em um bar esteja ganhando dinheiro em cima do trabalho alheio.

    Acho que até a sonegação de impostos iria diminuir com o fim da restrição da cópia.

    Hoje o governo perde arrecadação de impostos porque é ilegal vender cópias de CDs sem ser autorizado. Já pensou que legal seria se as lojas de CDs em vez de simplesmente revender, pudessem “fabricar” o CD?

  3. Toda e qualquer propriedade intelectual deveria poder ser usada e distribuída livremente desde que não seja para uso comercial, até mesmo o Windows (e seu código-fonte). Alguém concorda comigo?

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