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Analista de sistemas, só com diploma. Bom ou mau?

Enviado por Gustavo Melo (gb·demeloΘgmail·com):

“A comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou a proposta de lei que regulamenta o exercício da profissão de Analista de Sistemas.

O projeto, conhecido como PLS 607/07, afirma que pode exercer o cargo somente quem possuir diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, ou aqueles que, na data de entrada em vigor da lei, tenham exercido comprovadamente, por no mínimo 05 anos, a função de analista. Fonte: http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=3509922&msg=ok#msg” [referência: baguete.com.br]

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151 Comentários para “Analista de sistemas, só com diploma. Bom ou mau?”

Os comentários são responsabilidade de seus autores, e não são analisados ou aprovados pelo BR-Linux. Leia os Termos de uso do BR-Linux.

  1. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:10 am

    É pior que mal. É totalmente ridículo

  2. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:29 am

    Que péssimo!

    Mas é assim, vivemos no país dos engravatados.

  3. Anderson Lima (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:34 am

    Acho que é bom, afinal, todas as profissões são assim. Alguém admite um policial sem formação. A faculdade ensina além do conteúdo técnico, tem formação mais ampla, quem fez sabe.

  4. MarcusJabber (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:38 am

    Inicialmente, tambem achei bom. Acho excessivo e ruim o numeor de “curiosos” nesta area. Abs!

  5. Isso é sério mesmo? Eu sempre fico imaginando assim no meio do plenário um cara com roupas coloridas pulando e gritando:

    “Pegadinha do Malandro!!”

  6. Para os defensores dessa bodega, não sei se vocês perceberam, mas essa “regularização”, vai obrigar agente a pagar uma taxa periódica à instituição de regularização ou então não poderemos exercer a profissão.

    É aí que eu paro e penso: Vocês estão de sacanagem comigo né?

  7. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:42 am

    Eu fiz faculdade, e não gostei muito não. Foi mais uma obrigação que impus a mim mesmo do que um interesse utópico em aprender coisas na faculdade. Como se faculdade de TI no Brasil ensinasse alguma coisa relevante!

    Tenho diploma, mas SOMENTE por que essa burocracia de país valoriza. Pra mim, um diploma e um papel em branco é a mesma coisa.
    Há muitos técnicos que sabem mais que analista.

    Nesse país, ou a pessoa paga pra ter um diploma, e é formado de qualquer maneira, sem entender nada de nada; ou então, tem que enfrentar faculdades públicas com assuntos defasados.

    E há um monte de diplomado, de terno e gravata, cheio de metodologias e nenhuma técnica. Todo mundo fala sobre modelagem, segurança e metodologias de como implantar X na empresa Y. Na hora da mão na massa, não vejo nada.

    É uma vergonha essa lei.

  8. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:42 am

    Esse é um tema muito polêmico, mas eu concordo totalmente com a decisão.

    Muitos irão argumentar que um diploma não torna uma pessoa competente, que existem muitas pessoas que nunca se formaram, etc. mas que na minha opinião não representam a regra e sim a exceção.

    Essa medida elimina mais incompetentes do que competentes e a profissão, de um modo geral, tem a ganhar com isso, pois poderemos ter um sindicato forte, definir piso salarial e diversos outros benefícios. Acredito que agora o proximo passo para eliminar o nivelamento por baixo é uma prova estilo OAB.

  9. Marcelo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:43 am

    Acho indiferente. Se não existe concelho e regulamentação das responsabilidades, a lei é inócua. As empresas vão contratar “desenvolvedor” ao invés de “analista” e acaba tudo igual…

  10. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:45 am

    Agora engenheiro eletrônico que quiser manter programa de engenharia vai ter que ser diplomado em Análise.

    Claro, para os inseguros do mercado de trabalho, que pensam que uma lei vai protegê-los de desemprego, isso é uma maravilha.

    As empresas já sabem quem contratar, não precisam de leis estúpidas para isso.

  11. Fabio FZero (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:51 am

    Como matar o argumento a favor em uma linha:

    Larry Wall, formado em linguística, criou a linguagem Perl.

    Mas por favor prossigam, adoro acompanhar flamewars.

  12. José Vitor (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:53 am

    Não é o ideal, mas já é alguma coisa. Eu prefiriria um “exame de ordem”, nos moldes da OAB. Quem é profissional de informática e tem formação acadêmica sabe o prejuízo e a dor de cabeça que os “turistas” dão. Normalmente um sistema fica funcionando por 5 anos, 10 anos, ou até mais. E se o sistema é mal feito, vai ser um pesadelo a manutenção do mesmo, que vai se traduzir em custo para as empresas. Mas sabe como é, se o sistema já está implantado e funciona, mesmo que meia boca, nunca vai ser possível justificar sua substituição por um sistema mais bem feito, de manutenção mais fácil e mais barata. Portanto o melhor mesmo é fazer as coisas certas desde o início, com pessoas conhecedoras dos fundamentos e dss técnicas estabelecidas na ciência de computação. (Apenas como ilustração: normalização de tabelas em bancos de dados relacionais.)

  13. No surprises (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:55 am

    Se o governo der incentivos a educação não é errado pedir. Olhem para outras áreas e campos de atuação, por exemplo:

    Você não se torna médico tratando ou curando uma pessoa por aí, é preciso estudar vários anos, fazer residência e especializações; você não se torna um engenheiro apenas desenhando plantas e construindo, e assim por diante.

    O governo tem todo direito de criar as leis e exigir que as mesmas sejam cumpridas (alias, vocês colocaram eles lá para isso), mas é preciso que sejam oferecidos recursos para que as pessoas possam adquirir a formação.

  14. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:56 am

    É péssimo. Trabalho na área desde 1990, venho da área de Engenharia Mecânica e sou autodidata. Tudo o quê eu aprendi foi basicamente através da leitura dos clássicos na biblioteca da escola técnica em que estudava. Ao aprender a teoria, costumava procurar cursos de extensão em boas intituições para avaliar o quanto eu realmente sabia. Cheguei a frequentar uma faculdade, porém a maior parte dos professores não consegueia explicar conteúdos simples para os alunos, como por exemplo: o quê é uma tabela ASCII (?). Sim, estou generalizando pq frequentei como ouvinte outras faculdades e a coisas sempre correram da mesma forma. Ou os professores eram ruins ou os alunos não conseguiam acompanhar o ensino. Trabalho com SL/CA desde 1996/97. Considero como autodidata verdadeiro aquele que conhece a teoria e a põe em prática. E sou capaz de desafiar por parte dos formandos em cursos de Análise, BCC ou Engenharia da Computação para uma sabatina. No SL/CA conheci pessoas que às vezes não haviam sequer concluído o 1o grau, porém detinham muito mais conhecimento do quê boa parte do pós-graduados que eu conheço, salvo honrosas excessões.
    Deve-se avaliar as pessoas pelo que elas são capazes de fazer, não necessariamente pelo que está escrito que elas fazem.
    Qualificação não determina competência ! Cursos como Medicina devem ser diferentes, pq ninguém imaginaria em pleno século XX que alguém possa sair por aí roubando cadáveres e dissecando-os para aprender sobre fisiologia; coisa outrora comum, principalmente durante o período renascentista. Aliás, a lei no Brasil consideraria isto como “vilipêndio de cadáver”.

  15. NaN (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:57 am

    @Gustavo Lopes

    O que vc acredita que deva ser feito para que uma faculdade ensine algo?

    Sei la, como seria sua faculdade dos sonhos?

    Entenda, soh quero compreender melhor seu ponto de vista.

    Valeu

  16. Como já foi dito, esta lei será inútil além de gerar mais uma taxa. Tem muito analista formado que vai trabalhar de frentista de posto ou gari (nada contra estas profissões mas isto é um desperdício enorme de tempo e dinheiro).

    O projeto poderia melhorar muito se inclui-se uma prova rigorosa para exercer a profissão e não apenas o diploma (muitas vezes comprado). São poucos os formandos que realmente põe a mão na massa e vão além do que o professor ensina. A grande maioria não consegue escrever um algoritmo decente ou mesmo nem sabe sequer iniciar um projeto de software, imagina ainda codificar, testar, documentar, certificar, …

  17. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:03 am

    Essa é uma das coisas mais nefastas desse tipo de regulamentação: cria-se na cabeça das pessoas, a longo prazo, a idéia de que pelo conhecimento teórico ser importante (é claro que é, catzo!), uma faculdade é importante, pois é a única capaz de prove-lo.

    Esse é o maior conto da carochinha da histórias. As pessoas desenvolvem conhecimento desde que o mundo é mundo, e as faculdades são bem mais recentes que isso. Hoje em dia, qualquer um que for numa biblioteca, pegar o livro do cormen, e debulhar ele, vai saber tão ou mais de teoria da computação do que quem passou por uma faculdade (até porque, muita gente que passa por uma faculdade está no bar nessa hora).

    Outras profissões terem isso não é desculpa. Pior pra elas. E mesmo que em uma profissão ou outra isso seja benéfico, essa é a exceção, e não a regra.

    Todas essas preocupações de existência de profissionais não qualificados são muito melhor reguladas pelo mercado. Quem faz merda, a longo prazo, cai fora.

  18. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:07 am

    NaN: tenho minhas opiniões sobre como deveria ser a faculdade de TI no Brasil, mas creio que falar disso não é escopo para esse post.

    Para quem é a favor desta lei, deveria ler o Art 4, parágrafo único, e pensar em como seria manter programas médicos, de engenharia e outros.

    Leiam o comentário do LVR, acima.

    Leiam a proposta completa em http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82918

    Atentem para o fato de já existirem sindicatos.

    Atentem também para o fato de que, a função do sindicato não é defender a sociedade do mau profissional.

    Donald Knuth era mamemático. Inventou o sistema TeX.

    Essa lei não mudará a realidade das coisas. As empresas privadas continuarão contratando quem quiserem; e as empresas públicas continuarão com processos seletivos, que SEMPRE pediram diploma para cargos de nível superior. O que vai mudar é a desvalorização completa de formados em outras áreas que colaboram de alguma forma para o desenvolvimento da TI no Brasil.

    Mas é assim mesmo. Repito que vivemos no país dos engravatados!

  19. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:09 am

    Agora, deveriam é criar uma lei que obriga a PETROBRÁS e outras empresas públicas a aceitarem TECNÓLOGOS em seus cargos de nível superior.

    Provavelmente serei linchado agora por dizer isso, não é mesmo?

  20. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:12 am

    “Art. 10. O Conselho Federal de Informática será constituído,
    inicialmente, de nove membros efetivos e nove suplentes, eleitos em escrutínio secreto, em Assembléia dos delegados.”

    Bom, vemos que essa lei está gerando pelo menos 18 novos empregos!

  21. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:22 am

    LVR,

    Com relação a pessoas como você que já possuem experiência na área acredito que a solução seria uma prova estilo OAB também para obterem um certificado de equivalencia ou algo parecido. Ocorre que no Brasil existem milhares de pessoas e é muito dificil avaliar a competencia individualmente. Essa deveria ser a finalidade de um diploma assim como sao as certificacoes Sun, Oracle, Cisco, etc…

    Eu não acredito que um erro justifique outro. Se as faculdades são ruins ou os professores são ruins ou qualquer um consegue diploma na faculdade isso é um problema do ensino (ou do MEC?) que deve ser corrigido. Uma prova estilo OAB resolveria esse problema.

    O diploma nada mais é do que um atestado do tipo: A Universidade X atesta que a pessoa Y tem condicoes de exercer a profissao. Se a Universidade X entrega atestado para todo mundo o MEC pode muito impedir que ela funcione. Mas como tinha dito com uma prova estilo OAB fica mais facil…

    Nao consigo entender como podem reclamar de pagar uma taxa. Nenhum engenheiro hj ganha menos do que R$ 2790,00. Quantos “analistas” ganham menos que isso? varios… a lei nao resolvera todos os problemas, mas se resolver alguns já é um passo válido. Que venham outras leis para complementá-la….

  22. Paulo Brito (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:30 am

    Sugerir exames tipo OAB é o cúmulo do absurdo! Isso seria exigir que o governo ou algum conselho definisse o que é o desejável de conhecimento em tecnologia, como se fosse uma área não mutável.

