OOXML aprovado como padrão internacional na ISO
“De acordo com comunicado da ISO, o OOXML atingiu os critérios para se tornar um padrão internacional.
Se não houver apelação formal dos componentes nacionais da ISO/IEC nos próximos 2 meses, o novo Padrão Internacional vai seguir para publicação.”
Enviado por André Cruz - referência (lwn.net).









Deixa ver se eu entendi… sem chance de ser ressaca do primeiro de abril?
Bom, um dia para lamentarmos….Foi uma total sacanagem esse processo….Nem tenho o que comentar, a M$ trapaceou, comprou, extorquiu e conseguiu o que queria: Aprovar uma especificação fantasma, mandrake total…
Esse é o mundo corporativo: ética é um artigo secundário.
Não vai mudar muita coisa. O padrão ODF continuará sendo o padrão adotado e recomendado pela maioria das empresas maiores (IBM, Novell, etc) e as empresas da ODF Alliance.
Cadê os reclamões de plantão, que na primeira deixa vem com os comentários: “só podia ser no Brasil” e afins ?
Ótimo! Se a ECMA já estava na M…, agora a ISO se F… A Europa, o Japão e os EUA só sabem mesmo é se vender. Vejam aqui.
Os BRIC votaram não ou se abstiveram (RU). Os poderosos não mandam mais nada.
BRIC RULEZ!!!
É hora de deixar de ser criança, mais um padrão foi aprovado, mas não esqueçam que o ODF também já é, nada melhor que existam opções de escolha até em padrões. É sempre bom lembrar que não há como sobreviver de ideologias..
Não, Denis, não é primeiro de abril.
Li no Wired e depois nos ISO e ECMA. Já se poderia prever, pelo andar da carruagem.
Lamentável, pelo que representava a ISO.
É realmente uma pena!
Agora se a ABNT quiser, ela pode bater o pé e dizer NÃO, afinal é uma questão de soberania tecnológica, e quem manda no Brasil é o governo e não a ISO, sendo assim eles bem que podiam falar:
- “Aqui no BRASIL essa ISO não vai ser recomendada, referendada e nem mesmo reconhecida, já existe um padrão, mais eficiente, melhor documentado e vamos utilizá-lo e recomendá-lo.”
Mas infelizmente as coisas no mundo corporativo não são simples assim :(
Parece que foi apenas um sonho de verão como diria meu amigo chicofedora ;)
[]’s
Guto
Pois é! Lamentável mesmo. A Noruega entrou inclusive com reclamação e pedido formal de anulação de seu voto (era Não e derrepente virou Sim). Muitas irregularidades foram detectadas. O processo foi todo corrompido.
Mas como disse um camarada em outro site “ooxml sendo aprovado ou não, a MS vai usar o padrão dela interno, os governos vão reclamar de leis que os protegens sobre mudanças nesse padrão e tudo vai continuar como é há 15 anos”.
mais coisa em inglês:
http://www.groklaw.net/article.php?story=20080328090328998
esqueci de postar esse link tb:
http://www.noooxml.org/start
Alguém tinha alguma dúvida que isso aconteceria?
Se você tinha então considere-se ingênuo demais.
Todos temem e desdenham mudanças, até prisioneiros preferem continuar como estão do que tentar o novo!
OpenXML: Eles realmente ganharam ?
http://homembit.com/2008/04/openxml-eles-realmente-ganharam.html
http://www.softwarelivreparana.org.br/modules/news/article.php?storyid=2573
Já se foi a iso!!Agora temos plena certeza que esse orgão não serve(mais) para gerir padrões funcionais.Pena pois agora não temos em quer confiar,basta pagar mais e mandar tornar padrão qualquer lixo.
Padrões ou Podrões ! Bem o importante é a liberdade de escolha, nem sempre o que é “padrão” é o melhor, tiramos isso com os usuários de linux, freebsd, etc… Tem gente que acha o windows melhor, pois bem, usem o windows, eu particularmente, prefiro linux, odf, gimp, etc… Simplesmente isso resume-se ao mundo corporativista ! $ em 1o. lugar ! Bem para isso simplesmente podemos adotar os padrões que achamos convenientes e não o que as corporações acham convenientes ! Remar contra a maré traz músculos e força ! Na minha humilde opinião a ISO está simplesmente sujando seu nome a troco de negócios escusos e padrões que não servem a todos, ou seja, não são padrões e sim negócios. Vamos ver como a união européia e o Brasil vão reagir a isso ! Espero que a ABNT, que considero um orgão muito respeitável, adote a solução correta para não se sujar na lama do capitalismo também !
Por último e não menos importante, seja livre, escolhas seus padrões !
Isso destrói a credibilidade da ISO como uma instituição séria. A impressão que ficou é que a ISO está à venda. Se a Microsoft pode, outras empresas também poderão.
