Similar aos jogos e aplicativos descontinuados conhecidos como abandonware, acredito que sob o ponto de vista do público consumidor estas iniciativas de bibliotecas digitais oferecendo acesso a obras que de outra forma não estariam disponíveis é visto como um bom serviço. Mas o direito autoral nem sempre está construído de forma a considerar os casos práticos…

O resultado que vier a ser alcançado por este movimento de detentores de direitos autorais para bloquear iniciativas organizadas para oferecer acesso a obras (não necessariamente deles) que não estão disponíveis em forma impressa e cujos autores não foram localizados merece ser observado com atenção.

Via g1.globo.com:

(…) Os autores afirmam que a Universidade de Michigan anunciou, em junho, seus planos para permitir o download ilimitado para seus estudantes e outros membros de obras escaneadas que fossem consideradas “orfãs” –trabalhos não impressos e cujos autores não foram localizados. outras universidades decidiram realizar uma iniciativa semelhante em agosto.

“Isso é uma tentativa perturbadora de deixar de lado os direitos dos autores”, disse Angelo Loukakis, de um grupo australiano de autores. “Talvez não pareça isso para alguns, mas escrever livros é um trabalho real. Esse grupo de universidades norte-americanas não tem a autoridade para decidir se, quando ou como os autores devem perder seus direitos”, completou.