Anahuac comenta a Latinoware 2015: "sem Ubuntu, mas com pouco GNU"

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Parabéns à Latinoware pelo sucesso que há anos se sustenta com muito esforço, coerência e trabalho duro de seus abnegados mantenedores, sempre valorizando nossas liberdades, inclusive a de escolha (felizmente, inclusive, o "sem Ubuntu" do título não foi bem assim), e oferecendo atrações que evoluem claramente alinhadas ao que seu público busca ao participar do evento.

Quanto ao foco do artigo do Anahuac, abaixo, fica registrado meu desejo de que as agremiações com posicionamento alinhado ao dele promovam no Brasil cada vez mais eventos com similar grandeza, voltados diretamente à aludida "discussão filosófica do Software Livre", para quem deseja participar disso.

Em paralelo, desejo que tenham cada vez mais material novo a expor nos eventos existentes de outros grupos, para que sua presença na lista de trabalhos inscritos, na grade de atividades, na cobertura do evento e na expectativa do público, ao invés de passar pelo que ele descreve como "perda gradativa da discussão política e social das liberdades do software e seu caráter revolucionário", alcance a magnitude que ele deseja.

Enviado por Anahuac de Paula Gil (anahuacΘanahuac·eu):

“Então mais um Latinoware passou, e segundo soube foi lindo! A presença massiva dos nerds de plantação da tríplice fronteira garantiu o sucesso de um dos maiores eventos de tecnologia do Brasil. E como não podia deixar de ser, muita coisa aconteceu para o público e também nos bastidores. Entretanto o que mais preocupa é descaracterização do evento como um dos estandartes da liberdade tecnológica: o Latinoware nasceu cultuando o Software Livre e hoje vira as costas para a FSF e os defensores da liberdade do software.

Faz alguns anos que o evento vem, gradativamente, flexibilizando sua grade de palestras e oficinas incluindo mais e mais tecnologias não livres. Apenas para exemplificar, no ano passado houve a apresentação de um programa que auxilia na linguagem de Libras que é 100% privativo. Eles foram convidados oficiais da organização do evento, ou seja, não foi um erro de escolha da comunidade ou de avaliação.

Quem se deu ao trabalho de dar uma pesquisada na grade de palestras do Latinoware 2015 pôde perceber alguns sinais muito interessantes: só havia uma única palestra com "GNU" no nome, ao menos 3 atividades explicitas de software não livre e a ausência absoluta da discussão filosófica do Software Livre. A maioria das atividades estavam relacionadas ao desenvolvimento de programas e métodos de produção otimizados pelo compartilhamento dos códigos. Apenas para deixar claro: o Latinoware nunca foi um evento "filosófico" e sim muito mais pragmático e técnico, mas sempre houve um espaço de destaque para a conceituação ideológica do Software Livre, pois os organizadores sabiam bem que esse é o alicerce do movimento que pretende mudar as estruturas da forma como se dissemina tecnologia nos dias atuais.

É fato que o Latinoware se preocupou em remover o Ubuntu de suas maquinas principais - em especial as que ficam nas salas das palestras - substituindo-as pela distribuição comunitária Fedora. Esse é um passo que merece um elogio contundente por conta do simbolismo que trás consigo. Não é perfeito, pois o Fedora ainda disponibiliza um kernel Linux recheado de drivers e softwares não livres, mas é um primeiro passo importante. Agradeço publicamente ao amigo Marcos Siríaco por ter cumprido a palavra empenhada no FISL16 quando me disse pessoalmente que essa mudança seria feita.

Entretanto a troca do Ubuntu por Fedora não foi completa, pois algumas atividades ainda usaram e abusaram do Ubuntu, em especial para a realização de um campeonato de Urban Terror que é um jogo absolutamente não livre. Aliás, porque o Latinoware promoveria o campeonato de um jogo não livre em vez de estimular jogos livres? Esse parece ser o sinal claro de que a complacência que permite a convivência pacífica com o software não livre faz com que a presença de software não livre cresça, portanto ela não é benéfica ao Software Livre e sim ao software não livre, certo?