Felizmente, a ISO não é tão importante assim na indústria de software. Ainda bem, porque já deu pra ver que teríamos zilhões de “podrôes” como o OOXML à solta.
A comunidade livre também teve importância nesta decisão. É legal só ficar olhando o circo pegar fogo e não fazer nada a respeito e depois postar no bloguinho “Viram? viram? Eu disse, não disse?”
Os usuários/desenvolvedores/administradores de Software Livre ainda nem entenderam a diferença entre Software Livre e Código Aberto, acham que é a mesma coisa. É legal contar a historinha de como o Richard Stallman se comportou e tal. É legal ficar degradando a imagem do Stallman, que só se preocupa com a liberdade.
Na verdade, quando bolava a GPL (Gnu Public License) o Stallman queria defender a comunidade de usuários e percebeu - algo que me espanta até hoje - que isso só seria possível através da preservação da liberdade.
É irônico estar na minha pele. Vejo as pessoas tentando encontrar uma maneira de humilhar Stallman, seja lá o que ele fale, seja lá o que faça. E agora essas mesmas pessoas reclamam da falta de liberdade.
Matem-se, massa! Tijolos no muro!
Mais um aviso, para não dizerem que não avisei-os: http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906
Não identifiquei a relação etre quem comenta o comportamento atual do fundador da FSF e quem tem atitude passiva e agressiva contra as decisões da ISO. Nem mesmo me parecem ser as mesmas pessoas.
Acho legal respeitar o histórico do vetusto criador do GCC, mas ao mesmo tempo não creio que seja requisito para ter interesse ou participação na questão dos padrões livres.
Não sou contra OOXML, mas sou contra o que a ISO fez. Aceitou com todos os erros que impediram ano passado de ser aprovado e pior agora temos um padrão cheio de erros e a perda da credibilidade desta organização que era para muitos sinônimo de qualidade.
E pelo visto a Microsoft não se esforçou para tentar arrumar os problemas da certificação e pelo que conhecemos da Microsoft não irá nem dar bola para arrumar os problemas agora que a certificação já foi aprovada. Então temos uma certificação que será mundialmente utilizada com tantos erros que se for comparar com produtos made in China não existirá diferença alguma.
O que adianta ter uma organização de padronização se ela vai deixar todo e qualquer padrão ser aceito?
OOXML = ISO 29500 - Microsoft Ganha, todos perdemos
Olha… há muito tempo eu mantenho restrições a padrões ISO, em especial de qualidade.
Eu já vi como funciona uma empresa que “espera a visita da auditoria da ISO”. É um “inferno astral” em detalhismos, mil mascaramentos de defeitos e procedimentos não “adequados”, mas exclusivamente até a certificação. Depois, foi pro saco…
A única coisa que garante qualidade é USARMOS NOSSO DIREITO COMO CONSUMIDORES, conscientemente.
E isto só corroborou que se temos poluição, se temos enormes abismos sociais, é porque interessa a pessoas que não admitem perder suas fortunas, mesmo que não entenda qual a diferença no dia-a-dia de uma pessoa se ela tiver 100milhões ou “apenas” 70milhões.
Espero um dia ter uma renda realmente digna e não me deixa levar por estes pensamentos mesquinhos…
Então vamos dançar o samba do crioulo doido pra comemorar….
Pelo menos agora o padrão de fato também vai ser o padrão de jure. Ainda que ditado por uma única empresa que sem dúvida vai continuar com sua política de upgrades compulsórios para impedir que terceiros algum dia cheguem perto o suficiente de implementar 100% do padrão…
>>Augusto Campos em 2/04/2008 às 3:10 pm
>>
>>Não identifiquei a relação etre quem comenta o comportamento atual do fundador da FSF e quem tem atitude passiva e agressiva contra as decisões da ISO. Nem mesmo me parecem ser as mesmas pessoas.
Há pessoas que criticam Stallman sem levar em conta que se ele tivesse fraquejado no seu comportamento, por mais bizarro que aparente ser, talvez o SL não teria chegado onde chegou.
Quanto o que tem a ver Stallman e a ISO: Stallman prega a liberdade; a ISO aprovou algo que nos priva da liberdade.
>>Acho legal respeitar o histórico do vetusto criador do GCC, mas ao mesmo tempo não creio que seja requisito para ter interesse ou participação na questão dos padrões livres.
No fundo, não se trata apenas de questões técnicas. Estou falando de liberdade.
A guerra ainda não acabou, ainda cabem recursos das delegações nacionais, cabe a nós continuar participando e pressionando.
Ainda bem que isso terminou. Agora podemos mudar de assunto e voltar a fazer algo de produtivo?
Para mim muda absolutamente nada, pelo menos até sair uma versão freeware do Office para linux.