  23. Orlando Xavier (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:31 am

    Acho isso ótimo. :)

  24. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:34 am

    Senhores,

    Não tenho nada contra um bom curso superior, desde que ele realmente seja “superior”.

    Aqui em Curitiba (PR), há uma miríade de faculdades absolutamente ruins. E eu, particularmente, não tenho dinheiro para jogar fora !

    Um bom nível de curso, seria o equivalente aos cursos técnicos do CEFET-PR nos áureos tempos. Vc tinha a teoria e a seguir a prática. Infelizmente, nos últimos anos a qualidade decaiu em muito.

    Acontece que os bons cursos — sim eles existem! — tem um dos seguintes problemas: 1) nas públicas, geralmente são integrais e te impossibilitam de poder trabalhar e 2) nas particulares, custam os “olhos-da-cara”, vide os preços da PUC-PR.

    Feliz de quem não precisa sustentar-se desde há muito tempo e pode contar com um “pai-trocinador” para realizar-se em uma das escolhas acima.

    A pergunta é: como fica a minha situação? O governo vai me dar uma bolsa desamparo?

    Já não tenho CTPS há muito tempo, porém tenho uma mini-micro-empresa desde 1997, tenho algumas dezenas de certificados de participação em cursos de boas instituições.

    Serei classificado como o quê, afinal de contas ?

  25. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:37 am

    @Carlos:

    O problema não é as faculdades formando maus profissionais, e sim o contrário: os bons profissionais que decidiram (porque ainda temos as redeas da nossa propria vida), não fazerem uma faculdade.

    Se existem pessoas com experiencia de 5 anos hoje, que podem provar que sabe, é só porque há 5 anos, não existia uma lei dessas. Daqui a 5 anos, não existiram mais. O mercado perde bons profissionais, e ganha engessamento e burocratização

  26. Rafael Rossignol Felipe (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:39 am

    Em primeiro lugar, a maioria das empresas não contrata mas sim, terceiriza:
    Portanto você não é um analista e sim uma empresa. Logo, não adianta muita coisa.

    Quanto a importância de uma faculdade, dizer que não muda nada e tudo mais não leva a nada. No geral a faculdade (digo bacharelado e nada de tecnologia) te ajuda a pensar, aprender sozinho e não ensinar conteúdo técnico.
    Essas faculdades de 2 anos de hoje em dia que fazem isso, ensinam o que o mercado quer na hora. E daqui a 5 anos se o mercado não quiser mais a tecnologia q o cara aprendeu na faculdade ele ta ferrado. Claro que tem os inteligentes q aprendem sozinhos sem a faculdade, mas faculdade na minha opinião, é importante sim, te ensina a pensar melhor, abre sua cabeça.

    Porém não acho q regulamentar a profissão dessa forma ajude algo.
    Mais importante que isso era reavaliar o regime CLT para que as empresas não tenham q pagar tantos encargos pra contratar alguém, dessa forma menos gente seria coagida a criar empresa só pra emitir uma nota no final do mês.

  27. PoolS (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:41 am

    Achei ótimo.
    Tudo bem que um diploma não garante se é ou não um bom profissional, mas vcs iriam em um curandeiro ao invés de um medico com CRM?

  28. Frank (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:42 am

    Não foram esses mesmos caras que, recentemente, acabaram com a exigência do diploma pra exercer o cargo de jornalista?

  29. André (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:47 am

    @Frank eu ia comentar EXATAMENTE isso, estranhamente pra política é melhor ter QUALQUER um como jornalista, pois atenderá aos interesses eleitoreiros…

    Pra ser jornalista não precisa, pra ser Analista e um montão de outras coisas precisa :)

  30. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:48 am

    Salve Carlos,

    A título de informação: o exame da OAB exige que o cidadão seja Bacharel em Direito para prestá-lo.

    Existe sim a figura de uma espécie de “sábio autodidata” em Direito — eu não lembro o termo para designá-lo — porém, ele não pode prestar o exame pelo motivo supra-citado.

    Discordo: há engenheiros aqui em Curitiba (PR), ganhando menos do quê o piso salarial, em torno de R$ 1200,00.

    Quer outro exemplo? Farmacêutico, não deveria ser necessariamente balconista de farmácia, mas graças à regulamentação é exatamente o quê eles são hoje!

    O problema do “bacharelismo” no Brasil resume-se ao “status quo” — ser engenheiro é melhor que ser tecnológo que é melhor que ser técnico. Recomendo a leitura de “Raízes do Brasil”.

    Quanto ao MEC ? Eu respondo rapidamente: o Brasil precisa de quem faça, isto é, o Brasil precisa de bons técnicos.

    Ao permitir uma enumerável enxurrada de cursos “superiores”, o quê o MEC fez ? Na ânsia da chamada inclusão, matou os cursos reconhecidamente bons.

    Afinal de contas — novamente o “status quo” ! — é melhor ter um curso “superior” do quê ter um curso técnico.

    T+

  31. Marcelo Nascimento (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:48 am

    Tendo a ser a favor da lei.
    Não sou de forma nenhuma a favor de provas tipo OAB. Em direito, as leis estão no código e nao existem variações (existem interpretações, mas a lei está lá).
    SOs diferentes, necessidades de clientes, linguagens de programação, técnicas de desenvolvimento, modelagem, teste, diversos tipos de BDs, ambientes diversos(web, desktop, palm, celular, hardware)…
    É simplesmente impossível fazer uma prova, já que normalmente as pessoas se especializam em alguma área/ambiente, etc.
    Fazer uma prova genérica, por fazer, não adianta nada.

  32. john (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:57 am

    Tem q ser assim mesmo. E mais: faculdade particular vagabunda não pode contar. Tem cada um q sai delas que dá dó dos caras. Regularizado poderemos ganhar mais pra pagar o conselho ou o quer q seja. Hj pra mim não muda pq sou funcionario publico federal da área de TI, mas quando era terceirizado isso faria uma diferença…

  33. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:58 am

    Já que estamos traçando uma analogia com o Jornalismo.

    O Augusto Campos, mantenedor deste e de outros sites é formado em Administração e não é jornalista por formação.

    Porém, quem aqui não o reconhece como bom jornalista na área ?

    Basta, comparar o editorial dele com o editorial de qualquer suplemento de informática de qualquer jornal para ver quem merece ser lido.

    O “positivismo” arraigado no governo e na cabeça do Brasileiro é mal. É sempre melhor ter liberdade de escolha do quê delegá-la a outrem. Porém, nós brasileiros temos a péssima mania de querer que o governo resolva as coisas para nós. Até pq teríamos que ser mais pró-ativos se isto fosse diferente.

    O Brasil é um dos países mais litigiosos do mundo !

    Não temos falta de leis, temos é um excesso delas, sem todas fossem cumpridas, ninguém poderia viver sem cometer alguma infração.

    Lembrem-se: “qualificação não determina competência” !

    Bom senso acima de tudo.

    T+

  34. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:02 am

    Aos que defendem a existência das faculdades: O que está em discussão aqui não é se a faculdade é ou não importante. E sim o direito do Estado te obrigar a fazê-la para exercer uma profissão. Existem milhares de vantagens de se cursar uma faculdade, mas isso é, em última análise, uma decisão do indivíduo.

  35. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:03 am

    LVR, mao li a lei ainda, mas a lei deve (ou pelo menos DEVERIA) prever casos como o seu para nao te prejudicar.

    Rafael, uma empresa tem que ter alguem que assina e esse alguem deve ter que ser formado.

    Glommer, como você falou daqui a 5 anos nao teremos mais esse problema. Nao se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos. Acredito que os beneficios virao a longo prazo e escolha implica em perdas….

    Paulo, em uma faculdade (pelo menos em ciencia da computacao) você nao aprende TECNOLOGIA, voce aprende fundamentos que se aplicam a todas elas e seu conhecimento nunca fica invalido mesmo que a tecnologia mude. Eu consigo fazer consultas SQL mais otimizadas que muitos certificados SQL Server, por exemplo.

  36. Arthur (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:05 am

    Bem, a computação é uma área muito nova, regulamentá-la agora é uma grande burrice: resultará num engessamento da área no Brasil. Vale dizer que em 50 anos o trabalho de computação será completamente diferente do que é hoje (em outras áreas mais antigas, a diferença não será tão grande), então regulamentar a coisa agora vai apenas garantir que o Brasil fique comendo poeira dos outros países na área e perca inovação.

    Além disso, não me agrada muito a idéia de pagar 300 reais por ano para um órgão cuja função é garantir que algumas pessoas não terão direito a trabalhar na área.

    Outro detalhe: no CREA (o que deve acontecer na computação também), todos devem pagar a anuidade, não somente quem está exercendo a profissão agora. Se uma pessoa deixa de pagar a anuidade porque não trabalha na área e 5 anos depois resolve pegar um emprego na área, tem que pagar os 5 anos que não pagou, com multa. Não pode cancelar o registro e registrar-se novamente depois sem pagar tudo.

  37. beto (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:10 am

    Sou a favor. Acho que é a única forma de diminuir a prostituição do mercado de informática. Hoje qualquer um abre uma portinha e se alto intitula técnico de informática.

  38. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:12 am

    Oi LVR,

    “Discordo: há engenheiros aqui em Curitiba (PR), ganhando menos do quê o piso salarial, em torno de R$ 1200,00.”
    Saiba que esses engenheiros podem processar a empresa e ganhar facil-facil uma boa grana.

    Com relacao ao “sábio autodidata” em Direito chamava-se Rábula.

    So pra nao deixar duvidas faço minhas as palavras de john. Pra mim tb nao faz diferenca (pois sou servidor publico), mas quando era funcionario celetista percebia que muitos “micreiros” que conseguiam fazer softwares até legais (porem com uma arquitetura muito ruim) aceitavam salarios baixos e substituiam profissionais competentes porque o chefe que contratava nao sabia avaliar esse tipo de coisa.

  39. Scirious (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:14 am

    Olha, eu só posso dizer uma coisa. Tem muita gente reclamando que não aprende nada na faculdade mas não sei, não. Ou a faculdade é ruim ou o aluno. Eu faço faculdade de compuação e aprendo muita, mas muita coisa útil nela sim. E uma regulamentação é algo excelente para os profissionais.

    Engenheiro tem CREA,
    Médico tem CRM,
    Psicólogo tem CRP,
    Advogado tem OAB,

    E por aí vai. Por que o pessoal da computação não tem que ter regulamentação? Remover esse monte de pessoas não formadas do mercado é ótimo. Pode até ser que tenhamos que pagar uma taxa para algum órgão regulamentador, mas assim mesmo tem outras profissões que também tem. E a remoção desse pessoal todo do mercado pode aumentar, e muito, a faixa salarial dos profissionais, compensando pela taxa que se paga.

  40. Jack Ribeiro (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:14 am

    Apenas lembrando que este é o Link da materia
    http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=82918

    Caso tenham alguma consideração, sugestão ou critica. Vocês devem enviar um email para seus representantes legais (Senadores ou Deputados), mesmo que não te respondam, vocês devem cobrar, insistir, perguntar e o mais importante, LEMBRAR de quem vocês votaram e ANOTAREM quem lhe deu importância! Sejam citadões é para isto que serve a Democracia. Garanto a vocês que muitos desses para quem mandei email não serão reeleitos e vão pensar duas vezes antes de ignorar.

    Falow

  41. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:15 am

    @Carlos:

    Clamar pelo Estado para resolver esse problema, é um remédio pior que a doença. Muito pior.

  42. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:21 am

    Concordo com o Carlos, quanto ao conhecimento não ser volátil quando se conhece a “ciência da computação” — que ora bolas! — é puramente Matemática aplicada!

    (Então, o cidadão que é Matemático pode e deve exercer a profissão talvez até melhor do quê nós ?!!!)

    A título de comparação eu li mais de 90% da bibliografia utilizada no curso BCC da UDESC. E confesso: a única coisa que não conhecia lá era a linguagem Haskell e o chamado cálculo lâmba. Porém, nem todos os cursos de BCC os incluem.

