Calligra 2.4: primeiro release da nova suíte de office do KDE
Enviado por Francisco Fernandes (francisco·fernandes·jΘgmail·com):
Do site do projeto Calligra:
” Calligra é uma suite integrada de aplicações que cobrem as necessidades de escritório, criação e gerenciamento de projetos. É a suíte gratuita mais abrangente em termos de aplicações e esperamos que o numero aumente a medida que o projeto for amadurecendo. O Calligra disponibiliza suas aplicações tanto em desktop quanto em plataformas mobile, como tablets e smartphones. ”
Para conhecer mais o projeto, acesse [calligra.org/…]” [referência: calligra.org]
Enviado por Tércio Martins (tercioΘpop·com·br):
Calligra é um projeto criado por desenvolvedores do KOffice, com o objetivo de criar um conjunto de aplicativos altamente modularizado, facilitando a manutenção do código-fonte e o reuso em outros projetos.
Existem três versões do Calligra: Calligra Suite (para desktops), Calligra Mobile (para smartphones) e Calligra Active (para tablets que utilizam o Plasma Active).
Entre as novidades em relação à última versão do KOffice, estão a inclusão de novas aplicações (Flow, editor de diagramas e Braindump, para organização de ideias), suporte melhorado aos arquivos do Microsoft Office (“em muitos casos, o melhor que você pode encontrar”, segundo o anúncio) e uma nova interface, que objetiva ser simples e ao mesmo tempo versátil.
A lista completa de novidades está no texto oficial do lançamento.” [referência: calligra.org]
Certamente o maior avanço nesta versão foi o Krita, que está de arrebentar. É engraçado como há poucos anos ele era um programa bem lento e deficiente, lente e vivia na sombra do gimp. Hoje ele parece ser superior ao gimp em muitas coisas, além de possuir suporte a janela única e cmyk.
Então dizer que não dá pra usar Linux por nãio haver programas com janela única e suporte a cmyk não é mais desculpa :-)
Parabéns aos desenvolvedores do Koffice, digo, Calligra. Espero que dentro de poucos anos esta suíte já supere o libreoffice (que merece uma reescrita, como fizeram com o koffice).
“libreoffice (que merece uma reescrita, como fizeram com o koffice).”
Mas o Libreoffice é uma reescrita do OpenOffice pré-Apache.
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Acho que vou deixar para testar o Office do imperador pervertido quando sair o próximo Kubuntu.
Essas duas ferramentas que o Tércio destacou me chamaram a atenção. Não sei se vão ser úteis mesmo, mas parecem bem legais pra brincar de rabiscar :)
Cara, eu dou maior apoio, mas confesso que o Microsoft Office 2010/2011 (Mac) e o iWork estão muito à frente..
Mas ainda não lançaram o iWork nem MS Office pra Distros Linux e Open/FreeBSDs.
Se o suporte a arquivos do MSOffice melhorou, então está na hora de testar o Calligra, que não uso desde os tempos do KOffice 1.6. Na época, o KOffice era muito mais leve que o OpenOffice.
@Weber Jr., não, o libreoffice é um “fork” do OO. Ele não foi reescrito, mas sim teve – está tendo – boa parte do seu código limpo e pequenas refatorações. Mas refatorar pequenos trechos de código não corrige erros estruturais, e me parece que o antigo OpenOffice foi escrito desta forma. Algumas vezes não adianta ficar reformando. Tem q demolir e começar do zero; ou quase, como fizeram os devs do koffice/calligra e com o KDE.
Por exemplo, o OpenOffice implementa uma toolkit para componentes visuais própria (que remonta do início da década de 90 quase que sem modificações, ao que parece), que até hoje não se integra bem com o X11, por exemplo. Os devs do neo office, por exemplo, reescreveram boa parte desta parte para melhorar a integração com o OS X.
Tenchi
“Tem q demolir e começar do zero; ou quase, como fizeram os devs do koffice/calligra e com o KDE.”
Isso é fácil dizer para quem não tem nada ou está perto disso. O Koffice era muito verde, e competia com o OOo que tinha ampla vantagem no número de usuários, não se tinha muito a perder, quase nada.
Além disso, no meio do caminho houve a mudança (bem drástica) de KDE 3.x para 4.x . E a mudança foi muito maior nas bibliotecas do que no visual.
Tenchi,
…complementando…
Um exemplo, aquela UNO eu acho um nojo, complicada, pouquíssimo intuitiva. Mas e o legado, como fica?
Esse é só um aspecto, até nem tão grande, do que falei antes. O Legado é muito grande.
Eu gosto da idéia do Caligra, mas acho que o LibreOffice também não precisa fazer terra arrasada.
@Weber Jr., compartilho da sua visão de que é inviável reescrever um software do tamanho do openoffice. Acabei fazendo parecer, no meu comentário, achar viável tal processo.
A questão do LO – ou mesmo do KDE – não é tanto visual. Mas o oo tem problemas estruturais graves e pelo que vi não são fáceis de resolver com simples refatoração. Repensar toda a estrutura e reescrever boa parte dela é o ideal, num mundo ideal, onde unicórnios cavalgam pelos campos verdejantes…
Leandro
nao se compara problemas do libreoffice com kde. este ultimo vem se destando no mundo linux por sua estabilidade, flexibilidade e leveza. nao eh o mesmo kde4 que voce conheceu.
Tenchi
“Mas o oo tem problemas estruturais graves e pelo que vi não são fáceis de resolver com simples refatoração.”
Tem algum exemplo concreto pra ilustrar?
Tudo me parece factível sem recomeçar do zero. Depois que iniciou o LO, ele parece estar avançando num bom ritmo.
Um editor de texto a mais no linux, aleluia.