Não vai ser lamentando e bravejando que alguma coisa vai melhorar. Que hora melhor que essa para todos apoiadores do software livre começarem a contribuir mais.
Vamos lá gente, http://www.openoffice.org/, tem coisa pacas para ser feita. Todos vamos adorar sua contribuição.
Como não muda nada ? Muda sim. A MS forçou a barra empurrando esse “padrão” goela abaixo porque:
1- ela iria perder muito mercado na área governamental se não tivesse um produto padrão ISO como a concorrência. Agora os marqueteiros da empresa vão poder falar com a boca cheia que o MS Office 2007 usa um padrão ISO e “aberto” e então muitas empresas e governos com gerentes de TI pró-MS vão renovar os contratos de licenciamento em volume e adotar o MS Office 2007.
2- ela é uma empresa covarde porque não quer concorência justa com produtos de outras empresas. Prefere sempre manter partes não documentadas em seus protocolos, formatos de arquivo e APIs que lhê dêem uma vantagem insuperável. Ela nunca adota as tecnologias de outras empresas que já são o padrão de mercado, mas clona a tecnologia/produto ou compra o seu concorrente e coloca seu nome. Foi assim com o Java (C#/.Net), com o Flash (Silverlight), com o PDF (XPS), com o ODF (OOXML), etc, tudo obviamente implementado unica e exclusivamente para windows.
Já estou até vendo… Agora o pessoal da Receita Federal que tinha feito aquela megalicitação para a compra de milhares de licenças de MS Office 2007
http://www.broffice.org/sobre_a_receita_federal
vai na próxima licitação pedir uma “suite de aplicativos de escritório que use o OOXML nativamente e que seja feita por uma empresa multinacional renomada e conhecida” :-)
Vamos abrir o olho porque no Brasil o voto foi NÂO e esse dinheiro sai do bolso de todos nós !
Cria-se uma “coisa”, a MS cria outra, brigam contra a “coisa” criada pela MS e apoiam a outra “coisa”, a “coisa” criada pela MS vence e a outra “coisa” perde. Nada mudou.
É realmente uma pena que isso tenha acontecido. Um padrão obscuro, feito por uma única empresa na pressa, como todos sabem é cheio de falhas, como a grande maioria dos produtos dessa empresa. O padrão foi aprovado! Nessas horas fica difícil de acreditar na credibilidade da ISO.
Ótima notícia, agora a interoperabilidade com os produtos da Microsoft está garantida, já que o direito de implementação de um padrão ISO é irrevogável.
Além disso, tendo mais um padrão aberto, a liberdade de todas as empresas, desenvolvedores e usuários é maior pois agora terão mais uma opção.
Só de pensar em como as suites de escritório livres serão beneficiadas por poder falar a mesma língua do Microsoft Office já me enche de alegria. É bom saber que a Microsoft está finalmente seguindo em direção à interoperabilidade.
Sempre bom saber que nasce um otário a cada dia.
“Sempre bom saber que nasce um otário a cada dia…”
Frase interessante dita por um idiota, que com certeza não sabe de bulhufas e não deve ter mais de 15 anos, é chegada a hora de deixar de ser criança e entender que negócio é negócio, as empresas são livres para escolher o padrão, não serão forçadas, ainda mais que o ODF também é padrão não esqueçam disso!
Bem, ao menos agora temos uma especificação aberta para documentos.
Acho que isso é a principal vantagem.
Não me importa se a especificação que ganhou foi a da microsoft. A especificação é aberta e isto é o que importa.
A especificação é falha e incompleta, e é isso que importa.
Æ!!
Realmente estava torcendo para que fosse 1º de abril…= (
Eu já esperava por isso, mas ainda estava com esperanças de demorar bastante até cansar…
Enfim…Vamos conviver com isso…
E viva o ODF!
Há braços
[...] André Cruz, retirado do BR-Linux. Leia mais sobre o assunto no LWN.net e no blog do Cezar [...]
“…e entender que negócio é negócio, as empresas são livres para escolher o padrão, não serão forçadas, ainda mais que o ODF também é padrão não esqueçam disso!”
afinal, o mundo nunca passou por mudanças, e não é agora que vai começar :D
além disso, se todas as empresas de sucesso abrem mão da ética, deve ser pq a ética é uma coisa ruim, certo?
falando sério… essas historietas de ‘o mundo é assim’, ‘o mundo é assado’, a postura de pseudo-pragmatismo pra vender idéias como se idéias pudessem ser imparciais… me pergunto se as pessoas que falam esses troços realmente acreditam no que estão falando.
AH, e não sei se o amigo ali em cima tem mais ou menos de 15 anos, mas tratar o tema de maneira tão leviana é um ‘crime’ que não tem idade pra ser cometido. Bastar um pouco de desinformação :D
Esta notícia não muda muita coisa, a Microsoft, mesmo que perdesse esta batalha, continuaria à existir e continuar tentando o que sempre fez, devorar a concorrência e saciar sua fome, não importa à que custo ( é este o motivo de todas as empresas de capital aberto existirem ).