    (Se eu tivesse tempo/patrocínio ($$$) gostaria de estudar lá. Mas, tenho 34 anos e uma série de responsabilidades para cumprir.)

    Por isso, me considero sim, capaz de enfrentar uma sabatina para provar que tenho o mesmo direito de exercer a profissão do quê qualquer graduado na área.

    Nós brasileiros, precisamos ser mais pró-ativos e não permitir que pensem por nós. Precisamos pensar e agir nós mesmos.

    Admiro nos americanos quando colocam o direito à liberdade acima de qualquer outro direito.

    Um de nossos autores já disse: “quem preza mais o pão que a liberdade, logo fica sem um e outro também.”

    T+

  43. Paulo Brito (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:23 am

    É interessante ver quais os argumentos de quem é a favor da lei. Geralmente tem a ver com uma sensação de “injustiça” em relação à outras áreas. Tentam comparar TI com Engenharia Civil, Medicina e Jornalismo. Principalmente quem investiu em faculdade, fica com um amargo na boca quando vê que nessas outras áreas seu investimento é protegido.

    Dá pra ver claramente em quem é a favor da lei, que seus argumentos são direcionados a sí e para o *seu* mercado: “Ganha-se qualidade porque a faculdade…” ou “É justo porque se um Engenheiro quiser virar programador…” ou “Tem muito profissional meia-boca que…”

    Os que são contra, além de direcionados à sí, analisam também o mercado como um todo e levam em conta a dinâmica dessa área, onde um ano defasa qualquer assunto.

    Também não consigo não enxergar aí um pézinho das organizações educacionais… Ainda mais hoje quando está cada vez mais difundido o uso da internet como meio de obtenção de informação.

  44. Daniel (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:29 am

    Também acho que essa lei vai ser inócua. O que vai acontecer é que as empresas vão continuar contratando quem bem intender e vai mudar o título do cargo pra analista de suporte, especialista em informática, etc. Aliás isso já acontece, e muito (mas muito mesmo), na engenharia.

  45. a (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:31 am

    no meu curso de CC mal tínhamos um centro acadêmico, imagina como seria um sindicato de Cientistas da Computacao. so’ ia da pros maus profissionais se aproveitarem dos “cumpanheiros” .

  46. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:32 am

    Eu vou dar um exemplo que eu gosto, para ilustrar a coisa de um jeito fácil.

    Vamos supor que existisse uma faculdade de futebol. E que eu a tenha feito. Só para constar, eu sou um tremendo perna de pau. Mas a faculdade me ensinou um monte de coisa de estratégia formal, que não se aprende na pelada da rua. Me passou vários exercícios, e agora eu jogo até bem.

    Ainda assim, quem vocês convocariam pra seleção brasileira:

    Eu, que fiz faculdade, ou o kaká, que não fez?

  47. Jairo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:36 am

    Maravilha!!! Uma profissão onde qualquer um pode exercer acaba sendo desvalorizada, pois os curiosos tentam fazer a mesma coisa por um preço muito menor. Atrabalham a negociação dos que estudaram e investiram por 4 anos ou mais. Além de fazerem besteira e estragarem também, a reputação dos verdadeiros programadores, analistas, etc …
    Ciência da computação é matematica aplicada SIM! Programação é Matemática, só um curioso não pode perceber.
    As pessoas, ao invés de criticarem, deveriam perder a preguiça, adquirir um pouco de vergonha na cara e estudarem para exercer com honra a profissão.

  48. Ronaldo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:36 am

    Fiz USP, e como diria o Collor, estou obrando e andando para essa lei :p . Minha formação foi boa, tive professores bons, ruins e horríveis, aprendi muito na sala de aula e aprendi mais ainda fora dela.

    O pessoal aqui está certo pois a faculdade não faz o aluno, conheci muitos que estudavam lá apenas pelas festas.

    Sempre é ruim pagar mais taxas, mas concordo com essa taxa aí se for para tirar muitos “sobrinhos” (vide desciclopédia) do mercado de trabalho.

    É isso.

  49. Glommer (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:38 am

    @Jairo: não importa o investimento, sim o resultado final.
    Eu posso ter estudado 4 ou 40 anos, se alguem faz melhor que eu com 4 meses, ele que faça. E o mercado regula isso muito bem.

  50. Foo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:40 am

    @LVR,

    “A pergunta é: como fica a minha situação? O governo vai me dar uma bolsa desamparo?”

    Já ouviu falar de PROUNI?

    ;)

  51. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:41 am

    Viva o bacharelismo no Brasil!

    Quanta hipocrisia!
    Parei por aqui.

    Leiam: http://www.portaljuridicoempresarial.com.br/granjung/grancau8.html

  52. João Marcus (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:58 am

    Claro, é uma maravilha essa notícia! Como todos sabemos, TODOS os maiores profissionais e gênios de TI têm curso superior na área! Por que um Matemático iria querer trabalhar nessa área, não é mesmo? O sujeito nem fez o divisor de águas, o grande formador de todos os competentes na área de TI, o curso superior em TI. Você pode perceber como os países que não regulamentam a profissão estão muito mal, cada vez piores, insignificantes. Tudo culpa desses aventureiros, um bando de incompetentes. Bom é quem fez o curso superior! Viva o Brasil! Viva a burocracia! Viva a mania de regulamentar até zona de meretrício!

    (Obs: antes que alguém venha falar alguma besteira, sou formado em Ciência da Computação e gostei muito do curso.)

  53. JotaEle (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:59 am

    Para mim vale mais competência do que diploma, mas o Brasil é um país cartorial e adora burocracia. Sou engenheiro eletricista e trabalho na área de TI agora, mas quando trabalhei com automação industrial como engenheiro não possuía registro no CREA. Essa questão da exigência de registro profissional não deve ser levada a ferro e fogo, porque há muitas nuances nesta questão.

  54. Alexandre de Arruda Paes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 12:00 pm

    Comecei num MSX com fita K7.
    Em 1999, já com anos de análise e programação nas costas, decidi
    fazer uma “faculdade”: curso sequencial de 2 anos em informática empresarial.
    Hoje posso dizer 2 coisas: Quando alguém me pergunta meu grau de escolaridade posso estufar o peito e dizer “superior completo” e que sinto falta de pagar o buteco da esquina por mês, na cadernetinha, já que ia quase todo dia lá tomar ceva…
    A regulamentação é tosca e a proposta de uma prova estilo OAB é pior. Imagine a celeuma causada pela não inclusão de FORTRAN na grade de assuntos da prova !!! ;)

  55. LVR, o exemplo escolhido não é muito bom. Não sou jornalista, não finjo ser, e o que eu faço aqui no BR-Linux não é jornalismo, nem pretende ser – embora eu concorde que é independente de alguma formação específica.

    Fico feliz com a comparação escolhida, e também gosto do resultado do que publico por aqui, mas são coisas diferentes.

    Em tempo: também não finjo ser analista de sistemas, embora até tenha alguma formação na área de TI (tanto em nível técnico, ainda da década de 90, quanto no nível de pós-graduação).

  56. Cassio R Eskelsen (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 12:33 pm

    Carlos

    Psicólogo tem conselho, certo?
    Então, tendo como base sua afirmativa de que isso garante um salário bom, como você me explica que a Prefeitura de Blumenau está fazendo um concurso público para psicólogo onde o salário é R$ 900,00 e existem vários candidatos para essa vaga?

    Achar que isso garante salário é querer se iludir. O que garante salário é competência. Só isso.

  57. LVR (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 12:48 pm

    Ok, Augusto.

    (Isto não é um flame.)

    Não finjo ser analista de sistemas, sou mesmo desenvolvedor (analista/programador), como já citado.

    Sempre procurei me manter atualizado, quer seja por cursos de extensão, periódicos e/ou livros.

    E acho que nisto há algum mérito.

    T+

  58. Fábio Almeida (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 12:55 pm

    Alguém já leu a “proposta” aprovado pelo CCJ do senado?

    Pelo que eu me lembro da PLS 607/07 ela apenas define o que é um analista de sistemas.

    Ela não cria Conselho, isso porquê não pode, criar conselho é atribuição do executivo.

    Não muda nada dentro da sua casa e nem na sua empresa onde qualquer um pode exercer atividades de analise. A mudança é “apenas” na esfera governamental.

    Para aqueles que já são analistas , a mais de 5 anos, eles serão reconhecidos como analistas.

    Caso a “proposta” seja aprovada o real resultado é que nos concursos e nos laudos para o governo estará bem definido quem é o analista.

  59. Eduardo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 12:56 pm

    Estamos esperando faz tempo que alguém aprove essa lei. Eu pago uma faculdade particular e gostaria que quando eu terminar fosse valorizada a sua exerção. Porque senão teriam pessoas sem capacitação desenvolvendo sistemas. Acredito que se não fosse aprovado não teria motivo de existir universidade de sistemas de informação e outras mais.

  60. freak (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:02 pm

    O fato é q exercer a profissão não deveria ser proibido simplesmente pq não tenho um papel, que em ultima análize só prova q eu gastei uma grana (minha ou não) e tempo pra conseguir.

    O certo seria ter bons cursos técnicos e/ou q as proprias empresas pudessem avaliar o profissional e dizer pra si mesmas q ele pode ou não fazer aquilo para o qual ele esta sendo contratado.

    Esse tipo de coisa só vai gerar mais desemprego. Nem todo mundo tem condições de fazer uma faculdade por diversos fatores.
    Mas… vamos supor q todo mundo (em uma utopia) tenha condições, será q o mercado estará disposto a pagar e/ou abosorver de uma forma ou de outra um formado com crea, oab ou sei la o que da informática? Todos com bons salários como todo mundo acha q deve ter SÓ pq tem um diploma?

    Em 5 anos as coisas não vão melhorar e o que vai crescer não é a quantidade de gente de outras áreas metendo o dedo na informática (o q seria ótimo), mas a quantidade de gente formada trabalhando em outras áreas. Mercado saturado e muitos outros motivos.

    Eu ja vi situações de pessoas q não foram contratadas simplesmente pq a empresa disse: “não posso te pagar o q o teu sindicato exige no momento. Quem sabe com o tempo, mas não no momento.” E o cara continuou desempregado até q se sujeitou a trabalhar sendo contratado em outra função.

    Querer que todo mundos seja formado pra ser reconhecido como profissional de valor, ganhar o seu dinheiro honesto e que de pra viver é piada típida de burocrata que não conhece a realidade.
    Seria uma maravilha se a realidade fosse outra. Eu mesmo nem teria só a faculdade de informática, mas de filosofia, artes, publicidade, mecânica… e tudo só pq seria legal e gosto de estudar de tudo… e eu gosto mesmo :)

  61. freak (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:10 pm

    De qualquer forma como disso o Fábio Almeida aí em cima, no fim das contas, vai ser mais uma coisa onde apenas se dita o que é o que não é (coisa de burocrata).
    A realidade é que eu continuo achando que o mercado manda.

    Isso desde que seja só isso mesmo.

  62. Roberto Parente (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:23 pm

    Raul dizia “Viva a sociedade alternativa”, hoje nós estamos caminhando para “Viva a sociedade incompetente”… Tenta-se regular todas as profissões. Quero saber se não existem médicos fazendo burrada e monges curando, engenheiros derrubando prédios, computeiros que não sabem nada de computação, matemáticos que criam sistemas fodões (Knuth como já falaram é um exemplo), ou então pq não pensar no coleguinah Stallman que é formado em Física…

    Sorte do Tosatti está em outro país e poder trabalhar direitim (sim, é um exemplo extremo, pois ele não é analista).

    Regularmentação de profissões é algo tosco e que só privilegia um bando de incompetente…

    Tenho formação em Ciência da Computação e estou no mestrado, mas conheço diversas pessoas que conseguem ser melhores analista do que eu, caso desejasse, poderia vir a ser… Tosco…

    Nãm :-)

  63. André Moreira (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:33 pm

    Quem se formou em engenharia de software e exerce a profissão ha 4 anos e meio vai ter que ser despedido? Vai passar a ser informal? Vai ter que perder mais 4 ou 5 ano s em outra faculdade brasileiras só pra poder continuar fazendo o que faz hoje e continuar vivo no mercado de trabalho?

