Projeto que regulamenta as profissões de analista de sistemas e técnico de informática tem parecer aprovado na CCT
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“A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (5), parecer favorável do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao projeto de lei que regulamenta o exercício das profissões de analista de sistemas e técnico de informática. A proposta é de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO) e agora será encaminhada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa.
O parecer de Azeredo excluiu da proposta original (PLS 607/07), por sugestão do senador Renato Casagrande (PSB-ES), a possibilidade de criação de conselhos federal e regional de informática. Casagrande lembrou, ao explicar que a proposição continha um vício de iniciativa, que conselhos federais são autarquias e a concepção desses órgãos é prerrogativa do Poder Executivo.
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) observou que, caso fosse aprovado prevendo a criação dos conselhos de informática, o projeto seria vetado pela Presidência da República. O senador sugeriu que analistas de sistemas e técnicos de informática poderão optar pelo vínculo a algum conselho ou confederação já existente com o qual a profissão tenha pertinência.
De acordo com a proposta, a profissão de analista de sistemas somente poderá ser exercida por pessoas que possuam diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Já para desempenhar a função de técnico de informática, o projeto determina a comprovação de diploma de ensino médio ou equivalente de curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores. Esses diplomas devem ser expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas, ainda de acordo com o projeto.
“É desse profissional que se espera o cumprimento de normas éticas e a colaboração efetiva para que haja segurança nas comunicações e o respeito às normas legais, civis e criminais aplicáveis à atividade”, ressalta Azeredo em seu relatório.”
Enviado por Jeronimo Zucco (jczuccoΘgmail·com) - referência (senado.gov.br).










Em algum país do mundo a informática é regulamentada ?
lá vem a inteligência dos nossos parlamentares…
Olha a coincidencia. Falei disso esses dias e vem mais uma perola dessas.
http://geek.linuxman.pro.br/geek/canudo-pra-que
[]’s
Eri
Essa é aquela proposta que rolou muito tempo atrás de autoria de um senador que era dono/sócio de uma universidade particular?
O projeto dessa forma, é de uma imbecilidade tremenda. Colocam o analista como se fosse o topo da informática, o supra sumo de tudo.
Não há hierarquia na informática. O que há, são funções distintas.
O que tem de ser feito é um Conselho da área de informática para que picaretas não venham da pitaco nesta área.
Eu não fico com nenhum dos 2 então?
Fiz curso técnico em telecomunicações e estou acabando graduação em Sistemas da Informação.
Realmente não tem como levar esse pessoal a sério. Os caras querem que os programadores façam cursos técnicos ou faculdade de análise para que possam escrever aplicativos.
Criam a carreira mas impedem o conselho!? Claro isso é resultado do lobby do Conselho Federal de Administração, que a vários anos tenta abocanhar essa fatia do mercado. Em alguns momentos empresas de informática chegaram inclusive a receber cartas e boletos bancários para que pagassem ao conselho.
Eu concordo que precisamos de um nível de formalização para acabar com a picaretagem, mas não acredito que essa definição do nosso congresso seja o caminho correto para isso.
Claro que as universidades particulares também agradecem.
“De acordo com a proposta, a profissão de analista de sistemas somente poderá ser exercida por pessoas que possuam diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.”
Interessante, quer dizer que engenheiro não pode mais trabalhar com TI…
E lendo o resto eu vejo que discutiram muito sexo dos anjos, mas nada que tenha quelquer impacto positivo para quem trabalha com TI…
Concordo com alguns e acho que o projeto a ser votado deveria ser esse aqui, da SBC: http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-original.html
Um engenheiro mecanico pode exerce o cargo de engenheiro civil ?
“Um engenheiro mecanico pode exerce o cargo de engenheiro civil ?”
Em engenharia vc pode fazer pos-graduação em qualquer outro ramo que seja engenharia também.
Cabelo, creio (torço para) que Telecomunicações seja válido para Informática.
Assim como torço para que os cursos superiores em tecnologia (Tecnólogos) sejam válidos para o cargo de analista, pois é o meu caso.
Engraçado, médico tem que estudar, e só pode exercer a profissão aquele que realemente fez por merecer, dedicou-se aos estudos (seja em faculdade publica ou particular) e conclui a carga horária necessária para ter um bom conhecimento técnico, teórico e humano para trabalhar. É uma das (senão é “A”) profissões que melhor paga hoje em dia.
O mesmo é válido para Engenheiros, Arquitetos, etc…
Aí vem o cara e diz: “Ahhh, mas aprendi sozinho, pela internet a programar, ai não posso programar? Que sacanagem!”
Se você procurar, vai achar no google como aplicar medicações, tratar doenças, construir prédios, entre outros… Ai te pergunto: eu ter lido como curar o cancer na internet me faz digno de curar (por exemplo) a sua mãe?? Veja, eu peguei um outro tutorial e consegui curar a gripe do vizinho!!
Ai vem outros ali e dizem: Só no Brasil! Onde mais fazem isso?
Quero que o mundo se exploda! Quando vão fazer algo que é em prol de todos (sim, porque profissionais melhor qualificados é sinonimo de lucro a todos) vem sempre aqueles que serão prejudicados reclamar… Esse é o BRASIL!
Que a minha profissão seja valorizada! Que meus estudos (segundo grau técnico e Superior em sistemas) sejam uma prova de que sou qualificado! Que eu tenha certeza que ao dar manutenção em algo, a pessoa que fez antes não fez a mer** que encontro todos os dias… Ai vc pergunta: nossa, quem fez isso? - ahh.. foi o sobrinho da fulana… mas nao temos mais tempo nem dinheiro para fazer um novo do zero, entao arrume esse ai…
Agora não vou ser ridiculo e achar que apenas pessoas com o um diploma HOJE devem poder exercer. Esses órgão regulamentadores devem aceitar pessoas que estejam trabalhando a X anos como técnico, e a esse garantir sua qualificação técnica (atraves de provas, sei lá).
Mas daqui para frente, vc eh um guri de 16 anos, gosta de computador? Quer programar? Vai estudar! Vai aprender a tratar clientes, a estruturar um programa, a bla bla bla técnico! Como um adolecente que sonha em ser médico ou engenheiro faz!
Quanto a diferença entre ser analista e técnico, pois bem… Que analista seja aquele que realmente estudou analise (ou passou em uma prova que demonstre que ele tem tal conhecimento). O mesmo para técnico. E que o mercado defina qual (se é que) terá mais importância!
Não sejam mediocres de olhar para o seu proprio umbigo!
Se não tem um curso, corra atras e vá atras!
Para melhorar o Brasil precisamos de pessoas qualificadas! Não de aventureiros!
E o DBA, por exemplo, fica classificado como?
E o programador?
E o engenheiro de software?
Pelo exposto, parece que só existe analista ou técnico.
Isso é absurdo.
Se tem uma coisa importante para fazer era justamente a criação dos conselhos para deliberar sobre ética entre outras coisas. Falam em cumprimento das normas éticas. Cadê o código de ética da informática?
E quem fez curso de tecnologo como é meu caso. Como fica??
Acho que tem vai passar muita agua embaixo da ponte.
“Para melhorar o Brasil precisamos de pessoas qualificadas! Não de aventureiros!”
Cristóvão Colombo foi um aventureiro que… descobriu a América (claro que depois dos nativos)
Bill Gates foi um aventureiro que saiu de Harvard para criar a MS.
Steve Jobs (com Woz) foi um aventureiro que montou uma empresa na garagem de casa (e virou a Apple).
Carlos Slim foi um aventureiro que vendia doces aos primos e se tornou o maior empresário do mundo (e o mais rico).
Silvio Santos foi um aventureiro que saiu das barcas da ponte Rio-Niterói para ter o segundo maior canal de TV brasileiro.
Amador Aguiar foi um aventureiro que saiu das ruas como officeboy para ser dono do Bradesco.
Rolim Rodolfo Amaro foi um aventureiro que não terminou o ginásio e criou a TAM.
Aleksandar Mandic foi um aventureiro que montou a primeira BBS brasileira em sua casa.
Err… de que aventureiros estamos falando mesmo?
Com pessoas como você, para “melhorar o Brasil” nós precisamos é de um novo “povo Brasileiro” :-P
Desde quando eu preciso que o governo estabeleça regras do que deve ser um “profissional qualificado”, me dizendo como devo fazer para ser um?
Por que diabos a @%$# do governo não cuida dos próprios assuntos e deixa de querer ser Deus, regulando cada aspecto da nossa vida cotidiana, social e profissional? Hein???
Enquanto não tomarmos uma providência, isso vai ficar cada vez pior.
Só o “povo Brasileiro” pode dar um basta nessa situação, não é com a cabeça do CalmPelem que iremos conseguir alguma coisa.
Um diploma é apenas um pedaço de papel que diz que você frequentou ou que pagou por aulas. E não pode classificar profissionalmente uma pessoa, não na área de TI. Vivemos num país onde fazer uma faculdade é um luxo ainda para poucos as particulares é inacessível para a maioria pelo valor mesmo com as facilidades de financiamento existentes, as públicas é mais inacessível ainda porque lá está todo o a classe médida alta que fazem segundo grau em colégio particular, cursinhos preparatórios caros em período integral para aprovação no vestibular não dando chance alguma para alunos advindos de escolas públicas. Veja na época de vestibular quem são os aprovados em sua grande maioria?
Creio que a criação de um orgão regulamentador venha trazer vantagens para todos. E principalmente punir os picaretas uma vez que clientes teriam um orgão a recorrer que poderia impdedir que esse picareta a exercer a profissão de modo legal.
Por outro lado os critérios para ingresso nesse orgão deve levar em consideração também o diploma do profissional, mas também outros fatores como área de atuação, anos de experiência, certificações, depoimentos de clientes e muitos outros fatores. Por exemplo tenho um amigo que não tem o segundo grau completo mas tem 4 certificações de rede da cisco como você classificaria ele?
Mas a coisa mais importante a ser respondida QUAIS SERIAM AS ATRIBUIÇÕES DESSE ORGÃO? Estabelecer base e tetos salariais! O mercado já faz isso. Chegar nesse meu amigo e falar que você tem o … maior que o dele porque fez faculdade?
Vocês estão viajando. “Analista de Sistemas” é só um rótulo, um título que irá designar todos que são formados em curso superior da área. Não importa o nome, pode ser qualquer coisa. Todas as profissões tem sub-áreas, mas nem por isso ficam criando profissões diferentes para cada uma. Eu mesmo não me considero analista de sistemas, mas sou formado em Ciência da Computação e não me importo com o rótulo que irão dar pra profissão, contanto que me diferencie como profissional daqueles picaretas não formados que sujam o mercado. Concordo com tudo o que disse o CalmPelem no comentário acima.
Bem, o paragrafo III do Art. 2° parece estar dando uma folta para quem tem experiência no mercado….
III - os que, na data de entrada em vigor desta Lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período de, no mínimo cinco anos, a função de Analista de Sistemas e que requeiram o respectivo registro aos Conselhos Regionais de Informática.[
Continuação do meu comentário acima:
Se continuarmos assim, em alguns anos o governo vai criar um projeto de lei determinando como você deve limpar a sua b***a depois de ir ao banheiro e todos aceitarão passivamente.
A população no Brasil em sua esmagadora maioria acha que o governo tem que fazer tudo por eles. Não é assim que a banda toca, devemos por um fim nisso, e tem que ser já antes que seja tarde demais.
Esta lei é totalmente equivocada.
Como se um diploma fosse sinal de profissional qualificado…
Já vi muita cagada feita por gente formada em universidade federal, inclusive gente fazendo mestrado.
Eu, particularmente, estou terminando minha graduação em Ciências da Computação em 2 anos, mas acho que contratar ou não um profissional com diploma é problema da empresa.
Repetindo… tem muuuita gente com diploma que faz cagadas inacreditáveis (algumas tendo certeza de que a cagada é correta). E não é de se espantar, já que hoje em dia Ciências da Computação e Sistemas de Informação são quase considerados cursos de Java avançados (Sistemas de Informação inclui também marketing, administração, meio-ambiente e moda, assuntos muito importantes para um profissinal de TI).
Já vi muito diplomado que não sabe nada de informática estarem se escorando em estagiários para que a empresa continue funcionando!
Diploma não quer dizer muita coisa, essa questão é muito polêmica e acredito que o Brasil ainda não esteja preparado para formalizar cargos na área de informática.
A comparação com a medicina não cabe… Medicina é uma área muito
mais especializada do que a informática, um médico nem escrever
direito precisa, se um médico souber muito de um órgão que seja
(como o olho pex) já está de bom tamanho. Quantas pessoas fazem
ficam no consultório enquanto o médico te examina? Quantas
participam de uma cirurgia? 5,6 10 que seja… Com quantas pessoas
você precisa conversar (e entender) para fazer um bom levantamento
de requisitos? Sem mencionar que muito provavelmente você terá que
aprender boa parte do negócio (ou já saber) para terminar o projeto.
Então onde está o problema? Imaginar que a regulamentação irá valorizar a nossa área é de uma ingenuidade quase dolorosa. A desvalorização do sofware no Brasil (tomando por base a média da
população) é grotesca, tanto é que 90% dos usuários usa cópias
ilegais de software, sintomático… Se o cara pode ‘comprar’
um suíte como o Office por dezreau por que pagaria 3, 4 mil por
um software comercial personalizado(com muito menos recursos)?
É só comparar em termos relativos os gastos dos indivíduos com
software, a maioria absoluta do que usamos é de serviços ilegais
(como o exemplo que eu dei acima) ou gratuitos (como MSN ou gmail).
O problema de software feito correto com engenharia é justamente um
problema da estrutura da nossa economia: No Brasil é muito difícil
investir e software é um investimento e geralmente muito alto para
pequenas e médias empresas. Nossa taxa de poupança é uma das menores
dos países em desenvolvimento, tanto no bolso quanto no caixa da
empresa somos um povo que simplesmente não consegue investir.
Não é regulação de menos, são juros, impostos e burocracia demais
que impedem as empresas e as pessoas de investir.
Eu tenho nível superior, e tive muita matéria de matemática, o que me deu um grau de abstração considerável.
Por exemplo, variáveis ligadas (Lógica) podem ser usadas em subqueries (SQL).
A quem interessa esta regulamentação? Os nosso lesgiladores são um bando de alienados, só tem idéias “brilhantes” como esta quanto há interesse pessoal ou para grupos que financiou a sua campanha na história.