Ela tem gordura para queimar por anos à fio, não vai fechar as portas amanhã e nem depois e quem ainda não se acostumou à esta ideia ( realidade cinzenta ) terá de fazê-lo.
O que me entristece é que o processo de aprovação pela “ISO”, mais do que o debate “OOXML” versus “ODF” ( entre aspas ) foi viciado, coisas que não passaram no processo do ODF , passaram “na marra” nesta aprovação do OOXML ( fazendo um comparativo entre os dois casos ).
O que me entristece ( apesar de já não ficar surpreso com essas coisas ) é que uma instituição em que depositava grande confiança ( no sentido de que sua história sempre foi de imparcialidade, de independência ) perdeu muito de sua credibilidade ( falo por mim ), como foi dito por nosso amigo “Morvan”, com muita propriedade, alguns posts acima.
É aquela coisa, né?
Quem tem grana compra o que quer, quando quer, vamos fazer o quê?
Vamos ficar ricos, e montar novas canonicals, Red Hats da vida, e etc…
Só com mais $$$ que se ganha de $$$
E honestamente, a ISO nunca apontou, ou quis dizer Qualidade, e sim padrões, se a ISO aponta um padrão ruim, então os leigos, sejam quem for, vão usar o padrão ruim.
O que importa é sobrar uma graninha pro cara gordo e feio que está fumando um charuto no último andar de um prédio na Redmond pensando que ganhou mais alguns milhões, enquanto a mulher dele está com o Stallman na cama…
hahaha…
Erick e Antonio, então eu vou criar meu padrão, daí você cria o seu e o Zé o dele. Daí vamos dar mais opções de padrões né? É, várias opções já existia, mas isso não se chama Padrão.
Igor Cavalcante, ninguém ganhou de ninguém não meu amigo. O problema é que já tínhamos um padrão aberto para isso e aprovado pela ISO. Agora temos outro, cheio de falhas, pseudo-aberto e brechas para códigos binários e de padrões fechados. Não há vantagem nenhuma nisso.
Veremos, com o tempo, se a Microsoft vai respeitar o seu próprio padrão nas implementações de seus softwares. E se ela vai mantê-lo nas versões futuras.
Se isso acontecer, há uma chance de suítes abertas como OpenOffice atingir uma excelente compatibilidade com esse padrão, que se tornará de mercado mesmo mal feito. O triste disso é que o ODF pode vir a ser deixado completamente de lado. Como estamos na parte de baixo disso tudo, resta esperar e ver o que acontece.
Antônio, as empresas são constante e involuntariamente forçadas ao ciclo de upgrades compulsórios da Microsoft, não se faça de bobo. E o que acha que as empresas vão usar: o padrão ISO não suportado pela suíte Office padrão ou o padrão ISO Microsoft?
Wagner, vai acontecer com o OpenOffice o mesmo que com o mono: vai ficar pra trás, comendo poeira. A especificação “aberta” da Microsoft já está implementada no Office hoje e enquanto os desenvolvedores open-source perdem tempo naquele calhamaço de 1000 páginas, a Microsoft com certeza já está aprontando a versão 2, para Office 2009 ou coisa que o valha.
Vão estar sempre pra trás e ninguém vai seriamente considerar OO para interoperar com documentos produzidos pela suíte Microsoft.
Não tratei de forma leviana o assunto, tratei de forma realista. Nasce um otário a cada dia e esses desconhecem o passado e práticas sujas da empresa “maneira” responsável pelo XBox…
banjo, nao disse que o leviano foi vc.
Erik,
Quem lhe disse que a M$ irá seguir o padrão ISO? Quem lhe disse que se você implementar TODO o padrão será capaz de ler e interpretar todo o conteúdo de outros documentos que também seguem o padrão? Isso não é verdade para o OOXML. Não acredita? veja em defeitos no OOXML.
Continuando…
Essa é a frase pronta mais ridícula e mais utilizada…
Os usuários precisam de escolha de aplicativos, e não de padrões. Qual seria a utilidade de poder escolher entre “metros”, “milhas” ou “polegadas”?
- Por favor, qual é a distância até o ponto-de-ônibus?
- 0,2 milhas!
- E quanto é isso em metros?
- Converter entre os vários padrões é problema seu.
Muito útil essa liberdade de escolha!
Para os desenvolvedores isso é muito ruim, porque precisam trabalhar o triplo e criar aplicativos muito maiores e consequentemente com muito mais bugs, simplesmente para TENTAR implementar os diversos padrões.
