Argumentos baseados em autoridade de modo geral não são bons argumentos, mas isso não impede que a análise de alguém tão profundamento envolvido na definição da visão tecnológica da empresa responsável pelo sistema operacional mais popular em desktops PC seja menos interessante no debate sobre se estamos na era pós-PC ou não – e ele acredita que estamos, mas destaca uma vez mais: pós-PC não significa o fim do PC.
O artigo abaixo fala dos efeitos disso sobre a empresa em questão, mas eu o vejo em outro contexto: me parece que a presença cada vez maior dos dispositivos móveis e embarcados, independentemente dos nomes que recebam, deve ser considerada na estratégia dos projetos open source, e felizmente ela é, em vários casos.
Via tecnologia.ig.com.br:
Ray Ozzie, o homem que sucedeu Bill Gates como visionário tecnológico da Microsoft, acredita que o mundo tenha superado o computador pessoal, o que pode ter deixado para trás a maior produtora mundial de software.
O computador pessoal, que serviu de fundação ao poderio da Microsoft e ainda determina seu desempenho financeiro, foi deixado para trás por poderosos celulares e tablets acionados por softwares do Google e da Apple, disse o antigo executivo da Microsoft.
“As pessoas discutem se estamos ou não em um mundo pós-PC. Não existe o que discutir: é claro que estamos em um mundo pós-PC”, disse Ozzie em uma conferência sobre tecnologia promovida pelo blog tecnológico GeekWire, em Seattle, na quarta-feira. (…)