    Se a empresa não despedir esse profissional ela pode ser processada? A empresa pode empregar esse profissional como outra função, só pra agradar os burocratas do país, e deixar ele fazendo o ótimo trabalho que ele faz hoje em dia?

    Eu já trabalho comprovadamente há mais de 5 anos como analista de sistemas mas e se não fosse o caso? Eu perderia o leite das crianças?

    Você sabe? Alguém sabe?

  64. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:37 pm

    @Cassio R Eskelsen

    “Psicólogo tem conselho, certo?
    Então, tendo como base sua afirmativa de que isso garante um salário bom, como você me explica que a Prefeitura de Blumenau está fazendo um concurso público para psicólogo onde o salário é R$ 900,00 e existem vários candidatos para essa vaga?”

    O conselho nao garante um salario bom, mas garante um salário mínimo da profissao. O conselho de engenharia tem força para garantir um salario minimo de 27XX,00. Se nao existisse teriamos muitos engenheiros ganhando menos que isso de forma legal.

    Provavelmente o conselho de psicologia nao tem força (ou vontade ou algum outro motivo) para garantir um salario minimo que seja adequado à realidade brasileira….

    @João Marcus
    “TODOS os maiores profissionais e gênios de TI têm curso superior na área” Isso foi uma ironia ?

    Temos varios genios com curso superior na area: Tanenbaum, Linus Torvalds, Leslie Lamport, Peter Norton, Pressman, Ralph Johnson e outros..

    Temos varios genios sem curso superior na area: Alan Turing (matematico), Knuth (matematico), CJ Date (matematico), Timber-Le (fisico) e outros.

    O fato é que todos são ligados a matematica de alguma forma e computação é matemática aplicada como muitos já disseram. Porem independente disso ou daquilo se acharmos 10.000 exemplos contrarios ainda assim serão excessão à regra e excessões são tratadas de forma especial. Toda lei é para a maioria e nao para as excessões…

    Essa é apenas a minha opinião.

  65. Rodrigo Kumpera (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:40 pm

    Eu fico realmente chocado como as pessoas se iludem com os factoides criados em todos das benéfices que a regulamentação criaria.

    Vamos discutir com número e não bravatas. Computação é uma das áreas com maior taxa de ocupação para graduandos, superior a medicina e direito.

    Computação paga ótimos salário para recem-formados. Aqui no Rio de Janeiro é muito fácil conseguir ganha na faixa de 2000 reais antes mesmo de formado enquanto um advogado vai sofrer para ganhar mais de 3mil com menos de 5 anos de trabalho.

    Na nossa área existem empresas ruins e empresas boas. Existem aquelas que se paga bem e a maioria dos profissionais são competentes. Existem também muitos sweatshops que se preocupam apenas com o valor hora pago para o marretador de teclado.

    Essa lei não vai mudar a vida do segundo tipo de empresa, ou dos profissionais que se sujeitam a isso. Não mesmo, serão contratados como digitadores ou qualquer outra função que não exija registro do conselho.

    Agora para profissionais e empresas médios isso vai gerar um custo extra indevido e injusto. Terão de pagar uma taxa anual sem contra partida nenhuma pois o livre mercado já garantiu o direito igual deles, terão de redobrar os esforços de recrutamento, ainda mais se for de estrangeiros, pois todos precisam ter um carimbo oficial do governo.

    Mas, como sempre, isso só mostra como o Brasil é um pais governado pelas minorias insignificantes. Se trata de uma lei de um senador do Acre, membro de uma região do pais de enorme insignificância para a computação brasileira e tão pouco geração de riquezas.

  66. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 1:44 pm

    @Roberto Parente
    Concordo que tem um bocado de medico fazendo burrada. Ocorre que com a profissao regulamentada temos varios exemplos de pessoas que atuam na ilegalidade fazendo merda. Imagina se o açogueiro da esquina resolve exercer medicina? Acho que teriamos mais burradas ainda….

    Como vc falou a regulamentacao protege um numero X de incompetentes, porem exclui do mercado um numero 50X de incompetentes. Minha opiniao é que a ideia é que na media vai ser benefico….
    100+

  67. Ricardo C. S. (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 2:28 pm

    “Se trata de uma lei de um senador do Acre”.
    Eu não quero ser preconceituoso, nem piadista, com o estado que não existe, mas o sobrinho desse senador deve ser formado e agora tem emprego garantido.

  68. Se o cara é bom profissional e formado, ótimo, nada a temer com esta nova lei.

    Se o cara é bom profissional e não formado, ótimo, o mercado ainda vai contratar ele, mesmo com a lei.

    Se o cara é ruim mas é formado, esta lei dará alguma chance para ele, pelo menos para tentar fazer algo. Se não fizer, o mercado exclui ele naturalmente.

    Se o cara é ruim e não é formado, a lei vai tirar do mercado.

  69. half ass (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 2:31 pm

    Quem paga faculdade particular são um bando de trouxas que não tem condições de ganhar mercado ‘na raça’ e vão em busca de um papel que nem pra limpar a bunda serve. Por enquanto, até essa lei ser aprovada. Vai ser escroto ver a TI nacional decrescer porque ótimos profissionais serão considerados bandidos e os péssimos vão poder ficar dando carteirada nos outros. É isso, o que esses meninos filhinhos de papai que ficavam bebendo no bar que fica em frente a faculdade querem: Dar carteirada!!!!

    Nessas horas, eu olho pro céu e digo: Ah, vá pra puta que pariu viu!!!

  70. Paulo Brito (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:04 pm

    Esse argumento de regulamentar profissões para evitar que zés-manés façam cagadas (vide o exemplo do açougueiro-médico) é completamente furado.

    Seguindo por ele, também deveríamos regulamentar a profissão de padeiro e de produtores rurais, por exemplo. Vai que o padeiro não toma as devidas medidas higiênicas e provoca alguma diarréia em alguém, ou vai que o produtor rural coloca muito mais pesticida do que deveria…

    Se essas profissões fossem regulamentadas, obviamente nada disso poderia acontecer, porque eles vieram de faculdades e são muito bem qualificados.

  71. LKRaider (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:15 pm

    ARGH, depois reclamam que mão de obra qualificada está saindo desse país.

  72. André Moreira (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:17 pm

    “Se o cara é bom profissional e não formado, ótimo, o mercado ainda vai contratar ele, mesmo com a lei.”

    Isso não é verdade. Procura se informar melhor.

  73. Vinícius (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:28 pm

    Esse projeto de regulamentação é ridículo… fico pasmo como tem gente na área de T.I que defende uma coisa dessas…

    não sou formado, e o conhecimento que tenho é bem maior do que muita “gente com diploma em T.I”, tudo que preciso aprender eu corro atrás, mas ultimamente virou moda “miguxos” que só sabem usar orkut msn e youtube, querer fazer faculdade na área de T.I sem mesmo ter uma base de conhecimento, compreendo que ter um nivel superior ajuda, mas tenho colegas que somente tem o diploma, mas não entendem nada, só sabem instalar o windows.

    tem mt gente formada e não-formada na área de T.I que é movida a receitas de bolo, e não entende o mínimo do que está fazendo, é pura ignorancia.

  74. NaN (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:38 pm

    @Gustavo

    “NaN: tenho minhas opiniões sobre como deveria ser a faculdade de TI no Brasil, mas creio que falar disso não é escopo para esse post.”

    OK! Entao discutir sobre as faculdades prestarem ou nao, tb esta fora de escopo.

    Eh aquele, papo. Meter o pau eh tranquilo, ajudar a melhorar sao outros 500.

    ok

  75. foobob (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 3:56 pm

    Espero que isso no mínimo signifique competência para criar as caixinhas e setinhas UML para eu poder transformar essa papelada toda num sistema direito.

  76. Mauricio (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 4:01 pm

    Alguem aí tem piscina em casa ou no condomínio? Saiba que para medir o cloro e o pH da piscina a pessoa precisa de registro no CRQ – Conselho Regional de Química – 4 anos de estudo para poder pingar algumas gotas num tubinho e comparar a cor com uma tabela, isso quando não se usa kit com testes em tiras, onde basta molhar a tira.
    Para isso é que servem os conselhos regionais, para criar reservas de mercado, mesmo as mais absurdas, para seus associados.
    E as taxas envolvidas não se limitam necessáriamente as anualidades, veja o CREA que exige a emissão de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – para cada serviço realizado, seja o projeto de um prédio, seja um desenho, seja um relatório, seja uma inspeção, onde é cobrada uma taxa com valor variável, conforme o valor do contrato.
    Amplie a situação para todas as profissões, por que só os analistas de informática devem ter a profissão regulamentada? Por que não os pedreiros e os marceneiros? O engenheiro pode ser o melhor do mundo, mas ele está sujeito em algum grau à competencia do pedreiro, que depende de um marceneiro para confecção de formas de madeiras – sim a execução de formas em madeira para concreto é uma especialidade, e se vamos regulamentar, deveria ser atribuida a marceneiros.
    Com o tempo a burocracia sufoca todo mundo, e infelizmente os privilévios uma vez constituídos dificilmente são abolidos.

    Em tempo, sou regulamentado pelo CRQ, mas me recuso a depender deles para justificar a necessidade de meus serviços.

  77. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 4:21 pm

    NaN

    Acho que não nos conhecemos o suficiente para você sugerir que eu não ajudo o ensino de TI no Brasil.

    Mas é assim mesmo. Compreendo a sua reação.

  78. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 4:34 pm

    Fábio, sobre a impossibilidade da criação de conselhos, veja:

    “Art. 10. O Conselho Federal de Informática será constituído,
    inicialmente, de nove membros efetivos e nove suplentes, eleitos em escrutínio secreto, em Assembléia dos delegados.”

    Ou seja, haverá criação de conselho.

  79. miranda (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 4:58 pm

    Que otimo, é bom que alguns imbecis recem formados (iguais alguns que conheço) que nem sabem ligar (isso mesmo, apertar o botão) o computador vão ter chances de “expor” seu conhecimento.
    É a democracia brasileira em ação, aniquilando as oportunidades em uma area que era considerada democratica justamente por causa do custo, onde o custo se resumia na dedicação e empenho dos interessados.

    Muito bom, parabens meu pais por ACABAR com oportunidades de muitos brasileiros.

  80. Marcelo (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 4:59 pm

    @half ass
    “Quem paga faculdade particular são um bando de trouxas que não tem condições de ganhar mercado ‘na raça’ e vão em busca de um papel que nem pra limpar a bunda serve.”

    Errado!! Eu passei para uma Universidade Federal mas, como só tinha aula de manhã e eu precisava trabalhar, paguei sim uma faculdade particular para estudar à noite. Ter feito essa faculdade particular permitiu que eu fizesse uma pós, que acabou triplicando meu salário. Acho que serviu pra alguma coisa sim!

    @foobob
    “Espero que isso no mínimo signifique competência para criar as caixinhas e setinhas UML para eu poder transformar essa papelada toda num sistema direito.”

    Entrei em uma empresa e vieram me mostrar as caixinhas e setinhas de um projeto que estava atrasado. Tinham toda a cara de terem sido inspiradas no tradicional livro UML de capa azul, e não refletia nem um pouco a necessidade do cliente. Depois descobri terem sido feitas por um aventureiro…

  81. Carlos (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:13 pm

    Pessoal,

    Olhem esse link:
    http://www.guiatrabalhista.com.br/guia/categorias.htm

    Existem diversas categorias que já são regulamentadas. Algumas delas são: Assistente social, bibliotecário, biomédico, contador, corretor de imóveis, leiloeiro, biólogo, atleta profissional de futebol, etc..
    Notem que regulamentar nao necessariamente tem haver com exigencia de curso superior (ex: corretor, leiloeiro, jogador profissional de futebol e outros).

