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Choque de realidade: 2 dias depois, Canonical reduz em até 25% preços do seu ubuntufone

Tags: edge, ajuste

A Canonical anunciou na segunda-feira seu plano de encontrar 40.000 pessoas interessadas em ajudar a juntar US$ 32 milhões para viabilizar o Ubuntu Edge, seu interessante (em termos de especificações técnicas, ao menos) smartphone com dual boot de Android e Ubuntu.

O primeiro dia se mostrou promissor, com grande procura pela oportunidade de adquirir o direito de receber um aparelho a partir de agosto comprometendo-se a pagar US$ 600. A partir do 2º dia, entretanto, a entrada em vigor do preço ordinário de US$ 830 por aparelho reduziu claramente o interesse e o ritmo de crescimento da campanha, que tem prazo de 1 mês.

Mas quem é de comércio não se aperta, e medidas de ajuste entraram imediatamente em campo, com a oferta de mais 3.750 aparelhos a preços com desconto, reduzindo seus preços a valores entre US$ 625 e US$ 7251. Outros lotes a preços abaixo de US$ 830 serão oferecidos até o final da campanha, e alguns lotes a preços superiores (corporativos, etc.) também apareceram.

Vale lembrar que a meta de arrecadação é em dinheiro, e não em número de participantes, e que a redução no preço individual exigirá que mais participantes adiram ao plano de financiar o ubuntufone para que a campanha tenha sucesso. (via omgubuntu.co.uk - “Ubuntu Edge Prices Lowered, Devices Available from $625 | OMG! Ubuntu!”)

 
  1.  Quem comprou ontem a US$ 830 terá oportunidade de optar por um destes valores, também.

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Chromecast: dispositivo do Google transforma o Chrome em ponto de convergência da sala de TV, e exclui o Linux

Tags: sem-linux

No evento do Google de ontem, em que foram anunciados um novo dispositivo Nexus e a nova versão do Android, a maior novidade foi o Chromecast, dispositivo que, ao preço de um Raspberry Pi1, conecta-se à porta HDMI da sua TV2 e transmite a ela imagens enviadas a partir do navegador Chrome no desktop, e de apps no Android e no iOS.

As semelhanças (e as importantes diferenças) em relação a dispositivos como a Apple TV3 são evidentes, e o conceito me agradou bastante, ao mesmo tempo em que me chamou a atenção a crescente importância estratégica do Chrome para o Google – é uma convergência que dispensa controlar qual o sistema operacional fornecido por terceiros que o usuário vai escolher.

Dois aspectos me chamaram a atenção no que diz respeito ao desktop open source, entretanto: o anúncio oficial é explícito ao mencionar suporte ao Chrome para o Mac e Windows, mas não menciona o Linux4, e a licença de uso do SDK para quem quer desenvolver aplicativos com suporte ao novo acessório tem exigências que a tornam claramente incompatível na prática com requisitos comuns em licenças de software livre ou open source5. (via google.com - “Chromecast”)

 
  1.  modelo B (US$ 35)

  2.  E a uma porta USB para alimentação elétrica

  3.  especialmente no modo Airplay

  4.  Não que seja grande surpresa, afinal o suporte oficial a desktops "genéricos" com Linux em vários outros elementos importantes do "desktop Google" também inexiste ou é precário – aparentemente o Google gosta bem mais do kernel Linux do que dos desktops rodando o Linux.

  5.  em especial as licenças recíprocas

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