Bom, claro que o desenvolvedor perde… mas e o usuário? Bom, só com os tais bugs, o usuário já perdeu. O usuário também perde com as falhas do próprio padrão! Vários padrões para a mesma coisa, quer dizer que falhas, como por exemplo, falta de acessibilidade são muito mais frequentes. Quando as falhas forem consertadas em um padrão, fatalmente permanecerão nos outros.
Mas o mais importante, o que determina o padrão que você vai utilizar, não é sua tal “liberdade de escolha”. Imagine só… “a partir de hoje só vou receber arquivos no formato X”. Você acha isso realmente? Você acha que se pra cada website que você visitasse, precisasse de um navegador diferente, que usasse um padrão de comunicação diferente as coisas seriam melhores? Você teria mais liberdade de escolha? Ou será que seria melhor se o padrão fosse um só (HTTP), e você pudesse escolher o seu navegador predileto, já que todos falam a mesma língua. Ou você escolhe, ou o padrão escolhe por você! Quando você escolhe, dizemos que há interoperabilidade.
Puxa, eu também estou muito grato. Devemos muito a eles… afinal de contas, eles inventaram a internet, o e-mail e tudo o mais! Ainda bem que agora podemos usufruir de todo o conhecimento e inovação produzidos por essa empresa fantástica!
Falando sério… esse tipo de discurso dá a impressão que a aprovação ISO é uma barganha. Nós aprovamos como padrão internacional que vocês publicam a documentação. É isso que é um padrão internacional?
André Caldas.
A especificação: de só uma olhada na foto!
André Caldas.
Parabéns André, mais didático é impossível.
As pessoas desconhecem os princípios que regem a idéia de se ter padrões, até as mais tecnicamente capacitadas. Sobrevivem com padrões de tomadas diferentes e acham que é a mesma coisa que ver formatos diferentes de cartão de visita, por exemplo.
Um padrão é muito mais complexo que um formato. É, digamos, um “meta-formato”, uma referência, um paradigma… um padrão!
Todos os outros formatos podem parecer o que quiserem, mas sabem que o padrão está lá e que devem convergir para ele em algum momento, mesmo que em parte.
Por isso essa idéia da Microsoft de um padrão que atenda 100% o legado dos diversos Offices que existiram além de impraticável é uma balela dispensável. O que importa é conseguir ler o conteúdo e reproduzir as fórmulas. Perder a formatação de parágrafo daquele arquivo em Word 98 é uma problema menor frente ao universo de normatizações futuras possível… E isso o ODF já faz, e bem.
Vi na especicação do ODF que ele busca ser compatível com outras mídias é padrões, como o SMIL e arquivos de biblioteconomia, uma interoperatividade que a Microsoft nunca sonhou ou quis para si, seus produtos e formatos de arquivos. Imagine fazer um único arquivo em ODF e poder compatibilizá-lo com um formato multimídia do Quicktime ou diretamente com um servidor de indexação de artigos como o Sloan, do MIT?
A Microsoft ganhou e vai levar porque muito profissional bom não conhece o significado de ter um padrão e, pior, o que isso poderia significar nas implementações futuras de suas soluções.
O que as pessoas realmente esquecem é que o OOXML foi feito especificamente para o MS Office, diferentemente do ODF, que é apenas o padrão. Aí vêm as pessoas e dizem, por exemplo, que o Open Office não implementa 100% do ODF. Ora! O ODF não foi feito para nenhum programa, ele é um padrão, o Open Office, KOffice, Lotus Symphony, AbiWord ou qualquer outro que leia a especificação e implemente!
Agora, a Microsoft conseguir que um padrão com trocentas falhas, problemas de patentes e de implementação seja homologado pela ISO, realmente, vemos que tudo é realmente movido só pelo dinheiro, a força econômica venceu, uma empresa que era tida como referência virou motivos de piada e zombaria, além do próprio padrão que ninguém conseguirá implementar, nem mesmo a Microsoft. Fico triste.
Espero sinceramente que o Brasil NÃO adote o OOXML, pois a ABNT votou levando em conta a parte técnica e viu as falhas e problemas de adoção dele como norma ISO, além de se ter o ODF já devidamente escrutinado, analisado e realmente aprovado pela sua qualidade técnica irrepreensível.
São desvantagens da liberdade. Vejam o Linux, por exemplo, existem trocentas interfaces, vários toolkits gráficos, centenas de formatos de pacote, etc etc, tanta opção que acaba atrapalhando o sistema de certa forma. Mas este é o preço da liberdade.
E não existem tantos erros assim, a maioria dos supostos erros são questões de implementação, algumas pessoas concordam e outras não. Eu prefiro acreditar na experiência da Microsoft na área de suites para escritório do que na opinião de meia dúzia de revolucionários anti-Microsoft que nunca escreveram uma linha de código.
Além disso, o padrão foi atualizado para corrigir diversos erros apontados pela ISO, e 2000 páginas de correções foram anexadas ao processo.
