É isso mesmo, o BR-Linux está hoje novamente na edição impressa da Folha de São Paulo – é a segunda vez desta semana, a outra foi na quarta-feira, falando sobre compatibilidade de hardware.
A de hoje foi um assunto bem diferente, no papel de fonte para comentar e repercutir os anúncios de ontem da Microsoft.
Depois eu dou um jeito de scannear e atualizo aqui na notícia, mas por enquanto vou tentar apenas resumir. O caderno Dinheiro trouxe duas matérias sobre o assunto, uma delas trazendo os detalhes sobre o anúncio em si e citando fontes internacionais, e a outra, intitulada “Mudança garantirá mais liberdade para usuário comum, afirmam especialistas” (autoria de Camila Rodrigues e Gustavo Villas Boas) repercute e investiga opiniões sobre causas e efeitos.
A matéria inicia citando o Bruno Souza, da Open Source Initiative, falando sobre a prática da Microsoft em relação a padrões: ‘Um exemplo é a navegação na internet. Sites criados em ambiente Microsoft e testados apenas para o seu navegador, o Internet Explorer, muitas vezes funcionam com falhas até em programas populares, como o Firefox, observa Bruno Souza, da Open Source Initiative, uma organização internacional sobre software livre. “A Microsoft sempre fez alguma coisa diferente do padrão, para prender o usuário no ambiente deles”, diz Souza. A comunidade de código aberto ou software livre cria programas com a estrutura acessível, que podem ser modificados e distribuídos livremente.’
Aí vem o trecho cuja fonte é o BR-Linux, via entrevista:
Para Augusto Campos, do site BR-Linux, “o anúncio não é perfeito, mas vai na direção certa: mais desenvolvedores vão poder criar softwares que conversem mais com os aplicativos da Microsoft”.
“Mas a empresa não está abrindo seu código, apenas informando padrões de funcionamento e como programas de outras empresas podem usar recursos do sistema operacional Windows e de softwares da Microsoft”, disse Campos.
O fecho é uma visão positiva sobre o amadurecimento do software livre no mercado: ‘Especialistas vêem na ação da Microsoft uma reação a pressão de outros desenvolvedores e usuários de aplicações em código aberto. “O software livre amadureceu, não é visto como coisa de universitários. A IBM, o Google, a Sun e, recentemente, a Apple, por exemplo, foram nessa direção. Quem não fizer isso perderá mercado”, diz Odemir Bruno, livre-docente de computação da USP.’
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