Jolla, como vimos no início da semana, é o bote salva-vidas no qual desenvolvedores pretendem afastar a distribuição MeeGo dos rumos que a Nokia tinha para ela, e nesta entrevista o CEO da empresa, Jussi Hurmola, fala um pouco sobre seus planos e a situação atual.

A situação atual é fácil de resunir: eles têm 50 funcionários, metade dos quais veio da Nokia, e quase todos com experiência prévia no MeeGo ou seus antecessores (Moblin, Maemo), e estão contratando ~5 por semana. Seu plano de financiamento é em várias etapas, sendo que as primeiras estão em andamento com capital já obtido e estão relacionadas à criação do produto. As parcerias com fabricantes e fornecedores de chipsets devem ser anunciadas em breve, se tudo correr bem.

Quanto aos planos, há um pouco menos de clareza: um telefone com o MeeGo deve ser anunciado ainda neste ano, mas sem garantia da intenção de colocá-lo à venda antes de 2013; ele deve atender a um segmento específico (e não revelado) do mercado, não atendido por ofertas como as do iOS e Android; nenhum detalhe das especificações foi adiantado, mas o projeto é inspirado pelo N9 da Nokia (com a qual o relacionamento é amistoso mas não tão próximo como alguns aventaram).

Sobre apps, a empresa parece ter um plano para não lançar seu produto com zero apps, mas o CEO disse que não pode falar nada sobre ele no momento, assim como não pode comentar sobre os “grandes parceiros” que afirma ter, ou os países nos quais pretende oferecer seus produtos.

Ao comentar sobre outras alternativas (especificamente o Tizen e o Firefox OS) de sistema operacional móvel baseado em código aberto, o CEO da Jolla me surpreendeu por se posicionar de forma bastante similar à minha.

Vamos aguardar ele revelar mais detalhes! (via intomobile.com – “Interview: Jussi Hurmola, the CEO of JollaMobile (audio and text available)”)