Sem contar que esta é apenas a primeira versão, com certeza o OOXML irá melhorar bastante conforme a especificação for recebendo novas versões.
E daí que a especificação tem 6000 página? Poderia ter até mais, ninguém espera simplicidade de um padrão composto por 4 formatos preparados para serem usados por centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro.
O iWorks’ 08, da Apple, já é compatível com o OpenXML. Ou o iPhone e iPod touch, que suportam a leitura de OpenXML pelo Safari Mobile. Ou o Zoho Writer, um programa web-based bastante prominente, similar ao Google Docs, que também suporta o OpenXML (leitura e escrita).
O OpenXML já está em todo lugar, no seu Mac, no seu PC, no seu bolço, no seu navegador web, todo mundo está implementando o OpenXML, antes mesmo dele ser um padrão ISO, você vê uma dificuldade que simplesmente não existe.
Antônio:
“Frase interessante dita por um idiota, que com certeza não sabe de bulhufas e não deve ter mais de 15 anos, é chegada a hora de deixar de ser criança e entender que negócio é negócio, as empresas são livres para escolher o padrão, não serão forçadas, ainda mais que o ODF também é padrão não esqueçam disso!”
Tem certeza??? Com a base de súíte MS Office instalada em 99% dos computadores, e com um formatato fechado homolagado que não interopera bem com nada? Onde está a concorrência? Como concorrer?? Você adora chamar todos de crianças e idealistas, que ideologia não enche barriga, como se todo mundo aqui fosse comunista ou sustentado pelo pai…Acho que criança é você, ainda mais ingênua. Qualquer pessoa sabe que a MS comprou a especificação. Se você é a favor dela, da MS, ao menos seja síncero.
Erick,
Quem perde são os programadores, para desenvolver aplicações que usem o OOXML vamos ter que apelar para bibliotecas muitas das vezes caras.
Implementar o OOXML sem o uso delas é inviável, tente você.
“O OpenXML já está em todo lugar, no seu Mac, no seu PC, no seu bolço, no seu navegador web, todo mundo está implementando o OpenXML, antes mesmo dele ser um padrão ISO, você vê uma dificuldade que simplesmente não existe.”
Erick, já existia m padrão, aberto e de qualidade. Acho que somente isso joga seu discurso no lixo.
Vejo que você confunde um pouco a “aplicação” com o “padrão”. Talvez se você reler o meu texto anterior…
Não é problema você ter vários aplicativos diferentes. O problema é ter vários padrões diferentes. Qual é mesmo a vantagem? Enquanto as coisas não são padronizadas, cada um inventa o seu, e isso é uma parte importante do processo de criação. Com a experiência adquirida pode-se criar um padrão que vise atender as necessidades das várias partes interessadas.
O seu exemplo das trocentas interfaces, por exemplo… existe sem dúvida um movimento para padronizar alguns aspectos. Principalmente no que diz respeito à interoperabilidade e portabilidade. Você poderia querer padronizar a aplicação, a cor dos botões, a posição do menu, etc., mas tem gente que iria dizer que o contexto dessa padronização (ou uniformização) do ambiente pertence ao escopo do ambiente gráfico e não deve constar do padrão. Isso funciona como qualquer ciência, você faz experimentos (implementa novas idéias) e depois tenta organizar o conhecimento adquirido em uma teoria (padrão).
No caso específico dos ambientes gráficos, me parece interessante que a API de cada serviço oferecido seja padronizada. Assim, conseguiríamos maior portabilidade. Os programas poderiam ser implementados utilizando essa API, e automaticamente funcionariam em qualquer ambiente gráfico. Isso é bom para o desenvolvedor, que não precisa fazer retrabalho para que seu aplicativo funcione em diversos ambientes. É bom para o mantenedor, porque o código seria mais enxuto e conseqüentemente mais fácil de manter e menos propenso a ter falhas. É bom para o usuário, porque além de maior qualidade de código resultante dos fatores citados, a portabilidade garante maior disponibilidade de aplicativos. Essa disponibilidade de aplicativos seria uma faceta da liberdade de escolha (o usuário poderia escolher o ambiente de que mais gostasse) proporcionada pela padronização da API. Quanto mais padrões, menor a liberdade de escolha - se a sua escolha de ambiente gráfico não for compatível com a escolha da biblioteca utilizada pelo desenvolvedor, então você não pode utilizar o aplicativo, a menos que você opte por utilizar o mesmo ambiente gráfico que ele utiliza!