É claro que o Latinoware é um evento importantíssimo - se não fosse não me daria ao trabalho de escrever estas linhas - mas me parece que a mudança gradual de enfoque é claro e não é sem querer. Nomes importantes da organização do evento como Alberto Azevedo e Sílvio Palimieri vem trabalhando de forma árdua para remover a discussão filosófica do Software Livre do evento, usando o discurso da Liberdade de Escolha como bandeira de liberdade, quando sabem perfeitamente que a defesa da liberdade do software não é flexível, não é mutável e não deve baixar a guarda para um argumento mercadológico. Portanto não se trata de uma ação inocente, mas de um esforço deliberado para demover o caráter vanguardista do Latinoware: menos Ubuntu e mlatinoware_inovacaoenos GNU.

Não sem querer, na capa do Caderno Inovação, do Jornal Iguaçu, está estampada uma matéria sobre o Latinoware - "o evento mais nerd da América Latina", com foto do Jon "maddog" Hall e nenhuma, absolutamente nenhuma menção ao Software Livre. É a perda gradativa da discussão política e social das liberdades do software e seu caráter revolucionário. É a substituição do modelo que discute como devemos lidar com a transferência de conhecimento tecnológico, pela discussão dos melhores modelos de produção. Quando se aceita a inserção massiva de software não livre nas distribuições mais famosas e se continua dizendo que elas são Software Livre, quando se aceita que as empresas de Software Livre se comportem de forma anti ética e amoral como qualquer outra empresa e quando se aceita que um evento do porte da Latinoware, cuja importância foi cunhada sobre os conceito do Software Livre, está se cometendo, no mínimo, omissão.

O futuro é o campo das especulações, e deve ser tratado com cautela, sob o risco de se ser injusto. Assim, com muito cuidado vou fazer a minha: se o Latinoware e outros eventos de grande porte, não promoverem um resgate dos valores ideológicos do Software Livre, se não criarem as devidas barreiras para evitar a presença de softwares não livres, se não expuserem claramente seu posicionamento pró Software Livre, então eles serão consumidos pelo discurso da mediação e da convivência pacífica com o software não livre, inclusive ajudando a disseminar essa ideia. E assim o Software Livre terá perdido seu último grande estandarte, uma vez que os eventos serão meramente técnicos, tecnológicos e nerds, mas não mais de Software Livre.

Saudações Livres!

Anahuac” [referência: anahuac.eu]

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Por Augusto Campos | 21/10/2015

Expresso.Ba é substituído pelo Office 365 nos orgãos Estaduais Baianos

office

Enviado por Watson (cabriΘyahoo·com·br):

“A PRODEB (Companhia de Processamento de Dados da Bahia, empresa terceirizada responsável pela TIC na Administração Pública Estadual da Bahia) está finalizando o processo de migração do Expresso.Ba, para o Office 365, onerando os cofres públicos Baianos em R$ 18 Milhões, confirmando a forma como gere as TIC da Bahia. A ação vai na contramão dos vários atos no Brasil, como no exemplo da própria "mãe", o Estado do Paraná o qual economizou em 3 anos R$ 127 Milhões. Um auditor fiscal analizou esta e outras atidudes da PRODEB em www.iaf.org.br” [referência: iaf.org.br]
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Por Augusto Campos | 21/10/2015

Esteganografia com Steghide

Enviado por Douglas Santos (douglasΘbutecopensource·org):

“Nesse artigo irei falar um pouco sobre esteganografia e mostrar o uso simples do Steghide.

Esteganografia (do grego “escrita escondida”) é o estudo e uso das técnicas para ocultar a existência de uma mensagem dentro de outra, uma forma de segurança por obscurantismo. Em outras palavras, esteganografia é o ramo particular da criptologia que consiste em fazer com que uma forma escrita seja camuflada em outra a fim de mascarar o seu verdadeiro sentido.” [referência: ]

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Por Augusto Campos | 21/10/2015

Palestra dia 26: Medicina 3D – Como a impressão 3D está salvando e mudando vidas

Enviado por Eliane Domingos de Sousa (contatoΘciclodepalestra·com·br):

“Segunda-feira, 26 de outubro de 2015 é dia de Ciclo de Palestras no SINDPD-RJ. Guilherme Razgriz apresenta: Medicina 3D – Como a impressão 3D está salvando e mudando vidas. ENTRADA FRANCA!!!! Inscrições: http://ciclodepalestra.com.br/medicina-3d-como-a-impressao-3d-esta-salvando-e-mudando-vidas/” [referência: ciclodepalestra.com.br]
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Por Augusto Campos | 21/10/2015

15 coisas divertidas para fazer com um Raspberry Pi

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Enviado por Paulo Oliveira (treinamentoΘlinuxsolutions·com·br):

“O que é Raspberry Pi?

