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Artigo gerado automaticamente é aceito no IEEE

“Você conhece o SciGen? É um software desenvolvido no MIT, sob licença GPL, para geração automática de artigos científicos. É fantástico: você dá a ele os nomes dos autores e o título do artigo, e ele gera o texto, gráficos, referências bibliográficas… tudo abobrinha, texto aleatório, sem nenhum sentido, mas gramaticalmente correto, e perfeitamente formatado. Há uma demonstração online, vale a pena conferir.

Artigos gerados pelo SciGen já foram aceitos em várias conferências e agora, finalmente… foi aceito em uma conferência do IEEE !!!”

Enviado por Fábio Prudente (flsp70Θyahoo·com·br) - referência (fprudente.blogspot.com).

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15 Comentários para “Artigo gerado automaticamente é aceito no IEEE”

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  1. Tércio Martins (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 4:09 pm

    Link estranho este!

  2. Eri Ramos Bastos (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 4:16 pm

    E aparentemente notícia gerada automaticamente é aceita no BR-Linux.

  3. gustavo (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 4:32 pm

    Que post mais estranho esse!

  4. Roberty (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 5:59 pm

    “E aparentemente notícia gerada automaticamente é aceita no BR-Linux.”

    Professor/aluno com n artigos publicados detected?

    =D

  5. Tiago Veloso (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 6:09 pm

    Para os céticos/ignorantes, a notícia original no Slashdot com mais de 162 comentários: http://entertainment.slashdot.org/article.pl?sid=08%2F12%2F23%2F2321242&from=rss

  6. Wagner (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 7:39 pm

    Poxa…. como a IEEE tah fácil de publicar… olha um trecho do meu ‘artigo’:
    we compared bandwidth on the GNU/Debian Linux, Microsoft Windows 3.11 and GNU/Hurd operating systems.

    Sendo que o artigo trata de temas completamente desconectados…. mas a idéia é legal…

    Mas o artigo citado na matéria não vai para seção de apresentações, ele terá um poster apenas.

  7. observador (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 8:40 pm

    eu ainda prefiro o lero-lero.

    http://www.dicas-l.com.br/lerolero/

  8. Alexandro Henrique (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 10:01 pm

    Interessante seria se fornecêssemos alguns parâmetros como por exemplo: economia, Shakespeare, escola, prisões. E depois algum processamento, pesquisando na internet, ele fornecesse um artigo sobre economia no custo de presídios por ensinar Shakespeare nas escolas.

  9. foobob (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 10:28 pm

    Quero obter uma patente para um gerador aleatório de patentes. ;)

  10. Fellype (usuário não registrado) em 25/12/2008 às 11:00 pm

    Me avisem se alguém conseguir com que um artigo gerado por este software seja aceito no Physics Review Letters

  11. cagliostro (usuário não registrado) em 26/12/2008 às 2:48 am

    Já conhecia esse programa, e o resultado é muito sério; mostra a decadência da ciência atual.

    Me avisem se alguém conseguir com que um artigo gerado por este software seja aceito no Physics Review Letters…

    Ah é ??? As centenas de artigos sobre supercordas já conseguiram esse feito…rsrsrs

  12. a (usuário não registrado) em 26/12/2008 às 5:15 pm

    hahaha, acho q vou publicar no ieee tb, nao tem “referieee” nesta ieee?

  13. Patola (usuário não registrado) em 27/12/2008 às 6:24 am

    Pelo que vi nos comentários do slashdot, neste caso (e em muitos outros) o que aconteceu é que o artigo passou por uma revisão que tratava apenas da formatação; como o comentário diz, “até uma folha de estilos faria isso”. E o caso em questão também é tal que os artigos escolhidos para “pôster” (como esse foi) não têm seu conteúdo revisto, são usados apenas para anúncios e geralmente tem pré-aceitação automática apenas por questões financeiras (as instituições responsáveis muitas vezes apenas pagam as despesas de viagem e ingresso se o remetente do paper passar pelo crivo inicial).

    Então não me parece sinal efetivo de “decadência da ciência”, como afirmaram acima. Parece, se tanto, apenas uma demonstração dos vícios que o mercantilismo da ciência traz consigo. De qualquer jeito, papers que caem na categoria deste e não passam dos filtros “reais” - revisão por pares, verificação dos resultados, etc. - nunca são levados a sério, nem publicados em journals que é o que interessa para a ciência acadêmica.

  14. cagliostro (usuário não registrado) em 28/12/2008 às 3:50 am

    Então não me parece sinal efetivo de “decadência da ciência”, como afirmaram acima.

    Patola,

    Você já ouviu falar de Jan Schön ?
    http://en.wikipedia.org/wiki/Jan_Hendrik_Sch%C3%B6n

    Outra pergunta: você já publicou algum artigo ?
    Menos …já leu artigos de revistas especializadas ?
    Cara…a ciência hoje em dia é business, escândalos como o do Schön só são descobertos se o assunto é muito hot e os resultados chamam muito a atenção.
    Eu tenho artigos publicados e leio muitos artigos, acho erros aos montes, o crivo em geral é muito superficial. Se você submetesse um paper afirmando que a conjectura de Poincaré é falsa (é verdadeira, Perelman demonstrou isso), aí sim não tenha dúvida de que o referee vai escrutinar seus argumentos; mas se o seu trabalho for “A fractal structure for the early universe”…vão olhar se o resumo é cool, se as fórmulas são bonitinhas e provavelmente acaba sendo publicado…
    Deveria ser como você acredita que seja, mas a realidade é outra coisa.

  15. Esse negócio de aprovação de texto para artigo é algo muito sério. As vezes a vaidade sobe a cabeça e o resultado é o atraso da evolução cientifica por conta de erros grotescos.

    Certa vez eu ouvi de um orientador as seguintes palavras:
    - Eu nunca faria um artigo com você. Você é muito certinho e na vida cientifica não pode ser assim. As vezes é preciso “ajustar um pouquinho” os resultados para eles chegarem aos valores que você pretende defender.

    Isso porque havia sido feita uma pesquisa para provar determinado evento que “sabiamos” que era de um jeito, mas depois da pesquisa feita, com um bom número de amostras, o resultado foi para o lado contrário comprovando que estávamos errados. A solução era: Ou mudar de opinião e explicar o evento como realmente ele ocorria, de acordo com o resultado encontrado; ou “ajustar um pouquinho” para conseguir defender a nossa teoria completamente errada.

    Daí aprendi uma lição: nunca confie em uma teoria experimentada e/ou defendida por apenas uma só pessoa. Ela pode ter ajustado um pouquinho o resultado para defender a sua ignorância e sustentar sua pompa de doutor.