    Acredito que vai ser dificil convencer quem pensa o contrario, mas apenas gostaria de deixar pra reflexao os seguintes questionamentos:

    -Se existem diversas profissoes que sao regulamentadas porque informatica nao deve ser?
    -Se informatica nao é regulamentada porque algumas profissoes nao devem deixar de ser?
    -Será que as pessoas que têm profissoes com reserva de mercado acham isso ruim?
    -Ao tomar partido de uma posicao estamos defendendo os interesses de quem? das empresas que irao contratar os profissionais, dos profissionais (nós), dos consumidores?
    -Varios paises de primeiro mundo nao possuem informatica regulamentada. Pra quem nao sabe há planos de incentivo a profissionais de informatica em varios paises da europa, canada, australia e outros porque não há profissionais suficientes nessa área, logo nao faz sentido regulamentar. Tomar como referencia paises de 1o mundo em que os profissionais da area ganham muito bem (por falta de concorrencia) faz sentido?

    Minhas opinioes encerram por aqui. Nao necessariamente sao corretas, mas com certeza nao sao absurdas…

  82. Ozzy (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:31 pm

    E o diploma do Lula, cadê ??

    Esta lei vai gerar dinheiro para o “conselho” a ser criado, e nada, absolutamente nada vai mudar na prática…

    Meu suado diplominha tá lá guardado, nunca fez diferença, na hora de resolver o problema ninguém nunca me perguntou por ele, as perguntas sempre foram “quanto tempo ?” e “quanto é ?”

    O.O.

  83. Piter Punk (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:33 pm

    Ridículo.

    Posso dizer com toda a certeza que a maior parte dos maus profissionais, sem conhecimento técnico e/ou teórico, que conheci na área de informática são formados. E muitos deles nas ditas faculdades “de qualidade” como USP, Unicamp, UFSCar, etc.

    E o inverso é verdadeiro. Tirando poucas exceções, os melhores e mais competentes profissionais não tinham formação na área de informática/sistemas/computação. Muitos engenheiros, físicos, administradores, matemáticos, técnicos de outras áreas. E, o mais engraçado. Muitos desses chegaram a fazer cursos de 2 anos para aumentar a empregabilidade, com “formação na área”, e todos são unânimes em dizer que não aprenderam nada.

    Bola fora total. A área de informática só tem a perder sem a contribuição dos físicos, matemáticos, administradores, engenheiros, cientistas sociais, dentistas, psicólogos e outros profissionais que tornam a nossa área tão rica.

    Piter Punk

    PS> Ah! Antes que perguntem, eu tenho formação na área (Bacharelado em Informática) em uma universidade conceituada (USP).

  84. condicao_eh_esta (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:45 pm

    Desde que a proporção de universidades federais seja 90% com relação as universidades particulares e que oferece com garantia vagas para 90% da população!

    ok, menos … xD

    TI não oferece risco de vida diretamente(entenda, esta mais para indiretamente, bem …), pode, indiretamente como qualquer profissão, não justifica a regulamentação, a meu ver seria esse o unico motivo para isso.

    Ahhhh não sei, eu nunca esperei nada do governo … mesmo que este projeto fosse outro, com título “todos serão felizes para sempre”, eu ainda acharia que sairia alguns infelizes …

  85. condicao_eh_esta (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:48 pm

    Deixa eu arruma um bug ali no meu post …

    *oferecesse com garantia …

  86. Rodrigo Kumpera (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 5:55 pm

    Acho que está na hora das pessoas começarem a ler o “My Job When to India”, ou Argentina.

    Essa lei vai aumentar o custo do profissional brasileiro frente a outros países em desenvolvimento e isso significa as empresas perderem competitividade e fazer cortes.

    Cortes levam a um aumento de oferta de mão de obra no mercado, que por sua vez reduz os novos salários, que por sua vez vai fazer o conselho regional impor um piso à categoria.

    Sua utilidade em nos ajudar é um profecia auto-realizável.

  87. Roberto Parente (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 6:51 pm

    @Carlos¹

    Hoje você consegue vários “açougueiros” nas comunidades de baixa renda e problemas acontecem. Porém, se você vai para um hospital, você está confiando no médico ou no Hospital? Claro que é no hospital! Assim o hospital tem que manter a qualidade dos seus empregados, então ter ou não regulamentação da medicina é a mesma coisa, não vale de nada. Claro que seria bem mais complicado alguém que não é formado em Medicina ser empregado e etc, mas e ai?

    @Carlos²
    Respondendo as suas perguntas:
    -Se existem diversas profissoes que sao regulamentadas porque informatica nao deve ser?

    >> Porque existem ladrões vou roubar também?

    -Se informatica nao é regulamentada porque algumas profissoes nao devem deixar de ser?

    >> Quem disse que algumas profissões não podem deixar de ser regulamentadas? O único motivo para existir tantas regulamentações significa $$ e poder.

    -Será que as pessoas que têm profissoes com reserva de mercado acham isso ruim?

    >> Será que @s parentes empregados com nepotismo acharam ruim quando a lei entrou em virgor? fala sério, agora temos que pedir permissão para os beneficiados para fazer algo justo?

    -Ao tomar partido de uma posicao estamos defendendo os interesses de quem? das empresas que irao contratar os profissionais, dos profissionais (nós), dos consumidores?

    >> Não acredito na regra da mão invisível do mercado se auto-regula. Defendo a regulação estatal e etc… Porém eu não posso defender a privilegiação de um corja de burocratas e incompetentes. Defendo o profissional, pois quando uma profissão tem regulamentação excessiva quem depois tem que “pagar o pato” é o profissional e não a empresa/entidade, e acho que a lógica deveria ser bem diferente. Empresa contrata e que seja responsável pelo que seus empregados andam produzindo.

    -Varios paises de primeiro mundo nao possuem informatica regulamentada.

    >> Cada realidade é uma realidade, mas se formos nos basear em outros países, se não me engano (citation needed) nos EUA não existe regularmentação de profissões.

    —–

    Um dos problemas do Brasil é que fazer Faculdade/Universidade é um fetiche muito louco e isso geram essas aberrações. Universidade tem um objetivo diferente do que formar pessoas para o mercado (isso é consequência). Se eu quiser aprender a programar, ser analista e diversas outras coisas/profissões dentro e fora da informática eu posso conseguir sozinho. Lógico que universidade/faculdade ajuda, mas o pior é o fetiche pelo diploma.

    Abração,
    Roberto Parente

  88. JCCyC (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 7:07 pm

    Eu faço parte da “casta privilegiada” (já que trabalho na área há 25 anos), essa lei me beneficia pessoalmente mas é um desastre.

  89. Alberto (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 7:31 pm

    ARGH, depois reclamam que mão de obra qualificada está saindo desse país. [2]

    Sou recém formado em Engenharia Elétrica pelo ITA, e logo depois de ler isso já desisti de ficar no Brasil. Estou enviando meu currículo para o exterior agora mesmo.

  90. Oscar (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 7:32 pm

    Canudo pra mim não diz porra nenhuma se o cara manja ou não.
    Diz que aguentou professores otários durantes anos e saiu da faculdade achando que sabe alguma coisa (obviamente nem todos).
    Quando chega no mercado de trabalho, a coisa muda.
    Faculdades ensinam para o meio acadêmico e não para o meio comercial. Fato!

    Essa é uma questão delicada.
    Legalizar uma área que necessita de mais profissionais a cada dia que passa.

    Bom, penso que quando o cara é bom, com diploma ou não, ele dá jeito pra ganhar a grana dele.
    Seria bom se tivéssemos ensino de qualidade, do básico até a universidade, porém infelizmente o que temos são pessoas que descem o pau sem antes saber o que se trata e muitos que viajam em todos os assuntos.

    É aquele ditado, em toda profissão iremos encontrar BONS e péssimos funcionários.

  91. anon (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 8:10 pm

    Brasil, um país de todos*.

    *todos, neste caso, não inclui aqueles que não são diplomados e que não se preocupam com quem elegeram. A promoção Brasil, um país de todos pode e terá regras alteradas sem aviso prévio e é valida somente enquanto durarem os estoques(de congressistas).

  92. DexterEX (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 8:24 pm

    O lançamento do Slackware 13 foi ofuscado por essa notícia :(

  93. Jose (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 8:57 pm

    Slackware novo sempre sai. Burrice de senador que vai esmigalhar o mercado de TI no Brasil e mover todos os bons profissionais para fora do país é só uma vez na vida.

  94. bebeto_maya (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:41 pm

    Estado máximo. Essa é a lei das esquerdas, estado que regulamenta tudo e engessa todos. Democrácia, só no que consideram, unilateralmente, democrácia. Amanhã serão os designers, outra classe bitolada que deseja um CREA pra dizer quem pode projetar um “Cartão de visitas”. É rídiculo, comparar com medicina ou engenharia é ainda mais rídiculo, porque são profissões que lidam com vida e segurança.

    Eu sei que virão com aquele papo de que programa mal-feito mata também, mas o fato é que se um frentista fuma enquanto abastece teu carro, tu pode morrer…Solução: Diploma pra frentista de posto de gasolina!

  95. Shikasta (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 9:53 pm

    Estado máximo. Essa é a lei das esquerdas, estado que regulamenta tudo e engessa todos. Democrácia, só no que consideram, unilateralmente, democrácia.

    Que que isso tem a ver com um projeto de um deputado do PR????????? Tá viajando na maionese, cara, acorda!

    Nota: Democracia é escrito sem acento.

  96. Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:08 pm

    Quanta gente que faz de tudo pra não ter que estudar…

  97. Jose (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:13 pm

    Marcos Alexandre, Não é você que passou 5 anos penando em uma faculdade para depois descobrir que seu diploma não vai valer nada. E ainda diz que tem gente que não estuda? Acorda.

  98. João Marcus (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:39 pm

    Marcos Alexandre, Não é você que passou 5 anos penando em uma faculdade para depois descobrir que seu diploma não vai valer nada. E ainda diz que tem gente que não estuda? Acorda.

    Sua faculdade não vai valer nada? Então quer dizer que você não aprendeu nada? Estava lá só para pegar o diploma, torcendo para que só quem fez curso superior em TI possa atuar na área? A prática comum já é privilegiar quem fez curso superior na área. Trabalhei em uma empresa que tinha um sócio que fez curso superior na área de agronomia, e ele era muito competente em TI. Abriu uma

  99. João Marcus (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 10:41 pm

    (continuando, maldito navegador fez besteira) empresa de TI e se deu bem. Se houvesse essa lei babaca, ele não poderia trabalhar na área.

    Para mim, quem acha que o diploma não vale nada porque não é obrigatório já dá indícios de ser um péssimo profissional, daqueles que querem fazer concurso para se encostar e não precisar estudar mais nada. Obs: sou concursado, trabalho no Serpro, então não é algo contra os CONCURSADOS, mas contra a mentalidade que eu já vi algumas vezes.

  100. Mauro (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:07 pm

    Se o que se busca é a qualidade, porque não, ao invés de um curso universitário, o governo não se baseia na LPI, com seu rigor, suas graduações e principalmente, com seus certificados com prazos de validade ? Se consegue fazer o ‘provão’, consegue isso sem muito esforço.

    Ninguém questiona um certificado LPI. E se o curso de Análise de Sistemas é tão bom assim, os diplomados vão se dar bem, estou certo ?

  101. Decadencia (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:10 pm

    Num país onde se pede segundo grau para varredor de rua, temos um presidente semi-analfabeto.

    Jornalistas não precisam de curso superior, mas Analistas vão precisar ter.

  102. Satan (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:25 pm


    Acredito que agora o proximo passo para eliminar o nivelamento por baixo é uma prova estilo OAB.
    ]

    Já existe, basta que adotem o Poscomp da SBC:

    http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=189

  103. Andre Luiz (usuário não registrado) em 28/08/2009 às 11:40 pm

    Não vejo a regulamentação como um fator de reserva de mercado para profissionais diplomados(apesar que, em 10 ou vinte anos talvez isto aconteça como aconteceu em outras profissões- leia-se o próprio jornalismo!) pois para bons profissionais nunca faltará vagas. Mas acredito que ela oferece a oportunidade da criação de um orgão representativo que cuide dos interesses da categoria como ocorre com OAB, CRM e afins(ou seja força política).
    Informática e TI no Brasil ainda são áreas muito novas apesar de fortemente consumidas(=dependência) principalmente pelo próprio Governo. Se nosso país continuar seguindo a tradição de copiar tudo dos outros, poderemos ter por aqui, em pouquíssimo tempo, a lei que estão tentando aprovar na França/UE de responsabilizar criminalmente os analistas e desenvolvedores de sistemas por danos causados em decorrência de projetos mal desenvolvidos.
    Se isto ocorrer “quem poderá nos defender” se não formos articulados?

