Notícia da semana passada, mas ainda não havia saído por aqui e pode vir a ser importante para os próximos lances da novela Oracle x Google:
Via gizmodo.com.br:
(…) O programador Joshua Bloch trabalhou por oito anos na Sun, empresa que criou o Java. Em 2004, ele se tornou “guru do Java” no Google; e alguns anos depois, ele passou a trabalhar no Android.
Bloch admite, de forma relutante, que copiou parte do código do Java e o usou no Android: “a mesma ordem e o mesmo nome [do código] são um forte indício de que provavelmente eu copiei”. O código é protegido por direito autoral desde 2004, de acordo com documentos da Sun. No entanto, ele notou que era uma boa prática usar o mesmo código, e não só ele foi para o Android, como para o JDK (Java Development Kit).
A estratégia dos advogados da Oracle, empresa que hoje é dona do Java, foi focar só neste pedaço do código – apenas nove linhas! – mas isto pode se expandir em audiências futuras. O tal código foi removido do Android na versão Ice Cream Sandwich, mas ainda está presente nas versões anteriores, hoje em 97% dos aparelhos com Google Play.
O mais importante é que isto pode ferir o principal argumento do Google. A empresa disse ter usado a prática da “sala limpa” (clean room) para desenvolver o Android. Isto é, o Google diz não ter usado código privado de outras empresas; nem usar ex-funcionários que conheciam tal código. Por isso o testemunho de Bloch levanta a pergunta: quão limpa era a “sala limpa” do Android? (…)