Determinados programas em Javascript acabam de entrar na categoria dos objetos de críticas, reprovações ou alertas específicos emitidos pelo Dr. Richard Stallman, juntando-se assim a temas como (in)determinados ministros brasileiros, um artigo de 2006 do BR-Linux, as licenças Creative Commons, vários webmails, uma proposta de regulamentação das profissões de informática no Brasil, os autógrafos compulsórios, as nuvens, os celulares, a Microsoft, a Apple e muitos outros exemplos.

Dr. Stallman, que é fundador do projeto GNU, emitiu um alerta sobre o que chama de “a armadilha Javascript”, armadilha esta que pode ser sentido especialmente por quem tem restrições quanto a rodar softwares não-livres em sua CPU, e em um caso particular destacado por ele: os programas “não-triviais” em Javascript, e que não sejam livres.

Definir o que é “não-trivial” é complicado, e ele reconhece isso. Mas para facilitar a tarefa de quem pretende seguir sua recomendação, o bom doutor oferece até mesmo um critério: para ele, são não-triviais os programas em Javascript que definem métodos e, além disso, carregam programas externos, são carregados na forma de um programa externo, ou fazem uma requisição AJAX.

Para impedir a armadilha definida por ele, o Dr. Stallman propõe uma série de medidas, que culminam em os navegadores livres sejam modificados para reconhecer scripts não-livres e não-triviais, informando o usuário a respeito, ao invés de executá-los. Adicionalmente, segundo a proposta, os navegadores poderiam substituir o código não-livre por outros que sejam da preferência de seu usuário.

O alerta termina fazendo menção a uma eventual futura campanha para que os websites optem por scripts livres.

O BR-Linux recomenda a extensão NoScript a quem queira, por qualquer razão, evitar o carregamento dos scripts que não satisfaçam a algum critério de interesse seu.

Saiba mais (lwn.net).