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Novo malware para Linux cria backdoor e rouba dados de formulários online

Tags: malware, bino

O malware "Hand of Thief" não tem um vetor próprio de instalação, ou seja, não se aproveita de alguma falha no Linux para se instalar ou se espalhar. É um cavalo de troia tradicional, mas sua existência (e o fato de estar à venda no mercado) chama a atenção para a permanente necessidade de ficar atento a instruções ou softwares obtidos de fontes pouco confiáveis, que possam incluir a instalação do malware pelas mãos do próprio usuário incauto.

Via idgnow.uol.com.br:

Uma pesquisadora da RSA detalhou a existência do vírus "Hand of Thief", projetado especificamente para Linux.

De acordo com a especialista em ciber inteligência Limor Kessem, o Hand of Thief funciona de forma semelhante ao malware que visa máquinas com Windows - uma vez instalado, rouba informações de formulários online, mesmo que eles estejam usando HTTPS; cria um ponto de acesso backdoor na máquina infectada e tenta bloquear o acesso aos servidores de atualização de antivírus, VMs e outros métodos potenciais de detecção.

O Hand of Thief está sendo vendido em "comunidades fechadas de cibercrime" por 2 mil dólares - o valor inclui atualizações gratuitas, disse Limor. No entanto, ela acrescenta, a próxima versão que adiciona uma nova tecnologia de ataque de injeção web elevará o preço para 3 mil dólares e introduzirá uma taxa de 550 dólares para os principais updates de versão.

"Esses preços coincidem com as cotações feitas por desenvolvedores de malware que lançaram um malware semelhante para o sistema operacional Windows - o que torna o preço do Hand of Thief muito acima do valor de mercado, considerando a base relativamente pequena de usuários do Linux", observou.

Ter computadores Linux infectados em primeiro lugar, no entanto, poderia ser mais problemático para os "ladrões" - Limor, citando uma conversa com um vendedor do Hand of Thief, disse que a falta de exploits direcionados ao Linux significa que engenharia social e e-mails serão os vetores de ataque mais prováveis.

Limor também disse que o crescimento no número de usuários de desktop Linux - que aconteceu, em parte, pela insegurança percebida no Windows - poderia potencialmente anunciar a chegada de mais malwares como o Hand of Thief - já que o número possíveis alvos cresce.

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Engenheiro de software é preso por compartilhar via subversion 8MB de código de licença mista de seu empregador

Tags: comunidade, copyright

A história é complexa: o código que o desenvolvedor enviou para fora da empresa em que trabalhava é baseado em código aberto, com modificações feitas por ele mesmo, durante o horário do expediente e para uso pela empresa.

Como o código executável não foi distribuído pela empresa, a licença não a obrigava a distribuir os fontes que modificou. Como as modificações foram feitos no horário do expediente por um desenvolvedor contratado para isso, o direito autoral pertencia à empresa, e não a ele. E consta que o contrato entre o desenvolvedor e a empresa previa expressamente o compartilhamento de código ou o seu envio para fora da mesma.

Mas o desenvolvedor, que não gostava da forma como a empresa usava código open source sem retribuir, pediu demissão e durante o aviso prévio compartilhou consigo mesmo por meio de um repositório SVN gratuito o código em questão, pensando em reaproveitar depois os trechos open source dos mesmos e lembrar do que fez com eles para o caso de voltar a precisar fazer (segundo sua versão).

Foi um erro lamentável (no mínimo), mas a partir daí começa a parte realmente tensa: FBI, detenção, a confiante mas temerária recusa ao direito de contar com o auxílio de um advogado ao depor, condenação, 8 meses de cadeia, apelação, liberdade, nova acusação, cadeia de novo, novo recurso, e assim por diante, numa história que ainda não acabou.

Enviado por Sergio (ssilva381Θig·com·br):

“Vi a notícia no site Tecmundo. Ele estava desenvolvendo na empresa onde trabalhava, se utilizando de código oriundo de software livre, porem não teve permissão de publicar para a comunidade o que foi desenvolvido.” [referência: tecmundo.com.br]
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