Será? Free Software Magazine apresenta “10 maneiras fáceis de atrair mais mulheres para seu projeto livre”
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Na minha opinião, é preconceito sugerir que “substituir listas de e-mails por fóruns” e “usar wikis ao invés de sistemas de controle de versão” atrairia mais mulheres aos projetos de software livre – a tese básica em que eu acredito é que as mulheres e os homens aptos a ter interesse em participar de desenvolvimento livre têm a mesma capacidade intelectual relacionada a estas tarefas.

E aí eu concluo, aparentemente diferente da FSM, que adoçar e diluir os projetos não é uma forma equilibrada de buscar trazer o público feminino. Na verdade, nem mesmo acredito que buscar especificamente o público feminino, ou asiático, ou vegetariano, ou de qualquer outra minoria bem-vinda, deva ser uma meta interna dos projetos – para mim, a meta é a participação ser aberta, e aí cada potencial interessado vai encontrar o projeto que lhe atrai.
De qualquer forma, segue trecho e o link do artigo.
“(…) Vamos assumir que você já está de acordo com o valor de convidar mais mulheres à nossa comunidade, ou ao menos comprometido a interromper as coisas que as afastam.
Mas o que você fará a respeito? Como um líder ou fundader de projeto de código aberto, você toma uma série de decisões fundamentais sobre como você irá rodar seu projeto. E é aí que eu penso que as coisas precisam começar: tornar um projeto mais amigável. Depois outro, e assim por diante (…)” (via freesoftwaremagazine.com)
Saiba mais (freesoftwaremagazine.com).
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1 – “em mesmo acredito que buscar especificamente o público feminino, ou asiático, ou vegetariano, ou de qualquer outra minoria bem-vinda…”
Público asiático é minoria? Putz, é uma minoria grande prá caramba…
2 – Tudo isso é perda de tempo; a verdade é que as mulheres são diferentes dos homens (graças a Deus), portanto têm preocupações e interesses diferentes. A maioria delas não quer saber como se fazem programas, como periféricos são reconhecidos pelo kernel, esse papo todo de homem que cresceu quebrando carrinhos (e bonecas, por que não?) só prá ver o que tem dentro.
Ótima iniciativa, o “toque’ feminino é bom em qualquer área. Embora 98% dos nerds não gostam de mulheres, sou um feliz participante dos 2% restante que gostam.
A questão da participação feminina (uma discussão bem mais profunda) está relacionada às culturas patriarcais, à questão do machismo e suas formas de manifestação nestas culturas. No processo eleitoral que vivemos no Brasil, por exemplo, pelo menos 30% deveriam ser candidatas (por Lei), e os partidos sempre encontram dificuldades para preencher as vagas, só para ilustrar.
Concordo plenamente equivocada a idéia de utilizar ferramentas mais simples, isso subestima a capacidade intelectual das mulheres. Alguns mais radicais dirão “elas possuem menos neurônios” ao que elas respondem: “necessitamos menos neurônios para executar as mesmíssimas tarefas que os homens sem prejuízo para os resultados”.
Isso não significa ignorar as diferenças entre homens e mulheres, senão observa-las sob uma ótica não preconceituosa. É importante estudar mais profundamente o fenômeno específico da baixa participação de mulheres nos projetos para poder modifica-lo de maneira adequada.