Continuando na trilha do debate sobre a saúde do desenvolvimento do projeto OpenOffice.org, mantido pela Sun, a partir da discussão iniciada no final de 2008 por um integrante do projeto e funcionário da Novell (saiba mais em “O OpenOffice está morrendo?“), Matt Asay dedicou seu espaço na CNet a aprsentar seu interessante ponto de vista, que afirma que o fenômeno foi percebido corretamente, mas as causas estão erradas.

Segundo ele, o problema não ocorre devido ao decréscimo de desenvolvedores ativos no projeto – se houvesse um pequeno núcleo de desenvolvedores ativos e comprometidos, grandes flutuações no número total poderiam ter impacto bem menor (e ele traz alguns dados e exemplos para suportar esta análise).

Para ele, a causa é mesmo a posição que a Sun toma: ao mesmo tempo em que se coloca como leão de chácara da inclusão de código e dos rumos de desenvolvimento, ela parece estar reduzindo sua própria participação no desenvolvimento em si – sem afrouxar os gargalos que permitiriam que essa redução fosse compensada pela agregação de novos interessados externos. O fato de o código ser inusualmente complexo complica ainda mais as coisas, porque até mesmo os desenvolvedores 100% capazes de desconsiderar o desestímulo existente têm dificuldade em se aproximar do projeto.

Para ele uma possível solução ganha-ganha seria a Sun sair do caminho, transformando o OpenOffice em uma fundação similar ao Eclipse, e assim evitando o ocaso do projeto, que não é de seu interesse.

Saiba mais (news.cnet.com).