Quem defende a regulamentação da informática são pessoas que cursaram a faculdade ou estão cursando, e não querem que suas vagas sejam ameaçadas por pessoas mais capazes que ele mas não querem ou não tem como fazer um curso superior.
Talvez seja medo de perder o emprego pra um moleque de 14 ou 15 anos sem curso, mas que sabe muito mais do que ele, de qualquer forma acho uma babaquice essa história de precisar de diploma pra exercer a profissão.
E calmpelem, não conheço você e seus conhecimentos em informática, mas por acaso você se considera mais capacitado que o Marcelo Tosatti?
Porque segundo tua opinião ele não poderia trabalhar na conectiva com 14/15 anos, afinal, ele nem tinha saido do ensino médio, quanto mais tinha ensino superior.
Alias, com 18/19 anos ele ainda não tinha nem entrado na faculdade, não tinha curso técnico de informática e já era mantenedor da série 2.4 do kernel linux.
O Tosatti é só um exemplo entre vários de que faculdade não quer dizer capacitação e que essa regulamentação é estupida.
Porque ao invés de …
…um engenheiro responsável pela construção de um prédio ou ponte ou moradia, não pedimos a assinatura de um famaceutico para dar o “aval” pela obra realizada ?
Porque ao invés de um engenheiro quimico, uma empresa que atua nessa área não contrata um Analista de Sistemas para ser o engenheiro responsável pelos seus produtos desenvolvidos na área quimica ?
Porque ao invés de um médico não vamos a um curandeiro e resolvemos nossos problemas de saúde…e tudo isso com o aval do pessoal do CRM ??
Porque não posso eu mesmo abrir um consultório médico e atuar na área ?? Porque ???? Que injustiça ??? Isso é ELITISMO, isso tem que acabar…não é possível….estão me negando a chance de trabalhar, pois aprendi tudo o que sei com o mestre Google, mas foi mérito pessoal pois eu usei o meu cerebro para compreender diversas questões relativas ao corpo humano.
O mesmo vale para o PopolonY2k Enegenheiro civil, pois com toda a informação que existe disponível hoje, claro que ninguém precisa de estudo para construir prédios e pontes, ainda mais numa área que as regras já estão bem estabelecidas existem séculos….Porque ???
Porque ???????????? Porrrqueeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee? PORRRRRRRQUEEEEEEEE ???
Desculpe…estou exaltado.
#.D
PopolonY2k
PlanetaMessenger.org
Uma coisa interessante que existe nos EUA é a possibilidade do indivíduo ser educado em casa. Ou no caso dos superdotados, fazer provas que atestem a sua capacidade, garantindo a possibilidade de se formar na faculdade com poucos anos de idade. Bom, acho isso legal, mas claro que a maturidade que só se consegue com anos de vida é que irá coroar a capacitação técnica da pessoa. Poderíamos ter algo semelhante aqui. Da mesma maneira que existem pessoas formadas fazendo bobagens, a incidência de pessoas não formadas fazendo as mesmas bobagens ou bobagens piores é muito maior.
Além do mais, como já disseram aqui, cada conselho da vida tem diversas subdivisões. A medicina, por exemplo, abrange uma grande quantidade de especialidades. Isso a ponto de existirem sub-conselhos, ou associações, como o da cirurgia plástica. O CREA, que reúne engenheiros de diversas qualificações. Eu não sou engenheiro, mas sou técnico agrícola e posso me registrar no CREA, caso queira. Claro que a minha capacitação não é igual a de um engenheiro civil, mas posso fazer e assinar projetos de pequenas construções, por exemplo. Ter um norte para nos guiar seria interessante. Ainda mais que poderá ser melhorado com o passar do tempo. Vamos torcer para dar certo.
“…um engenheiro responsável pela construção de um prédio ou ponte ou moradia, não pedimos a assinatura de um famaceutico para dar o “aval” pela obra realizada ?”
Porque engenheiros (civis) trabalham com obras e farmacêuticos com fármacos (ou remédios).
“…contrata um Analista de Sistemas para ser o engenheiro responsável pelos seus produtos desenvolvidos na área quimica ?”
Porque analistas de sistemas, como seu nome diz, analisam sistemas e não compostos químicos.
“…ao invés de um médico não vamos a um curandeiro e resolvemos nossos problemas de saúde…”
Índios vão aos curandeiros e em muitos países orientais (China, Japão, Vietnam, Laos, Camboja, Tailândia) a prática é paralela a medicina moderna (não-tradicional).
“Porque não posso eu mesmo abrir um consultório médico e atuar na área ??”
Você pode, inclusive o direito é assegurado pela Constituição Brasileira. O que você não pode fazer é exercer a medicina sem um diploma de uma universidade reconhecida. Entretanto nada lhe impede de abrir o consultório.
“…usei o meu cerebro para compreender diversas questões relativas ao corpo humano.”
Meus parabéns. Está há volta ao começo da medicina quando tudo o que se aprendia era por prática, tentativa, erro e leitura daquilo que outros já tinham feito.
“…claro que ninguém precisa de estudo para construir prédios e pontes, ainda mais numa área que as regras já estão bem estabelecidas existem séculos….Porque ???”
Creio que o PL versa pela criação de um conselho e não sobre a questão de alguém precisar de estudo ou não. Ademais, as técnicas estabelecidas há séculos são usadas por engenheiros atuais, as quais são combinadas com novas descobertas realizadas por engenheiros ou não.
Mais algum por quê (separado)?
Pessoal, vamos parar de falar e tomar uma atitude: escrevam uma mensagem para os referidos senhores descritos na matéria acima (educadamente, lógico). Eu já enviei a minha; por favor envie a sua também.
expedito.junior@senador.gov.br
eduardo.azeredo@senador.gov.br
Parece-me que o workaround simples é renomear o cargo de “analista de sistemas” pra outra coisa qualquer, como “analista de suporte”.
“…
Garantido o direito constitucional da igualdade, a qualificação de político deve ser elevada ao nível de profissão regulamentada, e conseqüentemente assim como as outras, exigir qualificação técnica para eventuais candidaturas, semelhante ao que ocorre com a carreira diplomática.
…
”
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8044
Vale a leitura
Bom, vou responder a todos que me criticaram :)
Paulino Michelazzo, tenho certeza que muitos aventureiros fizeram e fazem sucesso, mas não estou falando de casos raros! Você citou vários, mas… de quantos milhões de pessoas? De quanto em quanto tempo aparecem esses aventureiros bem sucedidos? Agora vamos lá, vamos pegar países desenvolvidos como Japão, EUA, Alemanha… São países que apostaram (e alto) na educação e qualificação de suas populações. Hoje, você acha que eles colhem os frutos desta opção? Você acha que ao invés de apostar em educação e qualificação eles deveriam ter juntado os 10 maiores e melhores aventureiros para guiar seus povos por caminhos melhores? Se você acha que um aventureiro tem mais chances de dar certo do que uma pessoa qualificada, respeito sua opinião, mas te desejo sorte!
Freedom, desculpe, mas com pessoas com a sua cabeça é que não vamos mudaro Brasil! :P
Pelo o que li, o governo não esta querendo centralizar nele o que deve ser feito, bem pelo contrário, esta deixando a cargo de instituições já existentes na nossa área para garantir e exigir qualificação de nós “profissionais da área”. Me diz, você acha que o Brasil não vai para frente com mais pessoas como eu, que acham que que seus colegas e si próprio devem estudar e saber o que estam fazendo antes de fazer?
Adilson Santos da Rocha, você citou algo muito comum na nossa: picaretas! É o que mais encontro quando faço manutenção em sistema “herdados”:
- Analise?
- Que analise?
- Tem um MER do banco de dados?
- Um o que? Olha não tem isso não! O cara aparecia aqui a cada 15 dias com uma versão e estamos agora com isso ai que vc ve…
Concordo também quanto a educação, vagas e faculdade e tudo mais. Parabéns, seus pensamentos estão 10!
Cadu, diploma não e é, nunca foi e provavelmente nunca será garantia plena de qualidade! MAS é um filtro a mais que as pessoas terão para se garantir contra pessoas má qualificadas. Como disse, não acho que nesse momento deva ser obrigatório o diploma, mas pessoas que não o tenham, que passem por provas de certificação desses órgãos, que possam afirmar que a pessoa é qualificada! Se não for, que se prepare e se qualifique! As empresas filtram profissionais qualificados apenas? Algumas sim, outras não! Hoje a oferta é muito grande para todas as areas da informática, e com a coqueluche de consultorias que esta dando, as empresas pegam o primeiro para mandar para outras empresas, que por sua vez tem outro cara mal preparado comandando a parte de TI, e assim sistemas e projetos de informática raramente cumprem o que precisam, no tempo e com o custo planejado!
ramos1berto, por que não cabe? hoje em dia, os sistemas que fazemos estão presentes em máquinas que cuidam da vida de pessoas! São sistemas que controlam o transito, controlam o pagamento de nossos impostos e tudo mais! O computador e os sistemas (e redes) de informação estão tão presentes que as vezes nem percebemos que ali estão!!! Normalmente quando vc é examinado, tem uma pessoa apenas no consultório (alem de vc), o médico. Em operaçoes sim, tem mais de uma pessoa… mas não entendi pq isso desmerece a minha comparação… Se puder explicar melhor, não entendi quase nada do que tentou passar no seu comentário.
Thomas Fortes, acho que vc esta completamente equivocado. Não tenho medo de perder a minha vaga para ninguem, pois procuro fazer o meu trabalho de forma correta e em tempo hábil, utilizando tudo o que aprendi em 7 anos de colégio e faculdade + a experiencia profissional que tenho. Agora, tenho muito medo dos meninos(as) de 14, 15 anos! Eles normalmente fazem sistemas que não atendem a todas as necessidades do cliente, que acaba desacreditado em profissionais de nossa área. Você não me conhece mas já me prejulgou menos capaz do que o Marcelo TosattiMarcelo Tosatti. Não acho que ele não poderia estar trabalhando com seus 15 anos lá… Ele podia muito bem estar fazendo um estágio técnico com esta idade! Veja, leia isso http://www.timaster.com.br/revista/materias/main_materia.asp?codigo=745 é uma entrevista com o cara que indicou Marcelo para liderar o kernel 2.4…. veja, o cara teve uma formação academica! Incrivel!
popolony2k, essa pergunta que tenho me feito desde que li as criticas a esta lei! Afinal, pq precisamos estudar ainda? Esta tudo na net, qualquer um pode!
Paulino Michelazzo:
“Bill Gates foi um aventureiro que saiu de Harvard para criar a MS.”
Ótimo exemplo! Como ficaria Bill? O maluco nem terminou a faculdade, coitado! ;)
Mas, no geral, fico com o CalmPelem. Acho uma boa a especialização, embora eu mesmo não tenha completado curso superior ou mesmo tenha curso técnico na área — minha formação é o mercado e minha curiosidade natural sobre a área. Mas, no mínimo, isso vai parar com essa história de que o cara da informática é o cara da informática: sabe configurar impressora, instalar memória, Office, Linux, Java, Oracle, o cara sabe tudo!!
É claro, isso só vai fomentar mais e mais cursos fajutos por aí — coisa que acontece mesmo em engenharia ou medicina. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. No fim, vamos ter praticamente os mesmos “profiças” por aí, exceto que ostentando um papel.
Caro CalmPelem
Você misturou alhos com bugalhos. Em momento nenhum comentei sobre a questão de educação ser válida ou não e tenho como premissa que a educação é a base de tudo (vide os artigos que escrevo sobre o assunto).
Posso falar muito sobre o exterior pois lá já vivi e tenho muitos conhecidos em todos os países que citou e em muitos outros. Posso lhe afirmar (ainda não com fontes pois já estou à busca da mesma nos países do chamado 1 mundo) que não existe em nenhum deles a obrigatoriedade de um “conselho de analistas” para a área de TI. Pelo menos nos 22 que já conheci nunca vi nada igual, fosse no 1, 2 ou 3 mundo.
Quanto a achar que deve-se seguir aventureiros, deveria ler a obra “From Third World to First: The Singapore Story: 1965-2000″ do ex-primeiro ministro de Cingapura, Lee Kuan Yew. Nela você poderá ver que seguir um “aventureiro” pode, muitas vezes, tirar um país da colônia e levá-lo ao primeiro mundo em 50 anos.
Você advoga que o diploma é um divisor de águas entre aquele que é bom e ruim, pois vejamos o que o MEC tem a dizer sobre isso: das 43 universidades com cursos de mestrado/doutorado na área de ciências da computação em nosso país, VINTE possuem nota 3 na avaliação trienal da CAPES, ou seja quarenta e seis porcento dos cursos são uma lástima. Acha mesmo que o diploma é um divisor de águas?
Mais um dado interessante: a universidade brasileira mais bem conceituada no mundo (USP) está entre as posições 95 e 130 nos maiores rankings mundiais, apanhando de países latino-americanos inclusive. Como é que você quer que alguém acredite que o diploma é aquilo que reconhece o saber da pessoa num país onde um dono de faculdade (João Netto, Estácio de Sá) diz que “As pesquisas não valem nada. A gente olha todo mundo fazendo tese, pesquisa e tal, mas não tem nenhuma sendo aproveitada. É uma inutilidade pomposa, é uma perda de tempo federal. As faculdades não fazem pesquisa porque não querem jogar dinheiro fora”.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/asp0512200194.htm
Quem faz “filtro” não é um conselho (vide a OAB que convive com advogados de porta de cadeia diariamente), mas sim o mercado. A pergunta que lhe faço é a seguinte: será que alguns dos grandes clientes de Ivo Pitanguy alguma vez perguntou à ele sobre seu diploma? Ou para Adib Jatene, um dos fundadores do Incor de SP e um dos melhores doutores nesta área (mas um péssimo político)? Ou ainda, vou mais perto de nossa área, para Marcelo Tossati quando entrou na Conectiva? Ou ainda a Novell quando colocou Miguel de Icaza como seu vice-presidente?
Acredite, o diploma em nosso país não filtra nada. Não temos a estrutura alemã de estudo onde a criança desde os 6 anos é compelida a escolher sua profissão e área de trabalho (inclusive prática condenada por muitos tanto na Alemanha quando na comunidade européia) ou ainda a americana que valoriza o empreendorismo e também o conhecimento multidisciplinar. Aqui, conselho será somente uma fabriqueta de burocracia que nada trará para o profissional ou para o mercado pois quem sabe mais sobre mercado é o prórpio mercado.
