MeeGo: Tizen disponibiliza seus primeiros códigos
Quando publiquei o obituário do MeeGo, em setembro, também informei que após a Nokia ter abandonado o projeto, a Intel daria continuidade à ideia na forma de um novo projeto: o Tizen, agora em pareceria com a Samsung – e com nova base de código, que eventualmente clonaria as partes do MeeGo que interessassem às novas parceiras.
E a versão preview do código-fonte do Tizen acaba de ser publicada, contendo middleware, interface básica com o usuário, interface de menus e um também um preview do SDK e APIs para os desenvolvedores de aplicação interessados.
Segundo os comentários do LWN, o código do sistema operacional em si é derivado do Debian, mas divergiu dele já em 2010. Vamos torcer para que prove ter utilidade e desperte interesse! (via lwn.net – “Tizen releases some code [LWN.net]”)
Eu pensei que a ideia iria enfraquecer com a disponibilizacao do webOS como software livre, pois tem a mesma fonte a a mesma filosofia:
S.O. baseado em linux com tudo que o usuario puder ver feito em HTML5!
Nao sei se vao interagir ou nao mas tem gente interessada neste tipo de ideia, como a ASUS que usou o Meego em alguns equipamentos.
Talvez a galera da Linux Foundation tenha que ter mais politica para amarrar acordos, pois as vezes parece que o GNU/Linux estah com a faca, o queijo, a goiabada, a geleia de amendoim, a compota de mamao, oregano, azeite doce e a ambrosia na mao mas tudo acaba em marmelada (nao proposital, claro).
@Leonardo, também vejo assim. Tantos dispositivos com o kernel baseado em Linux e o próprio SO não parece ter toda a integração que poderia ter com esses periféricos. Era pra quando usar uma distro Linux, ter uma série de recursos integrados, como acontece com iOS e MacOS, Windows e Windows Phone ou até Windows Mobile, dentre outros.
Estava lendo um pouco sobre a documentação e fiquei com uma dúvida. O Tizen
vai funcionar semelhante com a ideia do SO da Mozilla para mobile?
E o Bada? O que a Samsumg fará com ele?
Pessoal, essas discrepâncias acontecem, porque como todos sabem, mas às vezes se esquecem, é que o Linux é só um kernel, os demais componentes são iniciativas individuais e muita das vezes até concorrentes que não colaboram entre si.
Quem faz sucesso no mundo mobile hoje é o Android, ter um kernel Linux é só um detalhe.
Nao, nao eh soh um detalhe. Nao eh apenas o kernel, eh “O KERNEL”, vc estah falando como se fosse a diferenca entre dois universos e nao eh. Veja que a Google resolveu reintegrar os drivers do Android a arvore principal, isso para mim quer dizer extremamente compativel.
Mesmo que fosse como voce estah dizendo, Andre, a possibilidade de ter uma boa interface entre os mobiles com GNU/Linux e o meu desktop GNOME, KDE (e porque nao o meu Enlightenment e17??) nao sai de cena.
As grandes industrias de storage, incluindo aih Seagate, Toshiba e outras declararam que nao tem mais optimizacao para o GNU/Linux e seus sistemas de arquivos, nao porque ele sao muitos, mas porque nao tem com quem “conversar”. Entenda aih uma empresa, ou um pool de empresas que encarem a responsabilidade de montar labs, testar, homologar, ajudar a optimizar o hardware e o firmware embarcado. Eh desse tipo de coisa que falei da Linux Foundation, talvez falte caras da politica (nao sei), para chegar junto dos investidores como HP,IBM, RedHat, etc, etc, etc e fazer eles bancarem laboratorios para LF, como eles montam para universidades, para um “bem universal do GNU/Linux” que daria mais grana a todos, pois mais uma vez rolaria a maxima de dividir os custos e multiplicar os beneficios.
Fatos nos comprovam que é só “O KERNEL” mesmo.
Existe sim uma grande diferença entre cada iniciativa de SO que usa kernel Linux.
Se “O KERNEL” fosse tudo, WebOS e Meego estariam fazendo o mesmo sucesso do Android.
Removendo a interface, serviços do Google, bibliotecas e APIs do Android (que são só dele) e deixando “O KERNEL” com qualquer outro conjunto de pacotes, será que faria o mesmo sucesso?
Tenho certeza que não. Aí vemos que só “KERNEL” não move moinho.
A diferença do sucesso do Android em relação aos demais sistemas baseados em Linux é que o Google bancou o projeto.
Não só em dinheiro, mas com comprometimento.
Decidiram que iam fazer e foram atrás de parcerias de fabricantes.
A Nokia tinha tudo isso pra fazer sucesso, até mais, já é um fabricante líder. Resolveu deixar engavetado o Maemo, só aproveitando a situação confortável no mercado, deu no que deu.
@André, quando fala de “fatos” vc. precisa especificar de quais deles vc. está falando, para podermos decidir se estamos lidando com fatos ou factóides.
Android é: Linux Kernel + HAL + Máquina Virual Dalvik + API disponível para aplicações + Aplicações e Serviços.
O Linux Kernel é Free Software, licenciado pela GPLv2.
O HAL depende de cada fabricante, sendo que vários deles publicaram seus códigos usando licenças abertas.
A implementação da máquina Dalvik é Open Software, licenciada da com a Apache v2.0
A API Android também é Free Software, licenciada com a Apache.
As aplicações que rodam sobre o sistema são variadas em licenças.
Os serviços, incluindo os da Google, não rodam no equipamento do usuário. Não sendo distribuídos para ninguém, o software que os executa não precisa de licenças de distribuição. A vantagem dos serviços é que podemos trocar um serviço por outro semelhante, caso desejado. Não é impossível distribuições do Android sem o AndroidMarket, ou GoogleMaps e etc., substituídos por outras alternativas.
Conforme demonstrado acima, o Android é tão útil quanto qualquer outra distribuição Linux. Com o código disponível, talvez um dia possamos por exemplo rodar uma aplicação Android diretamente no Ubuntu ou outra distro qualquer. Ou aproveitar um driver de dispositivo projetado para o Android, mesmo que seja fechado. Basta que alguém invista nisso. Projetos como o Android x86 e Cyanogen Mod são a prova.
Errei. Onde se lê:
“A API Android também é Free Software, licenciada com a Apache”
Fica:
A API Android também é Open Software, licenciada com a Apache.
Agora falando dentro do tópico do Tizen, pra variar:
Eu não confio muito nessa de UI com HTML5, assim como não gostava do Firefox com XUL (e o pessoal da Mozilla pelo visto concordou, pq repensaram isso no Aurora). Mas, afora isso o projeto Tizen é bem interessante. Mesmo não sendo programador profissional, tô curioso pra dar uma olhada e vou sugerir pro meu grupo de estudo.
@psantos, a Samsung tem lançado alguns modelos com o Bada, que ao contrário do WebOS e do Tizen está é muito vivo ainda. Mas esses aparelhos acabam ficando lá no hemisfério do Sol Nascente mesmo. Sem dúvida porque o Android alcançou popularidade maior entre os produtos da companhia.