Mesmo não compartilhando do entusiasmo com os rumos atuais do desktop Ubuntu, simpatizei com boa parte do que Mark Shuttleworth escreveu sobre o que o Ubuntu 12.04 representa para a sua visão de desktop – em especial com a forma simpática como ele aproveitou o impulso das recentes críticas de Linus Torvalds aos desktops Linux complicados demais – que ficaram no caminho da filha dele quando tudo que ela queria era adicionar a impressora da escola no seu notebook) – para lembrar que a menina faz parte do seu público-alvo, assim como o seu pai, e que ela pode instalar o sistema no MacBook da família quando papai Linus não estiver olhando.

A avaliação dele sobre o sucesso alcançado no 12.04 (a ser lançado no mês que vem) pode ser sintetizada na frase que o LWN destacou: “Pela primeira vez com o Ubuntu 12.04 LTS, real inovação na experiência do usuário desktop está disponível em uma plataforma de software livre totalmente pronta para produção e certificada para o mercado corporativo, gratuitamente, bem antes de aparecer no Windows ou Mac OS”.

Ele agradece a quem permaneceu com o Ubuntu neste período de mudança, e também aponta que é OK estar em situação como a em que eu me encontro, e que ele descreve como a de quem, em face da mudança, percebe que seus interesses estão em outro lugar. No meu caso, estão em manter o Ubuntu 10.04 por mais algum tempo, até escolher para qual outra distribuição posso migrar com o menor esforço de adaptação quando chegar a hora. (via markshuttleworth.com – “Mark Shuttleworth » Blog Archive » … for human beings”)