Eu realmente acredito que o processo de criação não deve começar com a padronização, e que não se deve padronizar nada que não seja maduro o suficiente para atender as necessidades de todas as partes interessadas. E é isso o que acontece com tudo o que você cita acima! Acredito que a existência do Gnome e KDE, entre outros, aumenta minha liberdade de escolha, mas a falta de interoperabilidade entre eles, por outro lado, limita essa liberdade. Eu em particular, não utilizo nenhum aplicativo que comesse com “K”. Não seria esse o fato, se as essas interfaces utilizassem uma API comum. Acho que quando tudo estiver mais maduro, teremos muito mais liberdade de escolha, justamente porque todas as interfaces seguirão o mesmo padrão. Nesse dia, o Kxxx, quando executado na minha máquina vai se parecer exatamente com um aplicativo bem integrado ao meu ambiente.
Quanto aos pacotes, acontece o mesmo. Eles vão amadurecendo e a portabilidade vai aumentando. Espero que um dia, eu possa fazer um projeto, e sem muito trabalho, quando eu escrever “make deb”, terei um pacote no formato “deb”, e quando escrever “make rpm” terei um “rpm”. Todos os vários tipos de pacotes serão automaticamente gerados através de informações guardadas em um certo XML. Eu como desenvolvedor precisarei saber apenas a semântica desse XML, e não a de cada formato de pacote separadamente. Quem sabe, se eu escrever “make publish”, todos os pacotes suportados serão gerados automaticamente, assinados e publicados no meu website!!
Mas devo esclarecer uma coisa… nada do que você citou acima é padrão ISO!! Se você quiser falar de CSS, HTML, HTTP, SMTP, POP, DNS, etc… aí poderemos conversar sobre a mesma coisa, mas enquanto você ficar misturando as idéias, nada vai funcionar.
Mais detalhes sobre interoperabilidade entre ambientes gráficos: Free Desktop.
Sim, e não. Não sei bem do que você esta falando. Se é do padrão, existem sim, muitos defeitos.
Agora se você esta falando dos aplicativos que irão implementar os diversos padrões, obviamente que são questões de implementação! Porque você não diz algo mais óbvio? Era exatamente o que eu estava dizendo. O que acontece, é que quanto mais complexo o sistema é, mais bugs - de implementação, óbvio - terá! Já ouviu falar em KISS?
Um exemplo é… imagine que você está desenvolvendo uma página em HTML que você quer que rode em “todos” os navegadores, inclusive o IE4. Suponha que você tem disponível a documentação completa do javascript, css e html de cada um desses navegadores. Agora imagine todos os hacks que você terá que implementar para fazer essa página funcionar! O que é mais fácil? Desenvolver para um padrão, ou para vários? Qual página vai ter mais bugs? A sua, ou a minha que será implementada para funcionar nos navegadores que seguem os padrões internacionais? Certamente que os usuários que não utilizam o mesmo IE6 que você usou para testar sua página terão problemas em acessá-la, e fatalmente serão obrigados a utilizar o mesmo navegador que você. Onde fica a liberdade de escolha?
A qualidade do código, ou da biblioteca, irá ser bastante influenciada pela complexidade. Imagine o código de um navegador que tem que se comportar de maneira diferente para cada tipo de informação sendo acessada? O comportamento desse navegador é previsível?
Desculpe, mas eu espero. O ODF, que foi preparado para ser usado por centenas de milhões de pessoas, tem 722 páginas, e pelo que você disse, o OOXML chegou a 8000!! Espero que o OOXML seja ao menos 10x melhor. :-)
Não sei se você reparou, mas a sua resposta ao meu comentário não respondeu nada! (veja no final do texto sobre suas falácias)
De qualquer modo, me parece que você vê a questão da interoperabilidade como um problema muito longe do cidadão comum. É mais um problema entre grandes empresas. Pois eu não vejo dessa forma. Para usar o ODF, ou OOXML, eu não preciso estar criando um “office”! Ou posso simplesmente estar fazendo uma biblioteca para gerar documentos no meu site. Por exemplo, eu posso gerar um relatório de alguma coisa bem simples. Para compor o meu relatório, eu posso querer gerar uma planilha com um gráfico. Isso não é para “grandes”. Um mero mortal como eu pode fazê-lo.
Eu me lembro que na época que conhecia pouco sobre software livre… na época em que era usuário do “Linux”, e não do “Stallmanix”, como sou hoje, eu achava que era muito mais fácil desenvolver meus aplicativos. Tinha um site na internet e lembro ter desenvolvido meu próprio servidor HTTP. Foi uma experiência bem bacana. Tive que ler o padrão (uma RFC) e implementar de acordo. Não foi difícil… felizmente o RFC não tinha 8000 páginas!
Claro que as pessoas que não concordam com sua opinião são simplesmente “revolucionários anti-Microsoft”. É interessante você dizer isso, porque todos os meus argumentos foram bem embasados. Ao contrário dos seus, que estão incorretos por compararem “aplicativos” com “padrões”, mostrando como você entende pouco do que está falando (ou simplesmente quer desviar o rumo da discussão). Outros argumentos seus foram mais no estilo “e daí!”. Releia seus argumentos e veja como são genéricos e poderiam ser aplicados em qualquer tipo de discussão.