O Raspberry Pi é um computador de baixo custo do tamanho de um cartão de crédito, que se conecta a um monitor de computador ou de televisão, e usa um teclado e um mouse padrão. Ele foi desenvolvido no Reino Unido pela Fundação Raspberry Pi. Todo seu hardware é integrado numa única placa. Seu preço no site oficial varia entre US$ 25 à US$ 35.

O principal objetivo é promover o ensino em Ciência da Computação básica em escolas e em universidades. Mas também oferece todos os recursos de um desktop ou um notebook convencional, como ver filmes (incluindo trailers, e filmes diretamente baixados da internet), Shows de TV; Música, Podcast, Configurações (Settings), Recursos, Youtube entre outros.

Saiba mais!” [referência: ]

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Por Augusto Campos | 21/10/2015

5 coisas que só o modelo 2 do Raspberry Pi pode fazer – você pode apontar alguns exemplos melhores?

Abri com interesse o artigo “5 Things Only a Raspberry Pi 2 Can Do”, do MakeUseOf, falando sobre o que o Raspberry Pi 2 faz que os seus modelos anteriores não conseguem, mas confesso que me desapontei: a lista inclui navegar na Internet com mais conforto (mas esse item consta com ressalvas), emular jogos de plataformas como Dreamcast e PSX, e os outros 3 itens são basicamente uma lista de sistemas operacionais com suporte a ARMv7: Windows 10, Ubuntu Core, Ubuntu MATE.

Não são pouca coisa, mas eu tenho alguns Raspberries (1 e 2) em uso e, sinceramente, nenhuma das 5 razões seria razão para eu comprar um modelo 2 se já tivesse um modelo 1 funcionando.

Imagino que ser ARMv7, ter clock maior e o dobro da RAM permita alguns diferenciais de caso de uso mais interessantes, e que vocês terão alguns exemplos melhores para mencionar. Conto com seus comentários! (via www.makeuseof.com - “5 Things Only a Raspberry Pi 2 Can Do”)

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Por Augusto Campos | 20/10/2015

39ª versão do OpenBSD celebra os 20 anos do projeto

Além de políticas estritas quanto às opções de segurança e auditoria do seu código, o OpenBSD é caracterizado por uma política de copyright que busca manter o espírito de abertura do BSD original, preferindo licenças com as características da ISC, BSD e MIT, à luz das quais considera demasiadamente restritivas outras licenças open source, incluindo a GPL.

O OpenBSD 5.8 foi lançado no início desta semana, comemorando o 20º aniversário do projeto que nasceu como consequência da remoção de seu fundador, Theo de Raadt, do projeto NetBSD, no qual tinha participação central.

Na ocasião, de Raadt criou um fork a partir do NetBSD 1.0, batizou-o de OpenBSD, e passou a lançar atualizações a cada semestre, mantidas atualizadas por 1 ano cada uma.

O OpenBSD é um dos poucos projetos para os quais eu contribuo financeiramente. Não uso o sistyema operacional em si, mas o OpenSSH (um dos vários projetos nascidos no mesmo bojo) é essencial para as minhas atividades diárias.

Feliz aniversário! (via news.softpedia.com - “OpenBSD Project Celebrates 20 Years of Activity with the OpenBSD 5.8 Release - Softpedia”)

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Por Augusto Campos | 20/10/2015

Vídeo mostra como é editar vídeos com o Blender

video

Enviado por Pablo R. Dinella (pablo·dinellaΘgmail·com):

“Gravei isto numa espécie de making of do processo de edição de vídeos com o Blender. Pra quem se interessa dá pra ter uma leve noção do fluxo desse tipo de trabalho, e quem sabe futuramente faço um tutorial ;)” [referência: ]
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Por Augusto Campos | 20/10/2015

Animação com Perl e SDL

desenvolvedores

Enviado por Giovanni Nunes (giovanni·nunesΘgmail·com):

