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Linus Torvalds defende a multiplicidade de distribuições

“Com o Linux tradicionalmente estando disponível em muitos, muitos sabores, um pedido comum entre alguns fãs do Linux – mas mais ainda entre as pessoas que não usam o Linux realmente – é padronizar todas as distribuições e operar a partir de uma perspectiva de distribuição unificada. Em uma entrevista recente, Linus Torvalds descartou a idéia, declarando que a multiplicidade não apenas é boa, como também é absolutamente necessária.”

Assim começa a descrição do OSNews para a declaração de Linus Torvalds em uma recente entrevista para o DistroWatch, em que ele trata do assunto em breves 3 parágrafos que você pode ler (tem até tradução para nosso idioma, cortesia do Roberto Bechtlufft) para entender o contexto.

O editor do OSNews continua seu texto explicando por que concorda com Linus, e descreve como já chegou a pensar o oposto, e como foi mudando de idéia ao longo do século corrente.

Pessoalmente não sei se concordo que a multiplicidade sem limites práticos é positiva, mas não tenho dúvidas de que concordo que ela é permitida pelas licenças aplicáveis (portanto, não há mecanismos práticos de restrição, por mais que esperneiem aqueles que ciclicamente propõem medidas neste sentido), e que em muitos casos é benéfica: várias distribuições menores agragam valor real e atendem a determinados nichos reais melhor do que os grandes nomes.

Além disso, duvido do efeito prático de dois dos argumentos frequentes contra a pluralidadade: (1) não acredito que a existência de todas as distribuições que não estão na lista das 10 mais populares confunda um número representativo de usuários interessados em adotar ou testar o Linux, seja corporativamente ou pessoalmente – e se ele diz que deixou de testar uma distribuição conhecida e respeitada porque a existência do Momonga Linux é uma prova contra a solidez dela, ele arranjaria outra desculpa se o Momonga não existisse; e (2) não acredito que o esforço dedicado a criar todas estas distribuições-de-um-usuário-só faça falta a qualquer outro projeto livre, pois a observação prática indica que quem se envolve nesta atividade (seja quais forem seus motivos) não estaria contribuindo com nenhum outro projeto aberto pré-existente se não estivesse criando a sua distribuição anônima.” (via osnews.com)

Saiba mais (osnews.com).

• Publicado por Augusto Campos em 9/02/2009 às 8:00 am
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Comentários dos leitores para “Linus Torvalds defende a multiplicidade de distribuições”

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  2. Henrique Marks (usuário não registrado) em 9/02/2009 às 8:53 am

    Eu não entendo a existência de várias distribuições de um-usuário-só. Por que alguém embarca nesta aventura ? Mas eu aceito que elas existam, visto que a pessoa pode escolher fazê-las.

    No entanto, um problema das distribuições ruins (sem suporte e/ou om poucos testes e planejamento) é que elas podem chegar ao consumidor final. Se alguém publica a sua distro aqui no BR-Linux, tudo bem, nós não usaremos mesmo. O públicoalvo do Br-Linux é técnico e conhecedor de Linux. Agora, se um fabricante de PC conhece esta distro, e reolve usá-la para vender PC “sem sistema”, então temos um problema sério, porque muitos usuários iniciantes serão expostos ao Linux usando uma distribuição ruim (nos termos acima).

    Deste modo, para mim o problema de várias distros ruins é que elas possam chegar ao usuário final, que cria uma falsa impressão ruim do Linux por causa desta. Dentre distribuições ruins que eu VI chegar ao usuário final incluo: Linpus Linux, no netbook ACER (a distro não é ruim, visto que é Fedora, mas é VELHA, é Fedora 8), e Insigne Linux, também num notebook ACER. Num note Positivo, vi um mandriva (OK), mas que estava pessimamente configurado, nem a resolução da tela do Note estava boa.

    Será que o problema de excesso de distros não é, na verdade, o problema do excesso de “montadores” sem competência para trabalhar com Linux ? Se for, como já escrevi anteriormente aqui no BR-Linux, podemos esperar dias melhores, visto que os alunos de Universidades e escolas técnicas estão sendo formados utilizando software livre em geral.

  3. Henrique Lechner (usuário não registrado) em 9/02/2009 às 8:58 am

    esse assunto é um problema de ser discutido,na comunidade linux concerteza não tem um modo saudavel de se discutir

    poderá ser provado isso com as proximas respostas,existe o problema de que a maioria de quem responde não tenta entender o outro lado,trata-o como um inimigo não tenta nem saber o motivo,tenta desencorajar e de forma agressiva impor seu lado.

    mas alguém poderia esperar outra resposta de linus a não ser essa? não é nenhuma novidade

    ao meu ver esse negocio de padronização ou impedição de criação de distros é impossivel. a solução seria uma especie de certificado de alguma instituição,mas com outro objetivo não para padronizar software algum
    mas tendo alguns requisitos que eliminaria muitas,como as que tivessem suporte,tendo a tendencia para ser vista ao usuario final e não a corporações como hoje existe.e não poderia ser como as que existem hoje que é basicamente uma forma da instituição gerar lucro.o principal objetivo não seria esse.

    lembre-se não vim aqui querer conflitar com ninguém,só postar minha opnião ok?

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