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Criptografia: FreeBSD decide que também não pode confiar nos recursos embutidos nas CPUs Intel e Via

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Após as acusações feitas por Edward Snowden de conluio entre NSA e as fabricantes de chips para enfraquecer a criptografia disponível aos cidadãos, o FreeBSD também decidiu que não vai mais permitir que os geradores de números aleatórios oferecidos internamente nas CPUs da Intel e da Via (RDRAND e Padlock, respectivamente) sejam usados diretamente para fornecer (via /dev/random) números aleatórios para os aplicativos, incluindo os de criptografia – caso em que eventuais desvios no grau de aleatoriedade podem ser especialmente danosos, facilitando o acesso de terceiros ao material criptografado que venha a ser interceptado.

A bordagem escolhida pelo FreeBSD é similar à do Linux: os geradores via hardware continuarão em uso quando disponíveis, mas o acesso a eles via chamadas do sistema não retornará diretamente o número aleatório gerado, e sim o processará por meio de um algoritmo que acrescente outras fontes de entropia, de modo a reduzir a possibilidade de que desvios intencionais sejam preservados.

Entretanto, quando se fala de ausência de confiança na CPU, vale lembrar que o controle que o sistema operacional exerce sobre ela tem limites práticos. Assim como ocorre no caso dos compiladores1 as possibilidades de manipulação por parte do fornecedor da ferramenta podem ser mais amplas do que o que pode ser inspecionado pelos meios usuais. (via arstechnica.com - ““We cannot trust” Intel and Via’s chip-based crypto, FreeBSD developers say | Ars Technica”)

 
  1.  O link sobre o caso dos compiladores é especialmente interessante: é um texto escrito em 1984 por Ken Thompson – ele mesmo, co-criador do Unix – demonstrando como é possível alterar compiladores de maneiras difíceis de detectar, e mencionando os microcódigos das CPUs na sua conclusão, como parte do mesmo grupo no qual não se pode confiar sem inspecionar, e nem sempre se pode inspecionar.

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Microsoft x Android: Patente da FAT é julgada inválida em tribunal federal alemão

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A patente do método de manter nomes longos e nomes curtos ("8.3") de arquivos em uma mesma nomenclatura em volumes FAT, que desde 2003 a Microsoft usa para pressionar e para colher royalties de fabricantes de dispositivos Linux e Android foi considerada integralmente inválida pelo tribunal alemão que trata da matéria.

Sua versão norte-americana recebeu julgamento similar nos EUA recentemente.

A Microsoft pode recorrer em ambos os casos, e não será a primeira vez que o fará, mas a decisão certamente enfraquece o ponto de apoio que essa patente dá à empresa para medidas como a proibição solicitada e concedida em 2012 que impediu a comercialização de todos os aparelhos Android da Motorola em 2012, por causa dessa mesma patente. (via www.zdnet.com - “Microsoft FAT patent loss endangers its Android revenue | ZDNet”)

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