  104. Rodrigo Kumpera (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 1:27 am

    Sim! Quem podera nos salvar? O chapolin colorado, claro.
    Pq conselho e sindicato para nada servem.

  105. Job (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 1:48 am

    como disse tempos atras, mais uma lei tupiniquim, pra tentar proteger uma imensidão de alunos mal preparados de facudades privadas ou mesmo publicas. O coisa idiota!

  106. Marcos Moraes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 9:18 am

    Como profissional formado e atuante na área (20 anos) posso afirmar que é mais do que necessário uma regulamentação. No entanto, o mercado já o fazia. Bons profissionais possuem mais do que diploma, possuem certificações técnicas, especialização em diferentes níveis. Ou seja, de uma forma ou de outra, o mercado já cuidava disso. Essa medida tende a fortalecer a profissão, estabelecer pisos salariais, formas de reajustes, tudo o que qualquer profissional de qualquer área deveria o ter.
    Apesar de polêmico, no final, SOBREVIVEM os competentes. Caso contrário, uma boa pedida é ‘corte e costura’ não menosprezando a alfaiataria é claro.

  107. Rafael Goulart (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 9:50 am

    Não resisti em colocar esta frase do Mário Quintana (até porque me enquadro):


    AUTODIDATA: Ignorante por conta própria.

  108. vaidaempizza (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 10:43 am

    o máximo que a maioria faz é chegar em casa, discutir com a mulher a situação, ou aqui mesmo, na internet, até anônimo.

    vocês usam estas coisas como entretenimento, e “falsamente” dizem que não, talvez o vício seja mais forte não é?

    por isso nunca muda nada …

    veja, o case sarney, veja o senado, mas veja o povo …

    você ai, você! :), seu vizinho, algum parente … já se juntaram para fazer algo? ahh já sei, na hora de fazer, acaba em pizza também

    eu também até ontem(hoje é diferente) só “comentei” com as pessoas o que “nos” poderíamos fazer …

    e eu te digo, eu acho que já comecei a perder um pouco deste “medo de mudar”, já até comecei a … :)

  109. vaidaempizza (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 10:47 am

    OBS: me refiro a indignação quanto a aprovações de seus governadores(meus eles não são hehe)

  110. zina (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 1:18 pm

    so ta chorando aqui quem não tem diploma.
    VÃO ESTUDAR!

  111. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 2:04 pm

    Interessante.

    Tem gente que acha que todo mundo que é contra essa lei é vagabundo ou não tem diploma.

    Tem gente que está aqui para julgar o outro, em vez de julgar essa lei. E julgam errado. Uns dizem que quem é contra a lei é autodidata – isso é um elogio, mas usam aqui como loucura e ofensa – e outros dizem que a lei vai regular o mercado – coisa que já acontece, pois as empresas já fizeram isso.

    Essa lei vai engessar a profissão, simplesmente isso. Tem gente que acha que engessamento é bom; continue achando, mas deixe de julgar os outros. Muitos dos que aqui estão contra a lei, são formados e bons profissionais.

    Em tempo: leiam a bosta dessa lei antes de sair dizendo coisas como “não haverá conselho”.

  112. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 2:08 pm

    E outra: bacharelado não ensina a pensar. Ensina o estudante a aturar aquele professor que pensa que está certo. Ensina-o a repetir o que está escrito em livros; mata a criatividade do estudante, submetendo-a a métodos e até mesmo a modos de pensar; ensina, enfim, ao estudante, que o professor é onisciente e qualquer opinião contrária do aluno está errada. (existem exceções).

    Nos dias de hoje ainda tem gente que acha que o TCP/IP é derivado do ISO/OSI, e que Java é a única linguagem de programação orientada a objeto (são exemplos).

  113. Jose (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 3:09 pm

    Para mim, quem acha que o diploma não vale nada porque não é obrigatório já dá indícios de ser um péssimo profissional, daqueles que querem fazer concurso para se encostar e não precisar estudar mais nada. Obs: sou concursado, trabalho no Serpro, então não é algo contra os CONCURSADOS, mas contra a mentalidade que eu já vi algumas vezes.

    Você não entendeu nada. Eu disse que meu diploma não vai valer nada porque ele não pertence aos três cursos listados pela lei. Não posso trabalhar simplesmente porque meu curso foi esquecido pelo governo. Governo ele próprio que criou o curso :)

  114. Jose (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 3:14 pm

    Tem gente que acha que todo mundo que é contra essa lei é vagabundo ou não tem diploma.

    Isso é verdade. Me criticaram aí dizendo que sou vagabundo e não quero estudar, mas acabo de penar durante 5 anos em uma universidade, e agora lançam uma lei dizendo que meu curso não vale para nada? Que vou ter que fazer outro curso além do que fiz para trabalhar com informática?

  115. Eden (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 3:15 pm

    Apoio a lei.

    Pessoal, temos que lembrar que as leis são feitas pensando no todo e não individualmente. Eu também sou um que já trabalhava a muito tempo, tinha certificação, me considero muito competente e não tinha diploma. Vocês não podem esperar que TODOS sejam assim. Está mais do que provado que nem todo mundo é autodidata. Quando entrei na faculdade eu vi a quantidade de gente que realmente precisa cursa-la.

    O que precisa realmente mudar é a forma de aprovar os alunos. Estou cansado de ver casos de “sair da faculdade sem saber nada”.

  116. Henrique (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 3:19 pm

    Para os que querem traçar paralelos com outras áreas como Engenharia, Direito ou Medicina, que também adotaram conselhos…

    Engenharia: Homo Sapiens,~ 150.000 A.C.

    Direito: Egito, ~3000 A.C.

    Medicina: Hipócrates, ~500 A.C.

    Computação: 50 anos.

    Tentativas de legislar sobre uma área tão precoce irão invariavelmente falhar. Criar uma prova nos moldes da OAB também será demasiado difícil, mesmo os profissionais da área atualmente não concordam em apenas um ponto de vista sobre a bagagem técnica e prática necessária para atuar na área.

    No entanto, eu compreendo a motivação para que exista legislação específica para se atuar na área. É resultado da pressão de um mercado (o qual é formado, em grande parte, pelo próprio governo que investe em TI), inseguro e insatisfeito com projetos entregues sem qualidade nem prazo.

    A saber: em dados colhidos em 2006 pelo Standish Group, apenas 34% dos projetos de software são devidamente finalizados e atingem os objetivos. Imaginem essa taxa de satisfação nas áreas de engenharia civil, por exemplo, e é fácil imaginar porque existe a pressão por legislar a profissão de analista de sistemas.

  117. “E outra: bacharelado não ensina a pensar. Ensina o estudante a aturar aquele professor que pensa que está certo. Ensina-o a repetir o que está escrito em livros; mata a criatividade do estudante, submetendo-a a métodos e até mesmo a modos de pensar; ensina, enfim, ao estudante, que o professor é onisciente e qualquer opinião contrária do aluno está errada. (existem exceções).”

    Acho que você está precisando mudar de instituiçao.

    Bom, para os contrários à regulamentação e avaliação, a boa notícia é que o projeto ainda tem de passar por 2 comissões antes de ir pra câmara e pro senado. Mas se eu não tivesse diploma, daria um jeito de levantar a bunda e estudar…

  118. Jose (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 4:24 pm

    Bom, para os contrários à regulamentação e avaliação, a boa notícia é que o projeto ainda tem de passar por 2 comissões antes de ir pra câmara e pro senado. Mas se eu não tivesse diploma, daria um jeito de levantar a bunda e estudar…

    E no meu caso que acabei de pegar meu diploma? Vou ter que passar por mais outros 5 anos em uma faculdade?

  119. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 6:34 pm

    José, a respeito do que você disse, não adianta responder a essas pessoas que não aprenderam nunca a ser solidárias, e só enxergam o próprio umbigo.

    E a respeito do indivíduo que sugeriu que eu mudasse de faculdade, eu reafirmo minha posição de que bacharelado não ensina a pensar, e se ele crê mesmo nisso, precisa começar a aprender a pensar por conta própria.

    Como eu disse, sou formado exatamente em Análise de Sistemas, mas não foram os professores nem a faculdade que me ensinaram a pensar. Foram os livros, o conteúdo das disciplinas, que se encontram em abundância pelas livrarias e bibliotecas da vida.

    E reafirmo também que há pessoas, não formadas em TI, que programar melhor do que qualquer medroso que se garante em uma lei ridícula.

    Não estou apontando ninguém. O ofendido por essas palavras pode digeri-las por onde e como bem entender. Sem mais.

  120. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 6:35 pm

    que programar = que programam

  121. Jose (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 6:43 pm

    Gustavo Lopes, E você é bastante solidário, né? Apoiando o projeto só por ser formado em Análise de Sistemas.

  122. Gustavo Lopes (usuário não registrado) em 29/08/2009 às 7:22 pm

    José,

    sou contra o projeto.

    Se vc ler tudo que escrevi, verá que sou contra.

  123. André Luis Pereira (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 5:45 am

    É pegadinha do Malandro. Só pode kkkkkkkkkkkkkkkkk.

    Tenho 2 faculdades. Sou um dos beneficiados pelo infâme PL em questão.

    Mas digo o seguinte:

    Não troco um físico ótimo programador, por um bacharel em análise de sistemas que não possui noção nenhuma do que é a realidade da profissão.

    Não troco um matemático ótimo designer de sistemas, por um “programador” bacharel que não sabe passar a idéia de um algoritimo pra um arquivo escrito e C++.

    Sou empresário na área e conheço bem a realidade da coisa. Conheço a realidade acadêmica e a realidade do mercado.

    Um diploma, em minha empresa, não vale muita coisa.

    Contratamos bacharéis aqui, mas contratamos também programadores que se fizeram programadores de outras formas.

    Para aqueles que acham que é injusto terem a concorrência de não formados, digo o seguinte:

    Parem de se esconder atrás de seus diplomas. Vão à luta!

    Sejam reconhecidos pelo seu trabalho e pelo seu conhecimento e não pelo investimento que fizeram de seu tempo e dinheiro em uma faculdade.

    Ficar revoltado porque não foi contratado por causa da concorrência com um não formado, é coisa de quem mostra não ter muita capacidade pra ir atrás de se fazer no mercado.

    Bill Gates criou a MS sem diploma. Steve Jobs criou a Apple sem diploma.

    E para finalizar, mesmo que esse PL torne-se lei, a má notícia para os felizes bacharéis que acham que agora irão possuir sua reserva de mercado é que vão quebrar a cara.

    Nenhuma empresa séria e que paga bem vai preterir um bom profissional não formado por um bacharel incapaz de de colocar um banco Oracle ou Postgre no ar.

    Nenhuma vai deixar de contratar um bom profissional, para contratar um bacharel que não consegue implementar uma idéia em algumas linhas de C++.

    Vão por mim: conheço vários bacharéis que não sabem sequer colocar um Wordpress no ar.

  124. Joao (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 11:33 am

    @Andre Luis Pereira

    “Não troco um físico ótimo programador, por um bacharel em análise de sistemas que não possui noção nenhuma do que é a realidade da profissão.”

    Ser ótimo programador e conhecer a realidade da profissão são duas coisas diferentes. Sem a menor sombra de dúvida o Físico não tem formação adequada na área, senao ele não seria físico mas sim Analista de Sistemas.

    ** Esse é o problema de quem defende a não regulamentação, achar que saber escrever programas em uma linguagem de programação é suficiente.

    Por isso eles não querem a regulamentação, pois se for cobrado além do trivial, ai a coisa pega. Eu sei ler meu exame de sangue e saber se estou ou não com o colesterol alto, as se for algo mais complicado, não tenho competência para analisar e resolver o problema…

    “Sou empresário na área e conheço bem a realidade da coisa. Conheço a realidade acadêmica e a realidade do mercado.
    Um diploma, em minha empresa, não vale muita coisa.”

