Microsoft forma subsidiária para trabalhar em projetos open source
A Microsoft, que hoje tem participação ativa ou apoio em projetos como o Linux, Hadoop, MongoDB, Drupal, Joomla, entre outros, anunciou ontem a criação de uma subsidiária para operar exclusivamente nas operações em conjunto com desenvolvedores open source, grupos de padrões abertos e iniciativas de interoperabilidade.
O executivo Jean Paoli, que é um dos criadores do XML 1.0 no W3C, será o presidente, e o grupo será composto de 60 a 75 pessoas. Outras áreas da empresa continuarão a lidar e interagir com projetos open source, mas a intenção divulgada é que a nova entidade tenha possibilidade de fazê-lo de maneira mais eficiente. (via bgr.com – “Microsoft forms subsidiary to work on various open-source projects”)
Provavelmente é porque estava fazendo mal para a (má) imagem da empresa notícias do tipo “Microsoft está contribuindo para o linux”.
Aí um executivo de informática engravatado lê uma notícia dessas e pensa: “Então quer dizer que a Microsoft dá garantia para o linux ? Opa, então posso passar a usar linux na minha empresa porque terei alguma empresa grande para eu jogar a culpa nela se algo não funcionar”.
A indústria automobilística também usa artimanhas semelhantes, criando uma marca nova para vender carros mais populares e assim não manchar a imagem da marca principal.
@linuxer,
E a MS, a essa altura da vida, está lá ligando para ‘imagem da empresa’?!…
Acredito que tal decisão seja mais por aspectos práticos da governança interno de projetos do que por aspectos mercadológicos (bem, é a minha visão da coisa, claro).
Pra nós, usuários e entusiastas do Open Source, o que interessa é ver essa ‘cultura’ evoluir e resultar em softwares melhores (tanto os livres quanto os proprietários! Sigam meu raciocínio: “se eu tiver que pagar pra usar um programa, então que ao menos ele seja superior em uso ao equivalente gratuito!”), e que todos sejam felizes!
[]‘s a todos!
Se a Microsoft entrou é porque esse negócio de open source dá dinheiro, muito dinheiro. Quem for esperto entra junto.
Descobri porque o Joomla é tão cheio de furo de segurança! :P
Microsoft só entrou nesta depois dos processores milionários/bilionários que sofreu por fomentar as práticas de monopólio.
#bino
@Buffet
No caso dela não é porque o OpenSource dá dinheiro. A Não interação com ele faz perder dinheiro.
Quem em sã consciência gostaria de botar o HyperV como plataforma de virtualização e meter Linux como “guest OS”? O Windows server não sabe nem fazer bonding de interfaces direito mantendo a performance na queda de uma delas em um time.
Sem contar que a maioria das “Cloud Stacks” que rolam por aí, não tem Windows na infra. Como guest, sim.
@linuxer
Que diferença faz a esta altura[2] ???
O Ballmer já falou que Linux é um câncer e infringe 300 e poucas “patentes da MS”.
@Ironmaniaco,
“Sem contar que a maioria das “Cloud Stacks” que rolam por aí, não tem Windows na infra. Como guest, sim.”
Até por que se tivesse o preço não seria atrativo pra ninguém.
Será que um dia veremos um kernel NT/BSD?!
Esse mundo acaba em 2012 mesmo! Não tem jeito! :D
Joomla é cheio de bugs por conta do PHP, oras. Igual à todo CMS baseado em PHP, como o PHP Nuke, por exemplo.
Só a “comunidade linux” para ficar enraivecida de ver o seu detrator de longa data dando o braço à torcer.
É hora de comemorar pessoal.
Ah tá! O programador que não programa direito e a linguagem que é culpada? Ótimo!
Como toda iniciativa ligada a Software Livre (ou “open source” como gostam de dizer) da MS. É preciso de esperar se é realmente um sinal de mudança de rumo, ou, mais uma vez, apenas uma iniciativa isolada que logo a frente vai entrar em contradição com alguma ação contra padrões abertos e softwares livres.
Teve um caso cerca de um ano atrás bem significativo. Um desses que sofrem sozinhos na empresa pelo software livre anunciou iniciativas legais, menos de uma semana depois, um diretor grande (da américa latina, creio) deu declarações fortes de repúdio.
Eu continuo achando que só tem chance real de mudança quando o Ballmer sair.
Não sei até que ponto desenvolver o Windows será viável economicamente, num mundo pós-pc e com alternativa viável no meio empresarial(Linux).