25C3 demonstra possibilidade de criar certificados falsos – mas plenamente aceitos – para a web
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“Participantes do 25o. Chaos Communication Congress (25C3) usaram a técnica (já conhecida) de colisões do MD5 para gerar certificados SSL falsos, mas capazes de ser aceitos pelas configurações de segurança comuns à maioria dos navegadores web.
A aplicação desta técnica permitiria a indivíduos mal-intencionados criar falsos “sites seguros” associados erroneamente pelos navegadores a outras organizações, potencialmente facilitando ainda mais a prática de phishing e outras fraudes virtuais. Ao mesmo tempo, os autores da apresentação acreditam que não haverá tempo hábil para a exploração da técnica, uma vez que o uso do MD5 por autoridades certificadoras está em extinção.
Da cobertura do G1:
Um grupo de pesquisadores de segurança divulgou na terça-feira (30), durante a conferência 25C3, em Berlim, os resultados de um experimento que provou a possibilidade de realização de um ataque em Autoridades Certificadoras (ACs) que ainda utilizam o algoritmo conhecido como MD5 (Message-Digest, algoritmo 5). Liderado por Alex Sotirov e Jacob Appelbaum, o grupo utilizou para isso o poder de processamento de nada menos que 200 consoles Playstation 3.
Por ter uma grande capacidade de processamento, esse videogame vem sendo utilizado para realizar pesquisas robustas — uma iniciativa desse tipo está em andamento na Unicamp, por exemplo.
O ataque divulgado nesta semana não é simples, mas como resultado os pesquisadores conseguiram criar uma AC falsa para assinar seus certificados, gerando facilmente um desses documentos para qualquer site que quisessem. Mesmo para páginas fraudulentas.
O trabalho de uma AC é assinar certificados — documentos digitais que garantem a autenticidade de um website. Como dados digitais são facilmente copiados, a “assinatura” não pode ser sempre igual, como acontece nos documentos “físicos” (cheques e contratos, por exemplo, em que uma mesma pessoa sempre assina da mesma forma). Para evitar fraudes, a assinatura digital precisa ser diferente e ao mesmo tempo verificável. Porém, como a possibilidade de criar novas assinaturas é limitada em relação ao número de possíveis certificados a serem criados, alguns desses documentos terão de receber assinaturas iguais.
O que os pesquisadores conseguiram foi gerar (usando o poder dos 200 PS3) um certificado e uma “procuração” cujas assinaturas (em MD5) seriam iguais. Assim, eles enviaram para a AC o certificado, que foi assinado sem problemas. Depois, copiaram a assinatura do certificado para a “procuração”. Com isso, eles poderiam assinar outros certificados eles mesmos, pois tinham um documento “autorizado” por uma Autoridade Certificadora.
Em outras palavras, o “cadeado de segurança” poderia aparecer em páginas falsas sem que qualquer aviso ou erro fosse apresentado pelo navegador, visto que o certificado estaria assinado por alguém “confiado” por uma AC.
Especialistas em segurança estão debatendo o impacto real do experimento. Depois de um susto inicial e do pânico, um consenso está se materializando. E ele é positivo: não há motivo de preocupação para os internautas.
Há motivos para o otimismo. A tecnologia MD5 é considerada vulnerável há muito tempo e pouquíssimas ACs ainda a utilizam. Quando essas poucas empresas passarem a utilizar uma tecnologia mais segura, como a SHA-512, realizar esse tipo de fraude será muito mais difícil. A quantidade de possíveis assinaturas SHA-512 é maior, complicando a criação de um certificado e uma procuração cujas assinaturas coincidam.
Sotirov disse à imprensa que o ataque poderia levar mais de seis meses para ser realizado por outro grupo — tempo suficiente para que as Autoridades Certificadoras que ainda usam MD5 abandonem a tecnologia. O RapidSSL da VeriSign, usado pelos pesquisadores para demonstrar o ataque, deixará de realizar assinaturas com MD5 ainda este mês.
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Enviado por Julio Pacheco – referência (lwn.net).
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PS3: o supercomputador mais barato que existe :-)
Mas caramba, não achava que o md5 tinha tantas colisões assim.
Se não me engano o Linux usa md5 para guardar as senhas dos usuários. Será que não está na hora de usar algo melhor?
Viva o Playstation 3! \o/ Tomara que façam um cluster com eles no meu departamento. ;D
O MD5 é usado em todo canto, no Linux pra senhar no shadown, em quase todo site, etc.
Primeiro são 20 GPUs da NVidia que quebram criptografia WEP, depois 200 PS3 que quebram o MD5. Não quero nem imaginar o que fariam com 2000 torradeiras rodando OpenBSD :D