Sds
Resumindo o que penso serem as razões desse projeto:
1) fica criada mais pelo menos mais uma taxa;
2) fica criado mais um cartório, com os devidos empregos, e com um amplo sortimento de dificuldades para que possam ser vendidas facilidades;
3) fecha-se mais uma porta para o povão e dá-se mais um golpe na meritocracia, reservando os empregos formais para aqueles que podem pagar as custas do curso superior;
Quanto ao restante, vai para a informalidade, como acontece por exemplo com a área dos técnicos em eletrônica.
Sinceramente, às vezes me arrependo de não ter aceito o convite de conhecidos para participar de uma viagem só de ida para Tijuana, no início dos anos 80.
O senador Eduardo Azeredo deve se achar expert em informática e só faz projetos equivocados. Vocês não se lembram daquele projeto que os provedores teriam que cadastrar os usuários (CPF, RG, etc)? Era um projeto de lei dele!
No Brasil temos a ilusão que criar leis inúteis resolvem as coisas ou mudam o país. Talvez o Brasil seja o país que mais tenha leis no mundo. Daí vem uma frase famosa de um político que não me lembro o nome: “No Brasil tem lei que pega e lei que não pega”. Adivinhem porque?
Não dá para comparar o medicina com informática, não faz sentido algum. Um erro na medicina pode causar a perda de uma vida humana. Na informática o impacto, por maior que seja, é incomparável. Além do mais, nenhuma instituição ou empresa sai contratando pessoas sem formação ou qualificação. E as melhores se sobressaem, com ou sem diplomas.
Outra coisa, já trabalhei com muita gente de outras áreas (engenharia, matemática, administração, etc) que eram excelentes profissionais de TI. Por outro lado, tem muita gente “formada” nestas faculdades pagou-passou que eu não deixaria nem ligar o meu computador.
Vai ser mais uma lei inútil, vai criar mais taxas para o profissional de TI pagar (ou vocês acham que a filiação a um “CRTI” vai ser na faixa ou baratinho?) e tudo continuará como dantes.
Enquanto isso, o meu Brasi-si-sil continuando com as soluções ineficazes de sempre. Um autoengano atrás do outro.
Por falar sobre isso, tenho problemas estomacais e não posso ler tais projetos de lei. Alguém sabe o que sofreriam pequenos desenvolvedores que trabalham com projetos próprios de software livre?
…
Correio que enviei para a Comissão de Assuntos Sociais do Senado: (scomcas@senado.gov.br):
Senhores,
Me decepcionou a aprovação pela CCJ do projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo, “regulamentando” as profissões de TI (especificamente Analista de Sistemas e Técnico em Informática).
Como aprendemos ao longo da vida, um diploma não é sinônimo de competência. E na área de informática existem inúmeras personalidades que muito contribuíram com ela, sem possuírem a formação específica.
Penso que tal projeto, lamentavelmente, apenas cria mais um cartório, onera os contribuintes com mais taxas e burocracia, e pior ainda, fecha mais uma porta para o povo que não pode arcar com os custos de um curso superior. Ele desestimula severamente o surgimento natural de novos talentos no Brasil. Fará com que muitos cidadãos que atuam na área e caiam na informalidade e ilegalidade.
Peço encarecidamente aos integrantes dessa comissão que estude com muito cuidado o projeto, deêm ouvidos a opinião pública, não apenas aos lobistas interessados no projeto presentes no Senado.
Por favor, mandem correio para eles expressando a contrariedade.
Prezado Paulino Michelazzo….
…vamos às respostas.
Pois é, mas resposta real não seria porque só pode assinar uma fórmula farmaceutica quem é formado na área farmaceutica ??? Ou qualquer pessoa (formado em qualquer outra área) pode assinar como farmaceutico responsável por um produto de saúde ??!!
Ou a resposta correta não seria, porque se não houver um engenheiro quimico responsável para assinar pelo composto quimico industrializado por uma empresa quimica, a empresa não poderá ter seu produto comercializado no mercado nacional ??!!
Isso, realmente diversas práticas indigenas tem base científica, mas na medicina contemporânea como conhecemos isso é a regra de fato ou excessão ? A medicina indígena é reconhecida ? ou se o modelo indigena começar a suplantar o modelo tradicional não teremos um problema polĩtico ??!!
Aí vai minha pergunta novamente ?? Porque não posso ?? Porque ? A resposta não seria, Porque eu não tenho formação (diploma) para exercer a função na área, conforme você mesmo lembrou na sua resposta ??!! Lembrando que para ter o CRM é necessário ter diploma na área.
Se vamos pensar assim, então vamos botar tudo abaixo, seja para a área de TI, Medicina, Engenharia Quimica, Civil, etc etc etc e depois construir tudo de novo sob novas regras.
Precisar não precisa, mas os orgãos reguladores de cada área existem para evitar picaretagens e para manter o mínimo de conhecimento para atuação na área e para ter conhecimento é necessário investimento. E não adianta citar a velha desculpa que o ensino universitário no Brasil é ruim e que não precisa de diploma para exercer a profissão, pois aí estaremos resolvendo o problema da forma errada pois se o ensino é ruim vamos arrumar o problema real que é elevar o nível do ensino na área de TI e não nivelando por baixo.
E quais técnicas regem a área de tecnologia ? As mesmas de 10, 20, 30, 40 anos atrás, que são lógica, lógica, lógica e lógica. Ou estamos falando de Visual Basic, Delphi, .Net, Word e Excel e ícones ?
Precisa de mais algum ??
PopolonY2k
PlanetaMessenger.org
No mais …
…eu acredito que não é o Governo que vai resolver essa questão (como sempre na história desse País) e sim o próprio mercado (como sempre na história desse País), como já está acontecendo naturalmente, pois a fase do oba-oba já passou.
Mas uma coisa deve ser ressaltada, o Governo já está fazendo a parte dele (e faz tempo), vejam os editais de concursos públicos……
…. por acaso existe algum da área de TI que não exige diploma ????
Pois é !!
PopolonY2k
PlanetaMessenger.org
Hummmmm……tô vendo que preisamos dar apoio à lei do Senador Azeredo.
#.D
#.D
#.D
#.D
PopolonY2k
PlanetaMessenger.org
Eu eu estou vendo que precisamos combater essa lei, no nascedouro. Ela está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, portanto, mandem e-mail para lá, manifestem o desagrado:
scomcas@senado.gov.br
T+ …
CalmPelem
“Não acho que ele não poderia estar trabalhando com seus 15 anos lá… Ele podia muito bem estar fazendo um estágio técnico com esta idade!”
Isso, vamos dar um cargo de estagiario a um programador excepcional, vamos deixar os melhores pros formados, mesmo que esses não tenham (e talvez nunca venham a ter) a capacidade do Tosatti, mas já que o Tosatti não tem diploma pior pra ele.
“Agora, tenho muito medo dos meninos(as) de 14, 15 anos! ”
Você está generalizando e ridicularizando programadores de 14/15 anos que talvez sejam melhores que você (disse talvez, não estou afirmando nada sobre seu conhecimento), mas você está acima deles, afinal de contas você tem seu diploma, não é?
“Veja, leia isso http://www.timaster.com.br/revista/materias/main_materia.asp?codigo=745 é uma entrevista com o cara que indicou Marcelo para liderar o kernel 2.4…. veja, o cara teve uma formação academica! Incrivel!”
E?
Em algum momento eu disse que pessoas com formação academica são incapazes?
Pelo contrário, depois de se dedicar 4 ou 5 anos a só uma coisa, se não ficar bom é melhor largar mão dela, eu só não sei o que isso tem a ver com o assunto.
Caro popolony2k,
Mesmo tentando compreender o porquê do não aceite das respostas conclusivas aos seus “porquês”, tomo a liberdade de novamente contestá-lo.
Primeiramente equivoca-se quando diz que “somente pode assinar uma fórmula farmacêutica quem é formado na área de farmacêutica (o correto, farmacologia). O CRF diz que: “Somente poderá exercer a profissão farmacêutica no país, o farmacêutico inscrito em um Conselho Regional de Farmácia.” Muito bem, a lei que rege o conselho (3820/60) diz em seu artigo 14 o seguinte: “Em cada Conselho Regional serão inscritos os profissionais de Farmácia que tenham exercício em seus territórios e que constituirão o seu quadro de farmacêuticos.” E mais adiante o artigo 16 tem a seguinte redação:
Para inscrição nos quadros a que se refere o parágrafo único do Art.14, além de preencher os requisitos legais de capacidade civil, o interessado deverá:
1) ter diploma, certificado, atestado ou documento comprobatório da atividade profissional, quando se trate de responsáveis ou auxiliares não farmacêuticos, devidamente autorizados por lei;
2) ter licença, certificado ou título, passado por autoridade competente, quando se trate de práticos ou oficiais de Farmácia licenciados;
Então meu caro, aquele que possui documento comprobatório da atividade profissional pode ser membro do CFF e por consequência, assinar a fórmula.
Quanto a questão do engenheiro químico, existe um outro equívoco de sua parte. Na questão da medicina atual (não contemporânea porque ela não é), devemos situar a sociedade que queremos parametrizar. Na grande maioria dos países africanos a medicina tradicional suplanta a medicina moderna e em países asiáticos ela anda palmo a palmo com ela. Da mesma forma, dentro da sociedade indígena, ela é superior a medicina tradicional.
A sua pergunta na questão do consultório foi ““Porque não posso eu mesmo abrir um consultório médico e atuar na área ??”” e a resposta por fim fornecida esclarece-a sem maiores problemas. Então o que vejo é que não soube formular a pergunta, seria isso?
Mas aproveitando, não é necessário ser médico para exercer a medicina. Enfermeiros (inclusive aqueles que são de facto) também exercem a medicina de uma forma ou de outra. Não estando contente com a minha argumentação, procuro na lei embasamento e encontro na lei que regulamenta o exercício da enfermagem em nosso país a seguinte redação em seu artigo 2:
Art. 2º - A Enfermagem e suas atividades Auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício.
Parágrafo único. A Enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação.
Olhe que interessante, parteiras são enfermeiras também. E o que é uma parteira? Puxe a lei n. 1.270 de 10/01/1891 (isso mesmo, 1891) que verá.
Quanto as técnicas de informática eu acredito que de ontem até 50 anos atrás muita coisa mudou na tecnologia e ela não é formada somente por lógica. Aliás, tanto mudou que o primeiro computador era um ábaco.
Até mesmo algumas das leis da física que acreditávamos imutáveis, são postas em xeque (vide a Teoria da Relatividade) diariamente. O zero e um pode não ter mudado (como também não mudaram as formas de se fazer arcos na engenharia desde os romanos), mas a forma como é usada mudou e muito.
Finalmente, faço das palavras de Alexandre Oliva, as minhas:
É justificável exigir um diploma na hora de contratar alguém para desenvolver software pare usinas nucleares, aviação e outras disciplinas já fiscalizadas como engenharia. É justificável e deveria ser regulamentada a exigência de certificação dos fornecedores de software para esse tipo de situação. Isso se compara às exigências que justificaram a proibição ao exercício de profissões como medicina e engenharia civil. De resto, é só elitização, que, com a proliferação de cursos superiores do tipo “adquira seu diploma em 48 vezes sem juros”.
Sds
Lembrem-se a medicina já existe a mais de 500 anos. Por isso tem condições de ser regulamentada.
A informática, como vemos hoje existe a menos de 20-25 anos, pelo menos como curso superior.
Esta lei nao funciona por uma simples razão. Não existem profissionais formados suficientes para atender a demanda do mercado.
Caro popolony2k,
Finalmente, antes de dormir,
Existe sim concurso que não exige diploma. Leia a ata do conselho da UFRJ sobre a decisão de candidados com “notório saber”.
O resumo é o seguinte:
“RESOLUÇÃO Nº 11/2005. O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em sessão de 09 de junho de 2005, resolve:
Art. 1º O título de notório saber, para fins de concurso para cargo docente na Universidade Federal do Rio de Janeiro, será concedido àqueles solicitantes que comprovarem, cumulativamente:
I – experiência e desempenho em atividades profissionais que os distingam como reconhecidas lideranças na área do conhecimento cujo título for pretendido;
II – realização de trabalhos e iniciativas, em nível nacional e/ou internacional, reconhecidos como contribuições significativas para o desenvolvimento da área do conhecimento;
III – desempenho de atividades e ações que tenham contribuído para o fortalecimento da pesquisa no país ou no exterior.
Art. 2º A solicitação do título de notório saber deverá ser encaminhada pelo interessado ao Diretor da Unidade a que corresponde a área do conhecimento na qual ele desenvolveu suas atividades profissionais.
Art. 3º O Diretor da Unidade encaminhará a solicitação ao Programa de Pós-Graduação com doutoramento na área do conhecimento correspondente ou, no caso de inexistência deste, a Programa de Pós-Graduação com doutoramento em área afim, para elaboração de parecer circunstanciado, que deverá ser aprovado pelos respectivos Colegiado e Congregação.
Parágrafo único. O parecer circunstanciado deverá ser emitido a partir da análise do memorial elaborado pelo interessado, devidamente documentado, e anexado à solicitação inicial.
Art. 4º O parecer circunstanciado será encaminhado pelo Diretor da Unidade ao Conselho de Ensino para Graduados, a quem cabe reconhecer, em decisão final e irrecorrível, o notório saber do interessado.
Parágrafo único. A decisão do Conselho de Ensino para Graduados será tomada mediante votação secreta e favorável de pelo menos dois terços dos membros.
Art. 5º O título de reconhecimento do notório saber será emitido pelo Reitor, sendo assinado pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e pelo interessado.
Art. 6º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação no Boletim da Universidade Federal do Rio de Janeiro.”
Observe que em nenhum momento são comentadas as palavras “diploma”, “certificado”, “canudo” ou coisa que o valha.
Sds
Só um exemplo…
Mas acho engraçado exigir diploma pra alguém, por exemplo, instalar e configurar Linux num servidor (de uso crítico ou não), sendo que o código que vai estar rodando lá foi feito por milhares de pessoas ao redor do mundo, com diploma e sem diploma, adolescentes e adultos, formados em enganharia da computação ou em direito.