Por exemplo, quando você diz que as pessoas que não concordam com você são revolucionários que nunca escreveram uma linha de código, você esta usando um argumento um tanto quanto genérico. Em primeiro lugar, você não conhece essas pessoas. É um argumento genérico que pode ser usado em qualquer discussão sobre software quando as pessoas não concordam com você.
O mais interessante, é que além de você criticar as pessoas que “nunca escreveram uma linha de código”, você considera que desenvolvimento é para poucos… apenas os que tiverem capacidade e recursos para ler 8000 páginas de documentação. Como você critica uma pessoa que supostamente se comporta exatamente da maneira que você espera? Se você não acredita que eu vá ter interesse em desenvolver algo que suporte o padrão, porque critica aqueles que não desenvolvem?
Me chamar de “meia dúzia de revolucionário anti-Microsoft” é uma falácia chamada Ad hominem. Você poderia ter tentado ir direto ao ponto, e mostrar como meus argumentos são falhos… assim como fiz com os seus!
Outra falácia é quando você fala sobre gerenciamento de pacotes, etc, que não tem nenhuma relação com “padrões internacionais”. Essa eu procurei na wikipedia e chama-se Ignoratio elenchi.
Mais uma: Argumento de autoridade. Quando você fala da Microsoft. Sim, tudo está OK, porque a Microsoft é uma empresa com muita experiência e competência. Essa não foi muito séria, porque você simplesmente disse que prefere confiar na M$. Mas eu interpretei como se a opinião de “meia dúzia de revolucionários” não importasse, independentemente do argumento, pois a Microsoft tem autoridade.
Não vou me estender mais por que essa mensagem já está muito longa. De qualquer modo, não se esqueça que essa discussão tem muitas facetas. Não se discute simplesmente se o OOXML tem problemas ou não. O que se discute é:
* É necessário o OOXML ser um padrão ISO?
* Houve irregularidades no processo?
* O OOXML tem muitos defeitos que deveriam ser corrigidos antes de ser considerada sua adoção como padrão?
* Não seria mais correto que o ODF fosse melhorado para incorporar as supostas deficiências que supostamente tornam o OOXML necessário?
* A intenção do OOXML é garantir o que a Microsoft, incorretamente, chamou de “compatibilidade descendente” com os outros formatos office. Esse objetivo pode ser realmente atingido com essas 8000 páginas? Como, se a especificação não diz como interpretar o conteúdo dos formatos “legados”?
André Caldas.
Assine a petição do <NO>OOXML: petição.
André Caldas.
[...] adicional: OOXML aprovado como padrão internacional na ISO Google diz que OOXML da Microsoft é insuficiente e desnecessário Blog do Jomar Silva Blog do Avi [...]
isso ae!! vamo quebrar tudo!!
Me desculpe, Andre Caldas, mas eu definitivamente não vou ler esse “livro” que você escreveu por vários motivos, entre eles:
1) Não estou interessado em iniciar uma flame war.
2) Não acredito que qualquer coisa que eu disser irá mudar a sua opinião.
3) Estou com preguiça de ler.
Só gostaria de deixar claro que o termo “meia dúzia de revolucionários [...]” não se referia diretamente a você, e reafirmar que o OOXML é um padrão aberto, já que infelizmente as pessoas insistem em mentir e dizer que ele é fechado.
Quanto ao mais, o tempo determinará se o OOXML é bom ou não. No momento tudo é muito prematuro e especulativo, além de terem muitas emoções envolvidas.
Abraços!
Erick,
acredito que só vai haver uma flamewar se os participantes deixarem de argumentar para agredirem-se. a partir das opiniões demonstradas nessa sua ultima mensagem, acredito também que o texto do André pode ser muito interessante se vc estiver disposto a confrontar o seu ponto de vista com um outro. não disse que vc está errado (embora eu esteja convicto disso), apenas que vc não deveria perder essa oportunidade de, quem sabe, mostrar pq as colocações do André estão erradas.
Me desculpe, Erick, mas quem parece querer iniciar uma flame war é você, que nos escreve um post cheio de “argumentos” vazios, sem bases científicas, e ainda ataca a comunidade dizendo que prefere acreditar na experiência da referida empresa na área de office suites que (SIC)”na opinião de meia dúzia de revolucionários anti-Microsoft que nunca escreveram uma linha de código”.
Acho que se quer entrar na discussão, deve expor seus argumentos científicos com base na realidade objetiva e não tentar atacar os outros, pois isso desvia a discussão do rumo e a leva a lugar algum.
[...] fazer um post sobre a aprovação na ISO do bizonho formato Office Open XML e como isso é ruim para todos. Poderia descorrer muita coisa [...]