“Este é um exemplo bem simples de uma rotina de animação utilizando a biblioteca SDL em Perl. Mas por que justamente em Perl? Fácil, já tinha um rascunho pronto e, se um dia tiver paciência, uso este código como referência para fazer em Python ou mesmo em Ruby.” [referência: ]
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Por Augusto Campos | 20/10/2015

Docker depois do hype, como começar a usá-lo hoje mesmo

evento

Enviado por Alexandre Vicenzi (vicenzi·alexandreΘgmail·com):

“Não é nenhuma novidade que Docker está na boca do povo. Qualquer conferência ou evento da nossa área tem ou terá uma palestra sobre o assunto, é o que vende no momento. Vários cases sendo apresentados, toneladas de ferramentas de gerenciamento e orquestração de containers, fazem do Docker uma ferramenta muito poderosa e que cresce a cada dia.” [referência: ]
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Por Augusto Campos | 20/10/2015

Entendendo o Docker parte 1

Enviado por Rafael Gomes (gomexΘriseup·net):

“Nesse artigo falarei de forma bem direta e didática sobre o Docker. Com uma construção gradativa dos conceitos que permeiam essa solução tão falada ultimamente.

A ideia principal dessa série de artigos é desmistificar o assunto para aqueles que ainda não leram nada sobre essa solução.” [referência: techfree.com.br]

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Por Augusto Campos | 19/10/2015

Uma introdução (de leve) ao Logstash + Kibana

Enviado por Pedro Pereira (augusto·pedroΘgmail·com):

“A tarefa de armazenar logs além de importante é também muito difícil. Não é raro muitos administradores terem que lidar com logs sendo gerados por centenas (às vezes milhares em um ambiente cloud) de máquinas do ambiente de produção da sua empresa. Pra isso tudo virar uma bagunça não leva nem meia-hora!

Pra facilitar a vida de quem tem que gerenciar os logs, vou apresentar o Logstash e você não vai mais reclamar de ter que ficar caçando logs de SYSLog e mesmo de softwares como Snort. Dá uma lida aí no texto pra conhecer mais sobre essa solução.” [referência: pedropereira.net]

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Por Augusto Campos | 19/10/2015

Anahuac-approved: Mudando o nome da distro Tux4you para Gnu4you

Enviado por Juliano Ramos (juliano·tecnologialivreΘgmail·com):

“Olá caros leitores do BR-linux, nesta semana anunciamos o desenvolvimento da distro Tux4you que tem como foco a acessibilidade. Através de um comentário do Anahuac na rede diáspora, decidimos entre a equipe alterar o nome 4 para GNU4you, que é mais abrangente a este propósito. Todo o sistema continua sendo subsidiado pela Tux4you, mas o nome receberá esta alteração. Saiba mais sobre o desenvolvimento em nosso site ( www.tux4.com.br/networking ” [referência: tux4.com.br]
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Por Augusto Campos | 19/10/2015

Ajudando animais e pessoas com o Blender 3D

evento, gente-que-faz

Enviado por Cícero Moraes (cogitas3dΘgmail·com):

“Caros amigos,

Tive a honra de palestrar na Latinoware 2015 com o tema: "Ajudando animais e pessoas com o Blender 3D", onde abordo uma série de projetos relacionados a confecção de próteses e simulações cirúrgicas.

Para os interessados no assunto, ou mesmo aqueles que não puderam assistir a palestra, segue um compacto com os tópicos principais:

Espero que apreciem. Boa leitura!” [referência: ciceromoraes.com.br]

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Por Augusto Campos | 19/10/2015

Usando o Chef, parte 1

instalar, desenvolvedores

Enviado por Giovanni Nunes (giovanni·nunesΘgmail·com):

“Chef é uma ferramenta para criação e configuração automática de novos hosts através de um conjunto programável de tarefas — as receitas — que executam ações específicas como instalar um pacote, criar um arquivo etc.

As tais receitas são escritas em uma DSL (Domain Specific Language), ou seja, uma linguagem criada para um determinado propósito. No caso do Chef ele está “pegando emprestado” a estrutura e sintaxe do Ruby para a tarefa.” [referência: ]

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Por Augusto Campos | 19/10/2015