E às vezes (quase sempre) o cara que vai instalar, que tem diploma, mal sabe instalar e configurar, quanto mais modificar o código para melhorar ou corrigir um bug. Até porque gente formada nas universidades do Brasil *que só aprenderam o que foi ensinado* só sabem Java e um pouquinho de tudo (sem no fim saber nada).
Diploma não indica quase nada. Eu, sem nem ter feito o primeiro ano de faculdade, certa vez fiz uma prova de seleção de administradores de rede para entrar no meu lugar, pois estava indo para outra empresa. Foi engraçado entrevistar gente fazendo mestrado. E triste ver que menos da metade sabiam escrever com semântica e/ou sintaxe correta.
Mas entendo a preocupação dos diplomados… é difícil conseguir um emprego no Brasil com diploma, quanto mais sem diploma. Agora… quem é bom mesmo, não precisa de diploma pra conseguir emprego (e também não precisa ficar chorando e gritando e batendo o pé pra mostrar porque uma lei estúpida dessas devia ser aprovada).
Tem muita gente porca e teimosa atuando como analista de sistemas. Não entende sequer o conceito básico de MER ou OOP e saem modelando lixos de tabelas e sistemas por aí…o duro que quando você vai explicar para o ser como deve ser o negócio, o cara teima contigo porque ele já faz isso desde o tempo que o Cobol era rei….daí falar o que?
Tem de mandar esse povo pra escola SIM!
Cliente não sabe distinguir um serviço bem feito de um serviço mal feito, simplesmente porque na “telinha” fica tudo muito parecido…daí os profissionais de verdade são obrigados a baixar os preços e tomar prejuízo por causa dos picaretas que acham que sabem alguma bosta e saem fazendo qualquer merda por aí…
Instalar um sistema operacional é simples, configurar a segurança também o é, porque tudo está pronto e você só tem de seguir alguns tutoriais pra fazer a coisa funcionar….mas entender realmente o porquê de cada passo que está sendo dado na instalação e na configuração de serviços, redes e segurança, modelar sistemas que realmente atendam necessidades das empresas e prevejam situações futuras seguindo as boas práticas de manutenibilidade e legibilidade e resolvendo de fato problemas complexos com regras de negócio…isto é outra coisa…não é qualquer scriptkiddie que faz..tem de estudar SIM!!
Vai estudar!!!
Só complementando…acho que pra ser analista devia ter uma prova semelhante à da OAB para os advogados…
Concordo com o Old User, o que deve ser feito não é a exigência do diploma, mas sim uma prova para comprovar o conhecimento.
Qualquer pessoa que passar na prova (independente de ter cursado uma faculdade) tem o direito de exercer a profissão.
Aqueles que fizeram uma faculdade e passaram se “apoiando” nos colegas de classe talvez não conseguirão passar nessa prova de avaliação.
Porque pra mim é pra isso que serve esse Conselho, nivelar por cima o nível dos profissionai de computação e acabar com os picaretas, tendos esses picaretas curso superior ou não.
Pessoal Pelo Amor de DEUS!!! VAMOS ACORDAR!!!! nós precisamos SIM de um CRC, CRI ou como queiram chamar, um número que identifique um profissional CAPACITADO E GRADUADO a desenvolver software, cuidar de REDES DE COMPUTADORES, EAD etc… etc… etc… etc… e o governo tem que exigir isso de empresas com um piso assim como uma farmácia tem um farmacêutico, um laboratório tem um químico um hospital tem médicos e enfermeiros e por ai vai!! PORQUE? pra valorizar o profissional que investiu MUITO do seu tempo e dinheiro em estudos.. e não ME VENHAM FALA BESTEIRA dizendo que é mesma coisa um cara que “sabe” fazer de um que eh “HABILITADO” a fazer!!! é o mesmo que dizer que um curandeiro é igual a um médico!!! faça me o favor!!! e o sobre o título falaram um monte de asneiras!!! analise de sistemas não quer dizer que vc tem que analisar programa de computador!!! vão procurar no dicionário o que significa sistema! pelo amor de deus!!! eu sou da área de redes e ficaria muito feliz de ter um título FEDERAL reconhecido.. seja analista de sistemas ou seja qqr outro! o engenheiro de tele é engenheiro e tem o CREA.. o advogado é advogado e tem a OAB… o Medico, psicologo até o terapeuta tem os numeros deles e o reconhecimento por isso! e porque eu que so formado em ciência da computação não posso ter? se estudei 5 anos fiz os meus 2 trabalhos de conclusão me envolvi em pesquisas, foruns, congressos e gastei mais de 50 mil reais?! o RETORNO não eh justo?! sim acho que é quem nao tem o titulo que corra atrás !!! mais o Brasil tá acordando e não é só nesse sentido! é em vários! e GRAÇAS á DEUS!!! logo logo desse mal nós do time dos HABILITADOS vamos estar em um MERCEDIDO degral acima da cadeia de profissionais! assim como tem Técnicos com CREA tem os ENGENHEIROS com CREA e cada um tem o seu valor de remuneração diferenciado! assim como cada um investiu MUITO diferenciadamente! nota UM MILHÃO para o projeto!
Parafraseando nosso amigo Linus, “a regulamentação é irrelevante”.
Quem acha que a regulamentação muda alguma coisa é porquê não conhece as profissões que já estão regulamentadas.
Os pisos salariais não são respeitados. O exercício ilegal da profissão é tolerado em todas, exceto na medicina, por motivos óbvios.
O importante é a classe se organizar, não importa se sob uma entidade sindical, ou uma entidade independente, ou as duas.
O pessoal de Informática precisa se unir para organizar a legislação de Informática. Não na questão salarial, nem de exercício da profissão, mas sim participar da criação das novas leis que vem surgindo sobre regulação de Internet, padrões de arquivos e protocolos, etc.
A educação que estão falando não existe no Brasil, excluí muitas pessoas, segrega a informática que hoje é tão unida. Esse projeto de lei vai contra a filosofia livre.
Na minha opinião a qualificação profissional tem que ficar a cargo da empresa, não do “governo”.
Existem certificações para Linux, Redes, etc… Mas e o auto-didatas?
Eles são os maiores inventores/investidores da informática, criam coisas novas a todo instante. Isso é matar essa classe.
Esse projeto de lei quer é mandar um boleto para nossa casa! Diga não!
Sou a favor da educação gratuita e de qualidade, enquanto isso não existir no Brasil não sou a favor desse projeto de lei.
Hãh… Comparar Japão, Alemanha com o Brasil é complicado, pelo menos por enquanto,
filosofia livre pra mim é eu ir no mercado e pegar o que eu quiser! ir na padaria e pegar o que eu quiser! ir no posto de gasolina e pegar o que eu quiser! enquanto esse dia não chega! não quero que minha profissão seja “LIVRE”
Old User,
A exigência da prova sim seria algo democrático para a “profissão” desde que ela fosse dirigida as diversas áreas dentro da computação e que não fosse excludente no quesito “graduação”. O sistema universitário para cessão de pontos aos professores cairia bem neste modelo, onde aquele que “ganha mais” é aquele que possui mais pontos contados no conjunto de tempo de serviço, atividades de pesquisa, projetos, congressos, seminários, etc.
Mas o que se propõe não é isto. É elitizar mais uma profissão, tal qual são engenheiros, advogados e médicos e com isso assegurar um pouco mais de emprego para estes que mesmo torrando 50 mil reais do bolso numa faculdade, ainda não escrevem corretamente o nosso idioma oficial.
Sds
Thomas Fortes, em momento algum estou falando que Marcelo Tosatti como estagiário deveria ter restringidos seus dotes para programação.
Não estou generalizando! Que vivencia e experiencia um garoto de 14/15 anos tem para compreender os requisitos gerenciais de uma empresa?
Falo por mim mesmo! Quando tinha 16 anos fiz meu primeiro sistema para uma empresa, ganhando na época 2000 reais por algo que no mercado de trabalho valia 20000. O sistema funcionou? Sim, era uma mescla do que se tinha com o que se esperava (o que facilitou). De lá para cá sofreu várias manutenções por terceiros, e não sei (pois perdi contato) se ainda esta em uso! Hoje, olhando o programa sou capaz de pensar: “Puts, na verdade o cara precisava disso” ou “Se tivesse feito isso ou aquilo pro cara, como fiz em outro, com certeza o sistema seria mais produtivo”.
Você tem mais que 15 anos? Se tem pelo mais que 1, não acha que suas opiniões forma como vê as coisas mudou de lá para cá? Você não amadureceu de la para cá profissionalmente? Faria um sistema, ou o serviço que vc faz, com a mesma qualidade que faria hoje?
Desculpe, mas se sua resposta for sim, aconselho fazer o vestibular e entrar em uma facudade! Vc nao vai reaprender a roda, mas vai ver que aprender que para fazer um carro andar existem outra pecas que estão por baixo do capo, e que com elas, o carro anda mais fácil!
O exemplo do carro é bom:
Um carro sem conteudo (motor) anda? Anda ué! Só empurrar ele, ou largar na descida… mas ao chegar na primeira subida o que acontece? Ele PARA!
Encare isso como sua vida profissional! Vc sem conteúdo, qualificação e estudos é capaz de fazer um trabalho? SIM é! Temos o google para isso certo?!?! Agora, na primeira adversidade que surgir empaca! E se vc for um picareta, vai largar o carro e largar para outro tentar guinchar ele!
Tomas, se vc se deu o trabalho de ler vai ver na reportagem que passei:
- Onde e em que você é formado?
- Sou diplomado com honra em Ciência da Computação pela Universidade de Wales. E por causa da universidade é que eu fui parar no País de Gales e depois acabei ficando por lá.
Veja, o cara tem orgulho de dizer que é formado com HONRA! Por que? Porque ele é de um pais “desenvolvido” onde a educaçao e qualificação é algo que faz a diferença.
Mario, vc diz que não tem sentido comparar com um médico, porque um erro lida diretamente com a vida de uma pessoa. Pelo que noto, não leu todo o meu comentário. Veja, vc não percebe o quanto a informática esta no seu dia a dia?
Se vc trabalha para uma empresa de saude, e esta fazendo um sistema para enviar resultados de laboratorio para pacientes. Se vc fizer uma cagada e mandar para o cara que ele esta morrendo! Vc nao esta lidando diretamente com a vida desta pessoa?
Se vc trabalha para um hospital e cria o sistema que irá gerenciar a aplicação de medicamentos, faz um sistema que “esquece” de avisar o enfermeiro que deveria dar uma medicação para um paciente, ele morre… Quem foi o culpado pela morte dele?
Se vc trabalha para um banco e fez o sistema que controla o débito em conta corrente para alguma coisa. Seu sistema foi mal feito, e ele debitou a mais de alguem, que nao teve dinheiro para ir ao mercado, se estressou num 0800 da vida, brigou com a mulher, pq ela acha que ele foi culpado, e sabe-se lá que implicações isto tera na vida deles… Vc nao eh culpado por estas vidas?
Poderia ficar aqui até amanha lhe dando exemplos de como a informatica influencia DIRETAMENTE na vida das pessoas, mas acho perca de tempo, pois se vc nao ve isso, vc nem da area de ser!
Só para fechr: ranto se fala: “Menino, estude para ser alguem na vida”. E quando tem uma lei que quer forçar alguém que quer prestar serviços a estudar, tem gente que é contra! Vai enteder!
Na minha opinião existem dois problemas importantes nessa regulamentação. A primeira a vista a total inexistência de conhecimento dos níveis de profissionais e cursos na área de tecnologia no momento da classificação dos mesmos por parte dos parlamentares. Notem que eles simplesmente dividiram entre Técnicos e Analistas de Sistemas. Acho que primeiro devem procurar saber que existem Engenheiros da Computação, DBAs, Programadores e a partir disso verificar em que níveis seriam enquadrados.
Outro ponto serão os protestos e resistências por parte daqueles que não cursaram faculdade e acham que isso é ridículo porque na verdade é a desculpa que encontram para justificar sua falta de vontade em estudar. Fico decepcionado quando leio coisas do tipo “E sim, nível superior é coisa de gente medíocre, pelo menos quando se fala em TI”. Por isso que somos um país de terceiro mundo, um lugar onde não se valoriza a educação não merece crescer mesmo. Só para finalizar a regulamentação não é uma divisora de águas entre profissionais bons dos ruins, mas sim o reconhecimento para aqueles que investiram em suas vidas. A grande maioria das profissões medicina, agronomia etc são regulamentadas e somente as pessoas habilitadas podem exercê-las, ou vocês confiariam um filho a um cara que baixou um tutorial de pedriatria e aprendeu sozinho?? Quem iria responder por ele caso acontecesse algo errado? Então está na hora desse país acordar para esse fato, pois a área de TI se tornou uma das mais importantes nos tempos atuais. Os auto-didatas que me desculpem, luvo suas iniciativas em aprenderem sozinhos, mas está na hora de estudar de verdade.
Alexandre Hoffmann - Analista de Sistemas
Ê paisinho subdesenvolvido de merd*.
Me digam qual é o país onde pra se trabalhar com informática é necessário regulamentação ?
Pessoas com muito diploma e nenhuma competência, isso é o que temos demais nesse país.
Essa lei foi feita especialmente pra esse tipo de gente.
Pessoal, só pra constar. Se o diploma no nosso caso fizesse a diferença nós não teríamos nada funcionando hoje, a informática seria um CAOS, ninguém conseguiria colocar um sistema no ar ou desenvolver um aplicativo que fosse, nem pra somar 1 + 1.
Dizer que isso vai mudar tudo, que vai tornar o Brasil e o mundo melhor, que vai acabar com a picaretagem é um absurdo, chega ao nível máximo da imbecilidade.
TODOS concordamos que precisamos nos organizar e profissionalizar as relações, agora comparar atividades tão diferentes como o uso da mente para gerar novos códigos informáticos com a medicina (que se baseia em livros escritos a 50 anos para ensinar) que segure regras rígidas, scripts e teorias não tem a menor lógica. Sejamos lógicos, afinal é esse o nosso nicho.
Alguém ai no auge da bestialidade disse que os exemplos do Michelazzo eram poucos em milhões, mas e os bons profissionais em todas as áreas, aqueles que se destacam, não são poucos entre milhares (até milhões), diz aí um nome de médico de destaque?
Essa discussão está perto de se tornar flame, com um monte de trolls aqui no meio, acho que alguns sequer são da nossa área, por isso falam tanta baboseira. Só isso explica.
