Todo mundo quer jogar
Enviado por Thomas Lopes (thomasΘthlopes·com):
Já é do conhecimento de quem já esteve aqui antes que tenho um certo apreço pelas loterias, e até já criei alguns scripts para ajudar na conferência e montagem de jogos para as Loterias Mega Sena e Lotofácil (PyLottery). Mas poucos sabem que já desenvolvi um jogo para Desktop em Java (Quem diria, mas foi durante a faculdade) e por muito pouco não acabei fazendo parte, indireta e diretamente, de um dos mais recentes ramos da TI: os jogos online.
Os jogos online abriram um grande leque para os jogadores do mundo real também. Antes, para jogar poker com alguém que não a máquina, você tinha que ir até a casa de um vizinho ou amigo. Com o advento da Internet e dos jogos em rede, você pode jogar exatamente agora com uma pessoa em qualquer lugar do globo através de sites como o partypoker, só pra citar um exemplo dos jogos de cartas, fora uma infinidade de outros gêneros como tabuleiro, estratégia, RPG, Simuladores, e uma aí vai uma lista quase-sem fim… Tem para todos os gostos!
Muitas empresas de marketing digital perceberam que o ser humano, sempre competitivo, não resiste a um bom jogo, pronto a desafiar seus colegas, ávido para ver seu nome entre os TOP 10 do ranking. E com a explosão das redes sociais, esse comportamento se tornou ainda mais latente. Especialistas também perceberam que alguns desses elementos da mecânica dos jogos (Competição, Ranking, Emblemas, Pontuação/Dinheiro, etc) poderiam ser explorados em outros tipos de aplicativos dentro das redes sociais, e aí começam a surgir aplicativos e campanhas digitais com cara de jogos, incentivando os usuários a interagir em troca de recompensas e badges, inflando o ego dos jogadores, e consequentemente alavancando as marcas envolvidas. Algumas vezes, a mecânica do jogo está tão bem inserida em nichos diversos que os usuários mal percebem que estão competindo por status entre a comunidade.
Esse fenômeno, chamado nos portais e na mídia social de gamificação (alguns clamam ter surgido dentro das corporações para incentivar a adoção de metodologias e processos, outros nas redes sociais), chegou num nível que já existem empresas que oferecem serviços especializados de desenvolvimento e manutenção de estratégia de jogos online para marcas, como a Social Mediation, além de outras que se especializaram em jogos sociais como a Zynga que tentam emplacar até uma moeda virtual em larga escala. Chegou num nível que as próprias produtoras de games querem aproveitar esse movimento e tornam suas grandes produções em pequenas peças dentro de um game maior, de escopo global, onde cada conquista dentro do jogo individual incrementa o ranking dentro das redes (PSN, XBoxLive, Steam, Origin, Newgrounds entre outras) dando visibilidade para o jogador, fazendo com que ele jogue cada vez mais, o que por sua vez, vai gerar mais lucro para os donos da rede, os produtores dos jogos e as marcas anunciantes. Todo mundo quer jogar, independente do lado do tabuleiro em que se encontra, e no final, todos acabam ganhando.
E você? Ficou ansioso para ver sua marca e seus produtos caírem no gosto das redes sociais? A THLopes em breve apresentará alguns cases de aplicação dessas estratégias. Ou quem sabe ficou apenas com vontade de encarar uma partida online? Também estamos aí!” [referência: thlopes.com]
Concordo não. Quando vejo isso, lembro-me do lema do Alessandro Faria: .
E, depois de um certo tempo, essas “competições” de redes sociais acabam gerando reações inesperadas — e nada boas. Quem foi na Campus Party 2012 em SP viu o tanto de confusão que há no meio disso.
@Tércio Martins: quanto a “competição” em redes sociais não sei, mas em MMOs (principalmente os que contam com formas de PvP, combate entre jogadores) e alguns outros jogos online já vi competição sadia gerando amizades.