Prefeitura se coça, e FISL fica em Porto Alegre
Quando publiquei a matéria anterior “ASL quer melhores condições para o FISL em Porto Alegre; divulga que o Paraná está interessado em levar o evento“, ilustrada por vistosas pitangas, deixei clara a minha visão de que a divulgação naquele momento do interesse paranaense em “tirar de Porto Alegre” o FISL era estratégia para convencer a prefeitura da capital gaúcha a se coçar.
E pelo jeito deu certo – ou pelo menos o objetivo pretendido pelos proponentes foi alcançado. E, de uma forma ou de outra, quem se preocupou com a possibilidade de o FISL deixar de ser um evento portoalegrense já pode voltar a tomar tranquilamente seu mate.
Segue trecho da nota do site oficial:
“A participação da prefeitura é fundamental para sustentar o crescimento do evento”, afirma o coordenador geral da entidade, Marcelo Branco, que esteve reunido com o presidente da Procempa, André Imar Kulczynski, o presidente da InovaPoa, Newton Braga Rosa, e representantes das secretarias de Cultura, Publicidade e Turismo nesta segunda-feira, 08.
Através das secretarias, a prefeitura deve realizar diversas atividades durante a programação do Fórum, a serem divulgadas nas próximas semanas. “Não é só a prefeitura que quer o Fisl aqui, a cidade quer manter sua tradição”, afirma Kulczynski.
São esperados 8 mil participantes para a décima edição do Fisl, que terá mais de 350 palestrantes no total, incluindo o sueco Peter Sunde, um dos fundadores do site Pirate Bay e os gurus Richard Stallman e John “Maddog” Hall. O evento deve deixar entre R$ 3 e R$ 5 milhões na cidade. (via softwarelivre.org)
Saiba mais (softwarelivre.org).
E viva o FISL em Porto Alegre.
Bah!
Trilegal!
hum… era tudo parte de um plano maligno por Augusto Campos… Olha só… :-)
Ah, para mim seria bom se o FISL fosse aqui em PR, mas fico feliz em saber que o evento está ganhando mais apoio :-)
Eu ainda preferia que o FISL fosse em um estado diferente a cada ano :(
É chimas – chimarrão, não mate.
Mate é coisa de hermano ou outro estado ou país.
Longe de mim dar a entender que sou gaúcho ou que domino o idioma local. Aqui se usa o nome “mate” com naturalidade, e espero que a minha forma de escrever não tenha prejudicado a compreensão da mensagem.
Macunaíma, se fala mate aqui no RS também. “chimas” é mais coisa de Porto Alegre mesmo.
Como comentei na notícia anterior, acho que o Paraná ia ser legal. Seria excelente desculpa para ir conhecer. :)
@Macunaíma:
Trecho da música “Tertúlia”, do Leonardo – o do RS, não o sertanejo:
(…)
Uma chamada, uma fogueira, uma chinoca, uma chaleira,
uma saudade, um mate amargo e a peonada repassando o trago
noites cheirando a querência nas tertúlias do meu pago. (BIS)
(…)
“Chimas” é de doer. Coisa de “magro do bonfa”.
Bom mesmo é tererê. Mas aqui ninguém liga, erva boa mesmo só os paraguaios sabem fazer.
Não é Chimas que dizemos em Porto Alegre. É “chima”. Tipo “Vamos tomar um chima”.
Se falar mate entendemos. Mas mate pra nós é algo como chimarrão com açucar.
Tererê é chimarrão gelado que os argentinos tomam em Floripa.
Bobagem, sou gaúcho da campanha, gaúcho mesmo e não rio grandense, e falamos mate cotidianamente, é uma bebida dos índios guaranis, feita de erva-mate, portanto, mate, não é nenhuma palavra alienígena.
Sei que os alemães coxa-brancas adoram a bebida e falam só em chimarrão, mas qualquer gaúcho dos pampas (e “pampa” significa planície em guarani, local que existe na fronteira do RS e se estende Uruguai e Argentina a dentro) sabe o que é um mate e não vai estranhar o termo.