Só para citar, eu conheço médicos que são excelentes programadores, que desenvolvem aplicativos. Temos médicos na comunidade de desenvolvedores do debian, sabiam? O que fazer com ele? vamos proibi-lo de desenvolver, vamos expulsá-lo? Ou quem sabe quima-lo na fogueira, pelo futuro da profissão, do aprimoramento e supremacia da raça?
Afinal se não tiver diploma na área não pode né?
Aqui no Japão não é preciso, não é de hoje essa conversa de regulamentação no Brasil…esses dias um garoto de 8 anos entrou em uma faculdade de direito, não me lembro o estado…por ae vamos vendo a situação do ensino no nosso país…não entendo a preocupação do cara formado, se você é bom, sem dúvida vai encontrar espaço.
É incrível ver que tem gente que ainda apóia uma frankstein desses.
Mas o bom vai ser quando um desses “conveniados” fizerem as cagadas que lhe são peculiares. Aí vc só vira e diz: “Ué, mas você não é filiado ao conselho ? Voce não passou exame do conselho ?”
Ao invés de tentarem melhorar a qualidade do ensino no país, nego me sai com uma dessa.
O que mais vejo aqui no trabalho (trabalho com redes) é engenheiro de redes que não sabe nem fazer cálculo de subnet. Outro dia um cara recem-formado tava me perguntando o que era IS-IS. Incrível. E o cara passou 5 anos estudando só essa merd*.
Esses aí é que vão ser os futuros “membros” desses conselhos de meia tigela.
É simples: quem faz cagada, tem que pagar. Se um médico faz uma cagada, (via de regra) existe um conselho de medicina pra ir lá e fazer o cara pagar pelo erro. Se um engenheiro faz cagada, (via de regra) tem o CREA pra ir lá e responsabilizar com o cara.
Agora, aparecem um monte de picaretas com um monte de lixo por aí, vendendo sistemas, fazendo empresas terem prejuízos, até QUEBRANDO EMPRESAS (já vi casos em que haviam furos no sistema de certos “analistas” que deixaram erros grotescos no sistema, aproveitaram e desviaram dinheiro de uma empresa).
Eu não concordo que só quem tenha diploma possa exercer a profissão. Sou a favor de o cara fazer uma prova e demonstrar seu conhecimento. Só que aí, meu amigo, tem que ter COMPROMISSO! Se você fizer alguma coisa mal-feita, não cumprir prazos, não fazer a coisa certinho, você vai ter que pagar por isso e ser RESPONSABILIZADO.
Não sei se vocês concordam, mas essa é a minha visão.
“- Onde e em que você é formado?
- Sou diplomado com honra em Ciência da Computação pela Universidade de Wales. E por causa da universidade é que eu fui parar no País de Gales e depois acabei ficando por lá.
Veja, o cara tem orgulho de dizer que é formado com HONRA! Por que? Porque ele é de um pais “desenvolvido” onde a educaçao e qualificação é algo que faz a diferença.”
Só para corrigir… ele não quis dizer que foi formado com honra, no sentido de ter honra da formação. O que ele quis dizer é que ele é formado em BsC Computer Science (Honours), significando que ele levou um ano a mais para se formar e fez uma tese.
Agora… sobre esse negócio de país desenvolvido onde educação faz diferença eu desconheço. Estou morando na Australia, e poucos aqui mal terminam o ensino médio (aqui tu podes terminar antes, não precisa fazer os dois ultimos anos), quanto mais ingressar na faculdade.
Antes de falar como se soubesse de tudo, é melhor se informar um pouco. Viu? Tem coisas que uma graduação não ensina.
Tem muita gente aqui que fica querendo se justificar por ter ou não ter diploma. A pérola do post “canudo pra que” foi até pior do que a idéia de regulamentação proposta. A discussão é relativa à regulamentação das profissões de analista de sistemas e técnico em informática, e não se você é o cara mais inteligente daqui porque não fez curso superior ou se você é muito bom porque fez curso superior.
Não fez curso superior? Não precisa sair dizendo que é o bom da boca porque não perdeu seu tempo com curso superior. Não aja como alguém com uma mentalidade pré-adolescente, que precisa mostrar que é melhor. Há muitos cursos superiores ótimos hoje em dia. Alguns deles, inclusive, já te dão conhecimentos e certificações interessantes, como Cisco, Oracle, etc. Dê uma olhada nas opções, ora! Ou você acha que não tem nada a aprender nesses cursos porque é bom demais?
Fez curso superior? Não precisa sair dizendo que isso o faz o bom da boca e quem não fez é incompetente. Não é essa a questão. Não aja como um “pós-adolescente” arrogante que se julga superior por causa de um canudo. Muitas pessoas por aí sem diploma podem superá-lo pelo simples fato de que eles estão correndo atrás do conhecimento enquanto você se vangloria por sua formação. Acha que o diploma é grande coisa? Não é.
“Eu não concordo que só quem tenha diploma possa exercer a profissão. Sou a favor de o cara fazer uma prova e demonstrar seu conhecimento. Só que aí, meu amigo, tem que ter COMPROMISSO! Se você fizer alguma coisa mal-feita, não cumprir prazos, não fazer a coisa certinho, você vai ter que pagar por isso e ser RESPONSABILIZADO.”
Cara, compromisso é uma coisa que bons profissinais tem independentemente destes de terem um diploma ou não.
Do jeito que vc colocou, parece até que no momento que o cidadão pegar a carteirinha, uma mágica Kafkaniana acontece e o cara se torna o SUPER PROFISSIONAL.
Profissional ruim tem em qualquer área, não é um conselho que vai diminuir ou erradicar-los.
Sou Bacharel em Matemática, e tenho Mestrado Sistemas de Computação. Dou muito valor à educação formal e acho que ela expande os horizontes de que a busca.
Mas isso é um MEIO e não um FIM.
Diploma não deve ser usado pra garantir emprego. O que garante emprego é a competência do profisional.
Empresa quer lucrar e pra isso ela vai sempre escolher o melhor profissional. Nos EUA e em paises desenvolvidos, os contratadores estão se lixando se vc tem um pedaço de papel dizendo que vc passou 4 anos estudando ou não. O que eles querem é saber se vc tem capacidade de ajudar a empresa a ganhar dinheiro.
Eles preferem contratar um CCNP sem curso superior que contratar um cara com mestrado em Redes com nehuma prática ou certificação.
Aqui é essa putari*.
Maso mais engraçado é ver um bocado de gente com Doutorado e Mestrado trabalhando na segurança e criptografia de um sistema, milhões de doláres investidos e no outro dia um moleque de 14 anos vem e quebra.
Cadu, pelo jeito a falta de tbm não. Vc interpertou meu texto como quis. Não coloquei no meu texto que ele foi honrado ao receber seu diploma! Incluise ressaltei que ele tem orgulho por ter se formado com HONRA, pois ele colocou isso no texto dele justamente para enfatizar isso que vc veio a dizer, que estudou mais que o comum (e por isso, na minha opinião é um dos grandes nomes que temos hoje).
Na Australia as pessoas não estudam? Não dúvido, talvez por isso seja um pais que paga para “matarem sapos cururus e gatos selvagens” que foram levados para controlar a ploriferação de outros animais, e acabaram “dominando demais” o território. Talvez por isso estejam importando mão de obra também!
Não acho que sei tudo, e muito menos que tudo que sei aprendi em uma faculdade. Só acho que minha profissão deve ser levada a séria!
Não acho que o doutor que programa para o Debian deva parar de o fazer, bem pelo contrário, se isso é um passa tempo para ele, que curta e desfrute de seu passatempo! Agora, vc acha que eu formado em Analise posso chegar e resolver tratar um paciente dele? Acho que não né. A mesma coisa penso dele. Ele pode ser um médico muito bom, mas se quiser desenvolver sitemas, que estude para isso, como o fez para praticar a profissão de médico! Veja estou de profissão, não de passatempo ou de pessoas que exporadicamente fazem o que faço.
E um troll agora:
Cadu, vc posta pagando de experto e inteligente, mas tem uma foto com a bocarra aberta… fazendo careta! Antes de querer se achar um profissional, se poste como tal.
Primeiro: O Brasil não pode ser comparado a Japão, EUA ou Autrália, então já que são tão viajados deveriam perceber que a formação da sociedade assim como a estabilidade econômica é bem diferente. O valor do dinheiro é outro, nem se compara. Falo isso porque fui para os EUA e sei bem como funciona. Um lugar onde os faxineiros conseguem ganhar grana pra se manter e guardar então pra que estudar????
Segundo: No caso do Brasil educação é necessária “SIM”, pois somente com ela vamos diminuir as desigualdades sociais e econômicas.
Terceiro: É por conta de gente como vocês que o país continua na mesma, se acham que curso superior não deve ser valorizado somente porque não tiraram a bunda da cadeira pra sair de casa e ir estudar então vão morar mesmo no Japão, EUA ou Austrália.
CalmPelem, obrigado pelo elogio! Também gosto dessa foto… ;)
E só pra esclarecer, essa foto foi tirada numa aula da UFSC, em que o professor não fazia chamada e pediu pra eu tirar uma foto de todo mundo presente, e a minha foi assim, de boca aberta, bem descontraída.
E sobre a questão de relacionar esperteza e inteligência com aparência e uma foto divertida eu deixo pra tu mesmo pensares.
Agora vou dormir. :)
CalmPelem (usuário não registrado) em 11/03/2008 às 10:51 pm
Bem, o governo quer sim centralizar nele o que deve ser feito, e sabe o que mais? Isso é na verdade mais uma desculpa para interfir nas relações privadas da sociedade, uma lei facista que não vai beneficiar ninguém a não ser as tais “instituições” que você falou - e o bolso do governo, lógico - porque depois do fim da CPMF eles agora vão arrumar qualquer desculpa para meter a mão no nosso bolso.
“IPEA E RECEITA ESTUDARÃO POTENCIAL TRIBUTAÇÃO DE RIQUEZA IMATERIAL”
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/05/materia.2008-03-05.2625510089/view
http://maovisivel.blogspot.com/2008/03/mais-uma-do-pochmann.html
Sabe o que isto significa? Tributação da Internet! Mais uma do desgoverno. E éééééééééééééé do Braziul, ziul, zuilllll
Entendeu o que estou tentando dizer?
Eu não quis dizer isso; eu disse que se todos concordarem com tudo o que o governo propõe sem reclamar, dentro em breve teremos que pedir permissão à eles para saírmos da nossa própria casa e andar nas ruas por exemplo. É obvio que estudar e saber o que estão fazendo é muito importante, mas o foco é que não cabe ao governo decidi-lo.
E esse é o ponto da questão, como disse nos meus comentários acima não podemos deixar isso acontecer. De jeito nenhum.
Também me graduei em Sistemas de Informação.
Concordo com o que alguns dizeram ai, teria que ter um conselho mesmo sobre nossa área.
Eu vou fazer uma pos em Arquitetura de Software e especializações e um MBA ou MBI em banco de dados.
A área de informática é grande e cheia de cargos definidos e distintos, apesar que alguns são parecidos com outros.
Um Analista de Sistemas pode dar suporte igual a um Analista de Suportes.
Um DBA pode até programar dependendo do caso , com Oracle um DBA pode fazer uma aplicação bacana.
E por ai vai só que concordo que existem os bons profissionais e os picaretas que queimam o filme do pessoal correto do informática.
Então um Analista , DBA , técnico e outros cargos deveriam ter profissionais gabaritados com cursos sejam de nivel de faculdade ou técnico.
Parem de reclamar e vão estudar.
Perguntaram sobre os o caso dos certificados sem curso superior. Acredito que não tem como serem equiparados com graduados, ele é especialista em UMA tecnologia/produto. DBA tem de entender de bancos de dados, independente se é microsoft ou oracle… MCDBA é um DBA especialista em produtos microsoft. Mas sem formação esse sujeito fará um bom projeto? boa modelagem?….
Parem de olhar para o próprio umbigo e pensem na profissão de uma forma geral, se pensarmos somente nas excessões não haveria regra nenhuma no mundo.
Sou a favor da regulamentação da profissão de informata e criação de conselho de classe. Acredito que muito a ser debatido será na criação desse conselho, não na regulamentação.
“Só não deseja a regulamentação aqueles acomodados que muitas vezes (não generalizando) prostituem o mercado, ou seja, não tem qualificação nenhuma, fornecem serviços de péssima qualidade, ainda por cima não querem se atualizar e por conta dos quais consequentemente a profissão acaba sendo desmoralizada.”
Assim fica fácil de trabalhar, não investe uma vírgula e concorre deslealmente com os profissionais que passaram 4 ou 5 anos se qualificando pra entrar no mercado. Na minha opinião todos temos a ganhar com essa regulamentação, ganham as empresas, e ganha o mercado. O que se discute aqui também não é competência, pois profissionais incompetentes existem em todas as áreas sendo formados ou não, porém, concordo que as Universidades te mostram o caminho das pedras, ou seja, aprendemos a forma correta de fazer e entre saber o certo e achar que está fazendo o certo tem diferença. Logicamente a lei não vai garantir que existam somente profissionais com competência mas avaliza que você tem condições de fornecer serviço de qualidade e terá um conselho pra responder por você ou mesmo te destituir caso venha fazer uma merda.
Hoje, quando um picareta faz uma m…quem impede que ele continue fazendo a mesma m…novamente????? Ninguém ou nada. Eu não sei porque tanta controvérsia a respeito quase todas as profissões são regulamentadas e ninguém fica estressado por isso.
Portanto acho infundadas as afirmações de que “tanto faz cursar ou não uma faculdade”, medíocre é quem tem a capacidade de falar isso.
Estão chateadinhos proque agora vão ter se qualificar pra concorrer nos mercado. Acabou a tetinha..vamos lá levanta a bunda dessa cadeira e vai fazer vestibular…..babaca.
Este negocio de regulamentar tudo é papo furado, e sim eu confiaria a vida de meu filho para uma pessoa que se mostra capaz de cura-lo, tendo diploma ou não esta pessoa. Diploma não comprova conhecimento, só ajuda gente burra a decorar e fazer trabalhos medíocres, para mim dado o momento que a pessoa começa a estudar alguma coisa, ela tem que correr atrás suar, trabalhar, errar, trocar conhecimentos, e ai sim teremos certeza de que este é um bom profissional, diploma só significa que a pessoa gastou tempo e dinheiro para nada. por mim somente orgões regularizando a profissão são mais do que suficientes.
