Ontem foi o dia em que a Microsoft colou a figurinha da Samsung no seu álbum de distribuidores de Android que pagam a ela royalties por aparelho vendido em troca de licenciamento de patentes, tornando-o ainda mais completo: foram 7 figurinhas nos últimos 3 meses, e as 2 mais valiosas – correspondendo à HTC e à Samsung, os maiores vendedores de aparelhos com Android nos EUA – agora já estão preenchidas.
Curiosamente, entretanto, esta foi uma das ocasiões em que o Google preferiu comentar o resultado publicamente (por meio de um comunicado enviado à imprensa), e usou uma referência a extorsão no comentário. Eis o contexto, em tradução minha: “Não conseguindo sucesso no mercado dos smartphones, eles estão recorrendo a medidas jurídicas para extorquir rendimentos do sucesso alheio e colocar obstáculos no caminho da inovação. Nós continuamos concentrados em construir novas tecnologias e apoiar os parceiros do Android.”
Assim como o discurso do Google, embora nem sempre público, segue o script que se espera de uma corporação que sofre revés em um produto estratégico devido a patentes pertencentes a um concorrente, a Microsoft também respondeu seguindo o script que se espera do detentor de patentes que conseguiu convencer o parceiro de seu concorrente a assinar um pacto licenciando-a para uso no produto deste concorrente.
Mas esta tréplica da Microsoft, por meio do seu chefão de comunicações, também chama a atenção por uma palavra especificamente, que – segunda ela – poderia servir para traduzir o discurso do Google, acima: “Waaaah” – em tradução livre: “Buáááá”.
Ela também recomendou ao pessoal de Mountain View a leitura atenta do quinto parágrafo deste post que trata especificamente da opinião da empresa sobre o discurso do Google de que o licenciamento de patentes prejudica a inovação. (via techcrunch.com – “Google On Microsoft’s Android Patent Tactics: It’s Extortion | TechCrunch”)