Os primórdios do Conectiva Linux
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“Eu achei esse texto do Rodrigo Stulzer, um dos fundadores da Conectiva, muito interessante. Nele é contada a história do começo do Conectiva Linux, que com certeza foi o primeiro Linux na vida de muita gente.”
Enviado por Gustavo Roberto (gustavorobertuxΘgmail·com) – referência (stulzer.net).
Trecho:
Já nos primeiros meses que estávamos instalando servidores, o Arnaldo [Carvalho de Melo, sócio da Conectiva] falava em termos a nossa própria distribuição. A motivação principal era economizar tempo em instalar e configurar um provedor de acesso. Da maneira que estávamos fazendo demorava muito tempo, pois tínhamos que personalizar o sistema todas as vezes que o instalávamos. As distribuições que utilizávamos (primeiro a Slackware e depois a Red Hat), não nos atendiam plenamente. O problema é que diversos recursos adicionais que precisávamos não estavam incorporados ao sistema e tudo era feito “na mão”, todas as vezes que um novo provedor precisava ser instalado. O Arnaldo começou a manter um repositório de pacotes e dessa maneira a tarefa de instalar um novo sistema começou a ficar mais fácil.
A idéia de fazermos a nossa própria distribuição evoluiu. Uma noite tivemos a nossa reunião semanal na sede da Conectiva e nos foi apresentado um orçamento para a confecção de mil CDs, com manual e embalagem. Discutimos por algum tempo vendo se o investimento seria recompensado. Vender mil cópias de um sistema operacional totalmente desconhecido, em 1997, não seria um trabalho fácil. Foi quando alguém chegou à brilhante conclusão que se vendêssemos 200 cópias os custos seriam cobertos. Não demorou nem cinco minutos para chegarmos ao consenso de que 200 cópias seria um objetivo fácil de se alcançar.
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Edemilson, fora do seu aspecto subjetivo pessoal, não consigo ver algum problema com este texto que conta a história das primeiras versões do Conectiva Linux, escrito por um dos fundadores da própria.
Em especial, não percebo nele nenhuma característica nele que devesse afetar a credibilidade que você deposita, ou não, no BR-Linux.
Mas vá tranquilo, continuarei por aqui publicando textos diariamente para quando você quiser voltar.
Me surpreendi com o post. Estava eu com meu primeiro PC e um Win95 que vivia “dando pau” até que passei numa banca de revista e vi o tal Conectiva Linux 3.0 Guarani.
Como usuário leigo, demorei umas duas semanas para conseguir rodar uma interface gráfica (por sorte tinha um hardmodem que funcionou de primeira). Daí em diante fazia questão de comprar todas as “caixinhas” para contribuir com minha distro preferida – um destaque para aquela do CL5 que tinha umas fotos lindíssimas.
Provei outros “sabores”, mas sempre voltando ao CL. Quando a Conectiva foi incorporada pela Mandrakesoft, houve uma grande polêmica aqui, eu sabia que era o fim do CL, falavam em fusão mas acabamos perdendo, justo quando o CL10 dava um grande salto de qualidade não só como distribuição senão, para mim o mais importante, ouvindo os usuários e reunindo-os em torno de si.
Hoje fiquei com o Sabayon no notebook pessoal e nas ONG onde presto serviços (de consultoria em saúde) instalo o Mandriva One/KDE, que atende às necessidades destas instituições. Acho que já instalei o CL/MDV em mais de 30 estações, três servidores e assim continuarei procurando contribuir para a disseminação do Linux e outros softwares livres.
Da Conectiva fica a saudade, a gratidão pela possibilidade de libertar-me do software proprietário e o lamento por aqueles que possuem conhecimento técnico não terem criado o fork aventado na época.