Povo acorda até quando vamos deixar a nata, dominar nossas vidas e nossas ações?
Por quanto tempo vamos deixar um médico que esquece o bisturi dentro do paciente, e cheira pó antes de uma cirurgia, processar um terapeuta, que através de tratamentos não ortodoxos, cura coisas que este médico jamais curaria e faria o paciente passar o resto da vida tomando remédios.
Queremos isto para a informática, vamos deixar a ultima vertente livre de nosso mundo, na mão de um povo que mal sabe somar dois mais dois, de um povo que entra numa faculdade de engenharia da computação e não sabe ao menos ligar um computador e utilizar a internet?
Vamos deixar um povo que ao ter molhadas suas mãos por grandes empresas apresentem soluções medíocres, para ganhar mais.
Vamos deixar morrer nossa liberdade de escolha e de colher e distribuir conhecimento, sem preconceitos?
Alexandre,
Seu ponto de vista é interessante. O que é, para você, “prostituição do mercado”? (aliás, você tem algo contra as prostitutas?) O que é desleal? A empresa que deseja e precisa contratar um programador e contrata uma pessoa que somente tem o segundo grau mas tem 10 anos de experiência ou aquele que passou 5 anos na faculdade mas não entende nada da linguagem e do negócio da empresa? Pode explicar este ponto?
Ninguém ou nada impede? O mercado impede. Veja um mecânico se ele possui clientes se seu serviço é ruim. Veja um advogado. Mais ainda, vejam as empresas que fazem coisas ruins onde estão. O mercado se auto-regula na questão de “merda” e não o conselho.
Quanto a questão das profissões, desafio-o a me mostrar que os números de profissões com um conselho é maior daquelas que não tem. Simplesmente, show me the code.
Finalmente, “chateadinho” foi muito bom, adorei mesmo. Sua demonstração de ira chega a ser rizível. Para a grande maioria nada irá mudar pois para o mercado não irá mudar. Quando a empresa precisar de um analista e alguma lei (que certamente está por vir) disser que somente analistas de sistemas com diploma podem exercer aquele cargo, muda-se o cargo para “desenvolvedor com experiência em análise”. E quem vai dizer para a empresa que ela não pode fazer isso se ela sabe o que precisa e o que não sabe? Então colega, resolvido o problema, simples assim.
Aqueles que são bons continuarão a ser bons mas certamente para aqueles que medíocres são certamente virão mudanças. Estes agora terão a oportunidade de arrumar um emprego melhor (ou menos pior) e quem sabe aprender um pouco mais além do banco da escola, certo Chuck?
Sds
Quem não tem curso superior ainda tem a opção de abrir uma empresa e prestar serviços emitindo nota fiscal, agora se tiver alguma coisa na lei obrigando as empresas a terem funcionários com cursos X Y e Z aí não tem jeito…
De qualquer jeito o projeto se bem executado é importante pois essa de só “botar pra funcionar” é a pior coisa que se pode esperar de um profissional, eu não tenho curso técnico nem superior completo na área, estou fazendo Jestão de T.I. que espero concluir em 2 anos e serei muito prejudicado se essa lei sair, mas mesmo assim apoio desde que o projeto atenda a realidade da área.
Quem compara informática com outros cursos deve tomar muito cuidado com o que fala, pois ou o curso que se compara não é tão diversificado como a área de informática, ou demanda práticas completamente diversas. Por exemplo podemos aprender muito sobre programação e teorias de programação sendo auto-didatas, seja buscando na internet ou comprando livros, mas por exemplo um cirurgião não tem como aprender as técnicas pertinentes à profissão sendo auto-didata ele precisa de uma prática que só instituições de ensino podem oferecer.
A área de informática é de difícil regulamentação dada a sua alta diversidade de funções e cargos, e em muitos casos a distinção entre eles é difícil. Além do fato de que existem funções que não exigem conhecimento acadêmico “clássico”, mas que também são mais avançadas que um curso técnico pode oferecer e o mercado responde a isso com a criação de cursos novos como Gestão de T.I. ou Sistemas de Informação, e a lei deve estar atenta a isso.
Quanto aos aventureiros, o termo foi mal colocado, deveria ser mudado para “Irresponsáveis” estes sim é que trazem um malefício terrível a área causando inúmeros problemas e a desvalorização dos profissionais.
Empresas querem garantias, e eu acho que um projeto como esse ao ser proposto sofre pressão do mercado que busca pessoas capazes para gerenciarem sua base instalada de informáica sem maiores problemas, afinal que atire a primeira pedra o empresário que nunca teve problemas por causa de um “irresponsável” que resolveu “aprender” enquanto fazia o “serviço” para o qual foi contratado e gerou descontentamento ou mesmo perdas financeiras ao longo do processo.
Até algum tempo atrás as empresas não davam a devida importância à informática, mas isso vem mudando e a necessidade de uma regulamentação se faz crescente, mas uma lei dessas que traria uma mudança tão grande, não pode engessar o mercado, tem de garantir a continuidade, e o emprego dos atuais profissionais, talvez com um período de pelo menos 5 anos antes de entrar em vigor para uma adaptação do mercado e dos profissionais.
Bons e maus profissionais existem em qualquer área, e não vai ser uma lei que irá acabar com eles, mas sim o próprio mercado.
…..”Vão estudar”……
“Só sei de uma coisa…o governos não dá ponto sem nó, ou seja, por trás dessa regulamentação tem somente interesse financeiro. provavelmente vão carregar de impostos e taxas pra sustentar a vida boa deles. Se essa regulamentação viesse a somar tudo até porque eu sou formado mas acredito que isso é mais uma cama de gato que estão armando pra cima de um setor que dá lucro e eles agora enxergaram isso. Pra mim podeira continuar como está, se garantisse alguma coisa, mas me respondam, o que pode trazer de benefício a nós??? paragar 300 por ano pro CRI ou sei la como vai se chamar….”
Alexandre, eu que estudo programação desde meus 12 anos.
que trabalho com linux a 6 anos, que sempre tive um desempenho escolar muito bom, não estudei, não continuo estudando?
O que vc entende por estudar?
Por acaso estudar é dar dinheiro a alguma instituição para que os professores te passem livros para vc ler? os mesmo livros que vc já lia a um bom tempo? não há nada que vc não possa aprender estudando sozinho. Mas existem pessoas que por terem menos interesse, menos motivação, ou até mesmo menor velocidade de raciocínio que outros, tenta menosprezar o que a pessoa conseguiu por conta própria.
não digo que seja errado estudar em universidades, só digo que não podemos desprezar o auto-didata, pois toda a base da nossa sociedade e do mundo, se baseiam nos estudos e invenções vindos de auto-ditadas. Instein, Newton, Pascal, Voltaire, Boile ? que grandes universidades com conceito A, estes estudiosos se formaram?
Então Alexandre, pense muito bem antes de mandar outras pessoas estudarem, sem antes saber o nível de conhecimento que estas tem.
Não sou formado, cursei até o 3º período de Eng da Computação. sai por questões financeira, entrei no curso para aprender as bases da micro robótica, uma área que não há muito material difundido por ai.
Sou profissional bem sucedido com minha própria empresa. Meus clientes que o digam. Mas mesmo assim pessoas como vc dizem que eu não posso continuar trabalhando, a não ser que eu me forme, ou que eu pague para um orgão me deixar trabalhar, e ainda ter que me sujeitar a uns fedelhos que acabaram de sair das faculdades!
Este povo devia ter vergonha!
Liberdade para a informática….não vamos deixar um setor tão importante nas mãos do governo….
“Por acaso estudar é dar dinheiro a alguma instituição para que os professores te passem livros para vc ler? os mesmo livros que vc já lia a um bom tempo? não há nada que vc não possa aprender estudando sozinho. Mas existem pessoas que por terem menos interesse, menos motivação, ou até mesmo menor velocidade de raciocínio que outros, tenta menosprezar o que a pessoa conseguiu por conta própria.”
Pra muita gente se formar é estudar, embora sejam coisas completamente diferentes.
Muito profissional se forma e não se atualiza. Aliás por aí tá cheio de gente assim.
O mais importante para o profissional, independente deste possuir diploma ou não, é a atualização profissional.
Não adianta nada só ter um diploma “pra tirar onda” ou pra garantir a vaga num emprego.
Mas não se deve esperar nada de um povo de um país onde onde até quem tem “curso superior” tem direito a cela especial.
Encorajo quem não tem curso superior a obtê-lo. A Universidade é uma experiência de vida. De preferência, cursem numa Universidade pública. É lá que se aprende (de verdade). Agora, se vc só quiser ter um diploma pra mostrar pros outros, faz uma particular mesmo…
Sou formado e acho q está errada essa forma de regulamentação. Se é tão importante ser formado então o primeiro a ir para o banco da faculdade deveria ser o presidente da república.
Acho isso merda. Se deveria avaliar o profissional e não a documentação que vem com ele. Se o rapaz o que voce quer sabe, blz. Se não, contrate outro.
Concordo com a padronização. Pode não ser o ideal, mas já é um começo. Se alguém se acha muito bom, que passe em um vestibular e curse um curso na área. Se és tão bom, com certeza vai ser moleza.
Temos que padronizar nossa profissão afim de evitar que pessoas desqualificadas joguem a média salarial no buraco, criando sistemas ridículos que não funcionam, ou funcionam através de gambiarras.
Um profissional com nível superior, ou um profissional com nível técnico, pode até não ser melhor do que o garoto que aprendeu sozinho, mas isso, quem vai decidir é o mercado.
Boa tarde Anderson Briglia! mas até que enfim alguém que compactua com minhas idéias.
Isso ae garoto..
Olá Anderson, concordo contigo também. Vamos padronizar nossa profissão: todos vamos ou usar camisetas pólos brancas ou ternos azul-marinho. Padronizemos também as pessoas; profissional de rede tem que saber todos os protocolocos de comunicação e não somente um ou dois. Os profissionais de hardware devem conhecer desde a cor do fio da fonte de um xBox até as placas lógicas de um mainframe.
Mas ainda não estou satisfeito, vamos padronizar também as linguagens de programação (já que a lógica é a mesma há quarenta anos). Vamos acabar com modelos orientados à objetos e procedurais e fundir tudo em um só. Ah, e claro, não podemos esquecer dos bancos de dados que devem ser padronizados também. Banco é um só: relacional e ponto final, sem discussão.
Mas finalmente, acho que também devemos padronizar as universidades e os estudantes que nelas estão. Só aqui que tenho uma dúvida: padronizo de acordo com a USP e a Unicamp ou de acordo com as “pague e passe”? Outra questão que me vem a mente: os estudantes devem ser todos de mesmo padrão? Digo, vestir-se igual, mesmas roupas, mesmas condições financeiras, mesmas famílias, mesmas áreas geográficas, mesma alimentação, mesmas condições e assim por diante?
Do “pai dos burros”, Aurélio:
Padronização
1.Ato ou efeito de padronizar.
2.Redução dos objetos do mesmo gênero a um só tipo, unificado e simplificado, segundo um padrão ou modelo preestabelecido.
3.Unificação dos processos de fabricação desses objetos: A padronização da indústria visa a facilitar a produção em massa.
4.Uniformização do comportamento dos indivíduos segundo modelos aceitos por um grupo ou impostos pela criação de novos hábitos:
De qual padrão está falando mesmo?
Muito bem, eu ia falar exatamente a mesma coisa mas você já disse tudo :-D
Veja bem, fork(). Não falei em momento nenhum que vai surgir das mãos de Elias, e Eliseu, montados na carruagem de fogo, guiados pelo Espírito Santo e por Jesus, sobre a proteção de Deus e os louvores de Abraão, Isaac e Jacó uma carteirinha mágica que vai fazer o cara aprender tudo que precisa de uma hora pra outra.
O que eu deveria ter explicitado melhor no texto é a resposta a algumas perguntas simples:
1) Pra quem eu posso reclamar se alguém vier aqui no meu sistema e fizer uma cagada que me faça ter que fechar a minha firma?
2) Quem é que protege o mercado do profissional picareta?
Essas são perguntas que eu gostaria de ter a resposta… Para mim, a resposta é: RESPONSABILIDADE. Você vai se tornar responsável pelo que assinar, vai ter que projetar o sistema da forma correta (desde o UML até a modelagem de dados), vai ter que mostrar pro cliente, ele vai ter que aprovar, você vai ter que documentar o projeto, daí pra frente! Porque se isso não acontecer o Conselho de Informática vai lá te fiscalizar e você vai se lascar por ser preguiçoso. É nessa questão que eu me refiro que deve haver a legalização!
Abraços!
“Ricardo (usuário não registrado) em 12/03/2008 às 2:51 pm
Sou formado e acho q está errada essa forma de regulamentação. Se é tão importante ser formado então o primeiro a ir para o banco da faculdade deveria ser o presidente da república.”
Realmente tu é um trouxa cara. Tu é o tipo de gente que não merece ter um diploma. Rasga teu canudo cara…tu é o protótipo de gente q temos q banir do planeta.
Caro Challado, vou tentar responder suas perguntas, as quais foram muito bem colocadas:
Na primeira questão a reclamação cabe em um único local: tribunal. Da mesma forma que você não poderia reclamar no CREA de um engenheiro que, por sabe que motivo, projetou uma peça que fez seus filhos morrerem em um acidente de trânsito. O processo não cabe ao CREA ou ao engenheiro, mas sim a montadora/fábrica do veículo. Esta questão é clara no ordenamento jurídico de nosso país onde o responsável é o prestador de serviços/produtos, que no caso não é o engenheiro. Quem teria que processá-lo seria a montadora e não você.
A questão dois é mais simples ainda: o mercado protege dos picaretas. Como já comentei aqui, peguemos um mecânico, uma manicure, um eletricista ou outro profissional. Quem o está regulando? Ninguém exceto o mercado. O mercado é quem tem capacidade de avaliar. Como fazê-lo? Veja por exemplo a lista de empresas no PROCON de seu estado. Empresas e prestadores de serviço constam nos cadastros em quê número? E os ruins?
O desabamento de prédios por motivos de equívocos técnicos são comuns. Só na região metropolitana de Recife aconteceram 4 num período de 4 anos. Da mesma forma, vemos com certa constância advogados que estão envolvidos em casos de desvio ético ou da profissão e médicos que “esquecem” instrumentos dentro de pacientes. O conselho destes os regulam? Somente depois de denúncia podem fazer algo e este algo é somente excluí-los do quadro, nada mais. Recuperação de danos cabe a justiça e não à conselhos.