    Claro, para o empresário a não regulamentação é muito bem vinda. Regulamentando, vai existir teto mínimo de salário e ai a prostituição na área acaba. Para empresário de qualquer ramo, regulamentação não interessa.

    “Para aqueles que acham que é injusto terem a concorrência de não formados, digo o seguinte:
    Parem de se esconder atrás de seus diplomas. Vão à luta!
    Sejam reconhecidos pelo seu trabalho e pelo seu conhecimento e não pelo investimento que fizeram de seu tempo e dinheiro em uma faculdade.
    Ficar revoltado porque não foi contratado por causa da concorrência com um não formado, é coisa de quem mostra não ter muita capacidade pra ir atrás de se fazer no mercado.

    Isso é bobagem. Concorrência e “seleção natural” de ,mercado ocorre em qualquer profissão regulamentada, inclusive, com maior rigor. Veja os exemplos dos advogados, médicos, etc.


    Bill Gates criou a MS sem diploma. Steve Jobs criou a Apple sem diploma.

    Meu Deus, que bobagem… Criar é uma coisa manter e crescer é outra. Para as duas últimas, a MS, Apple e outras contam com pessoas formadas, sim.

    Inumeros contra-exemplos poderiam ser listados aqui de empreendimentos maiores que MS que foram criados por pessoas com diplomas…

    E para finalizar, mesmo que esse PL torne-se lei, a má notícia para os felizes bacharéis que acham que agora irão possuir sua reserva de mercado é que vão quebrar a cara.

    Não vão não. A aprovação é irreversível e vc, como empresário, vai ter que se adequar a ela. Vai ter que respeitar o teto mínimo do salário dos seus profissionais formados e dos não formados (enquadrados como técnicos).


    Nenhuma empresa séria e que paga bem vai preterir um bom profissional não formado por um bacharel incapaz de de colocar um banco Oracle ou Postgre no ar.

    Toda empresa séria segue a lei. Eles vão seguir o que a lei determina e ponto.


    Nenhuma vai deixar de contratar um bom profissional, para contratar um bacharel que não consegue implementar uma idéia em algumas linhas de C++.

    Óbvio que não… O seu erro de argumentação, desde o início, é que para vc ninguem formado é capaz.

    Meu caro, é óbvio que nenhuma empresa vai contratar alguém incapaz, seja ele formado ou não. Eles vão continuar contratando pessoas capazes, porém com formação na área.


    Vão por mim: conheço vários bacharéis que não sabem sequer colocar um Wordpress no ar.

    Eu conheço inúmeros que fazem isso, como hobby. Colocar Wordpress no ar é coisa para técnico. É como questionar se um Eng. Civil sabe ou não fazer massa de concreto.

    Esse é o problema da falta de regulamentação. Empresários como vc quer usar mão de obra de bacharel para atividades nobres e também coisas desse tipo, instalar wordpress, pagando a mesma coisa.

    Vai mudar meu caro e vc vai ter que se enquadrar.

  125. André Luis Pereira (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 3:05 pm

    Ola @joao.

    Você ignorou e distorceu diversos pontos do que eu disse.

    Vamos lá:

    “Ser ótimo programador e conhecer a realidade da profissão são duas coisas diferentes. Sem a menor sombra de dúvida o Físico não tem formação adequada na área, senao ele não seria físico mas sim Analista de Sistemas.”

    São duas coisas diferentes sim. Mas eu quero as 2 coisas. Não quero um programador alienado em meus quadros e também não preciso de alguém que conheça o mercado mas que seja incapaz de fazer algo com as próprias mãos.

    “Por isso eles não querem a regulamentação, pois se for cobrado além do trivial, ai a coisa pega. Eu sei ler meu exame de sangue e saber se estou ou não com o colesterol alto, as se for algo mais complicado, não tenho competência para analisar e resolver o problema…”

    Eu não cobro apenas o trivial, de um bacharel ou de um não bacharel. Todos devem fazer o que é necessário, pois caso contrário não existe razão para eu manter o emprego dessa pessoa.

    “Claro, para o empresário a não regulamentação é muito bem vinda. Regulamentando, vai existir teto mínimo de salário e ai a prostituição na área acaba. Para empresário de qualquer ramo, regulamentação não interessa.”

    É fato que empresários não se interessam por regulamentação excessiva. Mas sobre piso salarial, aqui pagamos bons salários. Salários descentes. Nunca perdi um funcionário para um concorrente por motivos salariais.
    Não incentivamos aqui a prostituição profissional. Contratamos pelos méritos e não contratamos o cara que se sujeita a qualquer coisa para trabalhar. Dessa forma mantenho a qualidade do meu quadro, boa convivência e tenho como cobrar pela produção, já que ninguém aqui foi contratado porque se sujeita a ganhar pouco.

    “Isso é bobagem. Concorrência e “seleção natural” de ,mercado ocorre em qualquer profissão regulamentada, inclusive, com maior rigor. Veja os exemplos dos advogados, médicos, etc.”

    Seleção natural de médicos e advogados… Ja viu a quantidades de processos administrativos que existem na OAB e nos CRMs contra profissionais que cometeram as mais diversas abominações e que não andam por puro corporativismo? Afinal são colegas julgando colegas. Ai fica dificil. Recomendo a leitura de alguns jornais desta semana passada sobre processos parados nos CRMs.

    “Meu Deus, que bobagem… Criar é uma coisa manter e crescer é outra. Para as duas últimas, a MS, Apple e outras contam com pessoas formadas, sim.

    Inumeros contra-exemplos poderiam ser listados aqui de empreendimentos maiores que MS que foram criados por pessoas com diplomas…”

    Criar realmente é diferente de fazer crescer. A MS e Appel contam com muitos bacharéis, com certesa. Mas qual o empreendimento maior (por valor de mercado) que você conhece que a MS? Já leu a Forbes na coluna anual sobre as maiores empresas do mundo?
    Advinha quem é a maior em valor de mercado…!

    “Não vão não. A aprovação é irreversível e vc, como empresário, vai ter que se adequar a ela. Vai ter que respeitar o teto mínimo do salário dos seus profissionais formados e dos não formados (enquadrados como técnicos).”

    Se ela é irreversível… Acho que é reverssível sim, mas ai é opinião minha. Sobre respeito à lei, desde que ela seja constitucionais, lei cumpre-se.

    “Toda empresa séria segue a lei. Eles vão seguir o que a lei determina e ponto.”

    É o que eu disse acima.

    “Óbvio que não… O seu erro de argumentação, desde o início, é que para vc ninguem formado é capaz.
    Meu caro, é óbvio que nenhuma empresa vai contratar alguém incapaz, seja ele formado ou não. Eles vão continuar contratando pessoas capazes, porém com formação na área.

    Não disse em local algum que todos os formados são incapazes. Caso tenha interesse em rebater isso, aponte no meu texto onde eu disse ou dei a entender que todo bacharel é incapaz.

    “Eu conheço inúmeros que fazem isso, como hobby. Colocar Wordpress no ar é coisa para técnico. É como questionar se um Eng. Civil sabe ou não fazer massa de concreto.”

    Sobre isso, o meu exemplo foi bastante cabível. Para colocar um Wordpress no ar você terá de ler o Readme em inglês, caso nunca tenha instalado o software. Depois disso terá de criar o banco de dados e terá de popular sua tabelas.

    Terá de mudar algumas permissões de arquivos, caso o OS seja Linux.

    Se o cara, bacharel ou não, é incapaz de seguir esse caminho, ele não serve para o ramo de Analista de Sistemas, já que ele é incapaz de colocar um sistema no ar seguindo um simples Readme em inglês. Conheço muitos casos assim de bacharéis e de aventureiros também.

    “Esse é o problema da falta de regulamentação. Empresários como vc quer usar mão de obra de bacharel para atividades nobres e também coisas desse tipo, instalar wordpress, pagando a mesma coisa.

    Vai mudar meu caro e vc vai ter que se enquadrar.”

    Engano seu sobre mim. O cara que é contratado como analista de sistemas, fará sistemas dentro de minha empresa. Ele não vai instalar Wordpress. Mas se ele não for capaz nem de instalar um Wordpress, ele não será contratado como analista de sistemas.

    Como já disse antes, e eu até compreendo esse sentimento dos formandos e dos formados, a maioria absoluta dos que defenderam a regulamentação aqui neste espaço, citou como motivo a reserva de mercado e o investimento que fez de anos de estudo e dinheiro.

    A maioria absoluta dos que defenderam a regulamentação aqui, não citou coisas como competência, espírito prático, empreendedorismo, diligência e outros atributos que para minha empresa, são essenciais em funções tão importantes.

    Lhe dou a mesma chance que já dei em outro argumento acima: caso possa citar um post aqui que tenha defendido a regulamentação e que não o tenha feito citando reserva de mercado e os anos de estudo na faculdade eu darei o braço a torcer.

  126. Joao (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 8:53 pm

    @André Luis Pereira

    Se prepare, a lei vai chegar e vc vai ter que se enquadrar.

    Continue contratando excelentes profissionais, isso e’ bom para seu negocio e seus clientes agradecem. So’ que agora, dentre de uma regulamentacao propria, com piso salarial estabelecido pelo conselho a ser formado, etc. Vai ter profissionais melhores, vc vai ver. Porem, vai ter que pagar por isso. There is no free lunch !

    Aos colegas formados na area, e’ isso ai, defendam sua formacao e seus anos de estudos. Se vcs nao o fizeram, ninguem fara’.

    Engenheiros, administradores, e outros que sabem programar e instalar wordpress, trocar fonte de micro, instalar Linux e configurar qualquer coisa lendo um Readme em Ingles que sabe lah quem o fez, se considerem equivalentes e existem “empresarios” espertos que defendem isso….

  127. André Luis Pereira (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 10:28 pm

    @Joao

    “Engenheiros, administradores, e outros que sabem programar e instalar wordpress, trocar fonte de micro, instalar Linux e configurar qualquer coisa lendo um Readme em Ingles que sabe lah quem o fez, se considerem equivalentes e existem “empresarios” espertos que defendem isso….”

    Não menospreze a capacidade técnica e gerencial de profissionais que vieram de outras áreas.

    Existe gente muito competente, como eu e outros já dissemos acima.

    Não os menospreze usando um diploma como escudo.

    Capacidade e competência, não aparecem com um diploma.

    Lembre-se sempre disso. Defenda quem é bom no que faz. Não defenda alguém só porque ele é graduado em determinada área.

    E eu digo isso, mesmo sendo graduado na área beneficiada por este PL.

    Como eu disse, aqui contratamos analista graduados e contratamos também não bacharéis na área. O critério é competência e capacidade.

    Em tempo: pagamos bons salários, já que bons profissionais são estratégicos para nosso negócio. Não queremos eles infelizes com a empresa e também não queremos eles indo para concorrentes. Valorizamos quem é bom, independete do canudo.

  128. Rodrigo Kumpera (usuário não registrado) em 30/08/2009 às 11:01 pm

    Lembremos Benjamin Franklin.

    Aqueles que são capazes de trocar a Liberdade essencial por alguma Segurança passageira não merecem nem a Liberdade nem a Segurança

    Sou contra esta lei não por ela ser ruim, mas por ferir a liberdade de todos que não tem diploma.

  129. André Luis Pereira (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 2:09 am

    Liberdade de criar e de produzir conhecimento.

  130. Quem falou que se a pessoa não tiver diploma, não vai poder programar? Por acaso só engenheiro pode construir um muro ou uma casa?

    O que vai mudar é a nomenclatura da profissao pra quem te diploma ou não tem. Só isso.

    Na prática, a maioria das empresas já usam o diploma como diferencial. As que não usam, não vai mudar nada.

  131. Renato Martins (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 12:36 pm

    @Joao

    o problema todo aí é muito simples.
    se de 100% dos analistas BONS no que fazem, 50% é formado e 50% não-formado, com a lei, os 50% BONS e formados estarão contratados e ganhando o que merecem! mas como vc não tem mais os 50% que eram BONS e não tinham canudo, logo, haverá falta de profissionais no mercado!! então me diga..