Pense a respeito.
Saudações
Challado, já ouviu falar de uma coisa chamada juizado de pequenas causas e que tal sobre contrato. a responsabilidade existe a muito tempo, e quem não a compre ou tem que a cumprir segundo o contrato rege, ou então vai pagar uma indenização, vai por mim sou empresário e sei do que estou falando.
ou por acaso vc acha que regularizando vai mudar alguma coisa, o cara errou na programação, ou a fez sob gambiarras, e vai aparecer no jornal nacional??????
por favor me poupe.
Anderson Briglia.
Entenda da seguinte maneira, nem todos nós vivemos em Capitais, ou grandes centros, como São Paulo ou Curitiba.
Existem lugares como aonde eu resido, que a unica opção é fazer em uma Universidade Particular, ou esperar a federal abrir cursos nesta área, portanto veja novamente afirmo não digo que o cara é ruim por ter cursado a faculdade, só digo que muitos que o fazem principalmente nas particulares, fazem a base do pagar pelo diploma.
enquanto há muitos e muitos mesmo, profissionais no mercado que são muito melhores, e que irão perder seus empregos, suas carreiras, e terão que esperar por mais 4 anos, para voltar para o mercado já que terão que fazer semestre por semestre até alguem escrever em um pedaço de papel que eles são bons naquilo que eles já eram.
entende meu ponto de vista.
não que eu e outros tantos não conseguimos passar em uma faculdade federal, isto é fácil, o difícil é recuperar o tempo que vc vai perder e o dinheiro que vai gastar, até que possamos voltar a trabalhar!
quem vai pagar por isto? vc vai pagar ? o governo? o “CRI” ?
boa tarde!
‘Essas são perguntas que eu gostaria de ter a resposta… Para mim, a resposta é: RESPONSABILIDADE. Você vai se tornar responsável pelo que assinar, vai ter que projetar o sistema da forma correta (desde o UML até a modelagem de dados), vai ter que mostrar pro cliente, ele vai ter que aprovar, você vai ter que documentar o projeto, daí pra frente! Porque se isso não acontecer o Conselho de Informática vai lá te fiscalizar e você vai se lascar por ser preguiçoso. É nessa questão que eu me refiro que deve haver a legalização!”
Olha, se vc pegar as estatísticas das denúncias de erros médicos e compará-las com as estatístiscas de CRMs cassados, vc irá encontrar uma diferença monstruosa.
Conselhos são corporativistas por natureza. Por exemplo, vc sabia que os engenheiros que projetaram o Palace I e o Palace II não tiveream seus CREAs cassados até hj ? Se um evento como aquele que provocou a morte de tantas pessoas resultou em nada por parte do CREA imagine um simples sistema mal projetado…
É ingênuo acreditar que o CRI ou qualquer outro conselho venha a punir seus membros, sua principal fonte de renda e razão de existência.
Em algum outro país por acaso existe algum CRI ou necessidade de filiar-se a algum conselho para se trabalhar com informática ? Pq será ?
Que país avançado o nosso hein, vai ser o primeiro a adotar esta postura… eu me pergunto se nos EUA, na UE ou na Índia eles vão fazer o mesmo… (no dia que isso acontecer, me cobra o chopp que eu pago com o maior prazer).
Fork(); não vi nenhum profissional que vá fazer um projeto desta magnitude, deixe de faze-lo, ou que não preencha todos os passo…
mas vc é incrivelmente ingênuo se acredita que alguem vá comprir todas as fazes do desenvolvimento, ou documentar cada passo, ao desenvolver um aplicativo comercial, ou um sistema de escolas. Apesar de que documentamos até que bastante por aqui, já que nossas aplicações são web, mas de que irá adiantar regularizar isto, se cliente nenhum de pequeno e médio porte, vá ler ou entender sobre algo…
Eles vem jogam em suas mãos, perguntam quanto tempo leva. e pete-saudações! só no dia da entrega do serviço que ele vai te visitar novamente, ou ficar insistentemente desde as 08:00 te ligando, e não para vc mostrar a documentação, o banco de dados, ou o projeto escrito e o quanto ele está perfeito, feito sobre todas as normas, seguindo todos os passos, o cliente quer ver se o sistema faz aquilo que ele encomendou com vc, e se dá pra instalar ainda hj em sua loja!
‘mas vc é incrivelmente ingênuo se acredita que alguem vá comprir todas as fazes do desenvolvimento, ou documentar cada passo, ao desenvolver um aplicativo comercial, ou um sistema de escolas…”
Bem, com uma afirmação dessas vc acaba de afirmar que um provável CRI não vai servir pra nada. Se vai tudo continuar exatamente como está, pra que ficar pagando anuidade de um conselho que não serve pra nada ?
Assuntos polêmicos de maneira geral sempre acabam gerando stress desnecessário.
Vejam o que acontece agora… mais de duas dúzias de posts onde estamos nos atacando porque temos faculdade ou não.
Acaso isto agrega valor à discussão?
Não posso afirmar que sou melhor do que os outros por possuir diploma superior, e nem que sou melhor que os outros porque sou autodidata. As duas afirmativas carecem de embasamento lógico, pois não existe uma forma de avaliar a competência de cada um dos seres humanos que criam algo com o auxilio do computador.
Alías, vou usar um exemplo para justificar isto:
Meu melhor amigo é formado em Belas Artes, Pós-graduado em história da arte. Desde sempre, excelente programador, contribuidor de patches, traduções e etc com a comunidade. Autodidata por natureza em Linux.
Questionei um dia porque a escolha da arte ao invés da computação, e ele me respondeu que para ele, a melhor escolha foi aprender a pesquisar e tentar entender a diversidade do outro (coisa de análise de arte, eu não entendo nada disso), a estética, para entender como aprender a programar, e perceber que códigos tem estética, arte é matemática e fazer mil correlações a respeito.
Não foi a falta de um diploma EM COMPUTAÇÂO que o impediu de aprender e ser um bom profissional. Mas, estudar lhe deu outra visão de mundo. E esta visão aprimorou a maneira como ele encara sua profissão.
Meu filho tem 12 anos. Desde os 9 ele acompanha eventos, install fests e etc. Aprendeu a instalar, já deu até palestra em eventos contando as experiências dele com linux, com OLPC, o que ele acha do compartilhamento e etc (nas palavras dele, claro).
É louco para arrumar estágio, servir de escravo, qualquer coisa para aprender na prática de fato, o que ele vê em casa e o que consegue estudar sozinho, ou seja, ele quer vivenciar.
Ninguém abre espaço para ele. Não adianta ser inteligente e autodidata (ele está terminando o primeiro grau), ter vocação para computação (ainda não programa, mas instala bem, sabe montar e desmontar máquina, é didático quando ensina), mas para o mercado ele é criança. E, não tem estudo. Mas ele ainda é novinho, e daqui a pouco acha seu caminho. (se alguém aí quiser um aprendiz de feiticeiro, avisa ). Se sair a regulamentação, o que ele faz com os quase 5 anos de prática? (dá pra dizer que ele é capaz de fazer manutenção, pois ele instala e sabe consertar micros).
Meu marido trabalhou na Conectiva. Começou como estagiário, foi contratado, menor de idade. Nunca terminou a graduação. Também nunca lhe faltou trabalho na área.
Uma empresa onde ele trabalhou criou um plano mega super hiper blaster chique que dizia que, para ganhar aumento de R$ 200,00 e ser promovido de nivel x para z ele teria que terminar a graduação e iniciar uma pós.
Ele agradeceu a dica e trocou de empresa. No lugar dele, a empresa precisou contratar 3 pessoas para efetuarem o mesmo serviço, e como estes tinham diploma, pagaram 6x mais caro por isso.
Eu tenho duas graduações na área. Comecei autodidata pela pouca idade, mas como gosto de estudar, fui estudando e trabalhando… pós, mestrado… e ainda conto os dias para entrar no doutorado.
Trabalho na área, sou gerente de projetos sênior, mas já tive problemas em encontrar emprego pois, na hora da seleção, o cara do outro lado sentia-se intimidado com minha qualificação, pois tinha menos estudo do que eu (o que não quer dizer que tivesse menos competência).
Dei 4 exemplos para vocês pensarem: 1 formado em outra área, atuante em computação e que justifica seu desempenho não pelo ser autodidata, mas por ter uma formação superior que lhe permitiu ter maturidade para trocar de profissão.
Uma criança, que já escolheu por onde quer ir mas nao encontra oportunidades seja pelo pouco estudo, seja pela pouca idade.
Um autodidata, que apesar se estar bem inserido no mercado eventualmente é cobrado sobre sua formação e uma super formada que eventualmente tem que tirar duas páginas do curriculo para conseguir emprego.
Acaso a regulamentação ajuda algum de nós?
Acredito que é nisso que precisamos pensar, no que realmente a regulamentação agrega ou não na vida de todos (e este contingente é enorme e muitooo diversificado) os que atuam de uma maneira ou de outra na computação.
Ter ou não ter canudo, não é argumentação válida para modificar a vida das pessoas, tirar a liberdade de escolha sobre a profissão que escolhemos. Somos nós quem devemos decidir se queremos ou não estudar. Mas, de fato, estudo nunca fez mal para ninguém.
Que avanço hein, mais leis, mais burrocracia [sic], mais roubos e conchavos [oops] sem falar que o Brasil é uma superpotência mundial tanto política e economicamente justamente por ações como essa, superando todos esses países que você citou acima.
Parabéns à todo o “povo Brasileiro” por… por nada!
Bom.. preciso dizer que sou contra.
Não quero entrar muito no debate de “canudo não garante qualidade”. Eu, a bem da verdade, fiz um curso muito chinfrim de Administração com Habilitação em Análise de Sistemas, ou seja, poderia estar filiado ao Conselho Regional de Administração. Mas não o faço (apesar de ter um certificado como melhor aluno de minha turma emitido… pelo Conselho Regional de Administração). Entretanto, o curso para mim foi um “pro-forma”, pois o Brasil ainda se divide, sim, entre os “diplomados e não-diplomados”. É chato, mas faz parte.
Atualmente estou lecionando numa faculdade, mesmo sem ter pós-graduação. O que também é difícil, pois o MEC valoriza a titulação do professor. Porém, quando entrei na sala para uma turma de 7º semestre de Sistemas de Informação, “incorporei” um cliente e os fiz me entrevistar como se estivessem desenvolvendo um sistema, lhes dando dicas de como olhar uma empresa, levantar requisitos, levantar os processos atuais, pessoas, funções, tarefas… eles pararam. Apesar de terem estudado UML, engenharia de software, teorias disso ou aquilo… “leitura de livros”!!! Eu lhes mostrei a vida de um analista. Mostrei o que um colega aqui comentou: o analista tem que aprender o negócio de seu cliente… não se desenvolve um sistema sobre o que não se conhece!!! E eles então falaram: é isso que a gente precisava!! Alguém “prático”, alguém que faz isto no dia-a-dia! Só me perdoem, mas fazer é muito mais rentável que ensinar numa faculdade (por isto a maioria dos professores é professor de profissão, e infelizmente boa parte medíocres - me perdoem aqueles que muito me ensinaram e a quem devo a honra de ter compartilhado seus conhecimentos).
Apesar de odiar Administração, acho muito interessante a mudança de perfil eminentemente técnico do curso de Análise de Sistemas para o curso mais “holístico” de Sistemas de Informações. Mas minha opinião quanto à “academia” em nossa área é: a maior parte do que você realmente PRECISA e é útil é responsabilidade PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. É a sua busca pessoal pelo conhecimento. (Note que em outras áreas você pode sair praticamente pronto da faculdade estudando apenas o que lhe foi orientado, como medicina, mas em nossa área o conteúdo programático muitas vezes já começa obsoleto… - ok, experiência conta em qualquer área!!)
Costumo brincar que estudo mais do que os meus professores juntos. Estou buscando um framework em PHP para agilizar meu desenvolvimento (e já trabalhei no projeto de um, e já fiz um simplificado que ainda utilizo). Para escolher o mais adequado às minhas necessidades, estudei (quase tudo em inglês) sobre Webstandards, CSS, XHTML, XForms, XML, AJAX… baixei 3 frameworks de AJAX, baixei e li a documentação de pelo menos 5 frameworks diferentes, instalei e exercitei alguns códigos em 3 deles, até definir minha escolha.
Isto consta de meu diploma? Evidentemente não, que é o mesmo de meus colegas aos quais, dei um mini-curso de SQL de 20 horas dentro de uma disciplinas (aliás, dois de meus professores assistiram e aprenderem comigo…)
O Conselho Federal de Administração briga há anos pela obrigatoriedade de administradores ocuparem diretoria de empresas, hospitais, etc. No caso de hospitais, há muita briga quando médicos ocupam cargos administrativos (o que é o usual), e ainda mais quando estes fazem cursos de pós-graduação em Administração Hospitalar, pois estariam “roubando mercado” dos admistradores. Mas… administrador nenhum tem a visão de um médico para administrar um hospital…
Não quero um conselho assim para mim. Da mesma forma que não quero um conselho corporativista como a OAB, que durante anos brecou a abertura de cursos de direito na Bahia (só havia em Salvador) criando uma “reserva de mercado” disfarçada de “controle de qualidade”.
Não quero um conselho que só lembre de mim na hora de cobrar a anuidade (pesquisem sobre a Ordem dos Músicos do Brasil e vejam quantos absurdos e liminares contra ela existem).
Não quero alguém que vai ganhar apenas para assinar o projeto que eu fiz.
Não quero moleques se achando porque sentaram num canudo (perdão pelo duplo sentido…)
Não quero ser menosprezado por alguém que escreveu uma monografia, dissertação ou tese que só servem para empoeirar na prateleira de uma biblioteca.
Nossa ramo é absurdamente novo e ainda não se sedimentou. Qualquer legislação simplesmente é uma prensa onde quando entrar em vigor já não cabem as novas profissões que existem.
Já pararam para pensar nas áreas que não mexem diretamente com sistemas, mas com programas complexos e multidisciplinares como… design de jogos? Onde enquadrar um moleque de 14 anos que é um beta-tester de primeira nesta amarra? Onde colocar um cara genial que inventa um Napster da vida? Onde enquadrar um Marcelo Tossati?
Hoje as pessoas “práticas” poderiam talvez se habilitar, mas quem está começando… não poderia fazer mais!
Muitas coisas importantes, inclusive toda base de padronização, RFCs, vêm de base acadêmica, envolvem discussões conceituais onde a pesquisa (que em nosso país é pro-forma para concessão de títulos de mestrado e doutorado na maioria dos casos) é fundamental para o desenvolvimento e crescimento desta área de conhecimento.
Muito do que temos de revolucionário nasceu em meios acadêmicos, INCLUSIVE O LINUX!! E muita coisa surgiu de pessoas brilhantes que simplesmente deram as costas para o ensino formal!! Há espaço para as duas coisas. Neste ponto somos afortunados…
Não pensem que somos mal remunerados e menosprezados por não termos canudos, mas porque somos enrrolados, arrogantes e pedantes (perfil infelizmente comum em nossa área), porque NÃO VALORIZAMOS O TRABALHO ALHEIO - vide a pirataria que SIM, INCENTIVAMOS MUITO QUANDO NOS INTERESSA (mas queremos que comprem as licenças nossos sisteminhas de fundo de quintal) -, porque nossa profissão é jovem e mutante, e não sabemos os melhores caminhos ainda.
Regulamentar o que não está sedimentado é escrever uma lei defunta. As empresas continuarão buscando os profissionais que no final da conta resolvam as contas, e estaremos enrriquecendo um bando de burocratas que nada fazem de fato por nós a não ser proteger os incompetentes…
Outra questão: vai-se exigir dos “registrados em conselho” um método para registrar seus sistemas? É preciso utilizar um método de desenvolvimento X? UML? Análise Estruturada? MER? DER? Extreme Programming? Senão não pode assinar seus projetos? Teremos como a Engenharia um registro formal de nossas habilidades, que nos permite comprovar nossa experiência e participar de licitações públicas? E quando a moda de objetos distribuídos CORBA passar WebServices e depois para Web 2.0 e depois para aplicativos baseados em IPV6 ou o padrão X que era ISO ser derrubado pelo mercado em prol de outro inventado por um garoto de 17 anos… o quê nosso conselho vai fazer? Nos prender na idade da pedra como a reserva de mercado de informática da década de 80, que nos fez ficar quase 10 anos atrasados?
Resumindo… sou contra… quero minha liberdade… e se encher o saco pego meu chapéu, vou pra praça e toco meu violão para ganhar uns trocados e não esquento mais minha cabeça.
Porque o governo não arrecada apenas o imposto, e deixa o resto como tá, ta muito bom desse jeito( tirando os pilantras, mas pilantra que é pilantra não acaba é que nem praga), qual o problema de deixar o mercado se auto regular? soa anarquista demais por acaso? temos o direito de exercer nossa profissão, vamos obedecer iguais a papagaios tudo o que o governo nos ordena? por acaso vivemos em uma ditadura?
vamos fazer o seguinte, um abaixo assinado dos profissionais do mercado, encaminhamos para o senado, para a republica, e pra quem mais sobrar…
Temos direitos, e temos que pensar com o rendimento da nação, pois se a economia do Brasil hj esta como esta, foi porque a área de TI conseguiu informatizar quase tudo que há hj. a 4 anos eu não via uma panificadora, com computador, hj todas rodam programas de controle e caixa. lojas, varejistas, grandes médias e pequenas empresas hj todas informatizadas, sei que o cenário não é perfeito mas estamo quase lá.
Já pensou o que irá ocorrer se 60% dos profissionais de TI deixarem de trabalhar por situação irregular ou ainda serem substituidos por profissionais recem-formados sem experiência de atuação?
Aonde podemos levar nossa economia ?
###Hipótese###
Imagine a Bolsa de valores, tendo que trocar sua equipe altamente capacitada que trabalha com seu sistema a 3 anos, por gente que nunca enfrentou problemas em um ambiente real?
###Hipótese###
Prezado Michelazzo…
..sobre suas colocações…
Não é que não aceite suas respostas conclusivas, na verdade de conclusivas elas não tem muita coisa, mas as mesmas apenas ratificam aquilo que eu venho citando, como por exemplo o fato de você mesmo ter concordado em uma de suas respostas que sem diploma eu não posso atuar como médico. E qual seria nossa discussão ??
Claro que existe, mas para ganhar R$500 a R$800 mensais ?!?!?. Veja a diferença salarial entre os concursos para não graduados e para os que possuem graduação……O governo diferencia sim senhor essas duas camadas, portanto ratifico aqui que o Governo já está fazendo a parte dele….e faz tempo.
Qual equivoco ?? Vc não explicou !! Você vai me convencer de que um não eng. Quimico pode assinar um projeto para alguma empresa da indústria quimica ? E a empresa continuar operando tranquilamente ? Pode até ser, mas será contra a lei.
Bom, vamos falar de África ou de Brasil ? Diga-se de passagem a África está bem mais atrasado que o Brasil em sua grande parte.
Na verdade você respondeu às duas questões implicitas na pergunta, uma que eu posso abrir um consultório e outra que eu não posso atuar sem diploma de médico….hummmmmm qualquer semelhança com a proposta dos Senadores não é mera coincidência.
Sobre os enfermeiros ….. é uma medicina de uma forma ou outra, como vc disse, mas eles podem atuar como médicos “de facto” ? Então se puderem, porque os médicos passam de 6 a 7 anos se especializando ?
Então estamos falando de coisas diferentes pois as “técnicas de informática” são lógica pura e a partir daí se extrai os sub-produtos…os Visual Basic’s, .Net’s e afins…que nada mais são do que um produto lógico com um grau de apuração mais sofisticados…isso no caso dos GCC’s, Phyton’s, Java’s. No caso dos .Net’s, VB’s não chega a ser evolução.
#.D
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Sobre a opinião de Alexandre Oliva, então quer dizer que você concorda com tudo o que eu venho citando acima.
#.D
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PopolonY2k
PlanetaMessenger.org
Rafael Goulart escreveu:
“…quê nosso conselho vai fazer? Nos prender na idade da pedra como a reserva de mercado de informática da década de 80, que nos fez ficar quase 10 anos atrasados?..”
Acho que é justamente essa a intenção. Criar uma reserva de mercado pra quem já se formou. Acredito que muita gente com diploma se sente incomodado de ver um cara não formado administrar uma grande rede.
Acho que a idéia da lei é garantir emprego pra quem tem canudo, por que tais indivíduos “merecem”.
Como falei lá atrás, estudo é um MEIO, não um FIM.
Para o sujeito que propôs essa imbecilidade, a informática se divide em duas categorias: Analistas de Sistemas e Técnicos de Informática. Vai ser interessante ver como serão “catalogadas” as outras áreas.
EU ACREDITO QUE A ÁREA DE INFORMATICA SEJA A QUE ABRANGE UM MAIOR NUMERO DE PROFISSOES, POQUE ENTÃO SOMENTE DUAS, E COMO JA FOI FEITO EM COMENTARIOS ANTERIOR, EM QUAL PAIS NO MUNDO A INFORMATICA É REGULAMENTADA, E SE TIVER QUE SER, EU ACREDITO QUE PODERIA SER A UNICA A´REA NÃO REGULAMENTADA PELO GOVERNO, E SIM POR UMA INSTITUIÇÃO PARTICULAR, NÃO BUROCRATICA, QUEM REALMENTE REPRESENTE OS INTERESSES DA CLASSE, A SOCIEDADE BASILEIRA DE COMPUTAÇÃO (SBC) POR EXEMPLO, PORQUE QUEM FAZ A TECNOLOGIA, SÃO AS EMPRESAS, NÃO ME ADMIRA QUE UMA CERTIFICAÇÃO DE TECNOLOGIA TENHA MAIS VALOR QUE UM DIPLOMA UNIVERSITÁRIO, E PRA CONCLUIR EU PERGUNTO, ONDE FICARIA OS TECNOLOGOS E OS PROFISSIONAIS AUTODIDATAS OU CERTIFICADOS NÃO GRADUADOS?
Aos que defendem com unhas e dentes que somente os DIPLOMADOS, competentes ou não, tenham um lugar ao sol eu pergunto :
O Sergio Naya era diplomado ? Ele teve ética por ser DIPLOMADO ? Pergunte as pessoas que perderam tudo e até hoje não foram indenizadas o que elas acham do DIPLOMA DELE ? Por favor PERGUNTEM !
Não vou ficar falando aqui de mais “trocentos” milhões de maus exemplos pois o Senado e a Camara também estão cheio deles, muitos DIPLOMADOS e a MAIORIA sem ética.
Muitas pessoas DIPLOMADAS são competentes e não se escondem e nem precisam se esconder atrás de DIPLOMAS, por isso deixem os NÃO-DIPLOMADOS mostrarem que mesmo sem DIPLOMA tem o seu valor e MUITAS vezes são SUPERIORES aos que “conquistaram” ou compraram o seu DIPLOMA na esquina.
“Quem não deve não teme”
Obrigado,
Bruno
É isso que desanima.
Tenho formação em telecomunicações e em informática. Desisti da programação quando vi que tudo o que aprendi na sala de aula poderia ser “imitado porcamente” sem muito custo por um garoto metido a hacker que cobraria a décima parte do que eu cobraria por um serviço de qualidade. Prostituiram o mercado, sujaram a profissão e hoje temos o caos onde você apresenta uma solução que custa X e quase te expulsam da sala porque o “filho da amiga da visinha” cobra X/10 e aceita vale transporte.
Quer dizer, os caras pagam para um aventureiro ao invés de contratarem uma empresa constituida e que paga impostos,oferece suporte, etc.
Ainda bem que para telecomunicações existe o CREA. O que seriam das Teles se qualquer bostinha pudesse colocar as mãos numa central Ericsson AXE ou se qualquer um sem registro no CREA pudesse ser responsável técnico, projetar, etc.
Hoje curso Sistemas de Informação no CEFET, mas me desanima quando vejo que dificilmente vai haver algum conselho para esta área.Tomara que o projeto vá para frente! Só assim para desgrudar os carrapatos do Google que só estão empregados graças a ele.
Só para terem uma ideia, o “Gerente de Rede” - pausa pra rir… AUHAUAUHAUAHUHUAHUAHUAHAUHAUHAUAHAH - onde trabalho (a mais renomada instituição do governo) nem cursinho da Microlins possui… é tudo By Google! NOSSA REDE É UMA MERDA!
Dá licença pessoal. Se vocês querem trabalhar sem formação é um direito de vocês e a sorte pode estar ou não ao seu lado (se não estiver sempre haverá uma feira de artesanato), mas defender um conselho forte que coloque ordem na casa é obrigação para quem é formado na área.
Estamos todos numa discussão infrutífera a respeito desse projeto de lei, mas a maioria dos tópicos discutidos aqui podem ser esclarecidos pela simples leitura dos 7 primeiros artigos da lei!
PROJETO DE LEI N.º xxx DE 2003
(Do Sr. xxxxx xxxx xxxxx)
Dispõe sobre a regulamentação das profissões na área de Informática e suas correlatas e assegura ampla liberdade para o respectivo exercício profissional.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º - É livre em todo o território nacional o exercício de qualquer atividade econômica, ofício ou profissão relacionada com a Informática, independentemente de diploma de curso superior, comprovação de educação formal ou registro em conselhos de profissão.
Art. 2º - O exercício das profissões de Informática em todas as suas atividades é garantido por esta lei, independentemente de pagamento de taxas ou anuidades a qualquer conselho de profissão ou entidade equivalente.
Art. 3º - Nenhum conselho de profissão ou entidade similar poderá, sob hipótese alguma, cercear a liberdade do exercício profissional estabelecido por esta lei.
Art. 4º - É vedada toda e qualquer exigência de inscrição ou registro em conselho de profissão ou entidade equivalente para o exercício das atividades ou profissões da área de Informática.
Art. 5º - É nula de pleno direito e passível de responsabilização cível e criminal qualquer exigência de registro em conselhos de profissão ou entidade equivalente, e os atos decorrentes, para participar de licitação, concursos ou processo seletivo para empregos e cargos na área de Informática.
Art. 6º - É facultado à entidade contratante a exigência de diplomas ou certificações para o exercício de funções ou atividades específicas.
Art. 7º - Os conflitos decorrentes das relações de consumo e de prestação de serviços das atividades profissionais regulamentadas por esta lei serão dirimidos pela legislação civil em vigor.
Caros Amigos,
Ao invés de ficarem degladiando-se em prol de suas convictas verdades, por que vocês não vão para as ruas exigir educação de qualidade, como no japão e estados unidos?
Sou autodidata, e algum tempo ensinei a profissional formada em ciencias da computação como formatar um disquete.
Não precisamos de conselhos precisamos de educação, quando o candidato a presidência da republica Cristovam Buarque falou em educação, todos disseram que ele era “candidato de um discurso só”, mas nenhum de voces ai em cima o apoiou, prefiriram votar no lula este quase semi-analfabeto.
Já que o assunto é Conselhos, por que não se cria tambem o conselho da republica, para que todo e qualquer politico, só possa assumir cargos publicos comprovando educação superior e conhecimento adequado em direito, administração, economia e saude e engenharia?
talvez assim tenhamos menos ladrões ou quem sabe ladrões sofisticados ao invês de ladrão de galinhas.
“Se você não tem coragem de olhar para o futuro, não terá coragem de mudar nada no presente!!!”
att
Válter
Olá, caros:
Gostaria apenas de informar que nos EUA há um tipo de regulamentação para as EMPRESAS de TI - e não para seus profissionais. Isso atende a exigências de qualidade, ao mesmo tempo em que respeita a agilidade e o filtro natural do mercado. Existem ótimos profissionais atuando lá que não têm curso superior, inclusive brasileiros “autodidatas” em posições de alta responsabilidade.
Portanto, se a questão é combater a picaretagem, existem maneiras e maneiras de fazê-lo, de forma a realmente valorizar o profissional e o mercado, e não apenas a atender a lobismo isolado. Os profissionais e as empresas do setor são os principais atores a serem ouvidos para qualquer questão na área, não concordam? Creio que em se tratando de “regulamentação” é este o caso, não é isso?
No entanto uma “regulamentação” não corresponde necessariamente a “exigência de diploma”. Essa é apenas a forma de regulamentação que está sendo proposta, e que é legítimo que seja questionada. Creio que um raciocínio tão claro, os colegas que assim como eu são formados não terão dificuldade de seguir. Ou terão?
Abraços.