    VOCÊ está disposto a pagar um ótimo teto salarial para um profissional bacharelado que não sabe pra que serve um IF() ??
    Como vc vai pagar um ótimo teto salarial se o retorno dele é zero???

    ..porque, os bacharelados que são BONS , provavelmente já estarão bem contratados, (e com a lei ,sorte de quem os contratou primeiro!!)… E hoje em dia, somando todos os profissionais da area, formados e não-formados, sabemos que a falta de profissionais qualificados é grande!! imagine se tirar a fatia dos nao-formados!! a falta será maior ainda!!

    Um BOM profissional não-formado, não vai se formar da noite para o dia, assim como um MAL Profissional formado, nao vai aprender tudo da noite para o dia!

    o que acontece???
    o brasil vai ficar por muitos anos só com a fatia de profissionais formados e Bons no mercado(pouquissima)…
    até que os bons se formem , ou os ruims aprendam. vai levar muito tempo e isso vai decair d+ a área de TI no brasil!!

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  133. çichárpi (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 3:22 pm

    Quem falou que se a pessoa não tiver diploma, não vai poder programar? Por acaso só engenheiro pode construir um muro ou uma casa?

    Sim, só um engenheiro pode construir um muro ou uma casa. Toda obra deve ter, no mínimo, um engenheiro responsável, o que assina a ART da obra. Se você estiver construindo um muro e a fiscalização do CREA aparecer, você pode levar uma multa se não cumprir essas exigências.

    É claro que, na prática, obras pequenas não têm engenheiros responsáveis e o CREA não tem como fiscalizar todo mundo ao mesmo tempo. É comum também que certos engenheiros só sejam contratados para assinar a ART, aliás há engenheiros de araque que só fazem isso. Eles contam com o corporativismo do CREA caso aconteça algo errado. Se essa lei passar, aposto que haverá uma horda de “analistas” que cobrarão praticamente só para terem o nome na “ART” do serviço.

  134. Renato Martins (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 3:44 pm

    @ Vilmar Batista

    Aposto que você é um dos muitos que saem da faculdade sem saber nada, e não consegue emprego, ou quando consegue, logo são demitidos por nao dar conta do recado e substituidos por alguem sem diploma!! UHAUHAHAAHUAHUAHHUHUHUAUHAHUAUH

    É incrivel!! eu nao tenho diploma tambem!! mas TODOS os meus amigos que fazem faculdade vem aqui marcar hora comigo para estudar, tirar duvidas e resolver exercicios!

    Um outro amigo de muitos anos, que trabalha comigo, entrou na faculdade recentemente!! sabe o que ele me disse???
    “Renato, a matéria é ridicula, o pior, eu vou conversar com alguem que já está perto de se formar e parece que eu falo grego, ninguem sabe nada!”

    Vilmar Batista, se você quer ganhar dinheiro sem fazer nada, vire funcionario publico, não precisa ser na parte de informática!!!

  135. Glommer (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 5:25 pm

    Gostaria de pedir aos donos de empresa que são favoráveis a essa lei, para que nunca me contratem.

    Obrigado.

  136. Bacharel (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 5:49 pm

    Chorou, parou!

  137. ewerton (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 8:48 pm

    Senhores, calma ,não há motivo para pânico, o que a lei pretende fazer é proteger os profissionais que se forman para trabalhar na área e a categoria não sofra uma desvalorização salarial pelo emprego de técnologos(que a rigor a grande maioria tem capacidade técnica limitada, inferior a muito técnico de informática,tive recentemente que demitir 3 deles por insuficiência de desempenho). A lei também abre a possibilidade de regularizar a situação de quem comprovadamente trabalhar nesta área há pelo menos 5anos. Deveriamos lutar contra essas instituições de ensino “fast” que colocam na rua diariamente portadores de diploma que não reunem conhecimentos necessários para exercicio da profissão.

  138. Dodo (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 9:45 pm

    Fatos:

    1 – É pura ingenuidade achar que colégios, faculdades e assemelhados vão preparar o aluno p/ o mercado de trabalho. O ensino É fraco, a carga horária insuficiente e muita teoria e pouca ou nenhuma prática. Eu acho a parte teórica fundamental, mas sem a prática, não resolve o problema de quem irá contratar.
    Alguém, por acaso, conhece ao menos um mau profissional formado em instituição renomadíssima?

    2 – Também é pura ingenuidade achar que uma pessoa só com prática irá resolver os problemas da melhor maneira. Certamente irá funcionar, mas no futuro o quebra-galho trabalho terá de ser refeito. E este é o erro que muitas empresas cometem, pensando só na economia, uma vez que a área de informática tem uma verdadeira legião de fuçadores, principalmente na área de hardware. Basta ver a maioria das “soluções” apresentadas nos fóruns…

    3 – Registro em conselho de classe? É uma boa idéia p/ proteger a categoria, mas não garante a qualidade. Alias, até aonde eu sei, todas as vítimas de negligência médica e prédios e construções que ruiram foram atendidas / criados por “profissionais” devidamente registrados.

    4 – Falando em conselho de classe, existe p/ a área de informática / hardware / TI? Lembrei que nas faculdades de tecnologia eles orientavam os formandos a se registrarem no CRA, pois a carreira ainda não estava regulamentada. Mas isto foi em 1987 e, hoje em dia… nada mudou!

    @Gustavo Lopes: É por isso que muitas empresas não contratam Tecnólogos. Em vez de obrigar por lei, não seria mais lógico reconhecer e regulamentar a profissão?

    @ewerton: Não creio que a generalização seja válida. Existem bons e maus profissionais em todos os níveis e todas as áreas. Três casos não são representativos (é, p/ você foram, mas “tecnicamente” foi sorte).

    5 – Prova estilo OAB? Como já foi dito, a informática muda tão rapidamente que seria praticamente inútil. O mesmo vale p/ a área de eletrônica e elétrica, entre muitas outras. Até a área jurídica precisa se atualizar em relação aos crimes cibernéticos.

    A conclusão? É muito complicado resolver. A rigor, o problema se manifesta em todas as áreas e as poucas coisas que podemos fazer é estudar muito, procurar manter-se atualizado e, em relação a prestadores de serviço, fabricantes e mão-de-obra é: Não atende? Troque (sei que é difícil).

  139. @Dodo.

    Só tenho uma observação sobre seu ítem 2:

    Não se deve nunca contratar alguém na área de TI paneas com experiência prática e nada de teórica. Isso é uma regra que deveria ser sagrada.

    O caso, é que muita gente que não se formou na ŕea de TI, adquiriu bagagem teórica de outra formas, tão boa quanto a de um bacharel na área de TI.

    Tem DBAs por ai que se formaram em engenharia, matemática e até biologia, que sabem muito mais sobre o funcionamento interno de um banco de dados relacional do que muitos bacharéis em Adm de Sistemas.

    Tem muito tecnólogo que conhece mais sobre o funcionamento interno da API do Windows e todas as customizações possíveis, seguindo regras e boas práticas de codificação e padrões, do que certos ex-alunos da USP em cusros de TI.

    Competência prática e teórica é o que deveria ser olhado. O diploma… Só atesta que o aluno se matriculou em um curso, assistiu as aulas mínimas pra passar e tirou notas não inferiores média.

    Um diploma só atesta isso.

  140. PS: sei bem do que estou falando, pois me formei na USP na área de TI e sou sócio de uma empresa na ŕea de TI. Sei bem como funciona. Existem bons e péssimos bacharéis, assim como técnicos e autodidatas.

  141. Dodo (usuário não registrado) em 31/08/2009 às 10:29 pm

    @André Luis Pereira dos Santos

    Não entendi a observação em relação ao item 2.

    Eu disse:
    “Também é pura ingenuidade achar que uma pessoa só com prática irá resolver os problemas da melhor maneira. …E este é o erro que muitas empresas cometem… ”

    Você:
    “Não se deve nunca contratar alguém na área de TI paneas com experiência prática e nada de teórica. Isso é uma regra que deveria ser sagrada.”

    Eu acho que concordamos… e você?
    ( ) Concorda que concordamos
    ( ) Discorda que concordamos
    ( ) Concorda que discordamos
    ( ) Discorda que discordamos
    ( ) Sei lá; agora deu um nó…

    []’s

  142. @Dodo

    Foi só uma observação para acrescentar. Não discordei de você.

    Só detalhei o porque concordamos em que só pratica não presta e só teoria não presta também.

    O exemplo que dei sobre DBAs é verídico. Dá até medo.

    Com uma lei desse naipe, dá medo saber que tem biólogo por ai mais capaz com um Oracle 10g nas mãos do que um Adm de Sistemas da USP.

  143. Flavio (usuário não registrado) em 1/09/2009 às 10:53 am

    Não é um diploma que vai dizer que uma pessoa é capaz ou não de desempenhar uma função. Por isto existem Departamentos de RH, concursos e demais métodos para tentar fazer uma boa escolha.
    Sinceramente ainda não tenho um posicionamento difinitivo quando à regulamentação e isto que sou Bacharel em Sistemas de Informação, formado a 3 anos e com mais de 6 de “experiência”.
    A maior vantagem que vejo atualmente para a regulamentação, se tudo for feito com ética, é a possibilidade de elevarmos a profissão um ou mais ordem de grandeza, assim, sermos respeitados como são Médicos, Advogados, Engenheiros, Administradores e qualquer outra profissão regulamentada.
    Aos Sindicatos da classe será possível “brigar” por melhores condições de trabalho e salários com a crescente oferta de mão-de-obra e sinceramente, banalização do mercado em futuro próximo, pois não acredito que para todo sempre haverá mais oferta de emprego do que mão-de-obra qualificada.

  144. Leandro (usuário não registrado) em 1/09/2009 às 1:27 pm

    Morte aos sobrinhos que concorrem com quem gastou dezenas de milhares de reais e preciosos anos de sua vida estudando.
    Ridículo é eu precisar de um advogado para me defender.

  145. Henrique (usuário não registrado) em 1/09/2009 às 6:35 pm

    Com a lei onde desobriga o uso de diploma dos jornalista ou qualquer outra profissão que não traga risco a sociedade bla bla bla, deixou valer.
    Com está nova lei já não é mais obrigatório, na verdade sobraram poucas áreas onde precisa efetivamente de diploma.

  146. Dodo (usuário não registrado) em 1/09/2009 às 7:49 pm

    @André Luis Pereira dos Santos

    OK eu entendi; foi só uma brincadeira.
    Mas a situação é terrível mesmo. E, como já foi dito antes, em todas as áreas.

  147. Como já foi dito, vai ser apenas uma questão de nomenclatura. Formado em computação vai ter um nome, formado em outra área vai ter outro nome. E as empresas escolhem as equipes como bem entenderem.

    Mas como no Brasil educação não é valorizada, o herói é aquele que ganha dinheiro sem precisar estudar…

  148. Sergio K (usuário não registrado) em 1/09/2009 às 9:52 pm

    Trabalho em TI e prática só não é suficiente. Precisamos ser também profissionais e eficientes, ou seja escolher os melhores caminhos em cada momento. É preciso ler e aprender o máximo e todos serem formados com um nível mínimo de conhecimento eleva o nível de qualquer reunião de trabalho. Para quem é formado, o modo com que a profissão tem sido tratada abaixa os nossos salários e manter a situação atual só interessa ao empregador. É uma profissão importante e é claro que em algum momento teria que ser regulamentada.

  149. Everton (usuário não registrado) em 2/09/2009 às 9:52 am

    Analista sem diploma sem dúvidas é algo mau, dessa forma não iremos aproveitar tudo que podemos nem do nosso profissional e nem do nosso sistema.

  150. ADM.TI (usuário não registrado) em 2/09/2009 às 10:29 pm

    Caso seja aprovada, será que vai comtemplar, analista DBA, analista de processos, analista de infraestutura, analista de projetos, etc.
    Ou será que vai ter uma entidade para cada função ?
    Já imaginaram como vai ser nas empresas ? o cara se forma em TI.
    e vai procurar emprego como Analista de Sistemas Senior, porque ele
    é importante pertence a uma classe de profissionais, ehehehehe.
    Isto tudo é pura piada.Nem o sindicato o SindPD quase ninguém dá atenção a esta organização.